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Por Alan Mariasch
da Fator Ambiental em São Paulo
São Paulo, 5 de outubro de 2009 - A Abas (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas) organizou na metade do mês passado, em São Paulo, o I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS). A preservação do solo, os impactos da contaminação das águas subterrâneas para a saúde, a relação do processo de urbanização com o meio ambiente, além dos aspectos técnicos e políticos sobre contaminação e remediação foram as principais pautas do evento.
Para Everton de Oliveira, presidente da Comissão Organizadora do congresso e secretário executivo da Abas, “este é o primeiro grande evento do país direcionado aos profissionais e empresas envolvidas no setor de meio ambiente subterrâneo. A ideia é proporcionar a troca de informações, além de divulgar o tema com maior clareza para a sociedade”.
John Cherry, renomado hidrogeólogo das universidades de Guelph e de Waterloo (Canadá), ministrou a palestra de abertura, cujo tema foi “Avanços no Conhecimento de Contaminantes Orgânicos no Meio Ambiente Subterrâneo: de 1988 a 2009”. Outros palestrantes internacionais no CIMAS foram Holger Weiss, diretor do departamento de remediação de solo e águas subterrâneas do Centro de Pesquisas Ambientais Helmholtz, de Leipzig (Alemanha) e Robert Cleary, consultor especializado em remediação de águas subterrâneas, da empresa americana Princeton Groundwater Inc, pioneiro no Brasil nesta área.
Conhecidos profissionais da área ambiental do país também participaram do congresso, como conferencistas ou em debates: Alfredo Carlos Cardoso Rocca, gerente de áreas contaminadas da Cetesb; Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp; José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA); e Washington Novaes, jornalista especializado na área ambiental.
Participação da Fator Ambiental - Fernando Mazo D´Affonseca, geólogo da Fator Ambiental, apresentou no CIMAS um modelo matemático, desenvolvido no âmbito de sua pesquisa de doutorado, que estima simultaneamente o tempo necessário para se atingir as metas de remediação definidas para um número indeterminado de compostos em áreas contaminadas com NAPL. “Trata-se de um modelo semi-analítico, cujo seu ponto mais forte constitui-se no seu baixo tempo computacional, o que possibilita uma avaliação sistemática de distintos cenários de remediação”, disse.
Para Mazo, um destaque do congresso foi a participação ativa de membros de órgãos ambientais brasileiros, em particular da Cetesb: “Isso colocou em pauta a nova lei de gestão de áreas contaminadas para o estado de São Paulo. Houve um caloroso debate sobre o assunto. A participação de renomados conhecedores do assunto, tanto no âmbito nacional como internacional, foi de vital importância para se levantar as dificuldades técnicas e praticabilidade de se cumprir algumas exigências colocadas pela nova lei”.

Público assiste ao I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo