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Europa deve avançar com eficiência energética, proteção do clima e energia renovável, diz ministro alemão

Investimentos nessas áreas são essenciais para o desenvolvimento social e econômico da região

Stuttgart (Alemanha), 21 de junho de 2010- Norbert Röttgen, ministro de meio ambiente da Alemanha, conduziu um diálogo no início do mês com os comissários da União Europeia (UE) Günther Oettinger (energia), Connie Hedegaard (clima) e Janez Potocnik (meio ambiente). Ele se encontrou com esses membros da delegação alemã do Comitê de Meio Ambiente do Parlamento Europeu e discursou na abertura da Conferência Anual de Meio Ambiente da UE, denominada “Green Week” (semana verde): “Essa visita em Bruxelas fortaleceu minha convicção de que está nos interesses econômicos da Europa, ao invés de ser conduzida, ser ativa na proteção do clima, no ramo de eficiência e infraestrutura energética e no desenvolvimento e produção de tecnologias mais modernas e amigáveis aos recursos naturais”.

O relatório da comissão, que Hedergaard recentemente produziu, serviu a esse objetivo. Ele constitui uma boa base para os governos aumentarem a meta de redução de emissões da UE de -20% para -30%: “A Alemanha, que está à frente com 40%, deve ter um interesse de que também outros membros da comunidade europeia sejam submetidos a um esforço maior e assim eliminando as diferenças de uma possível concorrência”.

Röttgen salientou que essa meta só pode ser atingida se a Europa seguir uma estratégia ambiciosa e eficiente, com objetivos desafiadores e diretrizes claras. Além disso, a integração do fornecimento de energia deveria ser desenvolvida de maneira mais responsável. A tarefa comum da politica na Europa e nos países membros é deixar ainda mais claro que a integração europeia, uma forte expansão de parques eólicos offshore (em alto mar) ou uma significativa rotulagem de produtos energéticos são interessantes tanto para a economia como para os consumidores. “É justamente na crise que nós devemos nos manter dinâmicos, acreditarmos no futuro e investirmos nele. Quem hoje hesita será econômico e tecnologicamente atrasado”, disse Röttgen. Ele também afirmou que “a chave do negócio chama-se eficiência energética e energia renovável”.

Todos os interlocutores de Röttgen foram unânimes em concordar que a proteção do clima e a política energética são essenciais para o desenvolvimento social e econômico da UE. Um fornecimento de energia mais favorável ao clima e que ao mesmo tempo leve em conta aspectos de segurança no fornecimento e garantia de preços, deveria estar no centro de todos os esforços para superar as crises econômicas. E as regiões do mundo que atualmente se preparam de forma responsável à recuperação da conjuntura mundial serão as vencedoras. Somente irá acontecer um real impulso às inovações tecnológicas, aos empregos e ao crescimento se a Europa rumar ao topo mundial na proteção do clima.

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Colaboração da equipe técnica da Fator Ambiental da Alemanha.