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Stuttgart (Alemanha), 6 de janeiro de 2009 - A construção, o gerenciamento e a utilização de residências e ruas ainda exigem muito dos recursos naturais e levam a mudanças climáticas. Não somente a alta demanda por combustíveis fósseis para calefação e água aquecida reduz o balanço ambiental do setor, mas também contribui para isso a grande procura por materiais de construção como rochas, terra, metais ou madeira.
Segundo o presidente da Agência Federal Ambiental da Alemanha (UBA), Prof. Dr. Andreas Troge: “a maneira como nós construímos e moramos influencia consideravelmente a qualidade de nossa saúde e do meio ambiente. O ser humano não só toma da natureza mais materiais de construção que esta pode fornecer, como também se expande demasiadamente e exige áreas em excesso”. Assim se perdem espaço para plantas e animais: “ao invés de sempre construir num campo verde, deveríamos retornar ao centro”, complementa Troge. O meio ambiente poderia ser muito aliviado, se mais casas antigas no centro fossem revitalizadas em vez de se levantar novos edifícios em áreas preservadas. Novos caminhos para uma construção que respeita o meio ambiente de forma duradoura e uma nova política de assentamento são descritos no novo folheto “Construções e Habitações Sustentáveis”, produzido pela UBA.
Os potenciais para economizar são consideráveis: nos próximos 25 anos poderia-se – sem perda de conforto – reduzir a exigência para ocupação de áreas adicionais em 85%. Já o consumo anual de matérias-prima – como areia, argila, calcário, cascalho ou ardósia – tem condições de ser reduzido em cerca de 30% e a emissão anual de dióxido de carbono em mais de 50%. Para isso, é necessário sanear e modernizar edifícios, aumentar a atratividade de centros habitacionais e evitar desnecessárias habitações vagas. Novas moradias deveriam ser cada vez mais construídas dentro de centros habitacionais, em áreas desocupadas – como por exemplo em áreas onde antigamente se localizavam indústrias, exército, ferroviárias ou correio, como também, lacunas sem construção.
“Quem revitaliza um apartamento antigo de alto valor, claramente necessita de menos material de construção do que para uma nova construção”, afirma Troge. Ele ainda aconselha que, na escolha por uma casa própria, seja pensando também nas diferentes necessidades da terceira idade: “quem planeja uma aposentadoria no campo, deveria perguntar-se se o apartamento ou a casa ainda são adequados na velhice. Um antigo apartamento revitalizado e próximo ao centro é frequentemente melhor do que uma casa no campo – pois o médico e o supermercado encontram-se logo na esquina”.
Como podemos construir e residir de formas mais sustentáveis? A abolição do subsídio para a casa própria e o aumento do capital para um saneamento energético de edifícios seriam os primeiros passos na direção correta. A UBA ainda sugere um imposto mais rigoroso para ocupação de novas áreas. Isso reforçaria os centros habitacionais e agiria contra um desenvolvimento descontrolado crescente. Ainda, é desejável a unificação da legislação do imposto sobre rendimentos. Dessa forma, os custos dos primeiros três anos seguintes à aquisição de um edifício residencial existente para realização de uma significativa reparação e modernização energética, poderiam ser compensados de imediato ou ao longo de dois a cinco anos. Isso iria consideravelmente acionar grandes investimentos na reabilitação energética de edifícios e aquecer a economia. A inclusão das características técnicas térmicas de um edifício como critério para valor do aluguel também apoiaria esse tipo de desenvolvimento.
O folheto “Construção e Habitação Sustentável”, em alemão, encontra-se para download no link http://www.umweltdaten.de/publikationen/fpdf-l/3668.pdf
Colaboração da equipe técnica da Fator Ambiental da Alemanha.