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São Bernardo do Campo, 8 de setembro de 2010- O geólogo Frederico Nadal Draetta, Gerente Técnico da Fator Ambiental, ministrou a palestra “Avaliação de risco à saúde humana e revitalização de áreas contaminadas”, no último dia 26, na Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo do Campo. O evento foi organizado pelo GPMA (Grupo de Profissionais de Meio Ambiente) dessa instituição, cujo diretor é Luiz Roberto Tombolato, e contou com a presença de representantes de empresas da região, como a Volkswagen, além de funcionários públicos ligados a órgãos ambientais.
O primeiro tópico abordado por Draetta foi o conceito do risco: “A probabilidade de algo negativo acontecer é denominada risco desse algo ocorrer. Para que exista o risco é necessário que existam concomitantemente a fonte, o vetor e o receptor. E se o risco existir ele poderá ser aceitável ou inaceitável”, disse. E completou afirmando que a avaliação de risco leva em consideração o passado, o presente e o futuro da área.
O geólogo também analisou as etapas da avaliação de risco. No caso da fonte é vital a coleta de dados sobre o tamanho dela, as atividades potencialmente impactantes que existem no local e os processos industriais que existem na área.
No caso do vetor, informações importantes são qual o pavimento, a geologia e a hidrogeologia do local. E quanto aos receptores, que são os bens a proteger, é necessário sabermos qual a ocupação da área, qual o regime de trabalho, e se existem crianças, residências, comércio e poços de água para abastecimento próximos ao local.
Níveis da Avaliação de Risco- Draetta falou sobre três níveis de avaliação de risco: Nível 1 (Tier I), Nível 2 (Tier II) e Nível 3 (Tier III). Ele também deu mais detalhes sobre o roteiro de avaliação de risco à saúde humana Tier II, o mais conhecido: verificação da completude do risco e elaboração do modelo conceitual de exposição; caracterização ambiental da área; critérios de seleção dos compostos (acima dos VR, etc); avaliação da exposição: identificação das rotas (vias) de exposição; quantificação da exposição; cálculo da dose e verificação do risco e cálculo das metas de remediação, nos moldes RBCA.
Revitalização de áreas contaminadas- Segundo Draetta, a avaliação de risco é a matriz para tomada de decisão e priorização de ações no caso das áreas degradadas. Ela facilita o direcionamento das medidas de recuperação e locação de recursos, além de permitir projetos casados com a legislação e vocação do uso do solo.

Geólogo da Fator Ambiental ministra palestra sobre revitalização de áreas contaminadas.