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São Paulo, 29 de novembro de 2010- A INB (Indústrias Nucleares do Brasil) vai aumentar sua produção de urânio para atender as novas usinas nucleares que serão construídas, em especial Angra 3, que deverá entrar em operação no final de 2015. É o que disse Alfredo Tranjan Filho, presidente da INB, durante o 1º Encontro de Negócios de Energia Nuclear, realizado na semana passada em São Paulo. O evento foi organizado em conjunto pela Fiesp/Ciesp, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
Para Tranjan, a produção atual de urânio, que é de 400 toneladas e atende as usinas de Angra 1 e 2, deve dobrar até 2013 e seguirá crescendo para atender as novas usinas nucleares projetadas para as próximas décadas. O Programa Nuclear Brasileiro (PNB) prevê um total de R$ 50 bilhões de investimentos no setor nos próximos 20 anos e propõe que, até 2030, sejam construídas de quatro a oito novas usinas. De acordo com Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, “o principal objetivo da agenda é internalizar gastos com o desenvolvimento de tecnologia própria”.
Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura e Energia da Fiesp, pediu mais rapidez na implantação do PNB durante o evento: “O Brasil é um dos poucos países que têm a tecnologia para todas as fases de enriquecimento, geração e guarda do combustível. Mas o fato de se construir uma usina a cada 15 anos aponta para deficiências no nosso programa nuclear”.
Cavalcanti também defendeu a participação privada na geração de energia termonuclear para impulsionar o setor. “Se dependermos exclusivamente do investimento estatal, avançaremos em velocidade muito lenta”.

Mina de urânio da INB, em Caetité, Bahia