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Stuttgart (Alemanha), 13 de novembro de 2008- Os investidores aumentaram claramente seu interesse em tecnologias sustentáveis e o mercado respondeu com grandes lucros. Mas a questão intrigante é: como eles reagirão agora, com a crise financeira global. Consultores empresariais ainda estão otimistas.
O fluxo de capital realmente ainda não secou. Pelo contrário: o grupo americano Cleantech, uma forte rede financeira de investidores, relata um novo pico. No terceiro trimestre de 2008, os investimentos em tecnologias não-poluentes estavam 37% acima do valor obtido no ano anterior. Nos EUA, Europa, Índia e China, um total de US$ 2,6 bilhões foram distribuídos entre 158 firmas. Até o final do ano, mais de US$ 6 bilhões poderiam ser levantados, segundo os analistas.
"Os investimentos em tecnologias limpas tiveram o maior crescimento no último trimestre, mesmo com o turbilhão sem precedentes no mercado de créditos", avaliou Michael Goguen, diretor do Cleantech. Nos próximos trimestres, projetos ambiciosos deverão certamente batalhar intensamente por meios adicionais, disse Goguen. “Empresas de capital eficiente, as quais se dedicam há tempo aos ineficientes mercados existentes, deveriam poder contar com outros meios”.
Segundo os consultores da Ernst & Young, 35% das empresas que têm um programa de capital de risco próprio irão aumentar seus investimentos em empresas como a Cleantech nos próximos anos. Outros 44% planejam isso para os próximos 5 anos. Para os especialistas, o setor se aproveita em geral do aumento da atenção que as diretorias dedicaram às mudanças climáticas.
O montante dos investimentos nesse setor cresceu acima da média nos últimos anos. Em 2003, somente 1,6% do total das ações fluiu nessa área. Mas já para 2008 a Ernst & Young prevê 11%. O recorde de 2007, no qual um total de US$ 3 bilhões se direcionaram para tecnologias de sustentabilidade, vai ser provavelmente batido neste ano. Somente no primeiro semestre de 2008 já foram investidos US$ 2,2 bilhões.
Gil Forer, diretor global da Ernst & Young, não acredita num final abrupto desse boom. “Tecnologias limpas deixaram um ponto de transição importante atrás delas”. Devido aos altos preços de energia e matéria-prima, aumenta a demanda por esses produtos. Regulamentações estatais e empreendimentos em programas contra mudanças climáticas apoiam essa tendência. Os investimentos deveriam crescer mais e cooperações internacionais deveriam ganhar peso.
Publicado originalmente em
http://www.nachhaltigkeitsrat.de/news-termine/news/2008/2008-10-23/finanzkrise-risikokapitalgeber-fuer-saubere-technologien-bleiben-am-ball/
Traduzido pela equipe técnica da Fator Ambiental da Alemanha