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Poluição custa US$ 1 bilhão por ano no país
Junia Oliveira – Estado de Minas
Publicação: 26/10/2008 09:00 Atualização: 26/10/2008 10:56
A má qualidade do ar custa pelo menos US$ 1 bilhão – cerca de R$ 2,3 bilhões – aos cofres públicos brasileiros a cada ano, principalmente com as mortes ou tratamento de doenças associadas direta ou indiretamente à poluição. O valor está no primeiro estudo latino-americano a quantificar o estrago financeiro causado pelos gases tóxicos emitidos na atmosfera. A conclusão é fruto de uma análise exclusiva dos dados das primeiras avaliações de um dos centros de pesquisas mais importantes do mundo – o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP). As informações são referentes a seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
O ranking da sujeira mostra São Paulo (US$ 300 milhões) na ponta, seguido por Rio de Janeiro (US$ 250 milhões), Porto Alegre (US$ 180 milhões), Belo Horizonte (US$ 150 milhões), Curitiba (US$ 140 milhões) e Recife (US$ 10 milhões). “Calculamos as perdas em dinheiro, pois ninguém se impressiona mais com pilhas de corpos. Não interessa quantos milhões de pessoas morrem. O único jeito de sensibilizar as autoridades para a implementação de políticas públicas é calcular custos”, afirma o coordenador do laboratório, Paulo Hilário Saldiva.
A pesquisa está sendo feita no Brasil a pedido do Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é verificar os níveis de poluição, quanto está acima dos padrões, a quantidade gerada por veículos e o preço desse conjunto. As coletas começaram há um ano, mas todas as análises químicas e físicas estão concentradas em São Paulo. A interpretação dos dados será feita numa segunda fase e vai analisar o custo real da poluição, considerando o número de internações hospitalares, quantas pessoas morrem e a redução estimada do tempo de vida média dos habitantes.
A expectativa é de que os órgãos ambientais usem os resultados para medidas de compensações ambientais, para estimular empresas a adotarem técnicas menos poluidoras e incentivar melhorias no transporte coletivo.
Perigo real
A poluição atmosférica mata de 2,5 milhões a 4 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. A estimativa é do estudo intitulado The global burden of disease, da Organização Mundial da Saúde e do Banco Mundial, feito na Universidade de Harvard. Os números representam um perigo real e são proporcionais a enfermidades tradicionais como a malária e a tuberculose. A partir dessas interpretações, os responsáveis pela pesquisa elaboraram uma fórmula para ensinar os países em desenvolvimento a calcular os gastos em saúde.
Além dos valores do tratamento propriamente dito, como os custos com as internações, avalia os fatores indiretos associados às doenças: dias de trabalho perdidos, como a falta de um empregado afeta na produção e no saldo financeiro das empresas, redução de impostos, desestruturação da família, entre outros. Para o professor de patologia da Faculdade de Medicina e coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Hilário Saldiva, representante brasileiro das discussões em Harvard, os poluentes se tornaram problema de saúde pública.
Novo vilão
A pesquisa da UFMG e da USP aponta uma mudança de patamares: o grande vilão da poluição não é mais a indústria, mas o gás veicular gerado pelo crescimento acelerado da frota. As regiões metropolitanas mais prejudicadas estão localizadas na área mais rica do país, onde o uso de automóveis particulares e a demanda pelo transporte público são maiores.
Ele afirma que, pela primeira vez, a política ambiental do Brasil incorpora o vetor saúde humana, tema já bastante discutido em outros países, para sanar a “desigualdade ambiental”. De acordo com o coordenador, certos processos industriais não mais tolerados em regiões desenvolvidas, seja pelo esgotamento do potencial seja pela atuação de órgão ambientais, são exportados para regiões menos favorecidas. “O mesmo ocorre em microescala. Os ônibus novos, por exemplo, circulam nos principais corredores das cidades e aqueles com motores velhos vão para a periferia. Se deixar por conta do mercado, a equação não fecha, porque falta a informação importante, que é o custo em saúde. Quando esse modelo deixa de ser vantajoso, começam a repensá-lo”, analisa.
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Cresce número de “empregos verdes”
28/10/2008 – O Brasil tem cerca de 1 milhão de pessoas trabalhando em “empregos verdes” – atividades ambientalmente sustentáveis, segundo estimativa do conselheiro principal para desenvolvimento sustentável e mudança climática da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen.
Ele participou da elaboração do relatório “Empregos Verdes: Trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono”, promovido pela OIT e que fala sobre os novos postos de trabalho gerados a partir do combate mundial contra o aquecimento global.
Além dos 500 mil empregos em reciclagem, Poschen estima que existam outros 500 mil em biocombustíveis no Brasil. Mas, segundo ele, o país precisa pensar em criar “empregos verdes” para economizar energia.
De acordo com o conselheiro da OIT, a energia economizada pelo Brasil com a reciclagem de alumínio seria suficiente para sustentar uma cidade de 1 milhão de habitantes durante um ano.
Fonte: Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online.
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29/10/2008 às 10:12:11 – Atualizado em 29/10/2008 às 11:49:55
Brasil é o segundo maior credor ambiental
Agência Estado
O Brasil é credor – pelo menos, na área ambiental. Segundo um relatório lançado na terça-feira (28) pela ONG WWF, o País é uma das nações (está em segundo lugar, logo atrás dos Estados Unidos) que melhor reúnem condições para produzir bens a serem consumidos internamente e, principalmente, externamente.
É o caso das exportações. Quando a União Européia compra carne da Amazônia, indiretamente ela também importa a água e todos os demais recursos naturais que viabilizaram o crescimento do gado na região – inclusive a floresta que foi cortada e substituída por pasto.
“Acontece que o valor desse serviço ambiental não é computado no preço final do produto. “Esses custos deveriam ser embutidos”", afirma Irineu Tamaio, coordenador do programa de Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil. Para ele, o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) deveria levar em consideração os recursos naturais necessário para a geração da riqueza.
Tamaio alerta que a atual confortável posição de credor ambiental não é garantida para sempre. “Sem um sistema produtivo sustentável, que permita a renovação dos recursos naturais, o País pode se tornar um devedor na área. “Não podemos é entrar em um déficit ecológico. Se não revermos os modelos econômicos, podemos entrar em colapso”", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Google pretende lucrar com energias renováveis
Qua, 29 Out, 02h14
Nas últimas semanas, Eric E. Schmidt, o presidente-executivo do Google, tem sugerido um interesse mais amplo em energia. Ele se uniu a Jeffrey Immelt, presidente-executivo da General Electric (GE), para anunciar que as duas empresas vão colaborar em tecnologias para melhorar a rede elétrica.
E, enquanto o Google.org investiu em companhias iniciantes de energia limpa – como a que usa pipas para captar energia eólica -, o Google está analisando investimentos maiores em projetos que efetivamente gerem eletricidade de fontes renováveis. “Queremos ganhar dinheiro, e queremos causar impacto”, disse Dan W. Reicher, diretor de mudança climática e energia do Google.org.
O momento pode não ser oportuno. Com a recessão despontando e os preços do petróleo em queda, os investidores poderiam pressionar o Google a reduzir suas ambições em energia limpa. As ações do Google perderam mais da metade de seu valor no último ano, e alguns analistas se queixam de que a companhia tem uma longa história de se meter em novas iniciativas com resultados irregulares.
Mas nada disso dissuadiu o Google de ir mais fundo no novo negócio. A empresa está contratando engenheiros para realizar pesquisas sobre energia renovável, como ex-funcionários da área de energia do governo, cientistas e até um ex-astronauta da Nasa.
“A companhia é um ator de destaque no campo energético”, disse Daniel M. Kammen, professor de energia e recursos naturais na Universidade da Califórnia e consultor de energia da campanha de Barack Obama. “O Google está na frente tanto em recursos humanos como em dinheiro.”
No ano passado, o Google anunciou seu objetivo de tornar a energia renovável mais barata que o carvão. Anunciou também um projeto para desenvolver veículos híbridos. A companhia está interessada em desenvolver tecnologias para sustentar algumas dessas modernizações, além de outras ferramentas que combinem energia e tecnologia da informação, como medidores elétricos “inteligentes”. As informações são do jornal New York Times.
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Quarta-feira, 29 outubro de 2008
Agronomia adapta-se aos novos tempos
Tradicionais cursos já incluem em sua grade curricular temas como agroecologia e Sustentabilidade
Fernanda Yoneya
Tradicionais cursos de agronomia do País reestruturam seus cursos, com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento e a modernização da atividade agrícola sem perder de vista a formação básica do aluno. Na Esalq/USP, a grade curricular já absorveu temas como meio ambiente, sustentabilidade e agronegócios, diz o coordenador do curso de Agronomia da Esalq, Ricardo Victoria Filho.
O eixo do curso, diz, continua sendo produção vegetal e animal, “mas a carreira de agrônomo tem a vantagem de permitir a ampliação do currículo para fortalecer as disciplinas obrigatórias”. Para ele, o estudante de agronomia pode atuar no campo da biotecnologia, focar-se em economia e administração agroindustrial, especializar-se em manejo ambiental, engenharia rural em alimentos e agroindústria.
Em outra tradicional instituição, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o curso alia formação técnica com responsabilidade econômica e social, diz o coordenador do curso de Agronomia, Davi Guilherme Gaspar Ruas. “É um curso focado na agroindústria, com um forte viés ambiental.” Na UFSCar, o curso de Agroecologia, de graduação, é um dos 16 novos cursos oferecidos na universidade a partir do ano que vem.
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Quarta-Feira, 29 de Outubro de 2008
O mapa da mina
Pesquisa do Sebrae de São Paulo aponta quais são os setores[br]e negócios que vão dar o que falar nos próximos anos
Marilena Rocha
Muitos futuros empreendedores devem estar quebrando a cabeça para saber que ramo de negócio tem mais chance de prosperar nos próximos anos. Neste tempo de crise mundial, haverá um porto seguro para quem juntou algum dinheiro e quer se tornar patrão? Estudo recém-concluído pelo Sebrae-SP se propõe responder essas dúvidas e indica os 12 setores que vão crescer de fato até 2015. De acordo com a pesquisa, como conseqüência haveria uma elevação de 76% no número de micro e pequenas empresas, que passariam de atuais 5 milhões para 8,8 milhões nos próximos sete anos.
Alguns indicadores do que se pode tornar um negócio rentável até são visíveis para um bom observador. É o caso do avanço da internet nos lares brasileiros (20,1 milhões de internautas residenciais em 2007, de acordo com pesquisa Ibope/Net Ratings). Ou do aumento da expectativa de vida da população (de 3,4 anos nos últimos dez anos) e o crescimento do número de idosos (47,8% dos que estão na faixa de 60 anos ou mais ou 65% dos com 80 anos ou mais, segundo o IBGE). Ou seja, as oportunidades são muitas, tanto no mundo digital como também no campo de serviços e produtos para a chamada terceira idade.
Coordenador da pesquisa Cenários para as Micro e Pequenas Empresas 2009/2015, Marco Aurélio Bedê informa que a projeção é de que mais da metade do total das MPEs distribuídas por todo o território nacional, em 2015, esteja concentrada no setor de comércio (55% ou mais de 4,8 milhões), seguido pelo de serviços (34% ou mais de 2,9 milhões) e indústria (11% ou quase 1 milhão).
A área de materiais e equipamentos para escritórios e informática deverá sobressair no comércio, com um crescimento de 12,5% ao ano, seguida pela de autopeças, com 7,7%, e quitandas, avícolas e sacolões, com 7,1%. A informática também vai liderar o setor de serviços (12% ao ano). Em seguida, de acordo com a pesquisa, vem o transporte terrestre, empatado com atividades auxiliares de intermediação financeira (crescimento de 8,4% ao ano). Já a indústria registrará maior crescimento na fabricação de máquinas e equipamentos (7,5%), ficando edição e gráfica em segundo lugar (5,6%) e depois confecção de artigos do vestuário (5,0%).
Mas atenção, pois as projeções se alteram quando se trata de grandes centros. Nestes, como a região metropolitana de São Paulo, o setor de serviços é que estará em alta, em 2015, com 717 mil novas empresas, ante 665 mil firmas comerciais e 134 mil indústrias. Destaque para aluguel de veículos, máquinas e equipamentos (15,5% de crescimento ao ano) e informática (14,8%).
”O comércio cresce seguindo a população, ou seja, caminha no sentido de atender às necessidades. Daí o destaque para papelarias e lojas com artigos de informática, além de quitandas e sacolões”, explica. Dentre as oportunidades, Bedê chama a atenção do empreendedor para as amplas possibilidades do mercado segmentado para 60 anos ou mais, de calçados e roupas, passando por serviços e entretenimento. ”As perspectivas aí são bastante positivas também no campo da saúde, envolvendo desde a produção de vitaminas até a criação de cursos e atividades associadas.”
A urbanização, o crescimento vertical das cidades, famílias sem filhos ou pessoas vivendo sozinhas também proporcionarão um aquecimento no nicho pet. ”O nosso estudo indica a tendência de um crescimento ainda maior nessa área, incluindo a abertura de novos hotéis, cemitérios e produtos diversos para animais.”
Entre os 12 setores que deverão assegurar lucros para micro e pequenos empresários nos próximos anos, a publicação Cenários 2015 aponta negócios voltados para ecossoluções e responsabilidade social. ”A consciência ecológica está crescendo. Então é natural que aumentem os serviços e produtos nessa linha. E esse mercado é muito amplo, pois envolve desde a construção civil até a área de veículos”, argumenta Bedê. Na construção há uma busca contínua por materiais ecologicamente corretos, que garantam melhor aproveitamento da água e do solo ou o tratamento de resíduos. Nos carros, haverá amplo espaço para a reciclagem e equipamentos ou produtos antipoluição.
O levantamento do Sebrae indica ainda oportunidades em serviços associados a atividades domésticas. ”As pessoas que moram sozinhas precisam de soluções práticas de limpeza e conservação, da casa à roupa. E como ficam mais tempo em casa vão querer a comodidade do plug e use”, diz, acrescentando ainda a área de serviços de segurança, que o estudo inclui no grupo com amplas perspectivas de crescimento.
”Agora é claro que o empreendedor tem de se identificar com a atividade escolhida, pois não pode se dispor a levar cachorro passear se detesta animais. Vai levar mordida o dia todo. Precisa também fazer uma avaliação do potencial do mercado na região. Será que o bairro tem essa demanda? Se vai, por exemplo, trabalhar com produtos sofisticados precisa ir onde a população tem maior renda. O que cabe na Zona Leste é diferente do que cabe na Sul. É necessário avaliar os recursos que vai precisar e começar de maneira simples para depois ampliar o negócio”, orienta Bedê.
TRABALHO COM IDOSOS
Ela trocou a confecção de enfeites para festas e casamentos pelo cuidado intensivo a idosos. Liliana Aranha de Barros Santoro, de 63 anos, abriu a casa de repouso Recanto das Flores, no Butantã, há quatro anos. ”Foi um desafio que eu me impus para tentar corrigir as coisas erradas que vi em vários lugares que se propõem a cuidar de idosos”, conta.
Tudo começou quando precisou deixar sua mãe numa casa para a terceira idade. ”Foi aí que eu vi como o Brasil apenas engatinha nessa área. Encontrei asilos, lugares que não sabem como cuidar dos mais velhos”, afirma. Liliana fez consultas entre familiares e amigos e muitas pesquisas. Concluiu que é amplo o campo de casas de atendimento à terceira idade.
Até então trabalhando só como decoradora, produzindo, sobretudo, enfeites de flores, Liliana arregaçou as mangas e fez um levantamento completo de tudo o que precisaria para dar um atendimento adequado a idosos. Na parte financeira buscou apoio do marido e abriu o negócio com o filho arquiteto, que hoje mora em Vila Velha (ES). ”Atualmente conto com a ajuda da minha filha que é dentista. Mas os interessados precisam saber que se trata de uma área em que a pessoa precisa se dedicar integralmente, gostar do que faz e se preparar para um esquema bastante dispendioso.”
Ela toca a casa com recursos próprios. ”Nada de empréstimo, de ficar devendo. Vou na base do passo a passo, devagar para não comprometer a qualidade dos serviços e do atendimento. Tanto que a casa comporta 21 idosos, mas eu atendo a 17. Com a ajuda de 17 profissionais entre médico, nutricionista, fonoaudióloga, terapeuta e auxiliares 24 horas entre outros.”
Além de remédios na hora certa, alimentação correta e muita higiene (banhos e troca de fraldas constantes), Liliana se preocupou em implantar uma série de atividades para manter a depressão a quilômetros de distância do local. ”Nossa equipe dá muito carinho e alegria aos nossos clientes. Aqui você não encontra ninguém triste, pois todos participam de jogos, brincadeiras ou pintam, mantendo-se ativos e estimulados”, garante.
Ela considera que o serviço é gratificante, mas o empreendedor deve estar preparado para as emergências de um paciente idoso. ”Meu pai era médico dermatologista. E por conta disso morei durante um ano num leprosário, em Guarulhos (SP). Tenho um irmão médico e entendo bem de primeiros socorros. Mas antes de tudo é preciso gostar de estar e de lidar com pessoas mais velhas”, aconselha. Ou seja, o negócio exige dedicação integral. ”Se você não ficar à frente do negócio ele fecha mesmo. Por isso você vê que muitas casas são abertas e logo fecham. Ou seja, são abertas por pessoas que não se informam e não sabem um terço do que terão pela frente”, avisa.
COMÉRCIO DE CRÉDITOS DE CARBONO
Quem também já está numa área com boas perspectivas de desenvolvimento nos próximos anos é a Cerâmica Luara, em Panorama, quase na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul. Fundada há 20 anos, ela produz cerca de 440 mil tijolos por mês, vendidos em Campo Grande (MS). E desde fevereiro foi enquadrada como empresa com processo de produção sustentável.
O dono da Luara, Juarez Pinheiro Cotrim, de 38 anos, conseguiu no ano passado a aprovação do projeto para venda de créditos de carbono. Ou seja, ele se aproveita do mecanismo previsto pelo Protocolo de Kyoto, pelo qual empresas que combatem o efeito estufa, reduzindo a emissão de gases, podem vender esses créditos de carbono a empresas de países desenvolvidos. ”Só neste ano vendi mais de trinta mil toneladas de CO2”, confirma Cotrim. Em fevereiro, ele negociou créditos referentes a 23,7 mil toneladas de CO2 para uma empresa norte-americana e, em agosto, 6.370 t de CO2 para uma companhia francesa. Em cada tonelada ganhou seis euros, ou seja, cerca de R$ 15 na época.
Todo o dinheiro, pouco mais de R$ 450 mil, foi reinvestido na empresa. ”Troquei a maquinaria de produção e modifiquei a parte elétrica para reduzir o consumo de energia”, diz o empresário, que justifica sua iniciativa como a forma de garantir o futuro dos filhos – três do primeiro casamento e dois do atual.
Na verdade, ele já teve de investir pesado para adaptar a cerâmica às modificações exigidas pelo projeto. Afinal, para se tornar uma empresa sustentável e voltada à preservação de recursos naturais, Cotrim precisou substituir a queima da lenha nativa por biomassa, um pó de serra produzido a partir de madeiras de reflorestamento e que polui menos.
Cotrim prefere não precisar quando estará lucrando com o novo sistema. ”Mas sei que vai render para mim no futuro.” Conta que obteve junto ao Sebrae toda a orientação necessária para levar a idéia adiante. Ao que a mulher Dulce acrescenta uma reclamação: ”O que atrapalha é a enorme burocracia, tanto que a idéia é de 2005 e só agora vingou. E a gente sabe que existem dezenas de empresas aguardando o sinal verde para seguir o nosso exemplo.”
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Acordo adia por 4 anos oferta de diesel mais limpo
Um acordo entre os governos estadual e federal, Petrobras, Ministério Público Federal e montadoras de veículos adiou por quatro anos o início do fornecimento de diesel mais limpo para a frota brasileira.
Uma norma do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) de 2002 estabelecia que a partir de 1º de janeiro de 2009 a Petrobras deveria fornecer apenas o diesel S-50, com 50 partes de enxofre para cada milhão de partículas (50 ppm). Atualmente, o diesel usado nas regiões metropolitanas tem 500 ppm. Fora das regiões metropolitanas são 2.000 ppm.
Como a Petrobras e as montadoras não se adaptaram, o governo de São Paulo e o Ministério Público Federal entraram com uma ação exigindo o cumprimento da norma.
No mês passado, o juiz José Carlos Motta, da 19ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu uma liminar obrigando a Petrobras e a ANP (Agência Nacional de Petróleo) a garantir que todos os postos de combustíveis do país tivessem ao menos uma bomba com o diesel S-50. Petrobras, ANP e montadoras reclamaram da decisão.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chegou a dar declarações dizendo que a norma teria de ser cumprida de qualquer jeito, já que houve seis anos para a adaptação. Hoje, o Ministério Público Federal e o governo cederam às pressões e abriram mão de exigir o cumprimento da norma já a partir de 2009. Apenas os ônibus de algumas regiões metropolitanas usarão o novo combustível, de acordo com um calendário estabelecido.
O interior passará a receber, em 2009, um diesel com 1.800 ppm. Apenas em 2014 esse diesel será totalmente substituído pelo S-500 -ainda poluente.
Compensação
Como compensação, Petrobras e montadoras terão de bancar projetos ambientais. As montadoras custearão a construção de um laboratório de testes de motores (R$ 12 milhões), uma pesquisa nacional sobre emissões de poluentes (R$ 500 mil) e a fiscalização da emissão da fumaça preta por ônibus e caminhões na cidade de SP (R$ 200 mil). Já a Petrobras mandará R$ 1 milhão para o sistema de fiscalização da emissão da fumaça de SP.
Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo, disse que o acordo é “pífio” e apenas chancelou o descumprimento da resolução. Para ele, o Ministério Público Federal cedeu aos interesses das empresas e do governo em vez de defender o interesse público. “Quem vai se responsabilizar pelas doenças por causa do não cumprimento da resolução?”, disse. Grajew também criticou Minc por ter firmado o acordo antes de realizar audiências públicas.
Para a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o acordo foi positivo porque soluciona a questão ambiental e o problema da produção de veículos. Segundo a entidade, são necessários 36 meses após a definição das normas para o desenvolvimento dos novos motores.
A Petrobras, por meio de nota, disse que “investe na redução do teor de enxofre dos combustíveis que comercializa”.
A reportagem não conseguiu falar com a procuradora Ana Cristina Bandeira Lins, do Ministério Público Federal. À Agência Brasil ela disse que o acordo “foi um avanço como nunca havíamos conseguido”.
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Sexta-feira, 31 outubro de 2008
À procura de escuridão
Washington Novaes
Quem já viajou de barco à noite por rios e igarapés da Amazônia, perto da linha do Equador – onde brilham no céu estrelas dos dois hemisférios -, sabe o que é a sensação de uma noite realmente escura e de um céu estrelado. O autor destas linhas teve o privilégio de, num barco atracado no Rio Andirá, a algumas centenas de metros de uma aldeia indígena, botar a cabeça para fora da janelinha, ao lado do beliche em que dormia, e ter a sensação de que o mundo era feito só de estrelas – no céu e refletidas nas águas quase imóveis do rio. Sensação semelhante de deslumbramento descreve em seu livro Diversidade da Vida o biólogo Edward O. Wilson, maravilhado com a escuridão da floresta amazônica e as mudanças que ali se processam quando o Sol se esconde e a vida passa a ser regida por seres adaptados à ausência de luz solar, capazes de se orientar pelo olfato, pelo tato, por sensibilidade magnética e outros caminhos.
É uma possibilidade cada vez mais rara num universo que se urbaniza rapidamente – hoje mais de metade da humanidade vive em áreas urbanas e assim será cada vez mais, principalmente com a transferência de centenas de milhões de pessoas para as cidades, na China, na Índia e outros lugares. Sem falar que mais 2 bilhões de pessoas se somarão à população até meados do século. No Brasil mesmo, mais de 80% das pessoas já estão nas cidades, da mesma forma que em toda a América Latina. E isso significa mais problemas, como já observava em 1996 a conferência mundial Habitat II, ao chamar a atenção para o risco de insustentabilidade na qualidade de vida das pessoas, que já exigia “pensar na alternativa de trocar a estratégia de ‘lugar de consumo’ pela ‘de consumo de lugar’.” Pássaros e outras espécies também sofrem na busca de alimentos e processos reprodutivos.
Na década de 90, o antropólogo espanhol Julio Baroja já dizia que “a grande cidade começa por nos roubar o essencial: o som dos nossos passos e a visão da nossa própria sombra”. Tem toda a razão. Mas a esse pensamento muitos cientistas acrescentam agora outra perda: a da visão do escuro e do céu estrelado. A tal ponto que já se formam instituições – como a International Dark-Sky Association, no Arizona, EUA, que promove visitas a parques escuros, ou a Associação Internacional do Céu Noturno, que reúne 12 mil astrônomos de 75 países – empenhadas em preservar a visão do céu e das estrelas. Em Reykjavik, capital da Islândia, há poucos meses ocorreu o “dia sem luz artificial”, 24 horas em que nenhuma luz nos edifícios, nos veículos ou nas ruas foi acesa.
A preocupação dos cientistas com a perda do escuro tem várias razões. The Wall Street Journal (25/7/8), por exemplo, relatou as pesquisas de Robert Lee Holtz, segundo quem a intensidade de luz artificial no mundo, medida em lúmens per capita, triplicou desde 1970 – e isso tem conseqüências na vida animal, na saúde humana e no “espírito humano”. Dois terços das pessoas nos EUA e na Europa nem vêem mais um céu estrelado e nunca têm escuro suficiente para que seus olhos se adaptem a uma visão noturna. Nas cidades vêem apenas umas poucas dezenas de estrelas; nas áreas rurais, cerca de 2 mil. As luzes de Los Angeles podem ser avistadas a 200 quilômetros de distância, no Vale da Morte. Há pouco tempo, médicos tiveram de atender habitantes de Los Angeles, assustados com o que viram, durante um blecaute: “Uma estranha substância líquida no céu” (era a Via Láctea).
Mais preocupados ainda estão epidemiologistas como os da Universidade Harvard, segundo os quais enfermeiras que trabalham no período da noite têm incidência mais alta de câncer colo-retal. A pesquisadora Eva Schemhammer, que pesquisou o tema durante anos, também diz que o risco é mais alto para quem trabalha à noite três vezes por semana durante 15 anos. Outros cientistas, da Universidade de Connecticut, afirmam que essa incidência é 73% mais alta, de acordo com pesquisas que fizeram em Israel. E isso se deve a que a ausência de escuro reduz a produção do hormônio melatonina, que pode ajudar a evitar tumores. Tanto a Organização Mundial de Saúde como a Agência Internacional de Pesquisas do Câncer já incluíram o trabalho noturno na lista de possíveis fatores cancerígenos.
Psicanalistas também estudam as conseqüências da urbanização descontrolada na psicologia de crianças, privadas do contato com árvores, animais e até outras crianças, por falta de espaço para o convívio. E conseqüências até em adultos, permanentemente cercados por edifícios e veículos (na cidade de São Paulo são 4 mil veículos por quilômetro quadrado, eles já ocupam mais de 50% do espaço urbano). Não por acaso, o tema mais freqüente nos lançamentos de edifícios e condomínios é o “espaço verde”, a “reconquista da liberdade” e coisas assim.
Estranho que pareça, o tema não costuma freqüentar a pauta política e/ou eleitoral, como a recente campanha demonstrou mais uma vez. Embora seja um tema político relevante: afinal, é a qualidade de vida, a saúde dos cidadãos, que está em risco. Porque a urbanização sem controle vem também acompanhada de estatísticas estarrecedoras, como as divulgadas na semana passada: segundo a Pesquisa Nacional por Amostras Domiciliares, “54,6 milhões de pessoas no Brasil não vivem dignamente” – em casas sem água tratada e sem rede coletora de esgotos ou, ainda, em áreas de ocupação irregular ou com construções precárias. É em troca disso que se perde o direito à visão do céu? Ou para viver em gavetas enfumaçadas, com medo de tudo e ódio dos vizinhos, direito só a algumas horas de TV à noite? Imagine-se o que aconteceria se, por um problema qualquer, uma metrópole ficasse uma semana sem TV, com as pessoas confinadas e olhando uma para as outras…
E, no final das contas, onde fica o prazer? É preciso, como prega o poeta Thiago de Mello, não abrir mão: “Faz escuro mas eu canto.”
Washington Novaes é jornalista
E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
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31/10/2008
Governo fecha acordo para uso do diesel mais limpo
Ministro Minc diz que tentou negociar a melhor solução para todos: “Se o acordo fracassar vamos perder dos dois lados”
Pelo acordo, as montadoras se comprometeram a fabricar veículos a diesel com motor de tecnologia mais moderna do que o anteriormente previsto para 2009. Em contrapartida, terão que oferecê-los ao mercado em 2012 e não mais em 2016. A Petrobras terá que gastar mais US$ 2 bilhões para produzir diesel menos poluente, com 50 partículas por milhão (ppm) de enxofre a partir de 2010. Até lá, promete importar o que for necessário. E em 2013, quando entra em vigor a nova regulamentação, os caminhões e ônibus novos vão usar diesel ainda menos poluente, com 10 ppm de enxofre, já produzido nas novas refinarias que a estatal planeja construir em Pernambuco, Maranhão e Ceará. A estatal se comprometeu a depositar R$ 1 milhão após 30 dias da homologação do acordo, para o programa de fiscalização de emissão de fumaça preta por veículos do Estado de São Paulo, realizado pela Cetesb.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirma que a solução negociada no TAC era a única possível. “Se o acordo fracassar vamos perder dos dois lados: oito fábricas terão que ser fechadas e as refinarias da Petrobras também, já que produziriam um diesel fora do padrão, sem falar na perda de 10 mil empregos em uma área que é especialmente cara ao presidente Lula”, ponderou Minc ao Valor.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que para produzir diesel com 50 ppm a estatal terá que investir US$ 2 bilhões além dos US$ 4,5 bilhões que vem investindo desde 2004 em 14 unidades de hidrosulfurização de suas onze refinarias. Pelos cálculos da Petrobras, cerca de 120 mil caminhões novos entram em circulação todo ano, consumindo cerca de 5% da demanda nacional de óleo diesel, cujas importações têm ficado, em média, em 100 mil barris/dia.
Para dar uma idéia do problema que a Petrobras teria se tivesse que fornecer diesel S-50 para todo o país já em 2009, Costa diz que seriam necessárias importações entre 600 mil e 700 mil barris por dia. O volume representa o diesel consumido no país, sendo entre 10% e 15% importados.
“A Petrobras teria que fechar todas as refinarias. O que eu ia fazer com esse diesel? Não tenho logística para exportar isso. Por outro lado, mesmo que eu quisesse importar volumes dessa magnitude, eu não encontraria no mercado internacional. E mesmo que encontrasse, não teríamos condições logísticas, de dutos e tancagem, para receber. E a rede de postos também não tem logística para redistribuir tanto combustível”, afirma Costa.
O executivo se refere à necessidade de adequar a rede de postos ao novo combustível, que requer a adição de uréia líquida. O problema preocupa as distribuidoras, que querem negociar uma forma de atender aos veículos novos sem ter que preparar toda a rede de postos, do Oiapoque ao Chuí. Atualmente os únicos produtores de uréia do Brasil são Petrobras e Fosfértil, que só atendem 40% da demanda da indústria de fertilizantes e pecuária.
Ontem o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nova resolução estabelecendo os limites para emissão de poluentes a partir de 2012, reduzindo de 50 para 10 partículas por milhão (ppm) o teor de enxofre no diesel, introduzindo a fase P-7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O limite anterior estabelecia máximo de 50 ppm no diesel usado por veículos pesados novos com motores fabricados com tecnologia Euro 4 a partir de janeiro de 2009. Mas essa resolução foi descumprida por todas as partes, incluindo a ANP, que só publicou portaria com as especificações desse combustível, forçada por uma liminar, em 2007.
O Valor apurou que a agência estava dividida com relação ao tema em 2007, já que uma parte do corpo técnico achava que não era competência do Conama determinar regras que vão mudar o paradigma de distribuição de diesel do país, avaliando que o ganho ambiental seria imperceptível ante um impacto econômico elevado, já que encarece tanto o custo da distribuição como o preço do combustível. Com as novas exigências, o país avança em relação às metas de controle da poluição a partir de 2012. Até lá, para 2009, 2010 e 2011, o ministro Minc explica que vai valer o acertado no TAC.
Minc se defende das críticas de que teria “aliviado” a pressão sobre Petrobras e Anfavea. “Me pediram para adiar ou conceder excepcionalidade e uma delas seria pelo fato de a ANP não ter feito a especificação que a Anfavea tem 36 meses para cumprir. Queriam que o Ibama aliviasse todo mundo e eu sugeri que se aproveitasse a confusão para avançar até a próxima etapa, que é o motor Euro 5 com diesel S-10.”
Entre as compensações que estão sendo oferecidas pela Petrobras está a oferta de diesel com no máximo 500 ppm até 2014 para caminhões e ônibus de todo país. A oferta começaria pelas cidades de São Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010. Já Fortaleza, Recife e Belém, que já são atendidas com diesel importado e por facilidade logística, receberiam já a partir de maio de 2009 o S-50. Para suprimento do interior do país, que corresponde a 70% de todo o diesel comercializado, a estatal oferece redução de 2000 ppm para 1.800 ppm. Questionado se a queda de partículas poluentes não é pequena demais, Costa diz que esses 200 ppm a menos significam economia de 490 mil barris de petróleo/dia.
A solução contraria Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo, para quem a Petrobras deveria ser obrigada a fornecer diesel S-50 para todo o país a partir de 2009. “Se ela não tem esse diesel, que importe. Eu acho muito grave que as pessoas estejam morrendo por problemas causados pela poluição”, afirma Grajew, para quem a Anfavea também deveria fornecer os motores mais avançados agora já que eles já são produzidos para exportação. Costa, da Petrobras, diz que a solução não é factível. “No momento procuramos uma solução plausível que não seja fechar fábricas e refinarias”.
O TAC prevê que a partir de janeiro de 2013 a Petrobras vai fornecer diesel com 10 ppm suficiente para abastecer todos os veículos pesados produzidos no país com motor que terá a tecnologia Euro 5, um degrau à frente da Euro 4 prevista na resolução do Proconve de 2002. O diretor da Petrobras explicou que a companhia se compromete a importar diesel S-50 para atender aos veículos novos em 2009 e 2010, até começar a oferecer o S-10 em janeiro de 2013.
Minc avalia que o acordo é a melhor solução para o impasse que encontrou quando assumiu o Ministério do Meio Ambiente cinco meses atrás. “Havia uma regra do Conama que é de 2002 entrando em vigor em janeiro de 2009 e por todas as razões conhecidas, ninguém fez grande coisa”, conta. Grajew ressalta que o Termo de Ajustamento de Conduta elaborado sem a participação da sociedade terá que ser apresentado à sociedade e promete ir à Justiça caso ele fira os interesses dos cidadãos.(Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner, do Rio)