CONTROLE DE EMISSÕES

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009, 21:41 

Google e Nasa se aliam para mostrar emissões de carbono

As imagens revelam a dispersão atmosférica desses combustíveis a cada hora, por região e por tipo
Efe

Divulgação/Nasa

EUA mapeados segundo emissões de carbono

WASHINGTON – Google e Nasa colocaram nesta sexta-feira, 20, à disposição dos internautas mapas mundiais que mostram com detalhe as emissões de combustíveis fósseis que contaminam a atmosfera terrestre.

As imagens, fornecidas pela Nasa e o Departamento de Energia de Estados Unidos, revelam a dispersão atmosférica desses combustíveis a cada hora, por região e por tipo, informou a agência espacial americana.
As emissões são formadas principalmente por dióxido de carbono (CO2), considerado o principal dos gases estufa que, segundo os cientistas, causaram um aumento global das temperaturas.

A criação dos mapas foi de responsabilidade de pesquisadores da Universidade Purdue, que receberam dados transmitidos pelo satélite Landsat 5 da Nasa e informação sobre as emissões de CO2 da Agência de Proteção Ambiental (EPA) e o Departamento de Energia.

“A difusão deste projeto no Google Earth leva a informação à casa de qualquer pessoa que tenha um computador”, disse Kevin Gurney, professor da Universidade Purdue.
“O nosso projeto fornece uma descrição de onde e quando a sociedade influi no clima através das emissões de dióxido de carbono”, acrescentou.

Gurney disse ainda que os mapas poderão determinar com precisão o nível de emissões de seu país em relação a outros e também qual é a atividade econômica que aumenta essas emissões.
Segundo o cientista, o projeto pode desmistificar ideias sobre a mudança climática e ajudar as pessoas a se informar sobre o nível de contaminação em seu país ou região.

“Será como calcular o rendimento de um carro movido à gasolina”, afirmou.

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Minc pede acordo para corte maior de CO2

Brasil defende que países pobres reduzam mais emissões em troca de ação semelhante em nações ricas
DA REPORTAGEM LOCAL
20/02/2009

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu em Nairobi, no Quênia, uma proposta chamada Espiral Descendente de Carbono, que prevê a responsabilidade conjunta, mas diferenciada, de países desenvolvidos e em desenvolvimento no enfrentamento ao aquecimento global.

Ele participou do encontro internacional promovido nesta semana pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O ministro afirma que falta pouco tempo para a Conferência do Clima em Copenhague (Dinamarca), que acontece em dezembro, e que até lá é preciso que os países assumam metas mais ousadas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2).

A proposta considera a provisão de recursos financeiros e a transferência de tecnologias limpas para as nações em desenvolvimento. A sugestão -em debate com o Itamaraty e o Ministério da Ciência e Tecnologia- ocorreu na Consulta Ministerial sobre Mudança do Clima, organizada pela Dinamarca, no Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente.

Minc considera que os países ricos deverão aumentar a meta que têm admitido assumir até agora. A Alemanha, por exemplo, admite a meta máxima de 20% de redução das emissões de gases-estufa até 2020 (em relação às emissões de 1990), podendo chegar a 30% se as nações em desenvolvimento também se comprometerem com reduções. “É pouco, tem que ser de 40%”, afirma Minc.

Como contrapartida dos países em desenvolvimento, ele cita o exemplo do Brasil, que apresentou um Plano Nacional de Mudanças Climáticas em 2008, com meta de reduzir 70% do desmatamento da Amazônia até 2017.

Segundo Minc disse à Folha, a reação à proposta foi “variada”. “Alguns países ricos não admitem repassar recursos para países como a China, que é um grande emissor. Em sua opinião, a discussão não pode ficar em “menos, menos”, e tem que ir para o “mais, mais”, com maior esforço de todos os países nas reduções.

Amazônia perde

Em Nairobi foi apresentado o estudo do Pnuma GEO Amazônia. A pesquisa mostra que, ao longo da história, a floresta amazônica perdeu 17% de sua área original em oito países -Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Os dados coletados vão até 2005. A área perdida de floresta é de 857,6 mil km2, o equivalente a 94% do território da Venezuela.
Minc afirmou que o Brasil é um dos poucos que estão reduzindo o desmatamento. Ele se comprometeu “ainda mais” a passar a tecnologia de monitoramento do Inpe para os demais países. (AFRA BALAZINA)

Fonte: FOLHA DE S. PAULO

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