ENERGIAS RENOVÁVEIS

18/02/2009 - 12h55

Tecnologia verde “floresce” na região dos EUA do Vale do Silício

da France Presse, em San Francisco
da Folha Online

Empresas dedicadas a energia limpa e outras “tecnologias verdes” devem reanimar a economia do Vale do Silício, no norte da Califórnia, que é lar de companhias como Intel, Apple, Google, Facebook e Yahoo!.

Reprodução

Vale do Silício, na Califórnia, deve ser “ressuscitado” pelo uso da tecnologia verde

Enquanto as empresas tradicionais acumularam queda de 1,3% em novembro, o investimento em tecnologia limpa cresceu 94% desde 2005, com crescimento de 23% o período a partir desse ano. Os dados são de uma pesquisa conduzida pela Fundação da Comunidade no Vale do Silício, que é feita anualmente e avalia a economia da região.

Os investimentos de capital no Vale do Silício caíram 7,7% em 2008, interrompendo o crescimento progressivo desde 2005.

“Nosso estímulo econômico foi ótimo ao longo dos anos, mas, agora, temos a inovação verde e o novo epicentro da tecnologia solar. Novas tecnologias e empregos no setor verde podem ajudar a economia do Vale do Silício a se restabelecer”, diz o executivo-chefe da fundação, Russel Hancock.

Leia na fonte

 

 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009, 07:02

Esgoto e dejetos viram energia

Biodigestor misto, com dejetos humanos e animais, instalado em Cabrália Paulista (SP), tem alta eficiência

Niza Souza - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - O projeto de instalação de um biodigestor na Escola Técnica Estadual (Etec) Astor de Mattos Carvalho, de Cabrália Paulista (SP), mostra que é possível tratar esgoto sanitário doméstico juntamente com dejetos de criações comerciais, como suínos e aves. O biodigestor está em funcionamento há pouco mais de um ano e os resultados mostram que o processo elimina quase 100% dos coliformes fecais dos dejetos.

Sustentabilidade: resíduos de suínos já não são um problema

“A ideia é validar um sistema para o tratamento de esgoto de pequenas comunidades rurais”, diz o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, que coordena o projeto. Segundo ele, apesar de a Embrapa trabalhar com biodigestores há algum tempo, esta é a primeira experiência com dois tipos de dejetos tratados conjuntamente.

A proposta, diz, era saber se é possível trabalhar com ambos ao mesmo tempo, do ponto de vista da qualidade de eficiência do processo de saneamento. Por isso, a pesquisa avaliou a qualidade do material que entra e do que sai do biodigestor. “Concluímos que houve redução de coliformes fecais no produto final de 99,99%. O tratamento é muito eficiente”, diz.

Por enquanto, o único produto gerado pelo biodigestor em uso pela escola é o biogás, resultado do processo de biodigestão anaeróbio. Mas os estudos comprovaram que o efluente tratado tem grande quantidade de material orgânico, como nitrogênio, enxofre e outros micronutrientes. Por isso, os pesquisadores estudam a viabilidade de usar o efluente final do processo de tratamento como fertilizante.

A Etec tem um plantel de 50 suínos e os dejetos eram um problema, diz o diretor, Lourenço Magnoni Júnior. “Agora esse material até nos dá lucro.” O biogás está sendo usado para substituir o gás (GLP) da cozinha do colégio. “Reduzimos o gasto de 180 quilos de gás para 90 quilos por mês”, diz.

Leia na fonte

.