Arquivo de fevereiro, 2009

POLÍTICAS AMBIENTAIS

26/02/09

16/02/2009 – 15h17

ONU pede que países do G20 destinem 1% do PIB para ações ambientais

da France Presse, em Nairóbi

A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu nesta nesta segunda-feira (16), na abertura de um fórum em Nairóbi (Quênia), um “New Deal ecológico mundial” contra a crise financeira, energética e alimentar, que seria financiado pelo G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) –a verba viria de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) dessas nações nos próximos dois anos.
Uma centena de ministros e mais de 1.000 de delegados de 140 países participam na reunião do conselho de administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que acontece até sexta-feira.

“O G20 deveria considerar estas propostas em seu próximo encontro em Londres, em abril, e ajudar a garantir um acordo global contra a mudança climática em dezembro, em Copenhague”, afirma o Pnuma, em um estudo publicado na abertura de seu fórum mundial em Nairóbi.

“Reativar a economia mundial é essencial, mas algumas medidas centradas neste único objetivo não garantirão um êxito duradouro”, afirma o comunicado.

“A menos que sejam abordados os outros grandes desafios, como a redução das emissões de gases de efeito estufa, a proteção dos ecossistemas e dos recursos de água, e a redução da pobreza, as medidas não impedirão futuras crises”, diz.

Os países emergentes do G20, como Brasil, China, Índia e África do Sul, também deveriam atuar na medida do possível, destaca o Pnuma.

“Não se trata apenas de colocar em prática uma economia mais verde”, destaca o programa da ONU, “e sim de responder também a ameaças iminentes como o aquecimento global, a insegurança energética, a falta crescente de água doce, a deterioração dos ecossistemas e sobretudo a pobreza, que piora.”

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TECNOLOGIA LIMPA

26/02/09

Condere aposta em tecnologia limpa e planeja fundo

De São Paulo

16/02/2009

A Condere PAR, empresa de participações formada em 2007, planeja criar seu primeiro fundo de venture capital para investir em tecnologias limpas.

A empresa já fez dois investimentos com recursos próprios. Abluo e Viridis foram as companhias que receberam os recursos, em torno de R$ 2 milhões. Um terceiro investimento, de R$ 15 milhões, está em fase de acertos com coinvestidores para ajudar a bancar parte dos recursos.

A Abluo é uma empresa que desenvolve produtos ecologicamente corretos a partir de uma substância chamada “terpeno” (encontrada, por exemplo, em sementes, flores, folhas e raízes). Esse produtos são usados para desengraxe industrial, limpeza de máquinas e equipamentos, tratamento de ar e alguns produtos de limpeza.

A empresa foi criada em parceria com a TerpenOil e já conquistou no Brasil clientes como Caterpillar, Whirlpool e EcoSpirit que resolveram usar a nova tecnologia por ter custo menor, ser mais eficiente e menos poluente, segundo Paulo Cury, sócio da Condere PAR. “Apostamos em negócios que melhoram a relação das empresas com o meio-ambiente e que são ao mesmo tempo lucrativos para as companhias. Elas oferecem redução de custo.” Com o sucesso inicial dos negócios, foi criada a Abluo USA, para desenvolver operações no mercado americano.

A outra companhia do portfólio da Condere PAR é a Viridis, empresa de tecnologia orgânica, especializada em tensoativos naturais (produtos que podem ser aplicados em áreas como higiene e limpeza, cosmética, farmacêutica, têxtil, vernizes e tintas).

Segundo Cury, diferente de outros fundos que resolveram apostar em negócios socialmente sustentáveis, a Condere resolver se especializar em um nicho ainda não explorado pelo mercado. Com isso, tem a chance de sair na frente.

Muitos fundos criados recentemente no Brasil apostam principalmente em projetos de novas geração de energia (como eólica ou pequenas centrais elétricas) ou ainda em novos materiais, como etanol. A ideia da Condere foi fugir desse caminho e buscar um outro nicho, focando em tecnologia limpa, sustentável e que seja economicamente rentável.

A gestora é formada por outro sócio, vindo do setor industrial. Ruy Campos, com passagem pela Whirlpool, se juntou a empresa logo no seu início, também apostando nas possibilidades de explorar tecnologias limpas.

Segundo Campos, o objetivo da Condere PAR é sempre participar da gestão da empresa em que investe. A gestora participa desde a criação da estratégia das companhias investidas, passando pelo modelo de atuação no mercado e pelo acompanhamento dessas operações. A Condere estuda agora a criação de um fundo de investimento em participação (FIP) para aumentar seu portfólio de aplicações. (ASJ)

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A nova revolução que acontece no campo

21/02/09

28 de Outubro de 2008 – Reconciliar produções maiores com o uso racional dos recursos naturais é a ordem do dia para o setor agrícola. E, em nome dela, já se observa uma crescente pressão exercida por meio de regulamentações e, sobretudo, pelo mercado. “A pressão por melhores práticas no agronegócio vem de longa data. O movimento de sustentabilidade só reforçou as oportunidades de negócios a partir de uma gestão mais eficiente da produção agrícola”, afirma Meire Ferreira, superintendente do ARES, Instituto para o Agronegócio Responsável.

Este desafio está longe de ser simples Segundo o Worldwatch Institute, cerca de 70% da água consumida mundialmente, incluindo a que decorre de desvios e de bombeamento do subsolo, atende à irrigação na agricultura. Além disso, de acordo com o Banco Mundial, 13 milhões de hectares de florestas tropicais são degradados ou desaparecem a cada ano, principalmente para expansão da atividade agrícola.

Outro desafio do agronegócio sustentável é a expansão sem agressões ao meio ambiente. Para Carlos Clemente Cerri, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP), o Brasil tem total condição de suprir boa parte da demanda de alimentos, fibras e biocombustíveis mundiais sem necessidade de novos desmatamentos. “Precisaremos de 18 a 20 milhões de hectares nos próximos dez anos para cultivo de soja, milho, cana de açúcar e oleaginosas para produção de biodiesel. Essas atividades podem ser realizadas em áreas hoje ocupadas por pastos. Para isso, basta aumentar a concentração de gado de 0,9 para 1,5 cabeça por hectare”, explica Cerri.

A transição para a sustentabilidade passa ainda pela revisão de um modelo de produtivo baseado na monocultura, uso intensivo de insumos químicos e mecanização. A fórmula, consagrada pela revolução verde no século XX, tem sido alvo constante de críticas. Não sem razão. Essa combinação de tecnologias e métodos levou à perda de biodiversidade, dependência excessiva de combustíveis fósseis, erosão do solo, e à poluição dos recursos hídricos, entre outros efeitos negativos.

O relatório “Agricultura para o desenvolvimento” do Banco Mundial destaca as tendências para a agricultura no futuro. De acordo com o documento, as tecnologias devem fazer mais do que ampliar a produção. Precisam contribuir para a economia de água e energia, a redução de riscos, o aumento da qualidade dos produtos e a proteção do meio ambiente.

As fabricantes de defensivos e fertilizantes têm dedicado esforços à redução das externalidades de seus processos e produtos. Nos últimos anos, essas empresas, ícones da revolução verde, investiram continuamente na redução da toxicidade de seus produtos e na conscientização dos agricultores para uso racional e seguro dos insumos. “Há muitos exemplos de boas práticas no setor agrícola. No entanto, a sustentabilidade vem despertar para questão social e ambiental de uma forma muito mais intensa, propondo o alinhamento das iniciativas existentes ao negócio”, afirma Meire, do ARES.

Walter Dissinger, vice-presidente de proteção de cultivos para a América Latina e Care Chemicals para a América do Sul da Basf, destaca que a sustentabilidade é determinante para a perenidade do agronegócio. “O crescimento da agricultura ocorre justamente em um momento que se torna evidente o desafio de conjugar o crescimento econômico com as questões socioambientais, em que a sustentabilidade não deve ser considerada um diferencial, mas o princípio que garantirá a sobrevivência das organizações”, ressalta.

A partir da perspectiva da sustentabilidade, as empresas do setor agrícola passaram a revisar alguns processos e estratégias de negócio. A Basf, por exemplo, vem focando a sua estratégia na área de proteção de cultivos. Segundo Eduardo Leduc, diretor da área no Brasil, além de combater pragas e doenças, os produtos dessa linha proporcionam ganhos de produtividade de 10 a 15% a partir dos chamados efeitos fisiológicos que atuam na funcionamento da planta. “Essa tecnologia está diretamente ligada à sustentabilidade porque o agricultor precisa produzir mais na mesma área. Vamos ter que aumentar muito a produtividade para atender à demanda mundial. Não adianta só expandir a área agrícola”, esclarece.

A empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de genes que aumentam a produtividade e a tolerância à seca. Segundo Leduc, a Basf tem buscado parceiros com conhecimento na área de sementes para oferecer a tecnologia ao mercado. “O modelo de negócios adotado pela empresa prevê a introdução de novas soluções no mercado por intermédio de parcerias, respeitando a cadeia de produção de sementes estabelecida”, afirma.

Em agosto de 2007, a Basf e a Embrapa anunciaram um acordo de cooperação na área de biotecnologia para desenvolvimento de uma variedade brasileira de soja geneticamente modificada. As duas empresas estão trabalhando para registrar a nova tecnologia junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), atendendo às exigências da Lei de Biossegurança 11.105/05. A expectativa é que as novas variedades de soja estejam disponíveis para o produtor de sementes em 2010 ou 2011 e para o agricultor, a partir de 2012.
Desde março de 2007, a corporação de origem alemã mantém parceria com a Monsanto para pesquisa e desenvolvimento de produtos com características de tolerância à seca e maior rendimento para as culturas de milho, soja, algodão e canola. Durante o período de colaboração, as duas companhias vão investir em conjunto US$ 1,5 bilhão.

Pioneira na área de biotecnologia, a Monsanto comprometeu-se a dobrar o rendimento de sementes de milho, soja e algodão, reduzindo em 1/3 a quantidade de recursos para o cultivo das mesmas variedades até 2030. Nos próximos cinco anos, destinará US$ 10 milhões ao setor público de pesquisa visando acelerar o desenvolvimento de novas variedades de trigo e arroz. A cada ano, um painel mundial de especialistas selecionará um projeto diferente, oferecendo US$ 2 milhões em investimentos.

A empresa também integra uma parceria, firmada em março deste ano com os governos de Quênia, Uganda, Tanzânia e África do Sul, com o objetivo de pesquisar variedades resistentes à rigidez do clima árido. A tecnologia será disponibilizada a pequenos produtores sem a cobrança de royalties.

O programa Milho Eficiente para a África (WEMA, na sigla em inglês) conta ainda com a participação da Fundação Bill & Melinda Gates e Howard G. Buffett, a Fundação Africana de Tecnologia Agricultural (AATF) e o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT). “A biotecnologia sozinha não é a solução, mas tem uma contribuição importante para reverter a crise de alimentos. Com esses três bilhões de pessoas que virão para o mundo nos próximos 20 anos é imperativo produzir mais com menos recursos. E a biotecnologia representa uma boa opção para aumentar a produtividade, utilizando menos áreas e recursos da natureza”, afirma Gabriela Burian, gerente de responsabilidade ambiental da Monsanto.

A aplicação do conceito de sustentabilidade no setor agrícola tem produzido mudanças importantes no modo como as empresas se relacionam com os seus públicos de interesse.
As ações de responsabilidade socioambiental da Bunge junto aos produtores são divididas em quatro etapas. Primeiro, a empresa promove a conscientização por meio da distribuição da cartilha “Responsabilidade Ambiental na Produção Agrícola”, elaborada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O documento traz informações sobre o Código Florestal, como obter os licenciamentos e tornar a propriedade mais produtiva do ponto de vista socioambiental.

Havendo o interesse do produtor em investir na adequação, a Bunge aciona ONGs parceiras como a Conservation International para fazer o georeferenciamento e propostas de regularização da propriedade.

A terceira etapa consiste no reconhecimento por meio do prêmio “Destaque Bunge Agricultor Brasileiro e a última etapa diz respeito á cobrança de práticas. Para fornecer matérias-primas à Bunge, os produtores devem estar rigorosamente adequados às legislações ambiental e social. “A empresa entende que, para continuar no mercado, um produtor precisa ser sustentável. E por isso inclui em todos os seus contratos comerciais uma cláusula de sustentabilidade”, explica Adalgiso Telles, diretor de comunicação corporativa da Bunge no Brasil. 

Se a qualquer momento ficar comprovado que agricultor descumpriu a legislação, a Bunge tem o direto de rescindir o contrato unilateralmente. 

Em relação aos clientes, a empresa cruza os dados fornecidos para cadastro com a lista suja do Ministério do Trabalho que relaciona propriedades com ocorrências de trabalho escravo. “Desenvolvemos um sistema que captura os dados dessa lista de modo que se o produtor constar na relação, a operação comercial é automaticamente bloqueada”, explica Telles.

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 14)(Juliana Lopes)

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Leitura sustentável para 2009

21/02/09

É leitura imprescindível para quem quer começar o ano antenado com as mais importantes tendências dessa área

Gazeta Mercantil 

6 de Janeiro de 2009 – A título de contribuição intelectual, esta coluna listou seis livros importantes, já tratados, de forma direta ou indireta, nesta página de sustentabilidade da Gazeta Mercantil. São obras inteligentes, provocativas e promotoras de idéias novas e vigorosas. Constituem leitura imprescindível para quem quer começar o ano antenado com as mais importantes tendências dessa área.

O ex-presidente Bill Clinton resolveu colocar em livro suas idéias sobre a importância do ato de doar. Trata-se de Doar- Como Cada um Pode Mudar o Mundo (Editora Agir, 238 páginas). A obra combina breves análises, opiniões e crenças de Clinton com histórias de pessoas e organizações com quem conviveu e que, em sua visão, têm feito a diferença na construção de um mundo mais justo. Sobre Clinton, vale lembrar que, após dois mandatos à frente do governo dos EUA (1993-2001), ela passou a se dedicar à gestão e de uma fundação que leva o seu nome. E hoje emprega seus ativos pessoais na missão de levar assistência médica digna, promover a cidadania e o desenvolvimento econômico em países pobres.

São interessantes as idéias de Clinton sobre como doar dinheiro, tempo, coisas e habilidades. Oportunas também são as teses que ele partilha com o leitor, especialmente as relacionadas ao modo como se pode organizar mercados para atender causas de grande interesse público. No entanto, os depoimentos colhidos no convívio com grandes personagens são, de longe, o melhor do livro. A leitura já valeria a pena pelas passagens com Bill Gates e Warren Buffet. Mas há muitas outras boas surpresas.

Em Um Mundo Sem Pobreza (Editora Ática, 263 páginas) o prêmio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, propõe uma espécie de reinvenção do capitalismo a partir do que ele chama de “empresas sociais”, empreendimentos não focados na idéia do lucro convencional cujo objetivo principal é fornecer produtos e serviços para atender necessidades das populações mais pobres.

Não só pela polêmica tese que defende – vista por muitos como incompatível com o mundo dos negócios –, mas pela maneira convicta como descreve os resultados alcançados pela experiência de joint venture social entre o Grameen Bank e a Danone, na produção de um iogurte fortificado para combater a desnutrição em Bangladesh, o livro vale a pena ser lido da primeira à última página. Experiências como a de Yunus ainda são tratadas como alternativas porque confrontam a lógica vigente da rentabilidade de curto prazo. Mas é bom que elas existam para não nos fazer esquecer de que o melhor lucro é o que está a serviço do bem-estar da humanidade.

Daniel Esty é um dos mais importantes pensadores norte-americanos em estratégia ambiental corporativa. No livro Verde que Vale Ouro (Editora Campus Elsevier, 300 páginas), escrito a quatro mãos com Andrew Winston, o professor da Universidade de Yale mostra como criar vantagem competitiva e adicionar valor aos negócios incorporando as questões ambientais na estratégia de negócio. Bem redigida, didática em ser chata, a obra se destaca pelas boas idéias dos autores, sobretudo pelos estudos de caso nos quais apoiam suas teses. Um dos seus pontos altos é o capítulo que trata das 13 armadilhas nas quais as companhias podem cair ao trilhar o caminho para a sustentabilidade.

Há três obras muito importantes, infelizmente ainda sem tradução para o Português, que valem o esforço de serem adquiridas por meio de um site de vendas internacional.

Uma delas é Plan B 3.0: mobilizing to save civilization” (Editora W.W. Norton & Company, 384 páginas), novo livro de Lester Brown, um dos mais renomados ambientalistas do mundo. A tese central de Brown, recentemente convocado por Barack Obama para assessorá-lo em questões ambientais, é de que, à beira de um colapso de recursos, o mundo precisa de um Plano B capaz de rever o atual modelo econômico insustentável.

A solução, segundo o ambientalista, pressupõe seis pontos: erradicar a pobreza e estabilizar a população, restaurar o planeta, alimentar bem oito bilhões de pessoas, planejar melhor as cidades, criar eficiência energética e mudar a matriz para energias renováveis.

Outro livro estrangeiro importante é “Branded – How the certification revolution is transforming global corporations” (New Society Publishers, 320 páginas) de Michael Conroy. Para o autor, a marca consiste no componente mais importante e volátil do patrimônio de uma companhia. Cada dólar investido na expansão desse ativo aumenta os riscos e desafios para a empresa no campo social e ambiental. Os sistemas de certificação, no entanto, podem eliminar esses riscos, contribuindo para as empresas fidelizarem clientes e conquistarem novos mercados.

De acordo com Conroy, a revolução das certificações resulta da combinação de três variáveis: campanhas de marketing desenvolvidas para convencer as companhias a melhorar suas práticas; a criação de sistemas de certificação e a existência de líderes nas companhias convencidos da importância de rever processos e atitudes com vistas à sustentabilidade. A boa notícia é que o livro deve ser editado no Brasil em 2009.

O que ganha uma empresa que resolve basear sua gestão no princípio da sustentabilidade, combinando os aspectos econômicos, ambientais e sociais no negócio. Essa pergunta-central motivou Bob Willard a escrever “The sustainability advantage – seven business cases benefits of triple bottom line”, (New Society Publishers, 203 páginas.)

Com uma linguagem pragmática, o autor, ex- vice-presidente da IBM, revela que os ganhos de uma estratégia focada no triple bottom line são quantificáveis e que os executivos não precisam se tornar ativistas de causas socioambientais para alcançar esses benefícios.
(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 10)(Ricardo Voltolini – Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia SustentávelE-mail: ricardo@ideiasustentavel.com.br )

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