Arquivo de março, 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

30/03/09

27/03/2009

Parlamento Europeu apagará luzes contra a mudança climática

da Efe, em Bruxelas
O Parlamento Europeu apagará amanhã (28) as luzes de todos seus edifícios durante 60 minutos para se juntar à iniciativa ambiental internacional Hora do Planeta 2009, que deve contar com a participação de 2,4 mil cidades de 80 países.
O blecaute mundial, uma iniciativa da organização ambientalista WWF que deve acontecer às 20h30 de Brasília, é uma forma de se solidarizar com a luta contra a mudança climática, afirmou o Parlamente Europeu, em comunicado.
A WWF incentiva cidadãos, comerciantes e autoridades nacionais e locais a apoiar esta ação, que foi realizada pela primeira vez na cidade australiana de Sydney, em 2007.
No ano passado, 50 milhões de pessoas participaram e, neste fim de semana, espera-se alcançar 1 bilhão.

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ECONOMIA VERDE

30/03/09

26 de março de 2009

Cúpula do G20 testará disposição de potências com economia verde

GERARD WYNN – REUTERS

LONDRES – A cúpula do G20 na semana que vem será um teste sobre a determinação das grandes economias mundiais para combater a mudança climática, após terem gasto trilhões de dólares em pacotes de resgate a bancos e em apoio à economia global.

O encontro de 2 de abril em Londres entre os líderes dos principais países desenvolvidos e emergentes tem como objetivo combater a crise financeira.

O primeiro-ministro britânico e anfitrião do evento, Gordon Brown, também quer coordenar investimentos para uma resposta global à mudança climática.

Se a reunião de cúpula não conseguir ampliar sua agenda para incluir investimentos ambientais isso seria percebido, na melhor das hipóteses, como uma chance desperdiçada e, na pior delas, uma evidência do entusiasmo cada vez menor para aprovar ainda este ano um ambicioso pacto que substitua o Protocolo de Kyoto após 2012.

“Precisamos de um sinal muito claro de que o G20 vê isso como algo maior do que apenas resolver uma crise financeira”, disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Quando você vê 100 bilhões de dólares sendo destinados para o resgate de uma ou duas empresas, é preciso se perguntar se essa é a forma mais racional de lidar com uma ameaça (climática) que terá consequências econômicas muito maiores e sofrimento humano.”

A reunião de Londres coincide, na semana que vem, com a retomada das negociações sobre o clima mediadas pela ONU em Bonn, na Alemanha, propostas para estabelecer as bases para um novo tratado sobre o clima numa reunião em Copenhague, em dezembro.

As potências mundiais do G20 poderão confirmar na próxima quinta-feira a sua determinação em chegar a um novo tratado sobre o clima em Copenhague, além de instar por gastos onde for possível em um plano de estímulo global de 2 a 3 trilhões de dólares para causas “verdes”, dizem analistas.

Estados Unidos, União Europeia, China e Coreia do Sul têm conduzido planos de investimentos ambientais de 300 bilhões a 500 bilhões de dólares, ou cerca de 15 por cento dos planos de estímulo econômico gerais, para desenvolver tecnologias com baixo uso de carbono, melhorar a eficiência energética e proteger o ambiente.

Boa parte do valor será gasto nos próximos dois anos.

Alguns analistas e grupos ambientais argumentam que isso não é suficiente, ponderam que os gastos com o clima no futuro serão cortados pela crescente dívida pública e preocupam-se que alguns dos projetos planejados, como construção de estradas, vão significar emissões de carbono no futuro.

Defensores do meio ambiente dizem que projetos de infraestrutura para construir parques eólicos e aperfeiçoar a eficiência das casas criarão empregos e combaterão ameaças pós-recessão, incluindo segurança energética e mudança climática.

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Quarta-Feira, 25 de Março de 2009

Novas fábricas ”verdes” reduzem impacto ambiental

Unidades como as da Sadia e da Coca-Cola têm iluminação solar e reutilizam água e resíduos

Andrea Vialli

Novas fábricas no País estão sendo projetadas para serem “verdes”. Reúso de água, iluminação por células fotovoltaicas, mitigação de gases estufa e reaproveitamento dos resíduos estão entre as novidades das novas unidades. A tendência das construções “verdes”, que já vinha sendo utilizada em condomínios e no varejo, chega, assim, à indústria.

Um exemplo é a fábrica da Sadia em Pernambuco, inaugurada na segunda-feira em Vitória de Santo Antão (PE), a 53 quilômetros de Recife. A indústria, que vai fabricar embutidos, foi um dos únicos investimentos da empresa mantidos após o agravamento da crise e a perda de R$ 760 milhões em operações com derivativos cambiais. Segundo Gilberto Tomazoni, diretor- presidente da Sadia, a fábrica foi concebida com o objetivo de ser referência em sustentabilidade no setor de alimentação.

“O projeto prevê autossuficiência em água, uma vez que a região é carente em recursos hídricos. Cerca de 40% da água será reaproveitada internamente”, diz Tomazoni. Parte da energia elétrica será suprida por painéis fotovoltaicos e haverá também um plano para qualificar trabalhadores na região.

Outra companhia que está indo nessa direção é a Coca-Cola Brasil, que tem três projetos de fábricas “verdes”. Uma delas é a da Matte Leão, marca de chás adquirida pela Coca-Cola. A unidade, já em construção na Grande Curitiba e prevista para entrar em operação até julho, terá captação de água da chuva, telhados com cobertura vegetal e painéis fotovoltaicos, explica Maurício Bacellar, gerente de Relações Institucionais da Coca-Cola Brasil.

Os projetos de fábricas verdes, no entanto, podem não passar de uma boa ferramenta de marketing caso não estejam vinculados a um plano de desenvolvimento sustentável regional. “Essa tendência é positiva, mas precisa ir além. Senão, teremos só ilhas de excelência em um entorno degradado”, diz Paulo Durval Branco, diretor da consultoria da área de sustentabilidade Ekobé.

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REDUÇÃO DE EMISSÕES

30/03/09

24 de Março de 2009

Metrópoles brasileiras emitem menos CO2

Comparação entre 12 grandes cidades de três continentes indica que emissão por pessoa é menor em São Paulo e no Rio. Estudo afirma que regiões metropolitanas não são as grandes vilãs do clima e que sua emissão per capita é menor que a média nacional

Afra Balazina escreve para a “Folha de SP”:

Paulistanos e cariocas estão entre os moradores de grandes cidades do mundo que menos emitem gases-estufa, segundo um estudo que comparou 12 metrópoles em três continentes. Considerando o total de CO2 emitido por habitante, as cidades brasileiras ficaram atrás até mesmo de cidades europeias, consideradas “limpas”, e muito atrás de metrópoles norte-americanas e asiáticas.

São Paulo e Rio têm maiores emissões no setor de lixo, mas no setor de transporte elas ficam abaixo das demais analisadas. Nova York, por exemplo, captura o metano dos aterros sanitários e possui emissão zero em resíduos sólidos. Em São Paulo, que também capta metano nos aterros Bandeirantes e São João, as emissões desse setor representam 23,6% do total municipal. No Rio, elas representam 36,5%.

O dado não é motivo para comemorar, já que a avaliação não diz respeito à poluição do ar nas cidades – nesse quesito, São Paulo continua entre as piores do mundo, especialmente no setor de transporte.

E o estudo lembra que, no Brasil, as maiores emissões são provenientes de desmatamento e da criação de gado.

Se forem levadas em conta as emissões totais (e não a per capita), as cidades brasileiras estão próximas de Washington e Glasgow. Mas ainda emitem bem menos do que Londres, Nova York e Toronto.

Segundo a pesquisa, publicada no periódico “Environment & Urbanization”, as grandes cidades nem sempre são as maiores vilãs do clima. O levantamento mostra que em metrópoles como São Paulo, Londres e Nova York as emissões per capita são bem menores do que a média nacional.

Os nova-iorquinos respondem por menos de um terço da média de emissão dos EUA. Os londrinos, por pouco mais da metade das emissões da média do Reino Unido. Em São Paulo e no Rio, as emissões per capita não chegam a um terço da média brasileira.

O autor do estudo, David Dodman, pesquisador do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, afirma que não há nenhuma ligação fundamental entre a urbanização e altos níveis de emissão de gases-estufa.

“Ao contrário, cidades bem planejadas e bem geridas podem desempenhar um papel central para ajudar a mitigar a mudança climática”, diz.

Na Ásia, por exemplo, ele ressalta que a cidade mais rica, Tóquio, tem menores emissões por pessoa do que Pequim ou Xangai. “Isso mostra que a prosperidade não conduz, inevitavelmente, ao aumento das emissões”, diz Dodman.

De acordo com ele, em Londres as emissões de transporte são menores do que na maioria das grandes cidades “como resultado de alto uso de transporte coletivo, grande investimento em infraestrutura e políticas para promover alternativas ao uso de veículos”.

Vazamento

Os inventários não levam em conta onde os itens são consumidos. Isso pode beneficiar algumas cidades avaliadas, já que muitos processos poluentes de fabricação e com alta emissão de carbono já não estão mais localizados nessas metrópoles, mas em outras partes do mundo em que os salários são mais baixos e há menor rigor ambiental. Esse tipo de “vazamento” é o que torna as emissões chinesas tão altas.

Segundo o consultor Fabio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, essa é uma questão relevante. “Uma usina termelétrica pode estar localizada em outra cidade e sua energia ser usada em São Paulo, por exemplo. A qual delas você atribui a emissão?”, questiona.

Ele lembra que, se a região amazônica fosse avaliada, as emissões per capita seriam altíssimas – pois a população é pequena e há muito desmatamento e gado.

O declínio das indústrias nas grandes cidades também explica em parte a situação. No Rio, a proporção das emissões do setor industrial passou de 12% em 1990 para 6,2% em 1998.
(Folha de SP, 24/3)


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Agência dos EUA vai regular nível de CO2

24/03/2009 – 13:03 – Agência Estado

Em breve a administração do presidente americano Barack Obama deve marcar uma nova ruptura em relação à política ambiental de seu antecessor, o republicano George W. Bush.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) prepara-se para declarar nos próximos dias que os gases do efeito estufa são poluentes e danosos à saúde e ao bem-estar públicos. Essa simples e aparentemente óbvia qualificação, até hoje engavetada pelo governo, abre caminho para que gases como dióxido de carbono, metano e outros ligados ao aquecimento global fiquem sujeitos a regulamentação federal. Isso inclui o poder de fixar cortes de emissão por veículos motorizados, o que desperta fortes resistências da já combalida indústria automobilística.

No mês passado, a administradora da EPA, Lisa Jackson, indicou de maneira enfática que a agência tomará uma decisão antes do dia 2 de abril. A data marca o segundo aniversário de uma decisão da Suprema Corte ordenando que a agência definisse se o dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa deveriam ou não ser qualificados como poluentes, no contexto da Lei Federal do Ar Limpo (Clean Air Act).

A decisão judicial foi ignorada por Bush, embora houvesse forte consenso entre os especialistas da agência de que tal determinação é apoiada por pesquisas científicas.

Agora, embora a ação da agência fosse amplamente aguardada, a indicação de que finalmente vai ocorrer estimulou comemorações entre grupos ambientalistas e congressistas do Partido Democrata. Ela também provocou, como era de se esperar, queixas de empresários.

FIM DE ERA

“Esse documento vai acabar oficialmente com a era da negação do aquecimento global”, disse o deputado federal Edward Markey, democrata de Massachusetts que preside um comitê sobre aquecimento global.

John Walke, advogado sênior no Conselho de Defessa dos Recursos Naturais, celebrou a decisão da agência como o início de um novo esforço de combate ao aquecimento global, que, espera, culminará em nova lei federal. “Por algum tempo nós poderemos fazer esforços conjuntos com a EPA para buscar um regulamento, enquanto o show principal deverá ocorrer no Congresso”, afirmou.

O próximo passo da agência, uma vez definidas suas atribuições, deve ser o controle da emissão de gases-estufa por usinas de energia, refinarias de petróleo, fábricas de cimento e outras.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Mundo apoia meta climática para 2050, mas diverge sobre caminhos

ALISTER DOYLE – REUTERS

OSLO – Os governos do mundo em geral apoiam a adoção de metas rígidas contra as emissões de gases do efeito estufa até 2050, mas há fortes diferenças sobre como dividir a conta, segundo um novo guia para os negociadores envolvidos na definição do futuro tratado climático da ONU.

Um documento a ser apresentado num evento da entidade entre os dias 29 de março e 8 de abril afina uma lista de ideias que podem constar no novo tratado climático, a ser definido em dezembro em Copenhague. A nova lista tem cerca de 30 páginas, contra 120 de um texto do final do ano passado.

“Isso mostra que ainda há muito a ser feito. E mostra também o que precisa ser feito”, disse à Reuters na segunda-feira Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, referindo-se ao texto de Michael Zammit Cutajar, presidente de um grupo de negociação da ONU.

“É um bom impulso em direção a uma pauta mais precisa, voltada para preencher as lacunas”, disse De Boer.

Mais de 190 governos nacionais aceitaram em 2007 preparar até o final 2009 um novo tratado climático que vigore a partir de 2013, quando expira o atual Protocolo de Kyoto. A ONU alerta que as mudanças climáticas, provocadas principalmente pela atividade humana, podem causar efeitos em todo o mundo, incluindo secas, inundações, ondas de calor e aumento dos mares.

“Há um amplo apoio das partes a uma meta indicativa, baseada na ciência, para a redução dos gases do efeito estufa até meados do século”, segundo o texto.

Possíveis metas incluem a redução das emissões pela metade até 2050, reduções profundas para limitar o aumento da temperatura a 1,5-2C acima dos níveis pré-industriais, ou o estabelecimento de uma cota baixa de emissões pessoais para todos.

O texto acrescenta que “há uma falta de convergência a respeito da questão da contribuição por diferentes grupos de países para que se alcance a meta de longo prazo e quanto aos caminhos para isso”.

Os países ricos prometem liderar os cortes nas emissões, mas dividir o ônus entre ricos e pobres é um enorme conflito. Além disso, a recessão pode afetar o empenho dos países em fazer investimentos que levem à substituição de fontes poluentes, como a energia obtida do carvão, por fontes energéticas renováveis.

De Boer disse que uma meta para o distante 2050 não é irrelevante, por exemplo, para um investidor que cogite construir uma usina termoelétrica com altos índices de emissão de carbono.

Ele acrescentou que o texto mostra uma “forte convergência” quanto à necessidade de metas intermediárias ambiciosas para os países desenvolvidos, que sejam as mais próximas possíveis da redução de 25-40 por cento preconizada pelo Painel Climático da ONU para ser alcançada até 2020, em comparação com os níveis de emissões de 1990.

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RECURSOS HÍDRICOS

30/03/09

23 de Março de 2009

Fórum quer gestão da água adaptada ao aquecimento

Efe
Os participantes do Fórum Mundial da Água, concluído ontem em Istambul, na Turquia, destacaram a importância da gestão dos recursos hídricos adaptada às mudanças climáticas e a outras alterações que terão impacto no abastecimento.

A Declaração de Istambul, ratificada pelos representantes de 190 países, considera “vital” que a gestão da água leve em consideração o rápido crescimento populacional, as migrações e a urbanização desenfreada, além do aquecimento global.

O documento, porém, não incluiu a água como direito humano, como reivindicavam entidades, após veto de pelo menos quatro países, incluindo o Brasil. O texto final reconhece apenas “que o acesso à água potável e ao saneamento é uma necessidade humana básica”.

Os ministros que participaram do evento enfatizaram ainda a necessidade de se alcançar as Metas do Milênio para 2015 “o mais rápido possível” e, com isso, melhorar o acesso à água limpa, saneamento e higiene, além do bom estado dos ecossistemas.

Um ponto importante, diz o texto, é a necessidade de responder aos desastres, tanto os naturais como os causados pelo ser humano, e que são muito frequentes, como inundações e secas. Há ainda no documento destaque para a importância de colocar em mesas de negociação as estratégias financeiras e sustentáveis para apoiar os países em desenvolvimento.

Durante toda a semana passada, cerca de 25 mil participantes debateram sobre o tema.

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22/03/2009

ONU: países precisam criar políticas para regular consumo de água

Agência Brasil

BRASÍLIA – O aumento cada vez maior do consumo de água vai exigir que os países estabeleçam políticas públicas para regular o seu uso. Essa é uma das conclusões do 3º Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Mundial dos Recursos Hídricos, divulgado durante o 5º Fórum Mundial da Água, que ocorre em Istambul, na Turquia, neste domingo, Dia Mundial da Água.

O documento informa que já existem políticas em diversos países para redução da demanda e do desperdício de água. O texto alerta também para a necessidade do envolvimento de todos os setores da sociedade responsáveis pelas tomadas de decisão, e não somente das áreas que tratam diretamento do assunto, na formulação de diretrizes para regular o consumo de água.

Entre os fatores que vão levar ao consumo ainda maior de água, prevê o relatório da ONU, estão o crescimento e a mobilidade da população, o aumento no padrão de vida, mudanças nos hábitos alimentares e o crescimento da produção de energia, particularmente de biocombustíveis. Além disso, segundo texto, os efeitos das alterações climáticas devem agravar a situação em países que já estão quase no limite de uso de água dos recursos hídricos.

De acordo com o relatório, triplicou a prospecção de água potável nos últimos 50 anos e dobrou o número de áreas irrigadas.

A ONU atribiu isso ao crescimento da população mundial, que registra cerca de 80 milhões de nascimentos por ano. O aumento demográfico vem resultando num incremento anual de 64 bilhões de metros cúbicos na demanda por água.

A agricultura é o principal consumidor, respondendo por 70% do uso de água. Caso não sejam tomadas medidas para conter o uso dos recursos hídricos pelo setor agrícola, alertam os autores do relatório, a procura mundial por água vai crescer entre 70% e 90% até 2050.

Ainda segundo o relatório da ONU, a expansão da produção de biocombustíveis também contribuiu para aumentar o consumo de água. A produção de etanol, de acordo com o documento, triplicou entre 2000 e 2007 e pode chegar a 127 bilhões de litros até 2017. O Brasil e os Estados Unidos são os principais produtores, tendo como matrizes, respectivamente, a cana-de-açúcar e o milho.

Além disso, destaca o documento, as mudanças nos hábitos alimentares também têm aumentado a demanda pelos recursos hídricos, especialmente o crescimento do consumo de carne. Para a produção de um quilo de carne são necessários entre 800 e 4 mil litros de água.

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