Arquivo de março, 2009

ETANOL

30/03/09

ETANOL

Etanol e clima nas relações Brasil-EUA

O Estado de S. Paulo

Marcos Sawaya Jank, é presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica)

21/03/2009

Marcos Sawaya Jank

Etanol e mudança climática foram temas importantes abordados na primeira reunião dos presidentes Lula e Obama sábado passado em Washington. Obama elogiou a vasta experiência brasileira na produção competitiva de álcool combustível e ao mesmo tempo se esquivou da sempre polêmica questão da tarifa protecionista que bloqueia as nossas exportações.

Na realidade, sabemos que Obama não pode fazer grande coisa na matéria, já que nos EUA tarifa é tema exclusivo do Congresso, onde um poderoso bloco de senadores comanda a resistência contra qualquer abertura do mercado americano de energias limpas. Sob o inacreditável argumento da “indústria nascente”, esta tarifa secundária de US$ 0,14 por litro de etanol, aplicada pelos EUA (que equivale a mais de 30% do valor FOB do produto), vem sendo periodicamente renovada há 30 anos! O fato é que neste ano, enquanto o Brasil produzirá 28 bilhões de litros de etanol, os americanos já estarão ultrapassando os 40 bilhões de litros, garantidos por um mandato governamental que subsidiará a incrível meta de consumo de 136 bilhões de litros de biocombustíveis em 2022. Tal façanha claramente resultou de um lobby agrícola bem estruturado dos produtores de milho daquele país, que terão mercado garantido para até 57 bilhões de litros, complementado por outros 80 bilhões de litros para biodiesel, etanol de celulose (chamado de “segunda geração”) e outros combustíveis “avançados” em termos energéticos e ambientais. Se depender do lobby agrícola americano, esse imenso mercado permanecerá praticamente fechado para importações de produtos mais eficientes de outros países.

Como bem salientou Lula em sua conversa com Obama, por trás dessa tarifa prevalece uma enorme contradição: por que o petróleo, que é finito e altamente poluente, circula livremente pelo mundo sem qualquer barreira comercial enquanto a sua melhor alternativa comercial, os biocombustíveis – muito mais limpos, renováveis e democráticos em seu alcance geográfico -, são onerados por elevadas tarifas e crescentes barreiras não tarifárias? Enquanto o etanol precisa provar sua sustentabilidade social e ambiental para o mundo, uma atitude que julgamos correta, jamais se pediu que o petróleo fizesse o mesmo nos seus 150 anos de história de poluição, derramamentos e guerras. Basta dizer que, desde o início da guerra no Iraque, o Brasil já pagou mais de US$ 0,5 bilhão em tarifas aos cofres americanos, enquanto o petróleo do Oriente Médio continua entrando nos EUA sem qualquer restrição. Que tipo de “política de segurança energética” é essa, que pune pesadamente as melhores alternativas do mundo moderno para reduzir a dependência do petróleo?

O fato é que no ano que vem teremos uma nova chance para tentar eliminar a tarifa sobre as importações americanas de etanol. Isso porque, se a tarifa secundária não for renovada pelo Congresso americano até dezembro de 2010, ela cai naturalmente em 1º de janeiro de 2011. Sabemos que, além do Brasil, diversos grupos estarão se mobilizando em favor da não renovação da tarifa americana em 2010, como as indústrias de rações e alimentos (carnes, lácteos, etc.) que querem reduzir a volatilidade no preço do milho naquele país, além de uma parcela das indústrias automotivas e petroleiras, grupos ambientalistas, acadêmicos e outros atores.

A verdade é que a eliminação das atuais barreiras tarifárias ao etanol de cana-de-açúcar seria um vetor fundamental para uma redução mais ambiciosa das emissões de gases de efeito estufa no setor de transporte dos EUA, pois o etanol de cana permite até 90% menos emissões de CO2 do que a gasolina. Dada a notória competitividade do etanol, haveria ainda uma importante redução dos custos para consumidores e dos gastos com subsídios governamentais nos EUA. Por isso, o etanol de cana poderia servir como importante complemento da enorme demanda prevista na legislação americana, de forma previsível e harmônica.

Neste momento, porém, a melhor aposta para melhorar as relações Brasil-EUA na área dos biocombustíveis seria ampliar e dar maior consistência ao memorando de entendimentos assinado pelos dois países em março de 2007, acrescentando um “capítulo climático” centrado na inclusão do etanol como alternativa efetiva para mitigar o impacto das mudanças climáticas, criando um mercado global para energias limpas e renováveis. Ocorre que o Poder Executivo dos EUA propôs ao Congresso a criação de um ambicioso programa de combate ao aquecimento global, que deverá premiar bens mais limpos por meio de um sistema de comércio de licenças de emissões, chamado de cap and trade, baseado em metas rígidas de redução de emissões de gases de efeito estufa, acompanhado de mecanismos de comércio de carbono intra e intersetoriais, com possibilidade de compra de créditos em outros países. O presidente Obama já anunciou o ambicioso objetivo de reduzir 80% das emissões de gases de efeito estufa até 2050, em relação ao nível de 2005.

Essa mudança radical na postura dos EUA em relação ao tema climático, aliada aos incentivos que serão criados para reduzir a importação de petróleo de países “pouco amigáveis”, representa uma extraordinária oportunidade para o Brasil e para outros países em desenvolvimento. Hoje, Brasil e EUA respondem juntos por 70% da produção mundial de biocombustíveis. Os dois países deveriam adotar estratégias comuns e assumir um papel de liderança nas discussões globais sobre mudança do clima e na consolidação do uso de biocombustíveis como alternativa de segurança energética, de mitigação das emissões de gases de efeito estufa e de “democratização” da produção e do uso de energias agrícolas renováveis no mundo em desenvolvimento.

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BIOCOMBUSTÍVEIS

23/03/09

19/03/2009

Brasil quer aumentar produção de álcool em 150% até 2017, diz ministro

da France Presse, em Viena

O Brasil aumentará sua produção de álcool em 150% até 2017 e se consolidará como o principal exportador mundial desse biocombustível, superando os Estados Unidos, indicou nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em Viena (Áustria).

“A produção brasileira de álcool crescerá 150%, passando de 25 bilhões de litros em 2008 a 64 bilhões de litros em 2017″, afirmou Lobão em um seminário sobre energia organizado em Viena pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

“Em 2017, o Brasil pretende exportar 8 bilhões de litros de álcool, contra 5 bilhões em 2008, consolidando-se como o maior exportador de álcool do mundo”, acrescentou.

Entre 2008 e 2017, Brasil visa a investimentos de energia no montante de US$ 352 bilhões US$ 146 bilhões na área de petróleo e gás natural, US$ 83 bilhões em energia elétrica e US$ 23 bilhões em biocombustíveis, acrescentou.

O ministro defendeu a produção de biocombustíveis em seu país e insistiu que isso não coloca em perigo a segurança alimentar.

“A quantidade de terra utilizada para cultivar a cana-de-açúcar é de 0,8% da área total do país, ou menos de 2% de sua área cultivada. A produção de álcool do Brasil está longe de competir com a produção de alimentos”, afirmou.

O Brasil conseguiu em fevereiro elevar sua produção de petróleo a 2,25 milhões de barris diários e deseja aumentar sua oferta a 3,5 milhões de b/d para se converter num exportador de petróleo, recordou Lobão.
“Em fevereiro, conseguimos produzir 2,25 milhões de barris diariamente, mas consumimos tudo o que produzimos. O país quer se converter num exportador de petróleo e derivados, o que o fará passar de uma produção de 2,25 milhões de barris diários para um volume superior a 3,5 milhões de barris por dia”, indicou.

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REDUÇÃO DE EMISSÕES

23/03/09

19/03/2009 – 12h20

Emissão de poluentes cairá pela primeira vez em 10 anos, dizem especialistas

da Efe, em Berlim

As emissões de poluentes causadores do aquecimento da Terra e das mudanças climáticas serão reduzidas em 2009 pela primeira vez em uma década, informa hoje o jornal alemão “Frankfurter Runschau”, que fez uma pesquisa junto a especialistas.

“A soma de todos os fatores fará com que a redução das emissões de CO2 alcance aproximadamente 2%”, diz o professor Gernot Klepper, do Instituto de Estudos Econômicos Mundiais (IfW) de Kiel.
Cálculos similares foram feitos por Claudia Kemfert, do Instituto Alemão de Estudos Econômicos (DIW), que espera uma redução das emissões poluentes no planeta nesse mesmo nível.

A redução nas emissões causadoras do efeito estufa e da mudança climática se devem, sobretudo, à queda da produção industrial e ao arrefecimento do crescimento econômico em países como China e Índia.
No entanto, o diretor do programa de meio ambiente das Nações Unidas (Pnuma), Achim Steiner, adverte contra um otimismo exagerado, também em entrevista ao jornal alemão.

“A crise econômica significa apenas que tiramos o pé do acelerador para depois voltar a apertá-lo o mais rapidamente possível”, afirma Steiner, que ressalta que o clima sofrerá mais que até agora assim que a China superar a crise e recuperar seus antigos níveis de produção industrial.

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Protocolo de Montreal ajudou o de Kyoto

De São Paulo
18/03/2009

O Protocolo de Montreal, que cuida de banir os gases que destroem a camada de ozônio da Terra e, desta forma, aumentam a incidência de casos de câncer de pele, fez mais para o clima do planeta do que o próprio Protocolo de Kyoto, este sim, o documento internacional que procura reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento da Terra.

“Dependendo do país, os cortes de emissões de gases que arruinam a camada de ozônio, respondem por 3% a 5% das emissões de gases do efeito-estufa”, disse, em São Paulo, Roberto de Aguiar Peixoto, membro do comitê de opções técnicas em refrigeração e ar condicionado do PNUMA, o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente. Trata-se de uma constatação curiosa – o mundo, tentando equacionar um problema, o da camada de ozônio, acabou acertando outro, o do aquecimento da Terra.

Nos anos 80, um erro comum era confundir um fenômeno com outro. O buraco na camada de ozônio é causado pelos gases CFCs, os clorofluorcabonos, que a humanidade decidiu banir há 20 anos, com a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal. Os CFCs eram muito utilizados em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, mas quando escapavam à atmosfera, destruíam a camada de ozônio, uma proteção natural para os raios ultravioleta. Com a camada de ozônio rarefeita, a radiação é mais intensa e aumentam os casos de câncer de pele e catarata. Desde 1999 não se produzem mais veículos com estes gases no Brasil e, desde 2001, nenhuma geladeira. Os CFC ainda são utilizados no Brasil em aerossóis para asmáticos.

O efeito estufa, por outro lado, é um desafio bem mais complicado. O fenômeno é provocado por gases provenientes da queima de combustíveis fósseis ou de desmatamento, a humanidade tenta resolver o problema através da Convenção-Quadro de Mudanças Climáticas e do Protocolo de Kyoto – e agora, de um esperado acordo em Copenhague, no fim deste ano. O efeito disso é o aquecimento da Terra. “Acontece que existe uma ponte entre estas duas questões ambientais”, diz Peixoto.

A ponte são os chamados gases fluorados (HFCs, PFCs e SF6, substitutos dos velhos CFCs, mas que são gases do efeito-estufa e muito nocivos para o aquecimento global. Os HFCs também têm prazo para serem substituídos, pelo bem-sucedido Protocolo de Montreal. “Eliminá-los é também um benefício para o clima. É preciso uma convergência das duas convenções”, defende Peixoto. (DC)

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Inventário sobre emissão de gases será concluído este ano

Daniela Chiaretti, de São Paulo
18/03/2009

Carol Carquejeiro / Valor

Fabio Feldmann, do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade: distorções no inventário
Até o fim deste ano o Brasil deverá conhecer seu perfil real de emissões de gases do efeito-estufa. É este o prazo para que saia o segundo inventário nacional, uma espécie de retrato da contribuição do país ao aquecimento global, por setores e por volume. O estudo traçará um panorama de 1990 a 2005, mas no caso do desmatamento os dados chegarão apenas até 2002.
O anúncio foi feito ontem por Newton Paciornik, o coordenador técnico do primeiro inventário de emissões de gases-estufa brasileiro lançado em 2004, e responsável pela nova edição. “Estamos em pleno andamento do trabalho”, disse a uma plateia de técnicos reunidos no auditório da Cetesb, a agência ambiental paulista, durante seminário sobre o tema. “Até meados do ano queremos ter todos os pareceres, colocá-los em discussão nacional e a expectativa é termos o inventário no fim do ano.”
Segundo Paciornik, os dados relativos à mudança no “uso da terra” – o jargão que define as alterações na cobertura vegetal natural causadas, por exemplo, pela pecuária ou agricultura – só chegarão até 2002, porque “temos que otimizar os recursos, que são limitados, e distribuí-los da melhor maneira possível”. O desmatamento é o ponto fraco do Brasil quando se trata de aquecimento global e o único inventário brasileiro traz dados de 1994. Foi ali que se cravou a informação que o desmatamento responde por 75% das emissões brasileiras. “Só acho 2002 muito defasado”, reagiu Fabio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade. “Teremos distorções no inventário em função disso.”

Todos os países signatários da Convenção do Clima têm que apresentar inventários de emissões de gases-estufa. As nações ricas, com metas de corte de emissões definidas no Protocolo de Kyoto, devem fazer este relato todos os anos; os países em desenvolvimento, como o Brasil, apenas periodicamente. Contam, para isso, com recursos do GEF, um fundo financiado pelas nações industrializadas. Com este dinheiro produzem o inventário e também a Comunicação Nacional, uma informação mais ampla onde se tornam conhecidas todas as ações que um país está tomando para combater a mudança climática. Paciornik, do Ministério da Ciência e Tecnologia, adiantou que “já estamos negociando com o GEF os valores para a 3ª Comunicação Nacional”, o que atualizaria os dados.

O inventário é fundamental para que se entenda quem contribui com o quê e, assim, traçar políticas públicas que procurem reduzir as emissões. Um estudo bem feito, num país das dimensões do Brasil, é complexo. O Estado de São Paulo está iniciando o seu, que deve ficar pronto só em 2010. “Estamos fazendo uma mera lição de casa que, francamente falando, talvez já devêssemos ter feito”, disse, numa espécie de autocrítica, o secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano. “Fico impressionado com a fragilidade das nossas teses em função da precariedade das nossas bases de dados.”

Um exemplo está na dificuldade de definir as emissões de gases-estufa produzidas no tratamento de resíduos e efluentes. Pelos dados do IBGE, o Brasil produz 228 mil toneladas de resíduos por dia. Pelas estatísticas da associação das empresas do setor, a Abrelpe, o volume é de 140 mil toneladas. “Os dados do IBGE, neste caso, não são a melhor informação”, diz João Wagner da Silva Alves, responsável pela análise do setor na Cetesb.

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quarta-feira, 18 de março de 2009, 12:52

Japão compra direitos de emitir CO2 da Ucrânia

RISA MAEDA – REUTERS
TÓQUIO – O Japão fechou nesta quarta-feira um acordo para comprar direitos de emissão de carbono da Ucrânia, em seu primeiro acordo do gênero feito entre governos sob o Protocolo de Kyoto e abrindo caminho para outros negócios similares em breve.

O governo ucraniano entregará ao Japão 30 milhões de toneladas de AAUs (sigla em inglês para as unidades correspondentes à redução da emissão de gazes que provocam o efeito estufa).

A venda está atrelada a seis projetos ambientais específicos na Ucrânia, alguns ligados a energia renovável, informou o governo japonês em comunicado.

Os outros incluem conservação energética, mudança para combustíveis mais limpos, e a redução da emissão de outros gases causadores do efeito estufa, além do dióxido de carbono.

O valor do negócio não foi divulgado.

O Japão afirmou que espera completar outro acordo entre governos em abril, com outro país do leste europeu, com estimativa de envolver também dezenas de milhões de toneladas de AAUs, para ajudar a cumprir sua meta de emissão de gases estabelecida no Protocolo de Kyoto.

De acordo com o protocolo, países industrializados confortáveis com suas metas de redução podem vender seus direitos de emissão de gases, ou AAUs, para outros governos.

O número de AAUs a que cada nação tem direito é calculado com base nos níveis de emissões de 1990, ano-base para Kyoto. Cada AAU representa uma tonelada de CO2 equivalente.

Diversos países que formavam a antiga União Soviética possuem um excesso de AAUs depois que suas pesadas indústrias foram ao colapso na década de 1990, e têm oferecido a venda desses direitos a países que estão acima da meta de Kyoto, incluindo o Japão.

Depois que o segundo acordo japonês for anunciado, o país terá assegurado a maior parte dos créditos de compensação de 100 milhões de toneladas que planeja comprar durante o período de 2008 a 2012, disse uma fonte do governo.

Uma outra fonte disse à Reuters que as conversas com a Polônia e a Hungria foram adiadas, aumentando as chances de um negócio com a República Tcheca.

Uma autoridade do governo tcheco disse em 17 de fevereiro que o país estava prestes a vender metade de suas AAUs ao Japão.

O país tem um saldo de 150 milhões de toneladas em créditos e, segundo o governo, pode vender até 100 milhões de toneladas.

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ENERGIA EÓLICA

23/03/09

EDP Brasil aposta em energia eólica e faz aquisição de R$ 6 milhões

O Globo, 18/03/2009

Bruno Rosa

A EDP Brasil está aumentando seus investimentos em energias renováveis através de sua subsidiária, a EDP Renováveis. A companhia portuguesa comprou 100% das ações da Elebrás por R$ 6 milhões, que tem projetos em energia eólica, produzida a partir dos ventos. Com sede no Rio Grande do Sul, a empresa detém um portfólio em projetos que totalizam 532 megawatts, dos quais 70 megawatts em projeto Proinfa e o restante, 452 megawatts, em diferentes estágios de maturidade. São ao todo cinco projetos na Elebrás. No segundo semestre do ano passado, a EDP comprou ainda por R$ 51 milhões a Cenaeel, em Santa Catarina. No local, há dois parques instalados que já estão gerando energia que somam 14 megawatts, de um potencial de 84 megawatts.

“A aquisição ainda deve ser aprovada pelo governo. Compramos a Cenaeel no início do segundo semestre de 2008 e a autorização saiu no início de fevereiro. Com a crise é uma boa oportunidade para investir. Hoje, anunciamos a compra do projeto, que ainda vai precisar de investimentos para gerar energia. Hoje, o custo de produção é de R$ 5 milhões por megawatts. Como o parque com geração de 70 megawatts, o investimento pode chegar a R$ 350 milhões. Dos cinco projetos, o primeiro parque deve ficar pronto entre o fim de 2010 e início de 2011″, disse Miguel Setas, diretor-presidente da EDP Renováveis Brasil ao GLOBO.

O setor espera ainda para o segundo semestre deste ano o leilão de energia eólica, ressalta Setas.

Com a conclusão desta operação, o grupo amplia sua presença no mercado brasileiro, adicionando 532 megawatts ao seu portfólio, que somados aos 14 MW da Cenaeel (SC) e aos projetos em estudo (70 MW em Santa Catarina e 216 MW no Espírito Santo) totalizam 832 MW de projetos de geração a partir da energia dos ventos. Além desses projetos, a EDP Renováveis Brasil prossegue parcerias com a Cemig e Petrobras para desenvolvimento conjunto de estudos eólicos.

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