REDUÇÃO DE EMISSÕES

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Comissão da Câmara dos EUA aprova projeto sobre o clima

TOM DOGGETT E RICHARD COWAN - REUTERS

WASHINGTON - Uma importante comissão parlamentar dos EUA aprovou na quinta-feira um projeto do governo para criar um novo sistema de mercado para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Com maioria democrata, a Comissão de Energia e Comércio da Câmara aprovou por 33 votos a 25 o plano do presidente Barack Obama para criar um mecanismo “cap and trade” (”limite e comércio”) para as emissões. Essa é uma das prioridades legislativas da Casa Branca neste ano, junto com a aprovação da reforma da saúde.

O deputado Henry Waxman, presidente da comissão, disse que o projeto avançou porque tinha “apoio substancial dos grupos industriais, trabalhistas e ambientais de todo o país”.

Entre as grandes empresas que apoiaram o programa de créditos estão Alcoa, DuPont, Caterpilllar e uma coalizão de empresas do setor elétrico.

O projeto agora passará por outras comissões e deve chegar ao plenário da Câmara até agosto. Democratas dizem que a intenção é sancioná-lo ainda neste ano, mas suas perspectivas no Senado não estão claras.

A Casa Branca espera que haja pelo menos um progresso significativo até dezembro, quando uma reunião da ONU em Copenhague irá definir um novo tratado climático internacional.

Em nota divulgada após a votação na comissão, Obama disse: “Estamos agora um passo mais próximos de cumprir a promessa de uma nova economia de energia limpa, que deixará a América menos dependente do petróleo estrangeiro, reduzirá poluentes e criará milhões de novos empregos em toda a América”.

O projeto de quase mil páginas visa a reduzir as emissões norte-americanas de gases do efeito estufa para 17 por cento abaixo dos níveis de 2005 até o ano 2020, e para 83 por cento abaixo até 2050.

Ele também exige que até 2020 as empresas elétricas gerem 15 por cento da sua produção com fontes renováveis, como a energia solar e eólica.

O núcleo da legislação é o sistema “cap and trade”, pelo qual uma empresa que não atingir sua quota de emissão de poluentes poderia vender o excedente a outras.

Defensores dizem que a aferição de um valor econômico às licenças para as emissões irá estimular as empresas a poluírem menos, pois lucrariam com a venda dos excedentes.

Provavelmente, as licenças iniciais serão concedidas gratuitamente pelo governo.

Durante quatro dias de debate parlamentar, os republicanos da comissão tentaram sem sucesso eliminar o “cap and trade” e obter concessões para o setor da energia nuclear.

Obtiveram, no entanto, benefícios para os setores agrícola, do etanol e do petróleo, ao incluir na medida empréstimos com garantias públicas para ajudar a financiar a construção de canais de distribuição para fontes energéticas renováveis, como o álcool.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009, 02:05

Metrópoles mundiais se comprometem a reduzir CO2

São Paulo, Rio, Curitiba e Brasília estão entre as 80 cidades que assinaram o compromisso

Efe
SEUL - Representantes de 80 metrópoles mundiais se comprometeram, nesta quinta-feira, 21, em Seul, a unir forças para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, ao término da Cúpula Mundial das Grandes Cidades do grupo C40. Entre as participantes do evento estão São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.

Na chamada Declaração de Seul, adotada ao término desta cúpula internacional de três dias, os representantes destas urbes prometeram trabalhar juntos para conseguir “cidades com baixos níveis de carbono”, como parte de seu compromisso contra a mudança climática. As grandes cidades que enviaram representantes a Seul consomem 75% da energia mundial e são responsáveis pela emissão de 80% dos gases do efeito estufa, apesar de ocupar apenas 2% do território mundial.

Segundo a declaração, em 2030 dois terços da população mundial viverão nas cidades, e por isso é necessário se comprometer a estabelecer e executar medidas contra a mudança climática.

Durante esta terceira edição da cúpula, foi estudada a ameaça da mudança climática para o planeta e a necessidade de agir para combatê-la. Na inauguração do encontro, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton advertiu para as graves consequências de não agir imediatamente para reduzir em 80% as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

A primeira Cúpula Mundial das Grandes Cidades do C40 aconteceu em Londres, em 2005, e a segunda foi realizada em Nova York, há dois anos. São Paulo foi escolhida como sede da próxima edição do encontro, prevista para 2011.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009, 07:44

China pede a países ricos corte de 40% em emissões de CO2

REUTERS
PEQUIM - As nações ricas devem cortar suas emissões de gases causadores do efeito estufa em até 40 por cento até 2020, a partir dos níveis de 1990, como parte do novo pacto global sobre mudança climática, declarou a China nesta quinta-feira.

Países desenvolvidos também devem contribuir com 0,5 a 1,0 por cento de seu crescimento econômico para ajudar outras nações a combater o aquecimento global e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, declarou a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (www.ndrc.gov.cn).

As solicitações da China estão em um documento que contém a posição do país diante das negociações para um novo tratado global sobre clima que se espera que seja acordado numa reunião em dezembro em Copenhague, Dinamarca.

(Reportagem de Chris Buckley)

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19/05/2009

Pela 1ª vez, EUA devem estabelecer meta para poluição por automóveis

da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta terça-feira (19) novas normas para aumentar a eficiência no consumo de combustível por parte dos veículos e nas emissões poluentes. Esta deve ser a primeira vez que os Estados Unidos estabelecem um limite de emissões de poluentes para veículos

Os novos veículos devem ser 30% mais eficientes no que se refere ao consumo de combustível. O programa começará com os modelos novos a partir de 2011, para se aproximar gradualmente da meta até 2016. Entretanto, a expectativa é que os modelos custem cerca de US$ 1.300 a mais por causa disso.
Em abril, o governo Obama abriu caminho para essa regulamentação ao declarar que o dióxido de carbono e cinco outros gases prejudiciais ao ambiente são perigosos para a saúde pública e para o bem-estar social. Só isso já mostrou uma mudança de posição em relação ao governo de George W. Bush.

Carol Browner, diretora de energia e questões climáticas da Casa Branca, confirmou a nova iniciativa –ela classificou a medida como “verdadeiramente histórica”. A estimativa é que 1,8 bilhão de barris de petróleo sejam economizados até 2016 –o equivalente a tirar 177 milhões de carros da estrada, afirmou um alto funcionário do governo, que preferiu não se identificar.

Espera-se que participem do anúncio, entre outros, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e os diretores das principais montadoras automobilísticas do país.
Um total de 14 Estados americanos, entre eles a Califórnia, e o distrito de Columbia tinham reivindicado ao governo federal que permitisse aplicar medidas mais rígidas que as existentes até agora.
Com Efe, Reuters e Associated Press

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