Arquivo de maio, 2009

ENERGIA EÓLICA

25/05/09

KPMG aponta que EUA concentram investimento eólico

Josette Goulart, de São Paulo

20/05/2009

A intenção de investimentos em energia eólica e solar no mundo está toda voltada para os Estados Unidos, segundo pesquisa anual de fusões e aquisições no setor de energia renovável divulgada ontem pela KPMG International. Apesar de o Brasil estar neste ano promovendo um leilão específico de energia eólica, o país não entrou na rota dos investimentos renováveis, segundo os 200 executivos ouvidos pela consultoria. Os investimentos devem se concentrar, além dos Estados Unidos, na Índia, China e Canadá.
De acordo com sócio de Corporate Finance da KPMG no Brasil, André Castello Branco, a pesquisa mostra que 63% dos executivos acreditam que os subsídios do governo irão aumentar. Esse número vem na esteira das declarações do presidente Barack Obama que tem o discurso de incentivar os negócios em energia renovável. Enquanto em 2008, 37% acreditavam em um incremento dos subsídios governamentais, esse número saltou para 63% neste ano.

Mas apesar de acreditar no aumento dos subsídios governamentais, a pesquisa mostrou também que a crise mundial já afeta as intenções de investimentos. Ao todo, 58% dos entrevistados disseram que vão fazer reduções significativas em projetos que estejam em andamento ou ainda em planejamento, em função da situação econômica. Por outro lado, a pesquisa apontou uma tendência de consolidação no setor, sendo que as empresas menores tendem a ser absorvidas pelas grandes. E os negócios tendem a ser menores, em valores, do que os registrados no ano passado.

Logo no início de 2008, por exemplo, a Scottish and Southern Energy adquiriu a Airtricity por cerca de US$ 2,2 bilhões. No final do ano, a GDF Suez comprou a FirstLight Power Resources por US$ 1,9 bilhão. Neste ano, por enquanto, a maior aquisição foi feita pela Valero no valor que não chega a US$ 500 milhões.
Um dos motivos para que o Brasil não apareça nas intenções de investimento pode estar relacionado com a pouca tradição em energia eólica e solar. O país tem hoje sua matriz energética voltada para a geração hidráulica. De qualquer forma, o primeiro leilão de energia exclusivo para este tipo de energia será feito neste ano e tem atraído uma série de investidores.

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RESÍDUOS SÓLIDOS

18/05/09

Com nova tecnologia, incinerar lixo volta a ser popular nos EUA

Jeffrey Ball, The Wall Street Journal, de Hempstead, EUA
15/05/2009

Os tempos mudam, e o problema ambiental de ontem de repente parece a solução de hoje. Um exemplo disso é o lixo.

Nos últimos 20 anos, os Estados Unidos fecharam centenas de incineradores de lixo por acreditar que a poluição gerada pela queima dos detritos era um pecado ecológico maior do que os enterrar. Hoje, a maioria do lixo americano é mandado para aterros, alguns com dezenas de hectares, a centenas de quilômetros das cidades que geram o refugo. A cidade de Nova York, que produz cerca de 8 milhões de toneladas de lixo não industrial por ano, manda boa parte disso em caminhões para gigantescos aterros nos Estados de Virgínia, Pensilvânia e Ohio.

Aterros são convenientes. Mas estão perdendo a simpatia da opinião pública. Aperfeiçoamentos tecnológicos e novas prioridades começam a inverter o raciocínio do passado quanto ao lixo.
A antiga ortodoxia pregava que queimar lixo era ruim porque emitia substâncias tóxicas no ar. Numa era em que a grande ameaça ecológica era poluição localizada como fumaça cancerígena, aterros pareciam ser o mal menor.

A poluição do ar continua sendo uma preocupação, mas agora ela foi eclipsada por temores de mudança climática. E, no atual cálculo do dano ambiental queimar lixo está começando a parecer melhor do que o enterrar.

O charme dos incineradores modernos é que eles não apenas queimam o lixo. Também usam o calor da incineração para ferver água, criando vapor que é usado para gerar eletricidade. Incineradores de lixo geram apenas 0,4% da eletricidade dos EUA. Mesmo se todo o lixo americano fosse incinerado, a energia produzida não chegaria nem perto das necessidades do país. Mas, com o crescimento da preocupação com mudança do clima, qualquer fonte de energia renovável – mesmo uma pilha de lixo – parece interessante.

Aterros também produzem metano, que pode ser capturado e usado para gerar eletricidade. Mas um estudo recente da Agência de Proteção Ambiental dos EUA – EPA, na sigla em inglês – concluiu que a maioria dos aterros não consegue capturar o metano, que pode contribuir para o efeito estufa. O estudo calculou que incinerar lixo emite 35% menos gases do efeito estufa e gera dez vezes mais eletricidade do que enterrar.
Os velhos incineradores eram famosos poluidores. Eles despejavam enormes quantidades de fuligem e componentes de chuva ácida. Nos EUA, foram considerados os maiores emissores de dioxinas cancerígenas, que são produzidas pela queima de plástico.

John Waffenschmidt, um nova-iorquino de 53 anos que é vice-presidente da energética Covanta Energy Corp., que tem o maior conjunto de usinas lixo-energia do mundo, lembra quando era jornaleiro na cidade, nos anos 60. “Eu saía de manhã e havia pequenos flocos caindo”, diz ele, “porque havia 4 mil ou 5 mil incineradores de prédios de apartamentos.”

A crise de combustíveis dos anos 70 provocou uma investida em usinas que queimam lixo para fazer eletricidade. Hoje, 87 usinas que transformam lixo em energia estão operando nos EUA, com a maior aglomeração na Flórida, Nova York e Minnesota.

Cerca de 13% do lixo americano é queimado – em comparação com 54% da parte aterrada e 33% da reciclada. As usinas modernas transformam enormes pilhas de lixo em cinzas, muitas vezes perto de áreas densamente populadas, mas despertam poucas queixas. A região conhecida como Long Island, na zona metropolitana de Nova York, tem quatro incineradores, uma das maiores concentrações no país. O maior deles, que a Covanta tem na municipalidade de Hempstead, queima 950.000 toneladas de lixo por ano, bem ao lado de um shopping center. Sua chaminé de quase 130 metros é a estrutura mais alta de Long Island.
Caminhões que carregam lixo de Long Island e de dois dos maiores distritos da cidade de Nova York, o Bronx e o Queens, trafegam pela área da usina constantemente. Dali, o lixo é empurrado para outra parte do prédio, onde um operador de escavadeira o espalha com uma garra de aço de nove toneladas. Ele está “afofando” o lixo – deixando entrar ar para facilitar a combustão.

Devidamente areado, o lixo passa para uma esteira que o leva aos fornos, onde é incinerado a cerca de 1.100 graus Celsius, criando o calor que é usado para gerar eletricidade.
Os incineradores atuais são muito mais limpos que seus predecessores. Mas eles ainda poluem. “Um por cento de uma substância muito tóxica ainda é uma substância muito tóxica”, diz Marchant Wentworth, um militante da energia renovável da União de Cientistas Preocupados, um grupo ambientalista.
De fato, lidar com o lixo é sempre problemático. O ideal é que a sociedade produza menos lixo. A segunda melhor opção é reciclar.

Em Washington e em várias capitais estaduais americanas, parlamentares estão considerando avalizar a incineração como uma fonte “renovável” de energia.
Isso traria um boom para a indústria de incineração, que está fazendo um lobby febril pela medida. O americano médio produz aproximadamente uma tonelada de lixo por ano. “Não vamos reciclar isso tudo”, diz Waffenschmidt, o executivo da Covanta.

O incinerador da Covanta em Hempstead está requerendo permissão para ser ampliado e queimar mais lixo. O município de Nova York já começou a enviar parte de seu lixo para a usina. Enquanto isso, as principais rodovias de Long Island, como as que levam para Nova York, estão repletas de caminhões que levam o restante do lixo da área para aterros em outros Estados.

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PIB VERDE

18/05/09

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ideia é melhorar a metodologia

Para especialista, novo cálculo de riqueza de um país deve considerar recursos humanos e patrimônio natural

Andrea Viallii, de O Estado de S. Paulo

Antonio Milena/AE
José Eli da Veiga: economista e professor da USP

SÃO PAULO – O PIB como medida do desempenho econômico é precário e limitado e a grande inovação do século será sua superação. A defesa dessa ideia, que causa arrepios na maior parte dos economistas, tem feito de José Eli da Veiga uma espécie de estranho no ninho nos círculos acadêmicos. Estudioso há três décadas do desenvolvimento sustentável, o economista e professor titular da FEA-USP vê com um misto de esperança e ceticismo as tentativas de reformular as métricas da economia. A seguir, os principais trechos de sua entrevista ao Estado.

Qual é a sua expectativa em relação aos trabalhos da Comissão Stiglitz-Sen? Teremos uma nova métrica?
Nunca ficou claro que eles lançariam um ‘novo PIB’. A Comissão, que tem 27 membros, foi subdividida em três grupos. Um deles ficou com os problemas clássicos do PIB. Outro ficou com sustentabilidade; outro grupo vai trabalhar qualidade de vida, que envolve essa discussão sobre felicidade, um debate subjetivo. O relatório da comissão, previsto para sair em junho, deve conter recomendações. Acredito que não haja tempo útil para que eles saiam da crítica para uma proposta pronta. Mas a ideia é que surja alguma medida de desempenho econômico que não seja tão ruim quanto o PIB.

Então isso deve se prolongar por mais alguns anos?
A comissão provavelmente encerra os trabalhos com recomendações nesse relatório final, que serão endereçadas à ONU. Claro que organizações internacionais, como o FMI e a OCDE, terão um papel importantíssimo. Qualquer acordo para mudar a contabilidade nacional implicará uma reforma. E essa reforma seria de grandes proporções, já que desde que o PIB emplacou, nos anos 1950, e os países começaram a montar suas contabilidades, nunca houve uma revisão.

Nos últimos anos, as críticas ao PIB vêm ganhando coro. Quais são as principais limitações da métrica?
As limitações são muitas. Uma das principais é o fato de que ela não contém nenhum tipo de amortização. O PIB envolve capital físico construído e também humano. No que tange os recursos naturais, o PIB simplesmente não contempla a questão. Por exemplo, se eu tiver uma mina, eu exploro a mina e tudo o que sair de lá será colocado como produto. O PIB não contabiliza o que estou degradando do meu capital natural. Outra falha: uma das primeiras críticas ao PIB é de que o trabalho doméstico não é considerado. Essa crítica vem dos anos 1970 e esteve ligada ao feminismo. Depois veio a problemática ambiental. Agora imagine um grave acidente de avião, com mortes. Fazendo a contabilidade, você pode chegar à conclusão de que esse acidente ajudou a aumentar o PIB, o que é um contrassenso.

É possível passar a considerar os passivos socioambientais no PIB?
Aí não será mais PIB, será outra coisa. Vai ser uma nova maneira de se fazer a contabilidade nacional que vai permitir que os resultados do desempenho econômico sejam medidos de uma maneira melhor do que a atual.

De qualquer forma vai continuar a divisão? Uma medida para riqueza, uma de sustentabilidade e uma de bem-estar? Unir as três coisas é impossível?
Unir as três coisas em um indicador só é impossível. Eu acho que sobretudo as duas primeiras vão estar como dois lados de uma moeda. A terceira é algo diferente. Porque não estamos falando nem de desempenho econômico nem se ele é sustentável ou não. Estamos falando de o que isso resulta para a vida das pessoas. Uma medida de desenvolvimento sustentável vai ter sempre dois indicadores, um do desempenho econômico e outro da sua sustentabilidade.

Então elas vão caminhar juntas, mas sem ser uma coisa só?
A gente vai ter de se acostumar a dizer o seguinte: um país teve um desempenho econômico muito bom neste ano, mas não é sustentável, porque foi à custa da dilapidação dos seus recursos naturais. Então não resolve. Um caso muito citado é o da Indonésia. O PIB lá aumentou de uma maneira vertiginosa enquanto eles estavam acabando com as florestas. Depois, parou de aumentar.

Essa nova medida de desempenho vai contabilizar estoques também, além de fluxo?
Esse problema vai ser colocado. Para fazer uma contabilidade real do desempenho econômico, a geração de renda não poderá ficar completamente independente do que são os estoques, o patrimônio. Porque, se a renda estiver sendo gerada com prejuízo do patrimônio, não é a mesma coisa do que gerar uma renda conservando o patrimônio. Você pode pensar tanto no patrimônio natural quanto nos recursos humanos. Se eu consigo gerar uma renda altíssima, mas ao custo do aumento dos acidentes de trabalho, da mortalidade, isso não é sustentável. No tempo do milagre econômico, o Brasil cresceu a taxas altíssimas, chinesas, mas aumentou brutalmente o número de acidentes de trabalho. O mesmo raciocínio se aplica aos recursos naturais. De toda forma, medir desempenho econômico é medir fluxo. Só não podemos esquecer dos estoques, o que o PIB faz.

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quinta-feira, 14 de maio de 2009, 21:04

Um ‘novo PIB’ em gestação

Especialistas buscam uma reformulação da medida de riqueza que leve em conta ambiente e qualidade de vida

Andrea Vialli, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Após anos de críticas à forma usada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), organismos internacionais devem receber no próximo mês um relatório com sugestões para mudar os parâmetros de cálculo do desempenho econômico dos países. Em época de crise financeira e desaceleração da economia no mundo, a proposta é elaborar um indicador que, além de somar a atividade econômica, considere as condições de vida da população e índices relacionados a sustentabilidade e preservação de recursos naturais.

“A crise colocou em xeque muitos conceitos, entre eles o de que crescimento econômico se traduz em bem-estar”, avalia Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos.

Uma das ideias de revisão do PIB está em andamento desde meados do ano passado. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, encomendou a um grupo de 27 renomados especialistas, entre eles os ganhadores do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz (2001) e Amartya Sen (1998), uma reforma da métrica. Matemáticos, estatísticos, economistas ambientais e estudiosos da pobreza reforçam o time, que ficou conhecido como Comissão Stiglitz-Sen.

A comissão trabalha em três frentes. Uma delas busca atualizar o PIB padrão, de modo que a medida se torne mais abrangente e mais relevante para os formuladores de políticas públicas. Outra tenta incorporar novas medidas de sustentabilidade ambiental aos dados e, assim, mensurar o impacto da economia sobre os ecossistemas. Por último, o grupo trabalha na criação de novos indicadores para avaliar qualidade de vida e bem-estar.

As críticas ao PIB remontam à década de 1960 e, pela primeira vez desde o pós-guerra, ganha força a proposta de medir o progresso econômico em novas bases. O relatório que está sendo preparado deve ser entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos internacionais, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Vai ser uma nova forma de fazer a contabilidade das nações, que permitirá que os resultados do desempenho econômico sejam medidos de uma maneira melhor que a atual. O PIB que conhecemos é precário”, afirma José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e autor do livro Desenvolvimento Sustentável – O Desafio do Século XXI.

Modelo Ultrapassado

As críticas ao PIB como medida do crescimento econômico existem desde que ele passou a ser amplamente utilizado pelos países, no Pós-Guerra. Um de seus formuladores, o economista Simon Kuznets, chegou a admitir as limitações da métrica na década de 1970.

Em 2004, um encontro internacional de estatísticos organizado pela OCDE lançou as bases para que o movimento anti-PIB, hoje conhecido como Beyound GDP (Além do PIB, em inglês) se disseminasse pelo mundo e culminasse no pedido de Sarkozy aos economistas.

“A discussão é irreversível e palpável porque é preciso encontrar instrumentos mais eficientes para medir o progresso e o nível de bem-estar dos países, que levem em consideração temas urgentes como saúde, pobreza, mudanças climáticas e a dilapidação dos recursos naturais”, avalia Young, do Instituto Ethos.

A economista americana Hazel Henderson levantou críticas ao modelo do PIB há pelo menos 20 anos. Segundo ela, o critério da riqueza per capita disfarça as desigualdades vigentes – pois a métrica do PIB apenas soma o resultado da atividade econômica sem levar em conta as chamadas externalidades – os custos social e ambiental envolvidos na produção da riqueza por um país.

Um exemplo claro do que fala Henderson é o caso das grandes catástrofes e desastres ambientais: hoje, eles acabam sendo positivos para o crescimento do PIB, porque a reconstrução das regiões afetadas por tais eventos extremos movimenta o setor de serviços e, consequentemente, gera empregos.

Outro exemplo é a natureza do negócio. Uma mineradora pode contribuir para o PIB com a extração de minério, mesmo às custas da degradação dos recursos naturais, o que pode comprometer para sempre uma cidade e as pessoas que vivem ali. Além disso, o PIB só contabiliza o fluxo de mercadorias, e não os estoques de bens já produzidos.

Além da França, o Reino Unido também reforçou o coro sobre a necessidade de uma nova métrica. No entanto, ainda deve levar algum tempo para que esses novos parâmetros sejam assimilados e adotados como padrão. “É muito difícil prever. A ONU terá de assumir a elaboração dos indicadores. A expectativa é de que o relatório da Comissão Stiglitz-Sen desencadeie um processo nas organizações internacionais”, explica Veiga.

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BIOCOMBUSTÍVEL

18/05/09

14/05/2009 – 15h38

Governo aumentará percentual do biodiesel no diesel em julho, diz Lobão

da Agência Brasil
da Folha Online, em Brasília

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta quinta-feira que o governo aumentará o percentual de biodiesel no diesel de 3% para 4% a partir de julho. A ideia era aumentar o percentual para 5% já em 2010 – a meta original era para 2013. Mas, por conta do aumento da produção de biodiesel, o governo decidiu criar um “degrau” de 4% antes de passar para 5%.

O aumento tem que ser aprovado em reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), que se reunirá em junho. De acordo com Lobão, o governo irá isentar o biodiesel de PIS e Cofins.
“Com isso, não haverá nenhum impacto inflacionário com a elevação da mistura. Isso compensa a possibilidade de uma pequena inflação que seria gerada por conta da elevação do biodiesel de 3% para 4%”, afirmou Lobão, após participar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para que ocorra a isenção, Lobão disse que já foi enviado ao Congresso Nacional um pedido de modificação no artigo 8 da Lei 10.925, que desonera o PIS e Cofins de alguns produtos agropecuários. Desde o ano passado, todo o diesel vendido no Brasil tem que ter 3% de biodiesel.

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Volvo estreia em Curitiba com ônibus 100% a biocombustível

Desde os anos 70 uma parceria entre a capital paranaense e a Volvo do Brasil tem trazido novidades ao sistema de transporte urbano da cidade, e usadas como modelo em muitos lugares do mundo

12/5/2009
10h01
Gazeta Mercantil

Curitiba começa a usar em sua frota 12 ônibus com motores 100% movidos a biocombustível. O projeto é o primeiro passo para ampliação do uso de combustível limpo na cidade brasileira que sempre foi referência em transporte coletivo.

Desde os anos 70 uma parceria entre a capital paranaense e a Volvo do Brasil tem trazido novidades ao sistema de transporte urbano da cidade, e usadas como modelo em muitos lugares do mundo, fazem com que o uso do ônibus como meio de transporte se torne mais efetivo e eficiente em cidades de médio porte e mesmo em grandes centros de vários países.

No final de semana, mais uma novidade desta parceria começou a circular numa recém-inaugurada canaleta exclusiva para o tráfego dos veículos de transporte de passageiros, dentro do sistema que vem sendo desenvolvido há mais de 30 anos: uma frota de 12 veículos movidos integralmente por biocombustíveis começou sua operação, a primeira do gênero da empresa no país, num chassi articulado Volvo B12M.
A frota rodará na canaleta exclusiva que faz o percurso que liga o Terminal do Pinheirinho, na zona Sul, até o centro da cidade. A Linha Verde é uma avenida construída sobre o leito do trecho urbano da BR-476, que agora está integrada à malha urbana da capital, unindo duas regiões de Curitiba ainda sem grande desenvolvimento urbanístico e populacional – apenas 50% do projeto inicial está em conclusão.

Fase de testes – Segundo a Volvo, a operação é o início de uma fase de testes com vistas à colocação futura destes veículos no mercado. “A introdução destes veículos na Linha Verde é mais um passo na tradicional parceria entre a Volvo e a Prefeitura de Curitiba para melhorar ainda mais um sistema organizado de transporte coletivo urbano, que é considerado um sucesso e que também serve de modelo”, afirmou Per Gabell, presidente da Volvo Bus Latina América.

O veículo vai circular utilizando biocombustível aprovado pela norma 07/2008 da ANP e, segundo a Volvo “seu desenvolvimento teve um custo ligeiramente maior que a de um ônibus convencional”. Nesta mesma linha, por sinal Curitiba pretende implantar novas linhas de ônibus – a primeira delas é a Pinheirinho-Centro, que tem demanda inicial prevista de 35 mil passageiros por dia. O primeiro trecho entregue em dezembro de 2008 tem 12,2 quilômetros.

Dos 1,9 mil ônibus que circulam na capital paranaense em 395 linhas 24% são da marca Volvo, todos fabricados em Curitiba. Dos biarticulados, 100% são da marca. O Sistema Integrado de Transporte Coletivo é utilizado por dois milhões de passageiros todos os dias e é responsável pelo emprego direto de 15 mil pessoas, entre motoristas, cobradores, fiscais e mecânicos, entre outros profissionais.

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