Arquivo de julho, 2009

Mineração

27/07/09

Votorantim Metais vai explorar zinco no Canadá

André Vieira, de São Paulo
24/07/2009

A Votorantim Metais (VM) está explorando novas fronteiras atrás das abundantes reservas de zinco no mundo. A empresa do grupo Votorantim assinou acordo para investir até US$ 20 milhões em pesquisas geológicas no Canadá. O contrato foi fechado com a El Niño Ventures e a mineradora Xstrata.

Pelos termos do memorando de entendimentos, a Votorantim poderá obter até 70% de participação na joint venture dividida hoje em partes iguais pelas duas empresas que detêm os direitos minerais numa área perto da cidade de Bathurst, na província canadense de New Brunswick.

O acordo assinado pela Votorantim possui duas fases. Na primeira, a empresa brasileira investirá US$ 10 milhões por cinco anos em pesquisas geológicas e, a depender do sucesso das descobertas, tem a opção de ficar com 50% da sociedade. Numa segunda etapa, a VM poderá chegar a 70% de participação se fizer um aporte de outros US$ 10 milhões nos dois anos seguintes. A El Niño e a Xstrata diminuiriam sua participação proporcionalmente.

O acerto é o primeiro investimento e o de maior relevância de conhecimento público realizado pelo grupo Votorantim no Canadá. A empresa brasileira possui um escritório dedicado a exploração mineral em Toronto, base para novas descobertas no país. Procurada, a VM não comentou os planos no Canadá.

A província de New Brunswick, no nordeste do Canadá, explora inúmeros minerais, como zinco, cobre e chumbo. Ao sul da cidade de Bathurst, foram descobertas no início dos anos 50 grandes reservas desses minerais, fazendo com que a atividade de mineração substituísse a indústria de papel e celulose em importância econômica na década seguinte. Em 2006, a Xstrata, com sede na Suíça, herdou a maior mina subterrânea de concentrado de zinco do mundo ao adquirir a mineradora Falconbridge, que havia se unido à Noranda no ano anterior.

No exterior, a Votorantim Metais está ampliando sua fábrica de processamento de zinco no Peru, onde prevê desembolsar um total de mais de US$ 400 milhões até o fim deste ano. A capacidade de produção da fábrica será ampliada para 320 mil toneladas por ano, dobrando a capacidade atual. Além disso, a empresa possui participação na Milpo, uma mina peruana que extrai o concentrado.

Com a crise, os preços do zinco, que chegaram a quase US$ 4 mil por tonelada, recuaram para quase US$ 1 mil. Ontem, fecharam cotados a US$ 1.671 por tonelada.

Representantes dos governos do Brasil e do Canadá assinaram ontem em Brasília um memorando de entendimentos sobre a política mineral entre os dois países para os próximos três anos. O documento trata de iniciativas em pesquisas minerais, acesso a mercados e atividades de responsabilidades sociais e ambientais.

Leia na fonte

Combustíveis renováveis

27/07/09

22/07/2009 – 10h57

Combustíveis de algas ganham força nos Estados Unidos

DAVID VALENZUELA
DA Efe, em Nova York

A elaboração de combustíveis a partir de algas é uma tendência que começa a ganhar força nos Estados Unidos, onde uma pequena empresa tornou realidade um projeto que a Exxon Mobil, a maior empresa do ramo petrolífero no país, só começa a estudar agora.

A PetroAlgae é uma das pioneiras nos EUA na obtenção de combustíveis por meio do cultivo de algas, assim como de outros organismos. Essa e outras empresas receberam de braços abertos o anúncio da poderosa Exxon Mobil de que vai estudar como produzir esse tipo de material.

21.set.07/Efe

Combustível a partir de algas é tendência que começa a ganhar força nos Estados Unidos

“Estamos entusiasmados com o passo dado pela Exxon, porque traz mais atenção ao setor e ao que nós fazemos”, disse o porta-voz da PetroAlgae, Andrew Beck, durante um evento mundial sobre tecnologia em Nova York durante o qual apostou no uso desses combustíveis “não no futuro, mas no presente”.

A Exxon Mobil anunciou na semana passada que investirá US$ 600 milhões em estudos sobre como produzir biocombustíveis a partir de algas, tarefa que encarregou ao pai do genoma humano, o cientista americano Craig Venter. A companhia espera resultados para daqui a seis anos.

Sediada na Flórida, a PetroAlgae trabalhou desde sua fundação em 2006 em um sistema de biorreatores e cultivo em tanques abertos de algas e outros organismos que fazem fotossíntese, como diatomáceas, plantas angiospermas e cianobactérias. Deles, a empresa obtém um óleo com estrutura similar à dos combustíveis de uso comum.

“Nós não temos que esperar nada. Estamos prontos, porque demonstramos que nosso sistema produz combustível de algas que pode ser utilizado atualmente”, assegurou Beck ao falar sobre a viabilidade do projeto da PetroAlgae, companhia cujo valor de mercado é de US$ 800 milhões.

Quando foi divulgado que a Exxon Mobil entraria assim no negócio dos combustíveis renováveis, seus diretores alertaram para o possível fracasso da experiência, assim como que sua maior preocupação era conseguir um produto viável economicamente, algo que PetroAlgae garante ter conseguido “com uma carta na manga”.

“Nosso sistema produz biocombustível e, além disso, obtém uma fonte proteica ideal para a alimentação de seres humanos e de gado”, explicou o porta-voz da companhia, cujo sistema foi criado para que, a partir dos resíduos vegetais das algas e outros microorganismos, resulte uma rica proteína sólida de origem vegetal.

Segundo Beck, a PetroAlgae projetou “um sistema único” que está à venda por meio de licenças e é economicamente rentável “desde o primeiro dia”, graças ao fato de que óleo obtido pode ser tratado “em qualquer refinaria atual e ser fornecido nos mesmos postos de gasolina usados hoje em dia”.
“Além disso, há o negócio alimentício, com as proteínas. Atualmente estamos em conversas para poder utilizá-las em criações de gado”, explicou Beck, observando que o processo é “90% ecológico”.

A água utilizada é reciclada em quase sua totalidade e os organismos cultivados, dos quais se obtém o óleo, consomem o dobro de seu peso em dióxido de carbono.

“O segredo está em abandonar os grandes cultivos e se concentrar no que chamamos de microcultivos”, explicou Beck, ao assegurar que o sistema da companhia pode ser instalado “em terreno não cultivável, não consome água em excesso e usa sempre organismos nativos, próprios dos terrenos nos quais se situa”.

Além disso, Beck afirmou que, ao contrário do que ocorre com as plantações de cana-de-açúcar, milho ou soja voltadas para a fabricação de etanol, o sistema das algas “não rouba terras dedicadas aos alimentos, uma das maiores preocupações atuais”.

Em abril deste ano, a PetroAlgae fechou seu primeiro contrato de licenciamento de seu sistema fora dos Estados Unidos, com um acordo na China, onde instalará dez de suas unidades de produção de biocombustível no final de 2009.

Leia na fonte


Reestruturação garante lucro da Brasil Ecodiesel no 2º trimestre

Por Patrick Cruz, de São Paulo
21/07/2009

A Brasil Ecodiesel, que hoje realiza teleconferência para apresentação de seus resultados no segundo trimestre, já dá como concluído seu processo de reestruturação, iniciado em meados de 2008 – ou, ao menos, a parte mais delicada dele. Agora, espera o término dos trâmites do último aumento de capital que faz parte do processo para saber como ficará exatamente a nova composição do controle da empresa.

“Saímos de uma fase muito difícil para outra, um pouco mais promissora”, disse Eduardo de Come, diretor financeiro e de relações com investidores da Brasil Ecodiesel. “Depois de um ano e meio, conseguimos recompor o capital de giro, que era um dos nossos principais problemas. Estávamos em um ciclo vicioso, com a imagem desgastada no mercado. Agora, uma etapa [da reestruturação] foi concluída”.

A companhia encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 21,7 milhões, um contraste com a perda de R$ 83,9 milhões do mesmo período de 2008 e de R$ 27,4 milhões dos primeiros três meses deste ano. O diretor reitera que, embora seja um número a ser celebrado, o ganho foi mais “contábil”. Apenas a extinção de um contrato com a geradora de energia Enguia Gen, que mantinha uma parte da capacidade de produção à disposição da empresa, caso houvesse demanda, eliminou um passivo de R$ 36 milhões. Houve, assim, contribuição de fatores extraordinários para o lucro registrado no trimestre.

Ainda que reconheça que há chão a ser percorrido para retomar o espaço perdido, a empresa já considera o desempenho do mês de junho como referência para seus próximos passos. “Foi nosso melhor mês nos últimos dois anos. Foi quando conseguimos os recursos para recompor o capital de giro”, diz Come.

A receita líquida da Brasil Ecodiesel no trimestre foi de R$ 52,1 milhões – apenas em junho, somou R$ 38,3 milhões. No segundo trimestre do ano passado, a receita líquida da companhia havia sido de R$ 44,9 milhões – em junho, de R$ 11,5 milhões.

Entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano, o endividamento total da empresa, após aumento de capital que incluiu conversão de dívida em ações, caiu de R$ 298 milhões para R$ 229,5 milhões. Um outro aumento de capital, ainda em curso, será de um mínimo de R$ 118 milhões e máximo de R$ 408 milhões.

Ontem, a Brasil Ecodiesel informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que havia prorrogado em dez dias o prazo para subscrição dessa nova operação, que agora ocorrerá até 7 de agosto. “Como ainda há prazo para as sobras [de subscrição], acreditamos que a operação será concluída por volta de 25 de agosto”, diz.

Desse novo aumento de capital, R$ 12 milhões serão de dinheiro “novo” e R$ 106 milhões de conversão de dívida. Com isso, o endividamento ficará em pouco mais de R$ 120 milhões. Desse montante, R$ 44,5 milhões serão de débitos de curto prazo e R$ 78,6 milhões de longo prazo.

Também do resultado do aumento de capital dependerá a real composição do controle da empresa, que se diluiu ao longo do processo de reestruturação. “Não há mais um ‘bloco de controle’. Nenhum acionista terá fatia maior que 30%”, afirma o diretor. Atualmente, a Eco Green tem fatia de 10,80%, a Zartman Services, de 9,1%, e a Bonsucex, de 8,51%. Nelson José Côrtes da Silveira, o antigo controlador, tem atualmente fatia de 5%.

Leia na fonte

Tecnologias verdes

27/07/09

20/07/2009

Samsung prevê investir US$ 4,3 bilhões em “pesquisa verde”

da Reuters, em Seul (Coreia do Sul)

A Samsung Electronics informou nesta segunda-feira que deve investir 5,4 trilhões de wons (US$ 4,3 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias verdes. A empresa tem como meta se tornar líder na área até 2013.

Do total, 3,1 trilhões de wons serão injetados no desenvolvimento de produtos que causam menos impacto no meio-ambiente e o restante será aplicado em tecnologias de economia de energia e em instalações produtivas.

A companhia, maior fabricante de chips de memória do mundo, não detalhou como financiará as iniciativas, mas tinha cerca de 5,3 trilhões de wons em caixa até o final de março.
“Essa iniciativa vai envolver todas as nossas operações no mundo, fornecedores e todo o ciclo de produtos Samsung”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Yoon-woo Lee.

O plano da Samsung inclui redução de emissões de gases causadores do efeito estufa nas instalações produtivas da empresa em 50%, redução das emissões indiretas causadas por todos os produtos em 84 milhões de toneladas até 2013, e assegurar que todos os produtos sejam mais ambientalmente amigáveis por meio da melhoria na eficiência no consumo de energia.

As operações de chips e telas de cristal líquido da Samsung, importantes emissoras de gases estufa, investirão “significativas” somas de recursos para reduzir a poluição, informou a empresa.

Leia na fonte

Greenbuilding

27/07/09

Construtora Teitelbaum foca no conceito de prédio “verde”

Sérgio Bueno, de Porto Alegre
20/07/2009
Animado com o desempenho das vendas desde o primeiro empreendimento do gênero, lançado em março de 2007, o escritório de engenharia Joal Teitelbaum decidiu especializar-se na construção de prédios “verdes”, planejados para reduzir o consumo de água e energia e a emissão de dióxido de carbono, para utilizar matérias-primas certificadas e recicláveis e também para evitar o desperdício no canteiro de obras. A empresa lançou agora o terceiro prédio residencial desse tipo em Porto Alegre, alcançando um total de 79 apartamentos e investimentos de R$ 31 milhões no novo segmento.

Segundo o diretor-presidente, Joal Teitelbaum, o escritório opera com construções a preço de custo para grupos fechados de condôminos, além de gerenciamento de obras corporativas e consultoria. Desde 2007 a empresa é filiada ao Conselho da Construção Verde dos Estados Unidos, certificadora que atesta a utilização de métodos sustentáveis na edificação e utilização de empreendimentos imobiliários. “É uma questão de princípios”, diz o empresário, que considera a sustentabilidade ambiental e econômica como um dos fundamentos da gestão focada na qualidade.

Os prédios verdes também se revelaram um bom negócio para a empresa, que desde 1961 já construiu cerca de 500 mil metros quadrados na cidade. De acordo com o diretor de qualidade, Cláudio Teitelbaum, a velocidade de vendas dos novos produtos é pelo menos 40% maior do que a das unidades convencionais. O custo da construção sobe cerca de 3%, mas o consumo de água cai 30% e o de energia, 40%, sendo três quartos disso por conta da menor necessidade de uso de condicionadores de ar devido aos sistemas de isolamento térmico.
No caso do último lançamento, um prédio que deve ser entregue no fim de 2011 com 12 apartamentos a partir de 334 metros quadrados de área privativa em zona nobre de Porto Alegre e preços unitários de R$ 1,3 milhão a R$ 2,1 milhões, a economia estimada com energia elétrica chega a R$ 1 milhão em 20 anos, explica Joal. “Em 25 anos, que é o tempo necessário até a primeira grande reforma, dá para economizar 10% do custo total da obra”, calcula o empresário. A taxa de condomínio mensal, estimada em R$ 1,5 mil por unidade, também é cerca de 30% inferior à média da região.

O novo edifício terá sistemas de reutilização da água da chuva, de chuveiros, lavatórios e drenos dos condicionadores de ar, irrigação automatizada dos jardins, aquecimento solar, isolamento térmico e acústico e automação predial, entre outros recursos. Pelo menos 70% dos materiais são adquiridos de fornecedores a até 800 quilômetros da obra para reduzir o impacto ambiental do transporte e a maior parte é formada por produtos naturais, recicláveis ou biodegradáveis. A argamassa é adquirida pronta, mas quando é preciso a areia é comprada de empresas fiscalizadas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Remunerada mediante cobrança de taxa de administração das obras, a empresa deve aumentar o faturamento em 40% neste ano sobre 2008, quando o crescimento já havia sido de 38%, informou Cláudio, sem revelar valores. Os prédios verdes também dão bons retornos para investidores, com valorizações superiores a 30% sobre o preço de custo depois de concluídos, acrescenta o diretor comercial Jader Teitelbaum. Segundo ele, o escritório já está desenvolvendo o projeto de um novo edifício residencial no segmento, com investimento previsto de R$ 15 milhões e 48 apartamentos, além de um prédio comercial com 28 salas, ambos em Porto Alegre.

Leia na fonte