SUSTENTABILIDADE E NEGÓCIOS

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Reino Unido diz que mercado verde crescerá um terço até 2015

País aposta no desenvolvimento de produtos e serviços ‘low carbon’ para superar a pior recessão em 50 anos

Reuters

LONDRES - O mercado global para produtos e serviços com baixo uso de carbono, conhecidos como “low carbon”, pode crescer um terço nos próximos seis anos e se expandir mais rapidamente se um acordo sobre mudanças climáticas for alcançado em Copenhagen, disse o governo do Reino Unido nesta quarta-feira, 15.

O volume negociado pelo setor poderia crescer para 4,3 bilhões de libras (US$ 7,047 bilhões) em 2015, comparado com 3 bilhões de libras em 2007/08, se houver estímulo de países que procuram formas de reduzir a emissão do gás que provoca o efeito estufa.

A Inglaterra dirá nesta quarta-feira, 15, como planeja cortar suas emissões e enfrentar a mudança global, após o encontro do G-8 na Itália ter estabelecido a meta de cortar 80% das emissões até 2050. Com o país em sua pior recessão nos últimos 50 anos e uma eleição a menos de um ano, o governo trabalhista tem olhado com bons olhos a ideia de divulgar os benefícios do setor verde.

“Não há um futuro ‘high carbon’”, afirmou o secretário de comércio Peter Mandelson. “Mas se a transição para ‘low carbon’ é inevitável, o que não é inevitável é nós aproveitarmos a transição como uma chance para criar novos empregos e indústrias no Reino Unido”, disse.

O setor britânico ‘low carbon’ será um dos poucos da economia que crescerá durante e após a recessão, segundo documentos do governo. Ele deverá crescer mais de 4% ao ano até 2014/15. O número de pessoas empregadas no setor no Reino Unido poderia crescer para mais de 1 milhão em 2015, comparados com os atuais 880 mil.

A proposta do Reino Unido para cortar suas emissões deve prever a ampliação do programa nucelar e também maior uso de fontes de energia renováveis como eólica, solar e de marés. Sob as metas da União Europeia, o país deverá extrair 15% de sua energia de fontes renováveis em 2020, comparado com apenas 1,3% em 2005.

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14/07/2009

Ambiente vai liderar emprego nos EUA até 2016, diz relatório

da Efe, em Washington

Os trabalhos relacionados ao ambiente e o setor de saúde serão os que concentrarão os novos empregos gerados pela economia dos Estados Unidos na próxima década, segundo um relatório publicado nesta terça-feira (14), pela Casa Branca.

O desemprego nos EUA já está em 9,5% –6,5 milhões de postos de trabalho foram perdidos desde o início da recessão– e espera-se que em dois meses alcance dois dígitos.

Antônio Gaudério -23.out.04/Folha Imagem

Engenheiro observa floresta amazônica; estudo da Casa Branca diz que empregos ambientais liderarão panorama nos EUA até 2016

A crise econômica levou o governo Barack Obama a promover, entre outras medidas, um plano de investimento e gastos públicos avaliado em US$ 787 bilhões para reativar a economia e gerar novos empregos.
Com o relatório intitulado “Preparando os trabalhadores de hoje para os trabalhos de amanhã”, o governo analisa as capacidades que os empregados necessitarão para poder ter acesso a essas vagas e, assim, adequar os sistemas educacionais.

No âmbito de saúde, o texto não faz referência apenas a médicos e enfermeiras, mas a especialistas em gestão de informação de saúde e técnicos de laboratório, dentro do plano de reforma que se propõe a fazer.
Desde que chegou ao governo, Obama procura regular um sistema de assistência de saúde que, apesar de ser o mais custoso do mundo, deixa fora mais de 47 milhões de pessoas que não têm seguro médico.

Outro dos eixos da recuperação econômica proposto por Obama é o investimento na melhora do ambiente e a promoção de energias renováveis que permitam ao país reduzir sua dependência econômica.
A partir daí se abre uma oportunidade para engenheiros ambientais, cientistas e técnicos especializados em ambiente.

Esses empregos cresceram mais que outras ocupações entre 2000 e 2006 e segundo as projeções do relatório se espera que sigam crescendo até 2016.

“Os trabalhadores americanos devem estar preparados para qualquer mudança perante as oportunidades que surjam e ter uma capacidade analítica firme”, indica o relatório.
Por isso, diz a Casa Branca, será fundamental a flexibilidade dos trabalhadores e os programas adequados acompanhados de ajudas econômicas para auxiliar os estudantes e incentivar a formação contínua.

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