ENERGIAS RENOVÁVEIS
Argentino investe em energia no Brasil
26/08 – 13:46 – Agência Estado
O grupo Pescarmona, a terceira maior multinacional da Argentina, elegeu o Brasil como sua prioridade. “Nesse momento, o mercado mais dinâmico para nós é o Brasil”, afirma, sem esconder seu entusiasmo, o controlador do grupo, Enrique Pescarmona.
Por meio da principal empresa do holding, a Impsa, de mais de 100 anos de existência, Pescarmona está investindo firme no País, que considera um exemplo para a região. “O Brasil é o exemplo a seguir, já que encontrou seu caminho há bastante tempo. Temos muito o que aprender do Brasil. Tenho muita confiança nesse país”, afirmou o empresário após a inauguração, na semana passada, de um parque de energia eólica (gerada pelo vento) no Ceará, cujos equipamentos são fabricados por uma fábrica da Impsa em Pernambuco.
O parque eólico no Ceará, a 80 quilômetros de Fortaleza, em Praia do Parajuru, no município de Beberibe, conta com 19 aerogeradores, que fornecerão, no total, 28,8 megawatts (MW) de energia. A capacidade do parque permitirá o abastecimento de energia elétrica de 50 mil residências.
O empreendimento, uma parceria entre a Impsa, com 51%, e a Cemig, recebeu investimentos de US$ 260 milhões. Nos arredores de Fortaleza também serão instalados outros dois parques, na Praia do Morgado e na Volta do Rio. Os três parques, contarão, no total, com capacidade de geração de 99,6 MW.
Em Santa Catarina, a Impsa está implementando outro empreendimento: um parque eólico que implicará em investimentos de US$ 260 milhões até o final deste ano. O novo parque deve iniciar seu funcionamento em 2010. Esse parque e outros que a Impsa prevê em Santa Catarina devem significar, no longo prazo, um investimento de US$ 620 milhões.
SEGUNDO PLANO
Na verdade, a Argentina, sede do grupo, ficou em segundo plano nos projetos de expansão do grupo. Por trás da decisão está a caótica política energética do governo da presidente Cristina Kirchner. Além disso, o setor está paralisado na Argentina, país que não constrói uma hidrelétrica de peso há uma década (e onde a exploração de gás está encolhendo).
Enrique Pescarmona já declarou à imprensa que os mercados mais dinâmicos são o Brasil, Venezuela, Malásia, Vietnã e Colômbia. Mas também indica que seu próprio país ainda tem seu espaço: “Também nos importam a Argentina e o Chile.”
A Impsa, com filiais em dez países, possui US$ 300 milhões em ativos no exterior, de um total de US$ 919 milhões de patrimônio geral, segundo um estudo que a Prospera (a agência argentina de desenvolvimento de investimentos) e o Centro Vale de Columbia, EUA, elaboraram sobre as multinacionais argentinas.
Os empresários argentinos costumam destacar que o Brasil é um país que está avançado na regulação do setor energético, na participação moderada do Estado na economia e nas possibilidades de financiamento. Na contramão, eles costumam reclamar que, em seu país, o Estado (especialmente desde que o casal Cristina e Néstor Kirchner chegou ao poder) interfere constantemente na economia e muda com frequência as regras do jogo.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
EUA destinam US$ 300 milhões para combustível alternativo
O governo estima que o programa de energia poupará aproximadamente 114 milhões de litros de petróleo
REUTERS
WASHINGTON – O Departamento de Energia dos Estados Unidos concederá 300 milhões de dólares a um programa ambiental para limpar as cidades com o objetivo de ajudar as comunidades na compra de veículos com combustíveis alternativos, disseram o vice-presidente, Joe Biden, e o Secretário de Energia, Steven Chu, nesta quarta-feira.
Os fundos provenientes do pacote de estímulo econômico do governo norte-americanos têm como proposta estimular Estados e cidades a reduzirem a dependência de petróleo ajudando-os a pagarem por mais de 9 mil veículos com uso eficiente de energia e movidos a combustíveis alternativos, informou o Departamento de Energia.
Eles também providenciarão cerca de 500 postos de combustíveis e de recarregamento para os veículos, disse o departamento.
O governo estima que o programa de energia poupará aproximadamente 114 milhões de litros de petróleo por ano.
Chu disse que os veículos serão na maioria fabricados nos EUA, incentivando a indústria automobilística norte-americana.
“Ao mudar o modo como dirigimos, na verdade estamos dirigindo a recuperação econômica”, afirmou.
Grupos ligados à produção de etanol pediram por um uso maior dos veículos flex, capazes de utilizar misturas especiais de combustíveis com até 85 por cento de etanol e 15 por cento de gasolina.
O presidente Barack Obama disse que gostaria de ver mais carros elétricos nos EUA até 2015.
