Arquivo de setembro, 2009

ENERGIA EÓLICA

14/09/09

10/09/2009

Bélgica terá primeiro parque eólico marinho na Europa

da Efe, em Bruxelas

O parque eólico marinho de Thorntonbank, que terá 60 turbinas, com uma potência instalada de 300 megawatts, a 30 quilômetros do litoral belga, será referência no setor e terá características únicas na Europa.

“Pela primeira vez na Europa, contamos com turbinas de vento de 5 megawatts (MW) cada, afastadas 30 quilômetros do litoral e instaladas a mais de 35 metros de profundidade”, segundo Filip Martens, executivo-chefe da C-Power, empresa que administra o projeto.

Divulgação

Parque eólico marinho de Thorntonbank, o primeiro construído na Europa nesse formato; estrutura ainda funciona em modelo piloto

Em sua fase piloto, em junho, os seis primeiros geradores foram instalados e “já funcionam perfeitamente”, informou Martens, durante a apresentação do parque à imprensa.

O custo nesta etapa chega a 150 milhões de euros e inclui, além das seis primeiras turbinas, o cabo que transporta a energia desde os moinhos até Ostende, a cidade belga mais próxima.

Mas o objetivo é instalar um total de 60 turbinas, que gerarão 1 terawatt/hora (TWh), equivalente ao consumo de 600 mil pessoas.

Segundo os cálculos da C-Power, para isso, serão necessários 900 milhões de euros, um investimento que está previsto para ser pago depois de 12 anos da entrada em funcionamento do parque eólico.

A principal vantagem deste tipo de plantas eólicas, frente às localizadas em terra, é a redução do impacto visual e ambiental, embora seus elevados custos de construção e manutenção sejam grandes inconvenientes.

“O vento também é melhor, 22% ou 23% mais rápido que na terra, mas não o suficiente para suprir o custo adicional de estar situado no mar”, esclareceu Martens.

Além disso, a cada quatro horas, o centro de controle da planta tem acesso ao boletim meteorológico, já que o tempo condiciona completamente o trabalho em um parque com estas características.

“Na realidade, o grande desafio é trabalhar com a climatologia”, afirmou Martens.

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Siif tem mais R$ 2 bi para eólicas

Murillo Camarotto, Valor Online, de São Paulo
10/09/2009

Convicta de que ventos favoráveis começam, finalmente, a soprar a favor da produção de energia eólica no Brasil, a Siif Énergies inaugura hoje sua terceira usina deste tipo no país, a terceira no Ceará, em evento que deve contar com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até meados de 2010, a empresa que tem como acionistas o Citigroup, Liberty Mutual e Black River pretende cortar a fita de outros dois empreendimentos, um Ceará e outro no Rio de Janeiro. Juntas, as cinco usinas terão capacidade instalada de 342 megawatts (MW), a um investimento de R$ 1,7 bilhão. A companhia, no entanto, já tem engatilhados projetos para gerar mais 400 MW, que representarão R$ 2 bilhões em investimentos.

Apesar do grande potencial dos ventos brasileiros, a geração eólica ainda é discretíssima no país, representando ínfimo 0,1% da oferta total de energia em 2008. Com a inauguração do parque de Praia Formosa, no município de Camocim (CE), a capacidade nacional de geração eólica passará a ser de 547,6 MW.

Mesmo com o volume ainda baixo, os participantes do setor, caso da Siif, já enxergam um cenário melhor. O otimismo está baseado, principalmente, no primeiro leilão exclusivo de energia eólica do Brasil, que será realizado pelo governo federal no dia 25 de novembro. Foram credenciados para a disputa 441 projetos, que juntos somam uma capacidade de 13.341 MW, volume quase duas vezes superior ao que será gerado nas duas hidrelétricas do rio Madeira (RO).

É nesse leilão que a Siif Énergies pretende vender os 400 MW que irá gerar com os 25 novos parques eólicos que serão construídos no Ceará (230 MW), no Piauí (150 MW) e no Rio (20 MW). O diretor-presidente da companhia, Marcelo Picchi, lembrou que são necessários, em média, investimentos de R$ 5 milhões para se gerar 1 MW de energia eólica, o que totaliza os R$ 2 bilhões que deverão ser desembolsados nos novos projetos.

Na avaliação do executivo, tirar grandes parques do papel pode ser um fator decisivo para encorajar a entrada de novos investidores no setor eólico. “É mais fácil entrar em um negócio que já tem grandes projetos em andamento”, disse Picchi. Depois da usina de Camocim, que custou R$ 500 milhões e tornou-se a maior do Brasil, a Siif planeja inaugurar em 2010 a unidade de Arraial do Cabo (RJ), que custará R$ 700 milhões para uma capacidade de 135 MW.

O executivo explicou que todos os projetos da Siif no Nordeste contam com financiamentos do Banco do Nordeste e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que entram com 70% do valor total do projeto. Os 30% restantes ficam a cargo da própria empresa.

Para o presidente da ABEEólica, entidade que reúne empresas do setor, Lauro Fiúza, todas as expectativas estão depositadas sobre o leilão de novembro. Segundo ele, a projeção de especialistas aponta para uma contratação efetiva de 2 mil MW a 3 mil MW, ou seja, entre 15% e 22% do total ofertado. Se isso ocorrer, o setor poderá atrair investimentos entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

Contudo, Fiúza chamou a atenção para a importância de o governo deixar clara a intenção de continuar realizando os leilões eólicos, com vistas a dar segurança aos investidores.

(Colaborou Josette Goulart)

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ENERGIA NUCLEAR

14/09/09

09/09/2009

Brasil e França lançam acordo de intercâmbio na área nuclear

Folha de S. Paulo
Samantha Lima

Um grupo de trabalho formado por técnicos da Eletrobrás, da Eletronuclear e do grupo francês GDF Suez, além de estudiosos, será formado nos próximos dias para iniciar programa de transferência de tecnologia e informações sobre energia nuclear entre Brasil e França.

A formação do grupo é resultado de um acordo de cooperação técnica assinado anteontem em Brasília. A assinatura ocorreu em paralelo à visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil.

O presidente do grupo francês, Gérard Mestrallet, avalia que o Brasil poderia aumentar a participação da geração nuclear para reduzir o risco de concentração em hidrelétricas. “O país não deve ficar dependendo das chuvas. Há espaço para crescimento da energia nuclear.”

O presidente do grupo GDF Suez para o Brasil, Maurício Bahr, afirma, porém, que o acordo não visa criar soluções diretamente para Angra 3. “O acordo é para o futuro da energia nuclear no Brasil”, diz. Hoje ela responde por menos de 3% da matriz energética brasileira.

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ENERGIA SOLAR

14/09/09

China fará maior usina solar do mundo no deserto mongol

09/09/2009

Folha de São Paulo
Funcionários do governo chinês assinaram ontem um acordo com uma fábrica de painéis solares norte-americana para construir uma usina de energia fotovoltaica de 2.000 megawatts no deserto da Mongólia.

O projeto da First Solar, a ser concluído em 2019, representa a maior planta solar do mundo, parte de um parque energético renovável de 11.950 megawatts a ser construído em Ordos, na Mongólia Interior. Para dar uma ideia do que ele representa, a megausina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, tem 3.150 megawatts.

O memorando de entendimento entre o governo chinês e a First Solar, maior fabricante mundial de células fotovoltaicas, abriria um mercado potencialmente vasto de energia solar na China. Ela se segue a movimentos recentes do país de acelerar o desenvolvimento de energias renováveis.

Quando concluído, o projeto em Ordos poderia gerar energia o bastante para suprir 3 milhões de lares chineses, segundo a First Solar.

“Isso tem a escala de uma usina nuclear”, disse Mike Ahearn, principal executivo da First Solar. “”Se isso for conectado e for econômico na rede, demonstrará que energia solar em grande escala realmente funciona.” O custo da planta é estimado em até US$ 6 bilhões.

As células da First Solar, de telurito de cádmio, são menos eficientes que as de silício produzidas pela chinesa Suntech, a terceira maior empresa do ramo. Mas elas têm a vantagem de serem fabricadas a menor custo.

O parque renovável de Ordos inclui 6.950 megawatts de energia eólica, 3.900 de fotovoltaica, 720 megawatts de solar térmica e 310 megawatts de biomassa.

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ESTADOS UNIDOS

14/09/09

05/09/2009

Obama negociará tratado ambiental em visita à China

da Efe

China e Estados Unidos, os dois países mais poluentes do mundo, negociarão a assinatura de um tratado ambiental durante a visita que o presidente americano, Barack Obama, realizará a Pequim no mês de novembro, indicou neste sábado o jornal oficial “China Daily”.

Segundo a senadora americana Maria Cantwell, “se dois países produzem 40% das emissões mundiais (a soma dos EUA e China), não se pode criar melhor legado que dizer o que estes dois grandes países estão dispostos a fazer”.

Cantwell, que se encontra de visita em Pequim para tratar assuntos ambientais e de propriedade intelectual, afirmou que um acordo entre ambas as potências ajudaria a impulsionar novos documentos globais para combater a mudança climática.

Há umas semanas, o novo embaixador americano em Pequim, John Huntsman Jr., informou que o presidente americano visitará a China pela primeira de maneira oficial em meados de novembro, com uma agenda com três pontos destacados: a crise econômica, Coreia do Norte e a mudança climática.

A viagem de Obama se produzirá um mês antes da cúpula climática de Copenhague (Dinamarca), onde se espera que todos os países do mundo assinem um novo acordo para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

Cantwell acrescentou que o documento chinês-americano poderia contemplar cláusulas para subvencionar os bens relacionados com as energias limpas e a transferência tecnológica.

No entanto, o Ministério de Assuntos Exteriores da China rejeitou fazer comentários ao respeito.

China é o país que mais polui no planeta em quantidade de dióxido de carbono enviado à atmosfera, após superar no ano passado aos EUA.

O gigante asiático foi criticado pela comunidade internacional por não somar-se ao Protocolo de Kioto para limitar as emissões de CO2 e, por isso, são cruciais os esforços para conseguir que o acordo que lhe suceda em Copenhague seja viável.

Sob as atuais normas, China, como economia emergente, não está obrigada a quantificar cotas de emissão de gases do efeito estufa, um ponto que Pequim mostra muita resistência em modificar argumentando que sua taxa de CO2 por habitante é muito menor que a dos países desenvolvidos.

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