Em busca da melhor matriz energética

Em matéria publicada pelo Estado de S. Paulo na terça-feira da semana passada, foi levantada a questão da geração de energia no país. Enquanto o recente apagão ainda não foi totalmente esclarecido, a reportagem lembrou que o Brasil ainda depende em parte de usinas termoelétricas, que correspondem a 23,6% ou 25 mil MW da matriz energética nacional (não contando a energia combustível).

Trata-se de algo a ser cuidadosamente analisado pelo poder público, além de debatido pela sociedade: ao optarmos pelas usinas térmicas, estamos selecionando a pior opção para o meio ambiente. Dentre as novas usinas desse tipo que estão em obras, a maior parte da futura energia, cerca de 3,9 mil MW (ou 58,8%), será gerada com a queima de combustíveis fósseis, mais poluentes e que contribuem para o aquecimento global. O Brasil, que ainda desperdiça algo em torno de R$ 17 bilhões por ano em energia elétrica, poderia pensar em Eficiência Energética, seja na indústria, no comércio e nos edifícios públicos. Também, as usinas termoelétricas podem – e devem – ser aos poucos substituídas pelas eólicas e pela energia a partir da biomassa. Às vésperas da Conferência Mundial do clima em Copenhague, é uma grande oportunidade de o Brasil apresentar um plano de redução de emissões e de geração de energia alternativa.

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