Arquivo de dezembro, 2009

Bioeletricidade procura ganhar campo

17/12/09

Rosangela Capozoli, para o Valor, de São Paulo
20/10/2009

Sergio Zacchi / Valor

Carvalho do Val, do Grupo São Martinho: venda de energia elétrica atingiu R$ 5,4 milhões no primeiro trimestre

Quase esquecido diante das aclamações ao etanol e às descobertas do pré-sal, o bagaço de cana-de-açúcar ainda aguarda real reconhecimento por suas vantagens. E elas são muitas, quando se fala em bioeletricidade. Um estudo da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) revela que o conjunto das usinas do país poderá produzir na safra 2020/2021 um total de 13.150 megawatts (MW) de potência, o que equivale à produção de uma Itaipu e meia. Para um país onde as hidrelétricas – dependentes do nível das chuvas – representam 73,1% da energia elétrica, a bioeletricidade é apontada como o complemento mais limpo e seguro.

Quando as represas baixam, o governo lança mão das poluidoras térmicas a carvão. “A bioletricidade que as usinas de cana podem gerar em 2021 evitaria as 101 milhões de toneladas de CO2 que as térmicas a carvão vão emitir entre 2009 e 2021″, calcula Zilmar José Souza, assessor em bioeletricidade da Unica.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o fato de as fontes hídricas serem majoritárias na matriz energética faz com que todo o aparato regulatório, comercial e operacional do sistema elétrico fique em torno das grandes hidrelétricas. Aos poucos, no entanto, as entidades que representam as usinas de açúcar e álcool estão conseguindo inserir a bioeletricidade no contexto do setor.

 Ainda falta muito trabalho. O principal é a construção de um ambiente institucional que observe os pontos essenciais, como preço adequado, leilões dedicados exclusivamente à bioeletricidade, separação das funções e custos de geração e conexão e linhas de financiamento para o setor.

“Não há uma política setorial de como fazer a inserção desse potencial no setor elétrico”, diz Souza. Segundo ele, “os leilões misturam ofertas de energia suja, como o carvão e térmicas convencionais, além de óleo combustível, nos quais a bioeletricidade não consegue disputar nem demonstrar as excepcionalidades positivas”. Ele considera importante estabelecer uma política de leilões dedicados a fontes alternativas, especialmente à bioeletricidade, que completa a fonte hídrica nos períodos secos e tem a capacidade de regularizar os estoques, além de evitar emissões. Segundo seus dados, a bioeletricidade representa 3% a 4% da matriz elétrica e tem potencial de chegar em 2021 respondendo por algo em torno de 15% da energia elétrica do país.

Outra queixa do setor é o custo das redes de transmissão. A usina que se propõe a vender parte da energia que produz deve arcar com as linhas de transmissão, o que encarece em pelo menos 30% o preço da energia. “Mesmo o Estado de São Paulo, com o maior potencial em termos de exportação de energia elétrica por meio da biomassa, tem um gargalo forte pela questão da conexão, apesar de ser altamente malhado em termos de conexões e ramais”, diz Souza. Ele defende que esses custos sejam considerados nos leilões.

No último leilão, apenas um projeto de biomassa foi agregado e obteve preço abaixo de R$ 150,00 por MW, que não condiz com o investimento. Segundo especialistas do setor, a exploração da bioeletricidade depende basicamente da disponibilidade de um sistema de transmissão suficientemente robusto de modo a permitir o escoamento dessa energia.

O Grupo Usina São João (USJ), de Araras, no interior de São Paulo, tem 30 megawatts para exportar para o sistema elétrico, mas aguarda a conclusão de uma linha de transmissão. “O problema são as linhas, porque as usinas estão sendo montadas em novas fronteiras agrícolas e ainda não existem redes de recepção dessas energias”, diz José Ieda Neto, gerente executivo industrial do grupo.

A Usina Cachoeira Dourada, em Goiás, é mais nova do grupo e seu projeto incorporou a produção de energia de bagaço como um dos pilares. Dos R$ 230 milhões investidos na usina, R$ 70 milhões foram para a produção de energia. Segundo Ieda Neto, a primeira fase que entra em operação em maio de 2011 tem capacidade para gerar 40 MW/hora e poderá exportar 30 desse total. De acordo com seus números, as três usinas do grupo exportaram 112 megawatts no ano passado, estão exportando 112 MW neste ano, em 2010 atingirão 135 MW, passando para 260 MW em 2011.

João Carvalho do Val, diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, diz que na safra atual deve “exportar cerca de 30 megawatts” de suas três usinas, mesmo patamar da safra passada. “Dentro de dois anos, quando a Usina Boa Vista completar sua expansão, passaremos a exportar 50 megawatts”, afirma.

A receita com venda de energia elétrica atingiu R$ 5,4 milhões no primeiro trimestre de 2009, um acréscimo de 324,1% em relação aos primeiros três meses do ano passado. A São Martinho é uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do Brasil. A capacidade de moagem do Grupo atualmente é de 13,2 milhões de toneladas por ano. A companhia produz açúcar, álcool e energia elétrica em três usinas, Unidades Iracema e São Martinho, em SP, e Unidade Boa Vista, em GO. Segundo Val, a energia elétrica representa 5% da receita, mas não tem custo nenhum. “É um negócio interessante para a empresa. Em uma usina nova a energia elétrica responde por 10% dos negócios”, diz.

Outro fator que conta na produção da bioeletricidade na redução de CO2 é o aproveitamento da palha da cana que em muitas regiões ainda é queimada, especialmente onde a colheita é feita manualmente. Segundo estudos da Unica e da Associação da Indústria de Cogeração de Energia, o aproveitamento de 70% da palha para produção de energia agregaria ao sistema elétrico 6.757 MW médios.

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Dinamarca produz energia no mar

17/12/09

18/10 – Agência Estado

A Dinamarca acaba de inaugurar o maior campo de energia eólica offshore – instalado em águas – do mundo. O Horns Rev 2 entrou em operação em setembro e tem 91 turbinas, espalhadas numa área de 35 quilômetros quadrados no Mar do Norte.

Quando estiver em plena capacidade, produzirá energia equivalente ao consumo de uma cidade de 200 mil habitantes. O investimento, de € 469 milhões, representa a retomada dos grandes projetos em energia eólica na Dinamarca, o país que transformou o vento em alternativa para a geração de eletricidade limpa.

Horns está situado a 30 km da ilha de Jutland, uma das que formam o arquipélago da Dinamarca. Sua construção, um desafio por ser o mais distante da costa já erguido, é apresentada pelo governo como uma obra de arte da engenharia e envolveu 600 engenheiros e operários em dois anos de trabalhos. O campo de energia eólica offshore do país tornou-se o maior do mundo tanto em capacidade – produzirá 210 megawatts de eletricidade por ano -, quanto em número de geradores.

Além da grandeza da construção, suas turbinas, instaladas em 13 linhas de sete geradores, interconectados por uma rede de 70 quilômetros de cabos de fibra ótica, também são um feito em si. Fabricadas pela Siemens Wind Power, uma companhia dinamarquesa com capital alemão, são o que há de mais moderno já concebido pelo homem para a produção de energia com o vento.

Gigantes, têm entre 30 e 40 metros abaixo do nível do mar e até 114,5 metros acima, considerando-se a extremidade da hélice mais alta. Para se sustentar no fundo de um mar arenoso e sujeito à erosão, cada uma foi erguida sobre uma fundação de toneladas de rochas, depositadas no fundo, em profundidades que variam de 9 a 17 metros.

Mais importante do que o feito de engenharia, entretanto, é seu significado para quem acredita em eletricidade limpa. Pioneira nos investimentos em energia eólica, a Dinamarca vivia desde o início da década um conflito político que vinha empacando novos investimentos. O governo liberal, hoje convertido pela necessidade de investir em desenvolvimento sustentável, julgava os subsídios públicos pagos à produção desnecessários – uma política que quase minou o negócio, cujas origens remontam aos anos 1970.

“Estamos vivendo um novo crescimento, agora não apenas impulsionado pelo mercado nacional, mas também pela Europa”, disse ao Estado Morten Holmagir, um dos diretores do Centro Dinamarquês Offshore, órgão que reúne as empresas que investem na tecnologia.

O novo impulso vem do exterior, graças à competência dos dinamarqueses, que além de produzir cerca de 25% de sua energia com fontes renováveis são também exportadores líquidos de eletricidade. Desde que a nova “onda ambientalista” ganhou força, países como o Reino Unido, a Alemanha, a Suécia, a Holanda e a Bélgica estão investindo pesado na construção de campos em alto-mar, geralmente mais rentáveis do que os campos onshore, construídos sobre terra firme.

“Esses investimentos são ótimos, porque ninguém tem empresas fortes e know-how como os dinamarqueses”, diz Holmagir, lembrando 30 anos de pesquisas tecnológica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Adu Dhabi investe em cidade 100% sustentável

17/12/09

Edwin Heathcote, Financial Times
20/10/2009

Se há uma cidade que não deveria se preocupar com um desastre ecológico iminente, essa cidade é Adu Dhabi. Ela tem enormes reservas de petróleo, cerca de 8% do que resta no planeta. Está no meio de um deserto árido e inclemente, e sofre com um calor abrasador. Não possui água potável, seu mar está poluído e não existe solo arável, apenas uma cobertura de areia. Ela tem o maior consumo de combustíveis per capita do mundo, depende demais dos automóveis, do ar-condicionado e precisa dessalinizar a água que consome. É difícil imaginar os danos que o aquecimento global poderia infligir sobre Abu Dhabi. Ela já parece uma visão do futuro.

Mesmo assim, é aqui que a primeira cidade ecológica séria está sendo construída. Masdar (que em árabe significa “origem, princípio”) ilustra o desejo de Abu Dhabi de se consolidar como a capital dos combustíveis e da energia depois que o petróleo acabar. Ela é muito ambiciosa, tem um jeito sedutor de ficção científica e, à primeira vista, é um pouco absurda.

A cerca de dois quilômetros fica o autódromo de Yas Marina, projetado para ser a Mônaco árabe e formado pela pista de F-1, um museu dedicado à Ferrari e um campo de golfe. Tudo isso servido por uma rodovia de 12 pistas. É fácil criticá-la. A ironia mais óbvia é que, se você queria uma cidade ecológica, provavelmente a construiria em qualquer outro lugar, menos aqui. Sobre isso, a resposta otimista do arquiteto Gerard Evenden, do escritório britânico de arquitetura Foster & Partners, é: “Se der certo aqui, pode dar certo em qualquer lugar”.

E é verdade que, apesar dos absurdos óbvios, o projeto de US$ 22 bilhões de Masdar é importante – e é real. Os planos de cidades ecológicas surgem e desaparecem; raramente são levados adiante. Quando a China abandonou os planos para Dongtan, Masdar ficou como principal candidata. A cidade está sendo bancada pela Abu Dhabi Future Energy Company e é planejada e projetada em grande parte pela Foster & Partners.
Os planos para a nova cidade são impressionantes. Ela ocupará 6 milhões de metros quadrados e será construída para abrigar 50.000 moradores e ser autossustentável de todas as maneiras concebíveis: será a primeira cidade do mundo com emissão zero de carbono, vai gerar toda sua energia a partir de um misto de energia solar e eólica (e espera exportar o excedente) e vai reciclar todo o seu lixo e água. Longe do modernismo corporativo internacional que se tornou o estilo característico dos Emirados Árabes, os arquitetos olharam para as cidades tradicionais do Oriente Médio, para Shabam e Sana’a, Damasco e Bagdá.
A cidade é murada, um artifício para definir seus limites e conter o crescimento desordenado. E, o mais importante: protegê-la dos ventos violentos que sopram do deserto; as ruas não são amplas avenidas, e sim vielas; não há arranha-céus, todas as construções possuem cinco andares ou menos; há um mercado ao ar livre na região central, um antídoto aos shopping centers. Os pátios e lojas são sombreados por telas baseadas nas tradicionais mashrabiyas, as delicadas redes bordadas que permitem a passagem da briza, mas filtram a luz do sol. Há ornamentos de pedra e padronagens islâmicas, palmeiras e piscinas.
As ruas estreitas e quebradas em intervalos ajudam na circulação do ar. E o mais incrível de tudo, nessa cultura casada com o automóvel, é que as ruas são todas para os pedestres. De muitas maneiras, é tudo que o resto de Abu Dhabi (na verdade toda a região) não é.

Muito se fala sobre a sustentabilidade e a emissão zero de carbono, mas aqui isso é autêntico. Com exceção, é claro, que a cidade precisa ser construída, e a construção é a atividade mais poluente que existe. Se os arquitetos quiserem ser realmente ecologicamente corretos, há apenas uma resposta – não construir novos prédios.

Apesar de toda a objetividade de seus criadores, Masdar é um paradoxo que suscita mais perguntas à medida que você se aprofunda nela. Certamente é uma cidade livre de automóveis, mas haverá um sistema “de transporte pessoal rápido”. Circulando sob o solo, esses veículos terão pontos de parada espalhados pela cidade – essa tecnologia de ponta ainda está sendo desenvolvida na Holanda. Encasulados em seus veículos pessoais, moradores reservados poderão evitar as privações do transporte público.

Outro paradoxo é que Masdar é de muitas maneiras uma cidade que o príncipe Charles, do Reino Unido, aprovaria – apesar de estar sendo projetada por arquitetos modernistas da nossa era. Ela é densa, plana e de uso misto, um modelo bem tradicional. Ela tem uma mesquita e escolas no centro; é tão sustentável quanto possível e olha para a arquitetura do passado em busca de inspiração.

De outras maneiras, Masdar também é muito diferente da Saadiyat Island, o futuro quarteirão cultural de Abu Dhabi, outro projeto ambicioso, de US$ 27 bilhões, que quer adotar franquias culturais de grandes arquitetos de nossa época, incluindo o museu Guggenheim, de Frank Gehry, o Louvre, de Jean Nouvel, a ópera de Zaha Hadid, e o próprio Sheikh Zayed Museum, da Foster & Partners.

Enquanto Saadiyat, que recebeu muito mais atenção da imprensa, é fantástico e auspicioso ao extremo, Masdar é baseada tanto nos negócios quanto no idealismo. Um investimento dessa escala finalmente permitirá o começo da produção de produtos ecologicamente corretos pioneiros em quantidades que os tornarão economicamente viáveis. O braço de investimentos da Masdar, junto com o Crédit Suisse, já está bancando usinas eólicas na costa do Reino Unido e a impressionante usina de Gemosolar, perto de Sevilha, na Espanha.

Masdar é também a sede interina da Agência Internacional de Energias Renováveis e seu primeiro ocupante, o Masdar Institute, uma joint venture com Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), é a primeira universidade dedicada às fontes alternativas de energia e à sustentabilidade. O instituto está agora recebendo alunos e pretende ser o novo centro da cidade, um gerador de novas ideias ecológicas e tecnologias verdes.

Mas ainda não há muito o que ver em Masdar, apenas um vasto canteiro de obras. As maquetes imaculadas que estão na Foster não se parecem com a visão de nenhum shopping center chique da região do Golfo Pérsico. Mas Masdar tem o potencial de se transformar em um lugar real até a data de conclusão, prevista para 2016. Ela tem um propósito que está se tornando mais importante a cada dia, e o apoio maciço de Abu Dhabi é, apesar de todo o ceticismo, um investimento audacioso e confiante. As histórias de painéis solares que não fucionam porque ficam cobertos de areia e turbinas eólicas que ficam estáticas por falta de vento rendem notícias, mas a determinação de Abu Dhabi de continuar no centro do mercado de energia poderá render bons dividendos para todos nós.

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ENERGIA EÓLICA

15/12/09

Leilão vai definir futuro da geração eólica no país

Josette Goulart, de São Paulo
11/12/2009

Uma das maiores empresas que produz pás eólicas no mundo fica hoje em Sorocaba, no Estado de São Paulo. Apesar disso, a Tecsis não tem nenhuma das suas pás sendo usadas em parques eólicos no Brasil. A expectativa é de que isso mude a partir de segunda-feira, quando acontece o primeiro leilão de energia eólica no país e, a depender da quantidade de megawatts (MW) a serem leiloados, os negócios podem começar a se firmar. “No Brasil teríamos uma posição imbatível, pelo poder para atender os clientes”, diz o presidente da Tecsis, Bento Koike.

A expectativa não é só da Tecsis, mas de toda a indústria de equipamentos e dos empreendedores que reivindicam um programa do governo de leilões de eólicas, pelo menos a cada dois anos. Por enquanto só está marcado o evento de segunda-feira, e a competitividade ainda é dúvida. Projetos com cerca de 10 mil MW foram habilitados para o leilão, mas nem todos os empreendedores depositaram garantias para participar da disputa. A empresa portuguesa EDP, por exemplo, que vinha mostrando todo o apetite para fincar pé nesse mercado não depositou as garantias e não vai concorrer no leilão. Outras empresas importantes como a CPFL e a Cemig também são dúvida. Elas foram procuradas pelo jornal mas não quiseram confirmaram se pretendem participar.

Também existe a dúvida de quanto o governo irá contratar de energia. O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, diz que não se pode comprar demais como aconteceu no Proinfa, que contratou 1.600 MW a R$ 250, a valores já corrigidos. A expectativa da associação das eólicas era de que o governo contratasse cerca de 2.000 MW, o que geraria investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. O preço-teto desse leilão é de R$ 189 e foi um dos motivos que levou a EDP a desistir de participar. Hubner explica que é importante que o governo vá com calma nessa área, pois as tecnologias vão se aprimorando e a tendência é que o custo dessa energia cai no futuro.

Mark Argar, diretor-geral da empresa australiana Pacific Hydro, que comprou alguns parques eólicos que tiveram a energia vendida pelo Proinfa, diz que os custos entre aqueles projetos e os novos caíram 15%. Ele diz que esse primeiro leilão será muito importante para atrair indústrias de equipamentos para o país, mas lembra que o leilão vai acontecer com muitas indefinições. Os custos com transmissão, por exemplo, ainda não são conhecidos pelas empresas que vão participar. De qualquer forma, os australianos vão concorrer com parques eólicos com capacidade de gerar 147 MW.

O presidente da MPX Energia, Eduardo Karrer, diz que de fato o preço de R$ 189 limita a participação no leilão e só os projetos com maior capacidade de geração terão competitividade. A empresa vai ao leilão com 30 MW de projetos. A MPX tem em seu portfólio uma série de termelétricas, mas entende que é preciso diversificar os negócios em geração.

Uma outra competidora será a Eletrosul, que pretende negociar 90 MW. Seu presidente, Eurides Luiz Mescolotto, diz que a empresa está se preparando para ser uma das grandes em geração de energia eólica do país.

As estatais são inclusive apontadas como as grandes competidoras. Na habilitação de projetos, além da Eletrosul, Chesf e Petrobras também cadastraram seus parques eólicos. Apesar das indefinições, o presidente da Abeeólica, Lauro Fiúza, acredita que esse leilão será um marco importante e diz que o governo está se preparando para realizar disputas a cada dois anos, dando assim a medida certa para instalar a indústria eólica no país. O Brasil tem um potencial eólico de 140 GW.

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