Arquivo de dezembro, 2009

CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE

15/12/09

Sexta-Feira, 11 de Dezembro de 2009

Grupo da ONU propõe novo acordo

‘Protocolo de Copenhague’ visa a incluir os americanos em tratado com metas de redução de emissões de CO2

Andrei Netto e Afra Balazina, ENVIADOS ESPECIAIS, COPENHAGUE

Um grupo de trabalho das Nações Unidas vai propor hoje, na 15ª Conferência do Clima, na Dinamarca, a criação do “protocolo de Copenhague”. Se for aprovado pelos 192 países ao término das negociações, o documento – que não tem nome oficial – complementará o Protocolo de Kyoto, sem extingui-lo.

O novo tratado reunirá os países em desenvolvimento, como Brasil e China, além dos Estados Unidos (que não entraram no Protocolo de Kyoto). A proposição visa a incluir os americanos em um acordo para que passem a adotar metas de redução das emissões de CO2, assim como os demais países industrializados. As informações foram obtidas pelo Estado com diversas fontes diplomáticas da Europa e da América Latina envolvidas nas negociações.

“Queremos um texto robusto, com metas e clareza no financiamento. Se tivermos isso, teremos um protocolo”, disse o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, Luiz Alberto Figueiredo, vice-presidente do grupo de trabalho do LCA (países em desenvolvimento e EUA) e redator do texto, que ficaria pronto na madrugada.

O texto não pretende substituir Kyoto, mas criar um quadro semelhante, com metas obrigatórias e mecanismos de financiamento. O objetivo é atrair os EUA, tornando seu esforço para combater o aquecimento global equivalente ao já feito por outras nações industrializadas, como as da UE. O documento terá uma divisão das nações similar à existente em Kyoto: “anexo I”, com países desenvolvidos, e “não anexo I”, com nações em desenvolvimento. Não haverá distinção entre grandes emergentes – China, Brasil, Índia e África do Sul – e os “mais vulneráveis”, como os africanos.

“A contrapartida dos países emergentes será a mesma de Kyoto. Os regimes não mudam”, explicou um dos negociadores envolvidos na redação. Assim, países ricos terão metas, enquanto os demais ficam com ações voluntárias, mas verificáveis. Até o início da noite de ontem, os valores previstos para o “fundo global do clima”, destinado a captar recursos e financiar as ações de adaptação e de mitigação, não estavam definidos e eram objeto de discussões entre os negociadores.

A administração desses recursos deve ficar a cargo do Fundo Mundial de Meio Ambiente – órgão já existente e sujeito à Convenção do Clima da ONU, e não ao Banco Mundial, como defendem os EUA.

Entre os pontos potencialmente polêmicos está a fixação de uma meta global para a redução das emissões de gases-estufa, cujo porcentual terá de ser negociado. Outro ponto de potencial conflito tem relação direta com o Brasil – não está prevista a criação de metas globais para a redução de desmatamento. O Brasil defende objetivos voluntários, como os 80% adotados em novembro.

O “protocolo de Copenhague” deve ser apresentado no início da manhã aos negociadores. “Queremos transformar essa discussão em algo público”, comentou Figueiredo, afirmando que a decisão de divulgá-lo foi tomada em conjunto com o presidente do LCA, Michael Cutajar, sem o aval dos negociadores-chefes dos 192 países.

As resistências ao texto-base terão de ser vencidas até a próxima sexta, dia 18, quando a COP-15 termina. “Será muito difícil sair daqui com o Protocolo de Copenhague, porque há várias partes que não desejam um acordo dessa profundidade”, disse o negociador-chefe da UE, Artur Runge-Metzger, sem fechar a porta para o entendimento. “Estamos de acordo com qualquer decisão que envolva compromisso ampliado e juridicamente vinculante.”

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O entendimento possível na Conferência do Clima

Editorial
09/12/2009

Representantes de 192 países que se reúnem desde ontem na Conferência do Clima em Copenhague têm diante de si a difícil tarefa de construir um verdadeiro acordo global, mais abrangente e eficaz que o de Kyoto, de 1997. É quase impossível que se chegue a um tratado, com todas as condições, metas e obrigações estabelecidas, mas isto não será certamente um fracasso se um entendimento firme sobre os principais pontos para o combate ao aquecimento global for selado. Um impasse total não está fora do roteiro e ele teria consequências desastrosas. Os sinais dos principais atores na Conferência continuam sendo animadores, embora as discordâncias a aparar sejam grandes e variadas.

Após relutarem por vários meses, todos os países relevantes para um acordo do clima apresentaram metas para redução das emissões – a dos países desenvolvidos serão cortes verdadeiros e mandatórios; a dos em desenvolvimento, serão ações que joguem para baixo as emissões em relação à trajetória que elas teriam se nada fosse feito. Os maiores emissores de gases-estufa demonstraram graus diversos de boa vontade. O presidente Barack Obama vai às reuniões finais em Copenhague e, amarrado pelo Senado, que não votou sua lei ambiental, tem pouco a oferecer além de 17% de corte em relação aos níveis de 1990, algo como 4% em relação a 2005. Por outro lado, os EUA deram novos acenos encorajadores à Conferência quando a EPA, a agência ambiental do país, decidiu que os gases-estufa são nocivos para a saúde e o bem-estar dos americanos. A EPA agora tem o poder de regulação das emissões nas mãos. Com isso o Senado será incentivado a não procrastinar a votação da lei, aprovando o comércio e limite de direitos de emissão de carbono, que dá ao mercado grande parte do poder regulatório, em vez de deixar tudo à discricionariedade de uma agência governamental. A decisão da EPA não poderia ter vindo em melhor hora e não foi coincidência.

Não está claro ainda o resultado da complexa matemática das emissões de CO2 . Mesmo os cálculos mais otimistas, porém, indicam que faltam concessões maiores dos grandes emissores, como China, EUA e Índia, enquanto que o Brasil colocou objetivos ousados de corte de até 39% no CO2 que despejará na atmosfera em relação à trajetória projetada. Uma dura barganha se desenrolará nos próximos dias para se chegar a uma meta global, de 44 bilhões de toneladas de redução, com pressões de todas as partes. Tanto os EUA quanto a China podem fazer mais e um compromisso é factível.

Outra batalha igualmente difícil será travada em torno dos recursos que os países desenvolvidos terão de oferecer para financiar a adaptação e mitigação nos demais países. As equações dessa discussão chegam a ser tão ou mais complicadas do que as dos cortes das emissões. Há estimativas com alto grau de arbitrariedade de quanto dinheiro seria necessário para isso. O Banco Mundial estimou algo entre US$ 75 bilhões em US$ 100 bilhões em 2030. Este é apenas um dos problemas. É impossível definir todas as ações de mitigação e adaptação que serão contempladas, e será preciso delimitá-las e eleger prioridades, outra fonte óbvia de escaramuças previsíveis.

Os países desenvolvidos apresentaram um esboço de proposta em que oferecem inicialmente US$ 10 bilhões anuais aos países pobres até 2012. A quantia é acanhada e conta com o engajamento de europeus e dos EUA, mas a oferta deve ser melhorada nas negociações. Até mesmo porque em vez de se brigar por uma montanha de dinheiro com cálculos arbitrários, que supostamente cobriria todas as possíveis ações humanas de adaptação e redução de emissões, seria bastante razoável a fixação de valores provisórios, que seriam revistos de acordo com as necessidades. A favor dessa provisoriedade conta outro fator que coloca ainda mais obstáculos em uma rota já cheia de barreiras – dificilmente haverá uma pior época que agora para se discutir dinheiro com os países desenvolvidos. Eles já gastaram fortunas para salvar bancos e combater a recessão, e têm contas astronômicas a acertar.

Sobra ainda a criação de um organismo que gerencie os recursos, selecione e aprove projetos e verifique seu cumprimento. A urgência colocada pelo aquecimento global e a firme compreensão da necessidade de agir contra ele tornam todas as dificuldades superáveis.

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EMPREGOS VERDES

15/12/09

Estudo prevê geração de 20 milhões de empregos ‘verdes’ no mundo até 2030

09/12/2009

O Globo

Vivian Oswald

BRASÍLIA – O rápido crescimento do interesse por energias alternativas terá um impacto significativo na criação de empregos “verdes” no mundo nos próximos anos. O estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Empregos Verdes no Brasil: quantos são? Onde estão? Como evoluirão nos próximos anos?”, apresentado nesta quarta-feira na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES), mais conhecido como Conselhão, prevê a geração de pelo menos 20 milhões de novos postos no mundo até 2030 – 12 milhões apenas na indústria de bioenergia, em que o Brasil é um dos destaques.

O resultado econômico dessas mudanças será um mercado global de serviços e produtos “verdes” de cerca de US$ 2,74 bilhões em 2020. No Brasil, houve um crescimento relativamente pequeno, porém constante, da oferta de emprego nas atividades que contribuem para a redução das emissões de carbono ou para a melhoria/preservação da qualidade ambiental. As taxas de crescimento do número de postos de trabalho oferecidas por essas atividades têm se mantido acima das taxas de crescimento do emprego formal em toda a economia.

A consequência disso acaba sendo um ligeiro aumento ano a ano da participação dos empregos “verdes” no total de empregos formais mantidos no nosso mercado de trabalho. A quantidade de empregos “verdes” tende a crescer e deve implicar um aumento adicional da oferta de emprego no país nos próximos anos. O crescimento da oferta de empregos “verdes” na economia brasileira será ainda maior à medida que os setores intensivos em energia e recursos ambientais forem se “esverdeando”, ou seja, forem introduzindo tecnologia ambientalmente sustentáveis nos seus processos de produção.

É possível que aí ocorra uma certa substituição de algumas ocupações atualmente existentes por outras mais adequadas aos novos padrões de produção. As taxas de crescimento dos empregos verdes e do total de empregos formais nos anos de 2007 (1,37%) e 2008 (1,89%). Para alguns analistas, as estimativas de crescimento do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2009 – que estão por volta de 6 % – sinalizam que o país já superou definitivamente a crise econômica.

O volume dos investimentos na nossa economia indica que estamos dando início a um novo ciclo de crescimento. Resta saber, entretanto, quais as atividades econômicas que deverão impulsionar este novo ciclo, bem como quais serão os seus possíveis impactos sobre o mercado de trabalho e o meio ambiente.

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MATRIZ ENERGÉTICA

15/12/09

07/12/2009

Lula diz que países devem mudar matriz energética

da Agência Brasil
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, que os países terão que mudar suas matrizes energéticas e que o novo combustível “já tem endereço”, referindo-se ao álcool e ao biodiesel brasileiros.

O presidente lembrou que participou na Ucrânia de reunião com empresários e que o mesmo ocorreu na Alemanha –onde o destaque foi a discussão sobre biocombustíveis.

Lula afirmou que a União Europeia se comprometeu a fazer com que todos os automóveis utilizem 10% de álcool na gasolina até 2020 e que, para isso, vai precisar comprar o produto.

“A Alemanha, embora produza biodiesel, não pode continuar produzindo do alimento. É melhor que a gente procure outra oleaginosa que não seja alimento e o Brasil é o país que oferece grandes oportunidades”, afirmou o presidente.

No fim de novembro, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) defendeu a manutenção da mistura atual de 25% de álcool na gasolina, opondo-se a ideias de alguns setores do governo sobre uma possível redução da mistura para evitar novas altas do biocombustível no mercado.

“A Unica entende que a produção de álcool anidro continua em patamares suficientes para garantir o nível de mistura de 25% na gasolina, não havendo qualquer necessidade de alteração”, disse a entidade em nota divulgada então, que acompanhou relatório sobre o processamento da safra 2009/10.

A produção de açúcar no centro-sul já subiu 10% na comparação com o ano passado, enquanto a de álcool (anidro mais hidratado) registra recuo de 5,5%. Do início da safra até o final de setembro, o crescimento das vendas de álcool hidratado para o mercado doméstico estava em 23,5%. Em outubro, esse crescimento já havia caído para 17,7% e ao final da primeira quinzena de novembro chegou a apenas 13,5%, de acordo com a Unica.

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Conferência de Copenhague

7/12/09

Grandes negócios na rota de Copenhague

José Roberto Campos
03/12/2009

Negócios bilionários e boas intenções vão se encontrar em Copenhague na próxima semana. Grandes oportunidades de lucro reforçam a causa ambiental e elas dependem do que for decidido na Conferência do Clima. Reduzir ao máximo a dependência de petróleo e as demais fontes de energia fóssil é agora um imperativo econômico. O petróleo está se tornando um bem escasso, caro demais e 70% de suas reservas localizam-se nas regiões mais instáveis do mundo. Mesmo com a maior recessão em quase cem anos, o preço do barril praticamente não caiu abaixo dos US$ 35, quase o quádruplo dos US$ 9 do valor anterior, no fim dos anos 90. Livrar-se da dependência energética externa tornou-se um mantra da administração do presidente Barack Obama. “A única questão é: quais países inventarão, fabricarão e exportarão as tecnologias limpas e quais países se tornarão dependentes de produtos de fora?”, resume Steven Chu, secretário da Energia dos EUA.

Deter o aquecimento global tornou-se uma nova fronteira a partir da qual é possível auferir grandes lucros e, claro, poder global. Ainda que sua fatia seja hoje diminuta, as energias renováveis crescem exponencialmente. Em 2007 e 2008 elas atraíram investimentos globais acima dos US$ 100 bilhões anuais. Mas elas são apenas uma parte da história. Se forem incluídos os produtos “verdes”, o mercado potencial chega a fantásticos US$ 4,7 trilhões em 2020, segundo projeção da consultoria Roland Berger. Há uma corrida pela vantagem tecnológica, com fantásticas recompensas para quem estiver na dianteira. “A revolução verde já começou e em 2020 a tecnologia verde será maior que a indústria automobilística e de engenharia na Alemanha”, prevê Peter Löscher, presidente da Siemens, a líder europeia em engenharia (“Financial Times”, 24 de novembro). Löscher coloca dinheiro para sustentar suas palavras. O portfólio “verde” da Siemens atingiu US$ 34 bilhões no ano fiscal terminado em 30 de setembro. A General Electric, com sua “ecoimagination”, amealhou US$ 17 bilhões e projeta US$ 25 bilhões em 2010. O alvo de outra gigante, a Philips, é obter 30% das receitas com a venda de produtos ambientalmente amigáveis.

Os recursos destinados a projetos de tecnologia limpa são relevantes e crescentes. Até 2013, China, Japão e Coreia do Sul despejarão US$ 509 bilhões neles e os EUA, mais US$ 172 bilhões nos EUA no período (“FT”, 19 de novembro). Para cortar as emissões de CO2 pela metade até 2050 em relação ao nível de 2005, serão necessários investimentos de US$ 45 trilhões, estima a Agência Internacional de Energia.

Em 2008, o aumento da capacidade instalada de energias não fósseis foi superior ao das fontes convencionais. A Europa e os EUA estão na dianteira nas energias renováveis, com a China se aproximando deles. A China é o país com maior capacidade instalada dessas energias, com 76 gigawatts (mas nem toda ela integrada a uma rede de transmissão), seguida pelos EUA (40 GW), Alemanha (34 GW), Espanha (22 GW), Índia (13 GW) e Japão (8 GW), mostra um detalhado estudo da divisão de mudança climática do braço de gestão de fortunas do Deutsche Bank. As posições oscilam de acordo com a fonte da energia. Os EUA investiram US$ 24 bilhões (20% do investimento global) e ultrapassaram a Alemanha em energia eólica. A China bateu o Japão na liderança da produção de células fotovoltaicas para captação da energia solar.

Do investimento total, a energia eólica recebeu a maior fatia, US$ 52 bilhões em 2008, ante US$ 34 bilhões para a solar, US$ 17 bilhões para biocombustíveis e US$ 8 bilhões para a biomassa. A energia eólica é a campeã em capacidade instalada, com 43% do total, seguida pelas pequenas hidrelétricas (30%), biomassa (18%) e solar (5%). Apesar de 80 países terem instalações comerciais para usar a energia eólica, quase toda ela concentra-se na Europa. Ninguém bateu a China até agora no aproveitamento de pequenas e grandes centrais hidrelétricas. E a Espanha tornou-se a líder mundial em energia solar, com 2,8 GW e sedia a maior unidade do mundo em Olmedilla de Alarcon.

Para bancar as energias renováveis, que são capital intensivas, havia “project finance” de US$ 47,8 bilhões em 2008. Cerca de 28% desses projetos foram feitos na Europa e 15% nas Américas. Dos projetos que estão sendo montados ainda, quase metade vai para os EUA, um quarto para a Ásia e 15% para a Europa. Os bancos tiveram receitas de US$ 500 milhões com a comercialização de créditos de carbono e o futuro é promissor. Este mercado pode mover US$ 2 trilhões em 2020, prevê a consultoria McKinsey.

Há mais bilhões nessas contas. As legislações nacionais de estímulo a medidas que reduzam emissões, feitas pelo Deutsche Asset Management, chegam a US$ 212 bilhões, excluindo a China. Um quarto desse total destina-se à eficiência energética. Transporte de massa e carros “limpos” ocupam boa parte dos recursos restantes.

A economia de baixo carbono vai modificar a paisagem humana e os carros elétricos são hoje uma aposta transcontinental, com a China igualmente no páreo. A Peugeot , uma das pioneiras, quer uma nova linha deles rodando na França no ano que vem, antes que sua rival Renault chegue com seus quatro modelos a partir de 2011. O governo americano dará US$ 7,5 mil, o inglês, US$ 8,2 mil e o chinês US$ 8,8 mil ao comprador de um veículo elétrico. Ainda há grandes desafios tecnológicos pela frente. Baterias de lítio estão sendo testadas, mas tudo nos carros será transformado para torná-los mais leves e econômicos, da aerodinâmica a novos materiais.

Os gastos com pesquisa e desenvolvimento ainda engatinham e tecnologias revolucionárias não aparecerão tão cedo. Mas é a dianteira tecnológica que definirá os vencedores na economia verde. Nesse ponto, o futuro continua desagradavelmente parecido com o passado e os países ricos dominam. A organização britânica Chatam House vasculhou 57 mil patentes de tecnologia de energias limpas e constatou que, apesar do progresso de Brasil, Índia e China, nenhuma de suas companhias ou organizações estavam nas dez primeiras colocações em qualquer setor analisado. O Brasil detinha, em 2008, 1,2% do total de patentes ambientais, segundo estudo da Bruegel, “think tank” belga.

José Roberto Campos é editor-executivo do Valor

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