Arquivo de março, 2010

BIOMASSA

14/03/10

CPFL investe em biomassa para geração de energia

Novo projeto do grupo vai envolver três usinas de açúcar e álcool

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eduardo Magossi, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A CPFL vai anunciar, na próxima terça-feira, um novo projeto de geração de energia elétrica de biomassa de cana-de-açúcar. A informação é do vice-presidente de geração de energia da companhia, Paulo Cezar Tavares. Segundo ele, esse será o maior projeto de biomassa da CPFL e vai englobar três usinas de açúcar e etanol de um mesmo grupo de capital nacional. “A energia a ser produzida nesse projeto será superior à soma de nossos dois projetos em andamento, na Usina Baldin, em São Paulo, e na Usina Baia Formosa, no Rio Grande do Norte.”

Desde meados da década passada, a CPFL vem se associando a usinas do setor em compra e investimentos de produção de energia produzida da cana. “Começamos nosso relacionamento comprando excedente de usinas do interior paulista. Depois passamos a investir na construção de linhas de conexão e subestações para essas usinas. Recentemente passamos a investir na modernização de usinas para alavancar a produção de energia produzida da queima do bagaço.” Nesse processo, o acordo é feito com a CPFL investindo na troca das caldeiras, construção de casa de força, conexão e subestações e sua remuneração é feita por meio do excedente de energia.

Na segunda quinzena de abril entra em operação a primeira usina em que a CPFL investiu nesse retrofit. Localizada em Pirassununga (SP), a Usina Baldin consumiu investimentos de R$ 105 milhões e terá uma capacidade instalada de 45 MW, das quais a CPFL poderá comercializar o excedente de 20 MW. “A usina entrará em operação em abril com um excedente de cerca de 14,3 MW, mas a expectativa é atingir 23,6 MW em 2017″, disse. Segundo ele, a expansão da produção de energia está vinculada à da produção de cana, já que a matéria-prima é o bagaço da planta.

Praticamente toda energia gerada pela Baldin já foi vendida. Segundo Tavares, a comercialização foi feita quase toda no mercado livre. “Temos uma clientela grande e que demanda por essa energia. Isso fez com que não precisemos utilizar, até o momento, os leilões de energia de forma significativa.”

O segundo projeto teve início em novembro de 2009, na Usina Baia Formosa (RN). Com investimentos de R$ 130 milhões, a usina terá uma capacidade instalada de 40 MW, com excedentes de 16 MW. A operação deverá ser iniciada em julho de 2011. “Com esses dois projetos e mais o que será anunciado na terça-feira já teremos mais de 100 MW de capacidade instalada. Queremos atingir os 500 MW até 2015.”

Leia na fonte

 


quarta-feira, 10 de março de 2010

Resíduos viram lucrativa biomassa

Sobretudo o bagaço de cana, além das palhas de arroz e de amendoim e da casca de coco, são combustíveis ambientais

Leandro Costa – O Estado de S.Paulo

Antes vistos como sobras inconvenientes das lavouras e causadores de problemas ambientais, os resíduos de culturas como a cana-de-acúcar e arroz têm ganhado importância e mercado. À medida que mais empresas investem na mudança de matriz energética, deixando de lado a queima de combustível fóssil para aquecer caldeiras, a procura por biomassa como o bagaço da cana e as cascas de arroz e de amendoim, só tem crescido.

No setor sucroalcooleiro, o aproveitamento do bagaço de cana é feito há pelo menos duas décadas. Até os anos 1990, o resíduo da moagem da cana era um problema. Até que as usinas passaram a substituir as caldeiras que usavam diesel como combustível por caldeiras movidas a biomassa. Hoje, o bagaço da cana é o principal insumo para garantir a autossuficiência energética da usinas, que vendem, inclusive, o excedente de energia produzido, por meio da cogeração.

OUTRAS INDÚSTRIAS

Mas o uso bagaço de cana não fica restrito às usinas sucroalcooleiras. Ele também é consumido por indústrias como a de suco de laranja. “Boa parte do bagaço que não queimamos na nossa unidade de Pradópolis é vendida para a Citrosuco, de Matão, e para a Cutrale, de Araraquara (SP)”, diz o diretor financeiro da Usina São Martinho, João Carvalho do Val. A empresa vende o bagaço há cerca de dez anos e comercializa, em média, 450 mil toneladas da biomassa por safra.

Outra empresa que vende o excedente de bagaço é a Cosan, o maior grupo sucroalcooleiro do País. Segundo explica o presidente da unidade de Acúcar e Álcool da empresa, Pedro Mizutani, o volume não é tão expressivo já que, quando as usinas da Cosan foram projetadas, já era previsto o uso de boa parte do bagaço nas caldeiras. Os setor de citros também é o principal comprador do excedente da Cosan.

O preço por tonelada da biomassa varia, segundo o assessor de Bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar de Zouza, porque o frete influencia muito. Descontado o fator logístico, ele estima valores entre R$ 5 e R$ 30 por tonelada para o bagaço de cana.

Na Região Sul, outro resíduo que tem dado lucro é a casca de arroz. “Nas décadas de 1980 e 90 era um resíduo problemático. Como os engenhos ficavam próximos das cidades, a casca do arroz, pela sua baixa densidade, era levada pelo vento e, quando chovia, entupia os bueiros. Além disso, se jogada em aterros, gerava o gás metano quando se decompunha e passou a ser mal vista do ponto de vista ambiental”, diz o consultor técnico do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), Gilberto Amato.

APROVEITAMENTO TOTAL

Hoje, esse cenário mudou. Segundo Amato, a casca de arroz é quase totalmente aproveitada. Segundo estimativas do Irga, são quase 2 milhões de toneladas da biomassa produzidas por safra. “Boa parte das indústrias cerâmicas ao longo da BR-101 compra a casca de arroz para abastecer caldeiras.”

Amato diz ainda que um grupo europeu pretende montar uma indústria de geração de energia abastecida só com casca de arroz. “Eles querem firmar contratos longos com os produtores da região para adquirir a casca do arroz.”

A AmBev de Viamão (RS) usa, desde 2006, a casca de arroz como combustível. Segundo o diretor de Sustentabilidade, Sandro Bassili, foram investidos R$ 4,7 milhões para mudar a matriz energética. “Contando com as outras unidades que já estão operando com biomassa, já investimos R$ 18 milhões. Também usamos casca de coco, no Nordeste”, diz. Hoje, 32% do calor gerado pelas caldeiras da empresa em todo o País vem da biomassa. Por isso, desde 2007 a empresa já obteve autorização para negociar os créditos de carbono gerados pela mudança na matriz energética.

Leia na fonte

INFRAESTRUTURA

14/03/10

Governo quer fundos em infraestrutura

Azelma Rodrigues, de Brasília
11/03/2010

Ruy Baron/Valor

Ricardo Pena, titular da Previc: mudança gradual na política de investimentos

Os fundos de pensão terão que sair “da zona de conforto” e diversificar investimentos, migrando não só para o mercado acionário, mas também para os projetos de infraestrutura do governo, como as obras da Copa 2014 e das Olimpíadas, imóveis, além de buscar ativos no exterior. “(Esse processo) começou em 2009, mas eles vão ter que acelerar”, afirmou Ricardo Pena, titular da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), novo órgão supervisor do sistema.

“Vai haver uma mudança gradual na política de investimentos dos fundos já em 2010, de forma que nos próximos três anos teremos uma diversificação mais intensa, inclusive com aplicações no exterior, que hoje é zero”, apesar de a legislação permitir que até 10% do patrimônio possa ser investido em ativos no mercado internacional, disse Pena. “Terão que correr mais riscos”, continuou.

Ele explicou que o início da diversificação para garantir a rentabilidade necessária ao pagamento futuro de benefícios, no cenário de taxa de juros mais modestas, é o fator que explica a rentabilidade real (acima da variação de INPC mais 6%) de 10,08% em 2009, recuperando parte das perdas do ano anterior, quando a crise gerou uma queda real de 14,29% nos investimentos das fundações. Dados da Previc apontam que, do patrimônio global de R$ 501,68 bilhões de 370 entidades, os investimentos somaram R$ 480,79 bilhões, ante R$ 413,39 bilhões em 2008.

No fim do ano passado, R$ 214,3 bilhões do patrimônio das fundações estavam aplicados em títulos públicos federais, sobretudo em papéis prefixados de longo prazo que tiveram rentabilidade nominal de 44,6%. Outros R$ 155,67 bilhões estavam em ações, que a alta ao redor de 70% na Bovespa contribuiu para a rentabilidade de 32,4%, acima dos 27,3% do ano anterior. E R$ 45,18 bilhões foram aplicados em títulos privados, com pouca variação sobre os R$ 44,02 bilhões da carteira de 2008.

No pós-crise, 82 planos de benefício definido fecharam o exercício com superávit de R$ 66,72 bilhões. Os outros 62 planos tiveram déficit de R$ 10,72 bilhões. Pena citou como exemplo de entidade deficitária o Instituto Portus, patrocinado pelas Docas dos principais portos marítimos do país, que carrega um déficit de R$ 1,4 bilhão. “É um déficit que não se resolve. Se não resolver, vai caminhar para regime especial”, comentou Pena, sinalizando intervenção ou liquidação futura da entidade.

Exemplo de fundação superavitária é a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil e a maior do país, que acumulou saldo positivo de R$ 40 bilhões. Pena disse que, ao contabilizar R$ 3 bilhões do superávit da Previ como receita em seu balanço de 2009, o BB, como patrocinador, segue a Deliberação 600 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ex-titular da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) ligada ao Ministério da Previdência, Pena assumiu a Previc em 27 de janeiro último, órgão aprovado pelo Congresso para ser o supervisor geral das 370 entidades de previdência complementar do país. Um sistema com R$ 502 bilhões em ativos, 1.037 planos previdenciários e 2,53 milhões de participantes até junho de 2009.

Leia na fonte

RESÍDUOS SÓLIDOS

14/03/10

Quinta-Feira, 11 de Março de 2010

Projeto regula descarte de lixo

Responsabilidade compartilhada sobre resíduos é aspecto inovador do texto, aprovado ontem na Câmara

João Domingos

CONSENSO – O plenário da Câmara, no início da noite de ontem; projeto foi aprovado por acordo de líderes

O projeto de lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos foi aprovado no fim da noite de ontem pela Câmara dos Deputados, por acordo de líderes, sem a necessidade de votação nominal. A proposta, que agora segue para o Senado, cria o regime de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

De forma encadeada, serão responsáveis pelo destino do lixo os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos. Essa é a parte considerada mais inovadora da lei, pois todos serão responsáveis pelo destino final do produto e pelo cuidado com a preservação do meio ambiente.

Se transformada em lei, a proposta deverá mudar radicalmente a forma de recolhimento de garrafas plásticas (PET), latinhas, vidros, papel de picolé e todo o tipo de embalagens. Evitará, assim, que embalagens continuem a ser jogadas nas ruas, causando sérios danos ao meio ambiente e até enchentes.

O governo e o setor empresarial poderão fazer acordos setoriais para estabelecer as formas de recolhimento das embalagens. A ideia é oferecer incentivos a quem utilizar as cooperativas de catadores de lixo.

O mesmo projeto de lei obriga os fabricantes e revendedores a recolherem os resíduos sólidos perigosos tanto à saúde quanto ao meio ambiente, como resíduos de agrotóxicos, pilhas de baterias, pneus, óleos lubrificantes, embalagens, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Mesmo sem a obrigatoriedade estabelecida em lei, esses produtos já vinham sendo recolhidos, por determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e decisão das próprias empresas.

O texto aprovado surgiu de consenso entre o Congresso, o governo, empresários e ambientalistas e tomou forma após 19 anos de idas e vindas. Foi apresentado em 1991 pelo então senador Francisco Rollemberg (SE). Tratava apenas de resíduos hospitalares. De lá para cá, foram acoplados outros 200 projetos. Em 2007, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enviou ao Congresso um projeto de lei que tratava dos resíduos sólidos. O presidente da Câmara na época, Arlindo Chinaglia (PT-SP), formou um grupo de trabalho que tratou do tema nos últimos três anos. Coube ao deputado Arnaldo Jardim (PSB-SP) fazer o texto consensual, depois de ouvir todos os setores envolvidos.

Para o presidente da entidade empresarial Compromisso para a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, o projeto em votação pela Câmara é um dos mais avançados do mundo. “Cria as condições para que o lixo deixe de ser jogado no meio ambiente com a responsabilidade compartilhada.” Segundo ele, mesmo sem um marco regulatório, o Brasil recicla hoje 97% das latinhas de alumínio e 56% das garrafas PET. É o primeiro do mundo na reciclagem das latinhas e o terceiro das PET.

O governo vetou parte do substitutivo de Jardim que obrigava o governo a financiar prioritariamente as empresas que fizessem a prevenção e redução da geração dos resíduos e desenvolvessem produtos com menor impacto à saúde.

 Leia na fonte

Cientistas criam “oásis” de energia renovável no deserto

10/03/10

02 de fevereiro de 2010

Um “oásis” de energia renovável que deve ser construído em 2010 pode vir a servir como campo de provas para novas tecnologias cuja função será criar formas mais ecológicas de viver no deserto.

O centro de pesquisa planejado é parte do Sahara Forest Project – mas isso não significa que será construído na África. “Sahara” quer dizer deserto, em árabe, e o centro pretende ser uma versão em pequena escala dos grandes complexos ecológicos que os idealizadores do projeto esperam construir em desertos de todo o mundo.

Os especialistas estão agora examinando locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África que possam receber a instalação piloto. “O Sahara Forest Project é uma abordagem holística para a criação de empregos locais, alimentos, água e energia, com o uso de soluções relativamente simples que imitam as formas de design e os princípios da natureza”, disse Frederic Hauge, fundador e presidente da Bellona Foundation, uma organização sem fins lucrativos norueguesa.

Por exemplo, estufas especiais usariam o ar quente do deserto e água do mar para produzir água fresca para o cultivo de safras agrícolas, energia solar seria recolhida para gerar eletricidade e tanques de algas ofereceriam uma fonte renovável e facilmente transportável de combustível.

Além disso, plantar árvores perto dos complexos absorveria os gases atmosféricos causadores do efeito-estufa, como o dióxido de carbono, bem como restauraria a cobertura florestal perdida devido a secas e exploração madeireira.

“De minha perspectiva como ambientalista, isso pode mudar o jogo no que tange à futura produção de biomassa para alimentos e energia e sobre as futuras fontes de água fresca”, disse Hauge. “Jamais estive tão envolvido e fascinado quanto agora”.

Mas nem todos os especialistas demonstram entusiasmo semelhante pelo projeto. Em termos de planos de reflorestamento, “tentar cultivar árvores no Saara não é a abordagem mais apropriada”, disse Patrick Gonzalez, ecologista florestal do Centro Florestal da Universidade da Califórnia em Berkeley. Afinal, ainda que tenha sido literalmente verde, no passado, o Saara jamais foi uma área de floresta densa.

“Posso imaginar que esse esquema e esse tipo de tecnologia funcionem em escala limitada, para áreas como Dubai, onde seria usada para produzir ilhas em formas de palmeiras e prédios de 160 andares”, diz Gonzalez.
Hauge rebate alegando que replantar árvores, mesmo que no deserto, é uma medida não controvertida para deter a desertificação e combater a mudança climática.

De fato, plantar árvores é uma das estratégias que a fundação e seus parceiros estudaram cuidadosamente como parte de seus esforços para fazer do Sahara Forest Project mais que uma miragem.

Os membros do projeto estão conduzindo estudos de viabilidade em diversos países, e os primeiros resultados foram apresentados na conferência de Copenhagen sobre a mudança do clima, em dezembro de 2009. E o centro de testes que deve ser construído em breve fornecerá ainda mais dados sobre o funcionamento das tecnologias ecológicas do projeto em condições reais.

As chamadas estufas de água marinha, por exemplo, são obras básicas e baratas, e isso faria delas peças fundamentais do projeto. O ar quente do deserto que ingressaria na estufa seria inicialmente resfriado e umificado pela água do mar. O ar úmido alimentaria safras dentro da estufa e depois passaria por um evaporador, dentro do qual fluiria água marinha aquecida pelo Sol. Quando o ar úmido, agora aquecido, encontra uma série de tubos contendo água marinha fria, água fresca se condensa na superfície externa dos tubos, de onde pode ser recolhida.

O processo imita um ciclo natural. A água marinha aquecida pelo Sol se evapora, forma nuvens e depois cai em forma de precipitação. Apenas 10% a 15% do ar úmido se condensa em forma de água fresca. O restante flui para na região em torno do complexo e alimenta árvores, de modo que “a estufa criará uma grande área que se tornará verde, em torno de si”, de acordo com Hauge.

O centro também testará o uso de energia solar concentrada, com o emprego de espelhos para direcionar luz solar a canos de água e caldeiras. A luz concentrada cria vapor superaquecido dentro dos canos, e isso pode acionar turbinas convencionais a vapor, entre as quais turbinas geradoras de eletricidade. Qualquer porção da energia que não seja usada para acionar o complexo será enviada a comunidades locais.

Da mesma forma, o combustível feito de biomassa pelos reatores biofotográficos do centro seria fácil de exportar, disse Hauge. Os tanques cultivariam algas por meio de fotossíntese a céu aberto, em água rasa e salgada. Os óleos gordurosos das algas poderiam ser colhidos como fonte de biocombustível de alto teor energético.

As algas criadas em laboratório já demonstraram ser capazes de produzir 30 vezes mais óleo por hectare do que as demais plantas usadas para fazer biocombustíveis, de acordo com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos. E cultivar algas em tanques não requer o uso de valiosa terra agrícola, disse Hauge.

Moradores locais terão papel crucial no sucesso do projeto Hauge diz ter recebido “respostas excelentes” de alguns governos, e espera construir a primeira instalação em larga escala dentro de dois anos.
Gonzalez, de Berkeley, ressalvou que na África, ao menos, já existem programas em diversas partes do continente para enfrentar problemas ecológicos nos desertos, ao oferecer aos moradores locais acesso aos recursos naturais existentes.

Programas como esses se provaram efetivos na gestão de recursos sustentáveis e na restauração de ecossistemas – e sem requerer soluções tecnológicas dispendiosas. Hauge concorda em que o envolvimento das comunidades locais será essencial, apontando que o projeto dependerá dos moradores da região em que for instalado para a manutenção dos complexos.

“O trabalho nos países em desenvolvimento requer tecnologias que as pessoas locais possam operar com facilidade”, disse ele. “Estamos muito conscientes da maneira pela qual essa questão é abordada, do ponto de vista das comunidades locais”.

Leia na fonte