Arquivo de abril, 2010

ENERGIA LIMPA

26/04/10

Obama destaca incentivo a energias limpas

23/04/2010
The Guardian e EFE

Presidente dos EUA promete investimentos e leis para a área, mas estudo do governo mostra que ainda é pouca a participação da ‘economia verde’

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou ontem, no 40.º aniversário do Dia da Terra, o uso de energia ambientalmente correta para a preservação do planeta. Ele também lembrou dos avanços feitos pelo país nessa área, nas últimas quatro décadas. Mas um novo relatório do governo mostrou que a participação dos produtos e serviços “verdes” na economia dos EUA não passou de 2% em 2007.

O Dia da Terra é celebrado desde 1970, ano em que o senador democrata Gaylord Nelson, representante do Estado de Wisconsin, no norte do país, chamou a atenção para a necessidade de ações a favor do meio ambiente. Hoje, esse chamado em defesa do planeta é celebrado em todo o mundo, mas os resultados práticos dessa preocupação ainda estão por aparecer.

“Devemos continuar trabalhando para tornar realidade o sonho de uma economia baseada nas energias limpas e entregar às nossas crianças um mundo mais limpo e seguro que aquele que encontramos”, disse Obama em comunicado difundido pela Casa Branca.

O presidente americano também citou progressos no período, como a aprovação de leis que reprimem a contaminação da água, do ar e das paisagens naturais. Também prometeu aprovar uma legislação “exaustiva” sobre energia e ambiente, que “mantenha a salvo o nosso planeta”, citando “um crescimento econômico a longo prazo”.

Participação minúscula. Mas um relatório lançado anteontem pelo Departamento de Comércio do país indica que os produtos e serviços ambientalmente corretos tiveram participação de 1% a 2% na economia americana em 2007. Ou seja, passaram de US$ 371 bilhões a US$ 516 bilhões. O número de empregos verdes também foi modesto: as vagas ligadas a economia verde teriam ocupado apenas 1,5% do total do setor privado. A projeção é considerada otimista, pois um outro estudo, do Pew Environmental Trust, estima essa participação em apenas 0,5%.

Quase 80% dessas vagas estariam nas áreas de conservação de energia e controle da poluição. Apenas 2% dos empregos verdes estariam no campo das energias renováveis, diz o estudo do governo.

Ainda é cedo para ter uma noção da decisão de Obama de investir cerca de US$ 90 bilhões dos US$ 787 bilhões que compuseram o pacote de estímulo à economia no ano passado, pois os censos econômicos nos Estados Unidos são feitos apenas a cada cinco anos.

Nova legislação. Na segunda-feira, os senadores democratas John Kerry e Lindsey Graham e o independente Joe Lieberman pretendem apresentar uma proposta bipartidária para uma legislação centrada em produção de energia limpa e prevenção às mudanças climáticas que inclui a criação de 2 milhões de empregos e a redução de 2 milhões de toneladas de material contaminante na natureza.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos país, esse é o montante de equipamentos eletrônicos usados, que podem conter substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio, jogados fora por ano.

No fim de semana, em Washington, o tema será lembrado em shows gratuitos de artistas como Sting. Também está previsto um discurso do reverendo Jesse Jackson, com a participação do cineasta James Cameron (Avatar) e da escritora Margaret Atwood.

CRONOLOGIA

Ações recentes

Março de 2001
Bush contra Kyoto
O então presidente dos EUA não ratifica o Protocolo
de Kyoto.

Novembro de 2007
Ação humana
Relatório do IPCC diz que ação do homem causou o
aquecimento global.

Maio de 2009
Automóveis
Obama anuncia regras mais severas para as emissões dos veículos automotores.

Leia na fonte

Belo Monte e o futuro das energias renováveis

Após um período de carência de novos projetos, leilão da usina inicia uma nova fase na construção de hidrelétricas no Brasil

20 de abril de 2010
Nivalde J. de Castro (1) e Roberto Brandão (2) – O Estado de S.Paulo
Artigo

O leilão de Belo Monte é uma reafirmação da vocação brasileira para gerar eletricidade de fontes renováveis. Com cerca de 90% da energia elétrica produzida por centrais hidrelétricas, o Brasil faz parte de um restrito clube de países capazes de atender ao consumidor com energia de fonte renovável, energia que é mais barata e não ajuda a produzir mais efeito estufa.

Após a virtual paralisação dos estudos de inventários das bacias hidrográficas nos anos 90, o País viveu uma carência de novos projetos de hidrelétricas.

Por causa da complexidade desses projetos e da necessidade de adequar os projetos existentes às novas e necessárias exigências ambientais, o País teve dificuldade para leiloar novos aproveitamentos hidrelétricos nos últimos anos.

A consequência dessa falta de projetos e leilões de energia teve como resultado direto a contratação em 2007 e 2008 de grande número de termoelétricas, a grande maioria movida a óleo combustível.
O leilão de Belo Monte, junto com as duas usinas em construção no Rio Madeira, licitadas em 2008 e 2009, representa uma nova fase na construção de hidrelétricas no Brasil. Trata-se do avanço da fronteira elétrica para a Região Amazônica.

Essa nova etapa será intensificada com os estudos de inventários do potencial hídrico desenvolvido ao longo dos últimos anos. Eles começam a amadurecer e com isso a carência de projetos de hidrelétricas está terminando.

Em breve, novas usinas nos Rios Teles Pires, Tapajós, Tocantins e Parnaíba estarão prontas para serem leiloadas. E todas as novas usinas se parecerão um pouco com Belo Monte: são projetos pensados de forma a minimizar e mitigar o impacto ambiental, reduzindo ao máximo a área alagada e mantendo a competitividade econômica e ambiental da matriz elétrica brasileira.

O fim das usinas com grandes reservatórios pode ser considerado um avanço do ponto de vista ambiental, mas trará consequências importantes para a matriz elétrica brasileira.
Belo Monte, assim como as novas usinas da Região Norte, terá a geração concentrada no primeiro semestre, época da cheia dos rios da margem sul do Rio Amazonas. Como não haverá um reservatório capaz de regularizar as afluências ao longo do ano, será preciso lançar mão de outras usinas para garantir o abastecimento de energia durante o segundo semestre.

Haverá, portanto, necessidade crescente de geração complementar à das hidrelétricas. Mas, como o Brasil tem grande vocação para energias renováveis, isso não representa necessariamente que a matriz elétrica se tornará menos limpa.

Há outras fontes de energia renovável no Brasil que se prestam muito bem a complementar a geração hídrica nessa nova fase em que não mais serão construídos reservatórios de regularização.

Os ventos, sobretudo os da Região Nordeste, são mais intensos durante a estação seca, representando uma bem-vinda complementaridade. A bioeletricidade provocada pela queima do bagaço da cana tem a mesma característica, pois concentra a oferta de energia na época de processamento de safra, isto é, durante o período mais seco do ano.

A bioeletricidade tem outras vantagens: está próxima aos maiores centros de consumo de energia elétrica e tende a crescer muito com as perspectivas do aumento da produção de etanol.

Dessa forma, o leilão de Belo Monte representa a afirmação de uma das melhores matrizes elétricas do mundo. A construção dessa usina se dará com o máximo respeito e adequação à legislação ambiental, graças à atuação dos organismos responsáveis e da crítica dos movimentos sociais e ambientais.
Assim o Brasil se destaca no cenário energético mundial, reforçando o caráter verde de sua economia, que fica mais competitiva, em termos de matriz elétrica, em relação aos outros países.

Esta será uma característica que dará ao Brasil um diferencial no comércio internacional, que cada vez mais impõe barreiras aos produtos de origem de países com matrizes poluidoras.

(1)PROFESSOR DO INSTITUTO DE ECONOMIA DA UFRJ E COORDENADOR DO GESEL – GRUPO DE ESTUDOS DO SETOR ELÉTRICO
(2)PESQUISADOR DO GESEL-UFRJ

Leia na fonte

INFRAESTRUTURA

26/04/10

Investimento em portos vai a R$ 15 bi

Segundo o BNDES, só as aplicações para construção de novos portos deverão superar R$ 9 bilhões ao longo dos próximos quatro anos

20 de abril de 2010

Alexandre Rodrigues / RIO – O Estado de S.Paulo

Mais de R$ 9 bilhões serão investidos em novos portos no Brasil nos próximos quatro anos. A conta é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e deverá integrar o mapeamento de investimentos em infraestrutura que a instituição está revisando.

O banco projeta crescimento superior a 200% nos investimentos totais do setor até 2013, com aportes de quase R$ 15 bilhões, que incluem a ampliação de portos já existentes no País. Com a retomada das exportações, o BNDES quer aumentar a concessão de financiamentos para o setor. A carteira de empréstimos nessa área não é tão expressiva quanto a de outros segmentos de logística, como o de ferrovias.
Segundo o gerente do Departamento de Transporte e Logística da Área de Infraestrutura do BNDES, Dalmo Marchetti, 64% dos chamados investimentos firmes mapeados pelo banco deverão ser destinados à ampliação do atual parque portuário brasileiro. Em 2009, os portos brasileiros – que operam no limite de sua capacidade – movimentaram quase 733 milhões de toneladas de mercadorias.

Portos públicos. As mudanças no marco regulatório do setor serão os principais desencadeadores dos investimentos. No final de 2008, o decreto 6.620 abriu a possibilidade de o País ter portos públicos (que movimentam cargas diversas) sob a administração do setor privado.

Atualmente, as companhias docas estaduais monopolizam esse papel. Elas podem apenas arrendar terminais para operadores privados. Com a conclusão de um estudo da Secretaria Especial de Portos, o governo deverá licitar áreas onde investidores poderão erguer novos portos.

Para Marchetti, os leilões deverão atrair investimentos e poderão superar dificuldades estruturais das companhias docas, cuja capacidade de investimento é limitada por grandes passivos ambientais e trabalhistas. “A ideia (do governo) é fortalecer as companhias docas na sua autossustentação, mas esse é um processo que ainda não está bem amarrado. Hoje, as companhias docas são empresas dependentes da União”, diz Marchetti.

Outro caminho que tem sido incentivado pelo governo é a criação de portos privativos, destinados ao escoamento de carga própria, que poderão integrar cargas de terceiros a uma pequena parcela de seu movimento. Recentemente, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o Porto Sudeste, que a LLX do empresário Eike Batista constrói no Rio, a movimentar cargas de terceiros em até 36% do total. A LLX também constrói o Porto do Açu, no Rio, com características parecidas.

Os dois projetos da LLX, cujo foco principal é o escoamento de minério de ferro, somam R$ 6,1 bilhões em investimentos e devem iniciar operação em 2012. O BNDES se tornou sócio da companhia, com aquisição de 3% do capital, por meio da BNDESpar.

“Os portos privados são uma ousadia brasileira. Não é um modelo usual no mundo, mas é pertinente. Hoje, a gente lida com as dificuldades das companhias docas e é preciso endereçar os passivos. A indefinição sobre quem vai pagar as contas estrangula as docas, que não conseguem fazer o que é preciso. Essa ideia de transferir à iniciativa privada a função de administrador soluciona esse problema.” Embora operadores do setor questionem o novo modelo regulatório e apontem inseguranças jurídicas que afastam investimentos, Marchetti avalia que a nova lei acabou com as indefinições da legislação de 1993, para desencadear os investimentos privados.

Para ele, em vez de inviabilizar os portos públicos, a concorrência dos operadores privados obrigará as companhias docas a acelerarem os investimentos em gestão e produtividade. “Os portos privativos terão de arcar com todos os custos e ter volume e boa operação para se viabilizarem.”

Leia na fonte

MINERAÇÃO

26/04/10

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chineses compram mina da Votorantim

Fundo asiático vai pagar US$ 390 milhões pelo ativo e prevê investimentos de até US$ 2,6 bilhões no Projeto Salinas, no norte de Minas

Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Depois de cinco meses de negociação, a Votorantim Novos Negócios (VNN), dona da Sul Americana de Metais, fechou no domingo um acordo com a Honbridge Holdings, empresa chinesa de investimentos, para a venda do Projeto Salinas, que inclui uma mina de minério de ferro em Minas Gerais.
O contrato foi fechado em US$ 390 milhões. Mas, por enquanto, a VNN não vai embolsar o valor. Durante um ano, a empresa de capital de risco (venture capital) do grupo Votorantim do vai administrar o projeto, até a fase de conclusão do estudo de viabilidade. Nesta fase serão aportados pelos chineses US$ 35 milhões. Se os negócios avançarem, o controle acionário será transferido. A Honbridge já acenou com um plano de investimentos da ordem de US$ 2,6 bilhões, explica Haroldo Fleischfresser, presidente da Votorantim Novos Negócios.

Parte dos recursos poderá vir de outras duas companhias chinesas, a Xinwen Mining Group Co. (empresa da área de carvão e outros insumos do setor de minérios) e a Shandong Iron and Steel (uma das maiores siderúrgicas da China).

A Xinwen já assinou um acordo de cooperação com a Honbridge para o Projeto Salinas e a Shandong fechou um memorando de intenção que prevê uma participação futura. “Em algum momento, outras empresas chinesas deverão se envolver no projeto para a formação de um consórcio”, diz Fleischfresser.

Segundo estudo preliminar feito pela Votorantim Novos Negócios, a mina tem capacidade estimada em 2,8 bilhões de toneladas até ser exaurida, o que daria uma média de 25 milhões de toneladas extraídas anualmente ao longo de duas décadas.Além da exploração do minério, o Projeto Salinas prevê a construção de um mineroduto de 500 quilômetros e de um porto a em Ilhéus, no litoral baiano. Ou seja, o negócio vai da extração do minério de ferro ao beneficiamento e embarque.

Interesse internacional

A Honbridge não foi a única empresa a procurar a Votorantim Novos Negócios interessada no Projeto Salinas, próximo ao Vale do Jequitinhonha. Outras companhias chinesas e indianas também sondaram a direção da empresa. “O Brasil tem muito minério de ferro em áreas não desenvolvidas, então é inevitável que olhem para cá em busca de oportunidades”, argumenta o executivo. Mas, apesar de inúmeros interessados, Fleischfresser explica que nem todas as propostas são interessantes.
“Como o mercado de minério está bem aquecido, muitos querem chegar aqui e encontrar uma ‘galinha morta’ para não gastar muito dinheiro”, comenta o presidente da companhia.
Além do Projeto Salinas, a Votorantim Novos Negócios tem uma operação preliminar de níquel em Tocantins. Segundo Fleischfresser, a empresa estuda investir em outros projetos de mineração, sempre na fase de prospecção. “Somos uma empresa de venture capital, não temos interesse em operar os negócios”, diz.
A companhia chinesa também já opera no País com um negócio na área de exploração de manganês, por enquanto sem sócios.

Leia na fonte

INFRAESTRUTURA

18/04/10

Infraestrutura fica com 40% dos desembolsos do BNDES no trimestre

Rafael Rosas, do Rio
15/04/2010

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 25,497 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 37% em relação a igual período do ano passado. As liberações foram lideradas pelo setor de infraestrutura, com 40% do total (R$ 9,934 bilhões), seguido pela indústria, com 30% do total, o equivalente a R$ 7,728 bilhões. O setor de comércio e serviços recebeu outros R$ 5,194 bilhões, enquanto a agricultura ficou com R$ 2,641 bilhões.

As aprovações subiram 31%, para R$ 26,535 bilhões, dos quais R$ 11,604 bilhões foram para infraestrutura, R$ 7,741 bilhões para a indústria, R$ 4,827 bilhões para comércio e serviços e R$ 2,363 bilhões para agropecuária. As consultas recuaram 21%, para R$ 45,370 bilhões.

Nos 12 meses encerrados em março, o banco desembolsou R$ 144,254 bilhões, um crescimento de 53% frente aos 12 meses anteriores. As aprovações foram de R$ 176,456 bilhões, 49% maiores que entre abril de 2008 e março de 2009, e as consultas subiram 12%, para R$ 211,562 bilhões.

A indústria liderou os desembolsos em 12 meses, com 44% do total, ou R$ 63,377 bilhões, um crescimento de 61%. O setor de infraestrutura veio logo a seguir, com 36% do total, ou R$ 51,801 bilhões, avanço de 43% frente aos 12 meses anteriores. Comércio e serviços receberam R$ 20,434 bilhões, alta de 80%, enquanto a agropecuária ficou com R$ 8,348 bilhões, um crescimento de 52%.

A indústria também ficou com a maior fatia das aprovações em 12 meses, com R$ 79,165 bilhões, crescimento de 63% frente aos 12 meses imediatamente anteriores, enquanto a infraestrutura teve alta de 14% nas aprovações, para R$ 58,532 bilhões.

O presidente do banco, Luciano Coutinho, disse ontem que a instituição tem folga para cumprir as necessidades de desembolso para 2010 sem a necessidade de recorrer a novos aportes do Tesouro Nacional ou outras formas de capitalização. Segundo ele, os desembolsos do banco este ano oscilarão entre R$ 126 bilhões e R$ 127 bilhões.

Segundo Coutinho, os desembolsos nos últimos 12 meses já superaram essa expectativa, mas nesse montante estão incluídos os R$ 25 bilhões destinados à Petrobras no ano passado, no auge da crise internacional. “Este empréstimo à Petrobras não se repetirá na mesma escala este ano”, disse.

Coutinho afirmou que o objetivo do banco é chegar a um denominador comum com o setor financeiro privado para a retomada do investimento baseado no financiamento privado, duramente afetado durante a crise e suprido pelo BNDES. Entre as possibilidades estudadas para estimular o setor privado, Coutinho citou fundos de crédito e fundos de debênture. “Tenho a expectativa de que esse ano vai ser mais fácil o desenvolvimento vir do lado do mercado de capitais do que do lado do crédito, olhando do ponto de vista de longo prazo.”

Sobre o desempenho do banco, Coutinho considerou “bastante firme” os desembolsos de R$ 144,254 bilhões acumulados em 12 meses encerrados em março, assim como os R$ 25,497 bilhões do primeiro trimestre. O executivo chamou a atenção para os R$ 9,9 bilhões destinados no primeiro trimestre para o setor de infraestrutura, superando a indústria, que ficou com R$ 7,7 bilhões.

Leia na fonte