Arquivo de abril, 2010

ENERGIA LIMPA

18/04/10

13/04/2010

Plano europeu de energia limpa coloca Espanha e França na liderança

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da France Presse, em Bruxelas (Bélgica)

A União Europeia (UE) precisará investir 52 bilhões de euros ao ano (US$ 70 bilhões) até 2020 em energias limpas, cujo desenvolvimento Espanha e França foram convocadas a liderar, revela um relatório que é publicado nesta terça-feira (13), em Bruxelas, Bélgica.

As energias solar e eólica serão os principais substitutos do petróleo, gás e carvão até 2050, indica o informe, elaborado pela Fundação Europeia para o Clima, que será entregue à Comissão Europeia.

Em suas previsões, a fundação estima que a Espanha reafirmará o papel de principal produtor europeu de energia solar, além de servir de território de trânsito para a produção do norte da África com destino ao norte da Europa.

A França, por sua vez, deverá se encarregar da produção de boa parte da energia eólica da UE e, devido à sua localização geográfica central, vai fazer as conexões entre a eletricidade produzida na Espanha e no Reino Unido, rumo ao norte e ao leste do continente.

A rede existente entre Espanha e França tem atualmente capacidade de 1 GW e, segundo o estudo, deverá chegar a 47 GW em 2050.

Os investimentos chegarão a 52 bilhões de euros anuais, ou seja, 2,5% do valor total dos gastos anuais da UE, acrescenta o documento.

A UE se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2050 e fixou um objetivo triplo para 2020: reduzir em 20% suas emissões com relação a 1990, elevar para 20% o peso das energias renováveis no consumo de energia e efetuar uma economia energética também de 20%.

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CARRO ELÉTRICO

18/04/10

13/04/2010

Renault-Nissan faz acordo para lançar carro elétrico Leaf em SP

PAULO DE ARAUJO
colaboração para a Folha

A Renault-Nissan fechou hoje uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para tratar da viabilidade do lançamento do carro elétrico Nissan Leaf no município.

O modelo, que será produzido inicialmente no Japão, deve ser lançado mundialmente no final deste ano. A expectativa é que o veículo tenha escala comercial até 2012. O Leaf é projetado para ter autonomia de 160 quilômetros, e o custo da recarga da bateria não ultrapassa US$ 3, de acordo com a empresa.

Segundo o presidente do grupo Renaul-Nissan, Carlos Ghosn, foram investidos 4 bilhões de euros no desenvolvimento dos carros com emissão zero de poluentes. “O carro elétrico se insere em um contexto em que há crescente preocupação em relação à dependência do petróleo como fonte de energia para transporte”, disse.

Efe

Nissan Leaf será produzido inicialmente no Japão e deve ser lançado neste ano

Para Ghosn, porém, a comercialização em massa do veículo depende de incentivos governamentais. “É necessária a ajuda dos governos no início, para que o carro elétrico possa competir nas mesmas condições que os veículos movidos a combustão”, afirmou. Ele citou os casos dos Estados Unidos, em que o consumidor recebe créditos de imposto para a comprar de veículos elétricos, e do Japão, cujo governo oferece descontos em pedágios e estacionamentos.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que pretende começar ainda neste ano a substituição da frota da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) por veículos movidos a eletricidade. “Já fica a primeira encomenda para que possamos começar a substituir a frota da CET ainda neste ano”, disse. A concessão de outros incentivos, porém, ainda não está definida e dependerá das conclusões do grupo de trabalho que foi instaurado hoje.

“Querermos implantar uma frota pública e privada como meio de combater a poluição na cidade de São Paulo, que é uma das prioridades do governo”, disse Kassab. Segundo ele, circulam em São Paulo 6,3 milhões de carros. Segundo a Prefeitura, São Paulo é a primeira cidade da América do Sul a firmar um acordo dessa natureza.

Nos EUA, o Leaf será vendido por US$ 25.280. Questionado sobre o preço que seria praticado no Brasil, Ghosn disse que dependerá das condições de mercado. ‘Mas tem que ser uma equação econômica favorável. Não queremos que o consumidor pague uma barbaridade pelo produto.’

Para ele, o carro elétrico também é importante do ponto-de-vista do fortalecimento da marca. No Brasil, a Renaul-Nissan têm, juntas, participação de 6% no mercado. A empresa pretende que esse percentual passe para 10%.

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SUSTENTABILIDADE E NEGÓCIOS

18/04/10

12/04/2010

LG investirá US$ 18 bilhões em negócios ambientais até 2020

da Reuters, em Seul

A LG investirá 20 trilhões de wons (US$ 17,9 bilhões) até 2020 para desenvolver negócios sustentáveis e reduzir as emissões em 40% ante os níveis atingidos em 2009, informou o grupo sul coreano nesta segunda-feira.

O quinto maior grupo em ativos na Coreia do Sul, liderado por LG Electronics, LG Display e LG Chem, dividirá os investimentos em pesquisa ambiental e desenvolvimento de ferramentas para eliminar 50 milhões de toneladas anuais em emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020, segundo comunicado.

Steve Marcus -23.mar.10/Reuters

LG investirá US$ 17,9 bilhões até 2020 para desenvolver negócios sustentáveis

Os investimentos buscam expandir a fabricação de produtos eficientes em energia e negócios em energia renovável, como células de combustível e baterias recarregáveis para veículos elétricos, elevando as vendas provenientes desses setores a 10% da receita total do grupo em 2020.

A Samsung Electronics, por sua vez, informou que investirá 5,4 trilhões de wons em pesquisa ambiental e desenvolvimento de ferramentas para tranformar a maior fabricante de chips de memória do mundo em uma das principais empresas sustentáveis até 2013.

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MINERAÇÃO

18/04/10

sábado, 10 de abril de 2010

Mineração tem mais recursos do BNDES

AE Agencia Estado

RIO – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos em mineração já retornaram aos níveis anteriores à crise. O banco projeta liberar até o fim do ano R$ 4,5 bilhões para o setor, quase 75% dos R$ 6,3 bilhões previstos para a área de indústria de base do BNDES, que inclui os segmentos siderúrgico, metalúrgico, de mineração e de cimento. EM 2009, o banco destinou R$ 6,1 bilhões ao setor.

Segundo o chefe do Departamento de Indústria de Base do BNDES, Paulo Sérgio Moreira da Fonseca, a mineração, um dos segmentos mais afetados pela crise mundial entre 2008 e 2009, surpreendeu com uma recuperação mais acelerada do que a esperada. Os investimentos em infraestrutura e a manutenção do crescimento econômico da China fizeram com que a demanda por minério de ferro para a produção de aço voltasse ao nível pré-crise.

O cenário contribuiu para que mineradoras mundiais fixassem fortes reajustes no minério. A Vale, por exemplo, estabeleceu aumento médio de 90% em seus contratos este ano. Apesar da chiadeira das siderúrgicas, Fonseca não tem dúvidas de que as mineradoras conseguirão facilmente dobrar a cotação da tonelada do minério este ano, alcançando US$ 150, e ainda terão espaço para impor um novo aumento no ano que vem.

Ao crescente apetite asiático, deverá se somar ao cenário pró-mineração a recuperação mais lenta da demanda na Europa e nos EUA, favorecendo ainda mais os investimentos no setor. “O poder de barganha está do lado das mineradoras, já que há um hiato de demanda na faixa de 50 milhões de toneladas”, lembra Fonseca, para quem as mineradoras souberam usar a saída da crise em seu favor, depois de terem visto o preço da commodity despencar no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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