Arquivo de setembro, 2010

Sustentabilidade como parte do negócio

20/09/10

04/06/10

Mudanças climáticas, escassez de água, independência energética – esses são tópicos das manchetes dos noticiários diariamente.

Não há dúvida de que nossos recursos naturais são limitados e devem ser usados sabiamente, especialmente para diminuir nosso impacto no planeta.

A responsabilidade com o meio ambiente é importante, não só porque é o jeito certo de agir mas também porque é pilar fundamental da nossa estratégia de negócios de longo prazo.

Na Anheuser-Busch InBev, monitoramos nossos impactos ambientais tão de perto quanto nosso desempenho financeiro.

E, sendo a maior cervejaria do mundo, temos consciência aguda das necessidades de recursos naturais na nossa cadeia de suprimentos, principalmente em relação ao principal ingrediente nos nossos produtos: a água.

O uso eficiente da água é essencial para o crescimento contínuo e sustentável de nosso negócio em todo o mundo, e é por isso que traçamos a ambiciosa meta de reduzir em 30% nosso consumo desse recurso natural entre 2007 e 2012.

Estamos confiantes de que atingiremos a meta, mesmo porque já obtivemos enormes resultados em algumas cervejarias do mundo, como nos Estados Unidos e na Alemanha. A cervejaria de Jaguariúna, no Brasil, por exemplo, diminuiu o uso em 9%, de 2007 a 2009, economizando mais de um 1,7 milhão de hectolitros de água.

Nenhum progresso teria sido possível sem a engenhosidade e a determinação de nossos funcionários, que diariamente identificam melhorias em cada etapa do processo de fabricação.

A redução do consumo de água é uma das metas ambientais globais agressivas que anunciamos como parte do nosso sonho de ser a “Melhor Cervejaria em um Mundo Melhor” -nosso compromisso de estimular consumo responsável, sustentabilidade ambiental e comprometimento com a comunidade.

Nesse conjunto de ações, estabelecemos ainda a meta de alcançar uma taxa de 99% de reaproveitamento de subprodutos e 10% de redução de emissões de dióxido de carbono e energia por hectolitro produzido até o fim de 2012.

Amanhã, como parte desses esforços, junto com nossos parceiros na comunidade local, estamos celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU). Vimos como essa data pode ser eficaz estímulo para nossos funcionários e parceiros fazerem algo de concreto sobre questões ambientais

Neste ano, decidimos concentrar nossas atividades na conservação da água, conforme a meta de nos tornarmos a cervejaria mais eficiente no consumo de água no mundo, e esperamos envolvimento ainda maior de nossos funcionários.

Apesar de não haver consenso em todas as questões ambientais, cada um de nós precisa fazer sua parte para preservar e proteger o mundo que nos cerca.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, vamos aproveitar a oportunidade para ajudar a realizar o sonho de um mundo melhor para nossa geração e para as gerações que nos seguirão.

Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev
Fonte: Folha de S. Paulo

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MINERAÇÃO

20/09/10

Mineradora de Eike Batista ganha sócio sul-coreano e incorpora porto

Acordo. O grupo sul-coreano SK vai pagar US$ 700 milhões por novas ações da MMX, de uma emissão total de US$ 2,2 bilhões, e ficará com cerca de 11% da mineradora – que vai comprar uma fatia da empresa de logística LLX, para ficar com o Superporto Sudeste

14 de setembro de 2010

Sabrina Valle / RIO , Chiara Quintão / SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo

Depois de fechar sociedade com a Anglo American e a chinesa Wisco nas áreas de logística e mineração, o empresário Eike Batista anunciou ontem um acordo com o grupo SK, o quarto maior conglomerado da Coreia do Sul, que conta com 80 empresas.

Tasso Marcelo / AE

O negócio envolve a injeção de US$ 700 milhões de capital coreano na MMX, a empresa de mineração da holding EBX, um aumento de capital de US$ 2,2 bilhões e uma oferta pública de US$ 2,3 bilhões, além de contrato para fornecimento de minério de ferro aos novos sócios.

Com uma intricada engenharia financeira, Eike conseguirá capitalizar a MMX, que havia ficado esvaziada após as vendas feitas nos últimos anos. A empresa vai comprar de outra subsidiária do grupo, a empresa de logística LLX, um megaporto em construção no Rio. A operação visa a facilitar o escoamento de sua produção de minério de ferro e usar a vantagem logística para comprar novas minas.

Segundo Eike, o contrato foi apenas o primeiro de outros que pretende fechar com os novos sócios coreanos. “A Coreia é um parceiro muito importante e é um grupo que trará outras oportunidades de negócio”, afirmou o empresário, em teleconferência com analistas. Na mira do grupo estão reservas de minério em Minas Gerais.

O negócio com os coreanos será feito via SK Networks, uma subsidiária da SK que registrou vendas de US$ 17,1 bilhões no ano passado. A coreana vai adquirir US$ 700 milhões em novas ações ordinárias a serem emitidas pela MMX. A MMX, por sua vez, fará uma oferta pública de permuta de US$ 2,3 bilhões para adquirir de acionistas do grupo de Eike o pedaço da LLX (LLX Sudeste Operações Portuárias) responsável pela construção do Superporto Sudeste, no Rio de Janeiro.

Além disso, SK Networks e MMX fecham um contrato para fornecimento de minério de ferro envolvendo a produção das minas da MMX no Sudeste e no Chile. Os detalhes devem ser fechados em cerca de dois meses.
“Para a MMX o negócio é muito bom no curto e no médio prazos, pois uma das questões mais difíceis (na mineração) é ter uma boa logística. Com o ativo portuário, a empresa pode comprar outras minas”, disse um analista que não quis se identificar.

Em obras. O diretor financeiro da EBX, Paulo Gouvêa, diz que o objetivo é fazer com que o Porto do Sudeste atinja capacidade para operar 100 milhões de toneladas por ano. As obras começaram em julho e devem ficar prontas no fim de 2011, com início das operações previsto para 2012.

Para não prejudicar os acionistas da LLX, que perdem o megaporto de sua carteira de ativos, o negócio contempla uma remuneração de US$ 5 em royalties por cada tonelada que passar pelo empreendimento.

A operação dará à SK 11% da MMX. Com o novo sócio, a composição acionária da empresa muda: as empresas de Eike passam de 43,55% para cerca de 34%; os chineses da Wisco passam de 21,52% para cerca de 20%, e parcela de ações no mercado continua em 35%. Na operação, a Centennial, empresa pessoal de Eike, que na estrutura societária fica acima do grupo EBX, mudará de nome para PortX Operações Portuárias.

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REVITALIZAÇÃO

20/09/10

Prefeitura vai entregar reurbanização de área da Mooca à iniciativa privada

Kassab apresenta hoje projeto de concessão urbanística de região com antigos galpões industriais do bairro; modelo é usado na Nova Luz

15 de setembro de 2010 | 0h 00
Diego Zanchetta – O Estado de S.Paulo

A gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) estuda conceder à iniciativa privada mais um plano de revitalização e reocupação de uma área degradada de São Paulo. O alvo dessa vez é a antiga região industrial da Mooca, na zona leste, às margens da linha ferroviária que corta o bairro. O objetivo é levar prédios, serviços e comércio para terrenos cheios de galpões vazios ou que estão ocupados por famílias de sem-teto.

Ayrton Vignola/AE – 23/8/2010

Revitalização. Projeto para a Mooca engloba uma área de 470 hectares, onde estão galpões que foram tombados pelo patrimônio histórico municipal

O projeto será detalhado hoje pelo próprio Kassab e pelo secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, no seminário internacional “São Paulo – Cidade Compacta”. A Prefeitura pretende tornar a repaginação da Mooca uma referência internacional na recuperação de regiões degradadas.

A proposta, porém, será lançada antes mesmo de o governo municipal ter iniciado as obras de revitalização da Nova Luz, a região do centro conhecida como cracolândia. Desde 2005, a Prefeitura fala em revitalizar essa parte da região central e transformá-la em vitrine fora do País, mas até hoje a área segue cheia de dependentes de crack, moradores de rua e imóveis vazios. O modelo a ser adotado na Mooca é o mesmo da Nova Luz.

“Será uma concessão urbanística numa área degradada de 470 hectares, dentro da Operação Urbana Mooca-Vila Carioca. A Prefeitura vai contratar uma empresa para fazer o plano urbanístico a ser desenvolvido e outra para fazer o levantamento da contaminação no bairro”, afirma Hélio Neves, assessor de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. “O uso dessa área está travado por causa das contaminações industriais do passado.”
O perímetro da intervenção tem o tamanho equivalente a quatro parques do Ibirapuera. A concessão urbanística também prevê um parque de 350 mil metros quadrados e regras para empreendimentos ao lado de galpões tombados pelo patrimônio histórico.

“Queremos que seja uma área de uso misto, com serviços, classe popular, classe média, escolas e comércio”, acrescenta Neves. “Mas toda a reocupação terá de preservar a memória industrial da Mooca”, diz.

O projeto da concessão deve ficar pronto só no início do ano que vem, quando a proposta terá de ser enviada para votação na Câmara Municipal. O governo diz que vai usar experiências de recuperação de áreas degradadas adotadas pela cidade de Stuttgart, na Alemanha. Representantes da cidade alemã estarão hoje no seminário que ocorre o dia todo na sede da Prefeitura.

Interesse. Para o sucesso do novo projeto, técnicos da administração municipal apostam no interesse do mercado imobiliário pelas áreas ociosas da Mooca, um bairro que fica a apenas 10 minutos do centro por meio do metrô ou de carro. A avaliação é de que, ao contrário da cracolândia, na Mooca já existe uma tendência de adensamento. O preço do metro quadrado na região aumentou 80% entre 2007 e 2010 e hoje chega a R$ 4 mil em algumas ruas perto da Estação Bresser-Mooca do Metrô, valor semelhante ao cobrado em Pinheiros, na zona oeste.

Nos últimos três anos, 7 mil novos moradores chegaram no bairro e outros 12 mil são esperados até o fim de 2012. O primeiro shopping do bairro está sendo construído na Avenida Henry Ford, em um terreno descontaminado, e nove torres residenciais vão ficar prontas até dezembro na Rua Borges de Figueiredo, na área onde funcionaram as Indústrias Matarazzo.

PARA ENTENDER

Empresas assumem revitalização
A concessão urbanística é um instrumento pelo qual a Prefeitura entrega à iniciativa privada uma determinada área que tem de passar por reurbanização. Nela, é permitida a desapropriação de imóveis particulares por empresas e construtoras. Os projetos de concessão na capital precisam passar por duas votações na Câmara Municipal e em audiências nas 31 subprefeituras antes de serem colocados em prática.

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INFRAESTRUTURA

20/09/10

Governo pretende construir portos em rios

Tarso Veloso | De Brasília
15/09/2010

O Plano Geral de Outorgas (PGO), elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vai ser revisado para incluir análises de corredores hidroviários. Inicialmente, o plano era voltado apenas para os portos marítimos. Agora, a ideia é, nos próximos 12 meses, a agência analisar a possibilidade de construção de alguns portos nos principais rios do país.

A Antaq anunciou ontem que, com essa decisão, o governo se prepara para investir no transporte hidroviário, principalmente de grãos, levando a carga da região central para a costa. O objetivo é reduzir a dependência do transporte rodoviário, que é mais caro e mais poluidor.

Serão identificados corredores prioritários, com grande volume de cargas e pessoas. De imediato, já foram identificados oito corredores hidroviários de alta importância, nos rios Tucuruí, Madeira, Teles Pires-Tapajós, São Francisco, Tietê-Paraná e Parnaíba e Jacuí-Picuí, além da Lagoa dos Patos.

O presidente da Antaq, Fernando Fialho, explicou que a partir da definição das demandas por volume de cargas, por faixas do litoral, profundidade da costa e populações ao redor dos rios, podem ser implantados portos, tanto para transporte de carga como de passageiros.
“O plano deixa claro que, mesmo em portos em que não haja viabilidade econômica para transporte de cargas, o governo pode investir dinheiro público para fazer o porto, visando o transporte de passageiros”, afirmou Fialho.

O Plano Geral de Outorgas havia sido lançado há um ano e meio, com o objetivo de identificar oportunidades para a construção de terminais portuários. A prioridade, segundo Fialho, é aumentar a capacidade operacional dos portos existentes.

A consequente implantação de terminais hidroviários pode reduzir, em média, 30% do custo do frete, principalmente de grãos, com relação ao transporte rodoviário. Outra redução significativa seria de gás carbônico, já que as embarcações emitem até 68% menos que os caminhões. A revisão do plano inclui estudos que vêm sendo feitos para se estender até 2023. O plano recebeu consultas do Ibama e dos Ministérios do Meio Ambiente e Transportes.

O objetivo do governo é operar de forma significativa a configuração da matriz brasileira de transportes, elevando de 13% para 29% a participação das hidrovias até 2025. Atualmente, as ferrovias detêm 27%, enquanto as rodovias têm 60% da matriz.

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http://www.valoronline.com.br/impresso/brasil/97/308848/governo-pretende-construir-portos-em-rios