Arquivo da categoria 'Emissões Atmosféricas'

Energia eólica

24/10/11

20/10/2011

BNDES deve financiar R$ 8 bi para eólicas

DE SÃO PAULO

Os investimentos em energia eólica no país estão em franca expansão. Um dos termômetros desse comportamento, a carteira de pedidos de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), disparou neste ano e atingiu R$ 8 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra na Folha desta quinta-feira.

Os desembolsos do banco para parques eólicos em 2011 devem chegar a R$ 4,5 bilhões, segundo estimativa da chefe do departamento de energia elétrica do banco, Márcia Leal. A carteira representa os pedidos de empréstimo, enquanto os desembolsos são os recursos efetivamente liberados.

Editoria de Arte/Folhapress

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19/10/2011

Geração eólica na América do Norte deve dobrar em seis anos

Investimento no setor só no subcontinente vai chegar a 145 bilhões de dólares até 2017

Vanessa Barbosa, de Getty Images

Cerca de 820 bilhões de dólares serão investidos globalmente em turbinas eólicas onshore e offshore, entre 2011 e 2017

São Paulo – De acordo com um novo relatório da consultoria Pike Research, que realiza pesquisas sobre o mercado mundial de tecnologia limpa, a capacidade eólica total instalada na América do Norte mais do que duplicará nos próximos seis anos, passando de cerca de 53 mil megawatts em 2011 para quase 126 mil megawatts até 2017.

Apesar de ter sofrido uma baixa no ritmo de novas instalações durante a crise financeira de 2008 e 2009, a indústria eólica vem amadurecendo como uma tecnologia limpa, capaz de reduzir as emissões de carbono e também impulsionar o crescimento econômico dos países.

“Este ainda será um ano difícil para a energia eólica na América do Norte, mas vemos sinais de recuperação”, diz o analista sênior Peter Asmus. “A região está produzindo turbinas mais eficientes, que geram energia a custos mais baixos”. Segundo Asmus, um dos focos da expansão do setor será nos parques eólicos offshore, na costa marítima.

Previsões apontam que cerca de 820 bilhões de dólares serão investidos globalmente em turbinas eólicas onshore e offshore, entre 2011 e 2017. Deste montante, a América do Norte deverá receber 145 bilhões.

Atulamente, os Estados Unidos são o segundo país no mundo que mais produz eletricidade a partir de energia eólica, sendo capaz de abastecer 10 milhões de residências americanas. Essa capacidade entretanto representa apenas 2,3% da geração total de energia no país – participação baixa em comparação a outras nações, como a Dinamarca, por exemplo, que tem 20% de sua eletricidade oriunda da matriz eólica.

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Agronegócio

24/10/11

Agricultura responde por 70% do uso da água e 15% das emissões

20 de outubro de 2011 | 3h 02

O Estado de S.Paulo

As atividades agrícolas são responsáveis por 70% do uso de água e por 15% das emissões de gases de efeito estufa no mundo, segundo o relatório Estado do Mundo 2011, lançado ontem no Brasil pela parceria do Instituto Akatu com o Worldwatch Institute (WWI). A destruição de 13 milhões de hectares de floresta ano a ano, quase sempre causada por atividades impróprias, representa 11% do total das emissões, diz o estudo. O relatório é produzido há 28 anos consecutivos, em 30 idiomas diferentes, pela equipe de pesquisadores do WWI, sediado em Washington (EUA). Neste ano, as inovações para manter o homem no meio rural e garantir a sustentabilidade no campo foram os temas.

O documento destaca que, enquanto o planeta desperdiça um terço dos alimentos que produz, 925 milhões de pessoas (cinco vezes a população brasileira) ainda passam fome no mundo. O trabalho estima que 8 milhões de agricultores da África ainda irriguem suas terras usando baldes de água. E, se a agricultura se desenvolver naquele continente, os agricultores podem se fixar nas plantações e retirar da atmosfera 50 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

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Emissões atmosféricas

27/06/11

Brasil costura acordo para salvar Protocolo de Kyoto

Estratégia brasileira, que conta com apoio da UE, prevê negociações para prorrogar tratado, que expira em 2012

22 de junho de 2011 | 0h 00

Andrea Vialli – O Estado de S.Paulo

O Brasil costura um acordo para tentar salvar o Protocolo de Kyoto na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP17) que será realizada em novembro em Durban, na África do Sul. A estratégia brasileira deverá ser negociar uma saída para prorrogar o acordo, que expira em 2012, em nome do bloco de países em desenvolvimento e deve contar com o apoio da União Europeia e de países como Noruega, Suíça e Nova Zelândia.

David Gray/Reuters

Poluição. A China é um dos maiores emissores de CO2

“Para os países em desenvolvimento e para o Brasil é muito importante que Kyoto não pare. A maioria dos países desenvolvidos gostaria que Kyoto acabasse e fosse negociado um outro acordo, no qual todos os países participariam como iguais”, afirmou o ministro André Aranha Corrêa do Lago, negociador do clima do Ministério de Relações Exteriores, recém-chegado da reunião preparatória para a COP17, que terminou sexta-feira em Bonn, Alemanha.

Segundo o ministro, o objetivo do grupo de países em desenvolvimento é que na reunião de Durban no fim deste ano seja aprovado o segundo período de compromisso para o Protocolo de Kyoto, que vai de 2013 a 2018. “Os países em desenvolvimento estão muito claramente tentando assegurar que o Protocolo de Kyoto tenha o seu segundo período de compromisso”, disse.

Compromissos. Firmado em 1997, o Protocolo de Kyoto prevê compromissos distintos para os países desenvolvidos – que têm metas de redução de suas emissões de gases de efeito estufa – e os países em desenvolvimento.

O primeiro período do acordo expira no final de 2012. Rússia, Japão e Canadá afirmaram que não têm interesse em entrar no segundo período do acordo – pois os maiores emissores de CO2, China e EUA, não têm metas de corte em Kyoto.

Para Lago, no entanto, a posição dos três países não representa uma ameaça à continuidade do acordo. Ele ressalta que um fator poderá ajudar a dar continuidade a Kyoto: o texto poderá ser aprovado em Durban com o voto de 153 países. O acordo de 1997 contou com o aval de 192 nações. “Já não é obrigatório que todos (os países) concordem. As regras para a entrada no segundo período de compromisso são diferentes das regras do primeiro período”, diz.

O protagonismo do Brasil em um acordo para prolongar Kyoto seria um bom cartão de visitas para o País, que sediará, no ano que vem, a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (leia mais nesta página). Ontem, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou reunião sobre o tema com o setor produtivo, governo e ONGs. “A participação do Brasil será a de contribuir com sua própria experiência na busca por uma economia verde”, disse Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp.

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Medição de carbono vira diferencial competitivo

Sérgio Adeodato | Para o Valor, de São Paulo

20/06/2011

Atributos como alvura, textura e resistência marcam a qualidade do papel desde que os chineses o inventaram, há quase dois milênios. De uns anos para cá, no rastro da maior consciência ambiental e das pressões do mercado, a origem a partir de fontes recicladas ou produção sustentável passou a contar no valor do produto, que agora incorpora um diferencial estratégico capaz de interferir na decisão de compra: a pegada de carbono.

“É forte a demanda externa para a iniciativa, que permite comparar produtos e embute o compromisso com a redução de emissões de gases do efeito estufa”, aponta Marina Carlini, consultora de sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose, empresa que saiu na frente ao medir o carbono associado às diferentes linhas de papel.

A metodologia PAS 2050, desenvolvida pelo Departamento de Meio Ambiente do Reino Unido e Instituto Britânico de Padrões, tem a chancela do Carbon Trust – certificadora internacional que atesta e valida emissões.

“É um trabalho que envolve desde os insumos florestais e fabris com suas emissões até a produção, comercialização, uso pelo consumidor e disposição final do papel após o descarte, abrangendo toda a cadeia”, explica Carlini. No caso da marca mais popular da empresa, uma folha de papel sufite vendida no Brasil está associada a gases equivalentes a 6 gramas de dióxido de carbono (CO2).

Em termos comparativos, toda emissão de gases-estufa do município de São Paulo corresponderia a cerca de 2,6 trilhões de folhas. O papel exportado para a Europa tem pegada de 8,5 gramas. Para os EUA, fica em 9,5 gramas, incluindo o carbono atrelado ao transporte e ao uso na região de destino.

“O mais importante não é o número em si, mas o claro aceno para o mercado sobre o propósito de reduzir emissões, pois o Carbon Trust obrigatoriamente recalcula os dados da empresa a cada dois anos, propondo cortes gradativos”, afirma. O selo Carbon Reduction Label, que estampa o desenho de um pezinho simbolizando a “pegada”, já está nas embalagens da Suzano ao lado dos emblemas da reciclagem e da origem socioambiental. “Para uma empresa que exporta 40% da produção de papel, chegar primeiro é importante no cenário de concorrência acirrada”, atesta Adriano Canela, gerente de estratégia e marketing. “É uma questão de credibilidade”, diz o gerente, também válida para a celulose da empresa, 80% exportada. Vendida para a China, cada tonelada de celulose produzida em Mucuri (BA) “carrega” gases equivalentes a 900 quilos de CO2. Para a Europa, a pegada cai para 750 quilos.

“A gestão do carbono funciona como um raio X de todo o processo de produção e, a partir da pegada de carbono, podemos detectar pontos críticos e mapear oportunidades de redução para futuramente estabelecermos metas”, ressalta Canela. O próximo passo, segundo ele, é envo

lver no cálculo também a captura de carbono da atmosfera pelos plantios de eucalipto que alimentam as fábricas, o que depende de uma metodologia que tenha o consenso global. “Por conta da substituição de combustível fóssil na matriz energética, também olhamos para o mercado de crédito de carbono, mas é necessário aguardar as decisões dos países sobre o período posterior ao Protocolo de Kyoto, válido até 2012″, revela o gerente.

Mapas de carbono se tornaram rotina entre concorrentes, como a Fibria, que investe na medição sobre o potencial de suas florestas – inclusive as nativas. “As áreas de conservação têm grande poder de melhorar o balanço de carbono”, estima João Augusti, gerente de meio ambiente florestal. Para cada tonelada de gases emitida na produção, seis são sequestradas da atmosfera pelas árvores. A companhia segue a metodologia do GHG Protocol, que não faz cálculos sobre a matéria-prima e o uso dos produtos, restringindo-se às emissões das operações internas.

“Daremos prioridade à compra de insumos de quem estiver no mesmo processo”, revela João Augusti.

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Créditos de carbono

5/06/11

30/05/2011

Folha de S. Paulo

Eduardo Geraque

Lixo milionário

O bairro de Perus ainda aguarda parque linear que será feito com verba da venda de créditos de carbono

Principal investimento da prefeitura com a verba da venda de créditos de carbono, o bairro de Perus (zona norte de São Paulo) ainda não usufrui da transformação ambiental que a chamada “moeda verde” prometia para o local a partir de 2007.

O projeto no bairro é uma das principais bandeiras da área ambiental da gestão do prefeito Gilberto Kassab. E será apresentado como um caso de sucesso na C40 Summit, reunião internacional sobre sustentabilidade, que começa amanhã, em São Paulo, e contará com a presença de 17 prefeitos de grandes cidades do mundo.

Mas o projeto que será apresentado por São Paulo está, na realidade, sendo implantado de forma “lenta” ou “pulverizada”, segundo líderes comunitários de Perus. Basta percorrer as ruas centrais do bairro para ver que o parque linear prometido ainda não saiu do papel.

E que os problemas ambientais, como o córrego poluído e sem mata ciliar da região, continuam presentes. “Nós temos algumas pracinhas [feitas com a moeda verde]“, afirma Paulo Rodrigues, presidente do Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural e morador do bairro de Perus.

“Mas o que está sendo feito aqui, é o que todo morador de São Paulo, que paga imposto, tem direito. Não houve algo que realmente fizesse o desenvolvimento sustentável de Perus”, diz Rodrigues. Para Mario Bortoto, do Fórum de Desenvolvimento local Perus-Anhanguera, a oportunidade também poderia ser melhor aproveitada.

Dos R$ 70 milhões arrecadados pela prefeitura com a venda dos créditos (entenda como é feita a comercialização acima), R$ 57 milhões estão sendo destinados exclusivamente para a região.

O investimento é uma espécie de compensação: por quase três décadas a população local conviveu com a poluição gerada pelo aterro sanitário Bandeirantes.

Hoje, todo o gás metano que sai do aterro é canalizado e desviado para a geração de energia elétrica. O resto da verba arrecadada com a venda dos créditos de carbono será destinada para o entorno do aterro São João, em São Mateus (zona leste), onde o metano também está virando energia.

SEM PREVISÃO

Especialistas ouvidos pela Folha atribuem o ritmo lento na aplicação do dinheiro do crédito à demora gerada pelas desapropriações, o que é é considerado normal.

A Prefeitura de São Paulo não diz quando o parque linear em Perus ficará pronto, mas afirma que está investido o dinheiro dos créditos de carbono em várias frentes. Segundo o secretário Eduardo Jorge (Meio Ambiente), as desapropriações para o parque já foram feitas.

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