Arquivo da categoria 'Energia Renovável'

Energia eólica

16/11/11

Furnas e Eletrosul investem no potencial dos ventos

Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio

O momento é bom para investir no mercado de energia eólica no Brasil, que vem alcançando preços competitivos nos leilões promovidos pelo Ministério de Minas e Energia. O país tem a energia eólica mais barata do mundo, diferentemente de 2004, quando foi incluída em leilões, diz Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). “No último leilão, o MW/h da eólica saiu por cerca de R$ 100; o da térmica, por R$ 140.”

Parte desse resultado provém de avanços tecnológicos. Furnas apostou em equipamentos da alemã Fuhrländer para oferecer preço de R$ 99,70 pelo MW/h de energia eólica, deságio de 28% sobre o preço inicial. As máquinas contam com alta potência de 2,5MW, torres entrelaçadas com 141 m de altura. “Os ventos são considerados de melhor qualidade nessa altura, pois sofrem menos interferências. E as torres entrelaçadas, diferentemente das estruturas tubulares comuns, não comprometem a dinâmica do aerogerador. A aquisição dessas máquinas foi fundamental para reduzirmos custos”, afirma Flavio Decat, presidente de Furnas. “Estamos investindo mais de R$ 1 bilhão em geração eólica e temos todo interesse em avaliar novas oportunidades”, diz o executivo.

Também a Eletrosul tem interesse no setor. Recentemente, a empresa anunciou a construção de mais 21 parques eólicos no litoral do Rio Grande do Sul, orçados em R$ 1,8 bilhão, o que vai consolidá-la como a maior geradora estatal no setor eólico brasileiro. As novas usinas terão uma capacidade instalada de 480 MW.

De olho no mercado brasileiro, a francesa Alstom quer lançar no país, em 2012, o gerador Eco 122, com potência unitária de 2,7 MW. Segundo Marcos Costa, vice-presidente de Geração de Energia Renovável e Térmica da empresa, o gerador, com 122 m de altura, foi projetado para condições de vento similares às dos nossos parques eólicos. “A produção será na fábrica que vamos inaugurar em Camaçari no fim do mês”, diz Costa. A empresa deverá cumprir meta de nacionalizar parte do conteúdo, exigida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar o projeto de R$ 50 milhões. “Chegaremos a 40% inicialmente e a 60% em dois anos”, informa. “O mercado de eólica no Brasil pode ultrapassar o nível atual instalado, de 2 mil MW”, acredita o executivo.

Também pequenos fornecedores crescem com a energia eólica no Brasil. Um deles é a Enersud, de Maricá (RJ), no setor há dez anos. “Nosso nicho são os geradores até 100 KW”, conta Luiz César Pereira, diretor da empresa. Para ele, o mercado pode se aquecer ainda mais se os pequenos fornecedores gerarem energia para as redes das distribuidoras. “Só teremos expansão para valer quando houver regulamentação clara”, afirma. “A Lei de Energias Renováveis dos Estados Unidos, promulgada pelo presidente Barack Obama, concedeu deduções de 30% para os investimentos em energia renovável e isso provocou salto de 78% no mercado de pequenas turbinas eólicas no país”, exemplifica Pereira.

Segundo ele, um nicho é o setor de telecomunicações, com a instalação de pequenas turbinas para gerar energia para antenas e estações rádio-base em locais remotos, onde não há rede elétrica. Para esse segmento, a Enersud desenvolveu turbinas eólicas que alimentam retransmissores capazes de captar e ampliar o sinal da internet. Essas turbinas custam apenas R$ 2 mil e podem integrar localidades distantes à rede mundial de computadores, informa o executivo.

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Energias renováveis

16/11/11

Investimento em fontes renováveis deve crescer

Segunda, 07 de Novembro de 2011, 03h06

O desastre de Fukushima pode levar a uma queda de 15% na geração de energia nuclear no mundo até 2035, mas a demanda por energia deve crescer 3,1% ao ano. Os dados são da pesquisa World Energy Outlook, da Agência Internacional de Energia. Depois do acidente, muitos países diminuíram investimentos em usinas nucleares ou desistiram delas, como a Alemanha.

Em um cenário de novas políticas energéticas, o levantamento prevê investimento de US$ 16,8 trilhões no setor de energia entre 2011 e 2035. “Tecnologias renováveis, como a hidrelétrica e a eólica, devem captar 60% do total”, disse o relatório.

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Energia eólica

24/10/11

20/10/2011

BNDES deve financiar R$ 8 bi para eólicas

DE SÃO PAULO

Os investimentos em energia eólica no país estão em franca expansão. Um dos termômetros desse comportamento, a carteira de pedidos de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), disparou neste ano e atingiu R$ 8 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra na Folha desta quinta-feira.

Os desembolsos do banco para parques eólicos em 2011 devem chegar a R$ 4,5 bilhões, segundo estimativa da chefe do departamento de energia elétrica do banco, Márcia Leal. A carteira representa os pedidos de empréstimo, enquanto os desembolsos são os recursos efetivamente liberados.

Editoria de Arte/Folhapress

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19/10/2011

Geração eólica na América do Norte deve dobrar em seis anos

Investimento no setor só no subcontinente vai chegar a 145 bilhões de dólares até 2017

Vanessa Barbosa, de Getty Images

Cerca de 820 bilhões de dólares serão investidos globalmente em turbinas eólicas onshore e offshore, entre 2011 e 2017

São Paulo – De acordo com um novo relatório da consultoria Pike Research, que realiza pesquisas sobre o mercado mundial de tecnologia limpa, a capacidade eólica total instalada na América do Norte mais do que duplicará nos próximos seis anos, passando de cerca de 53 mil megawatts em 2011 para quase 126 mil megawatts até 2017.

Apesar de ter sofrido uma baixa no ritmo de novas instalações durante a crise financeira de 2008 e 2009, a indústria eólica vem amadurecendo como uma tecnologia limpa, capaz de reduzir as emissões de carbono e também impulsionar o crescimento econômico dos países.

“Este ainda será um ano difícil para a energia eólica na América do Norte, mas vemos sinais de recuperação”, diz o analista sênior Peter Asmus. “A região está produzindo turbinas mais eficientes, que geram energia a custos mais baixos”. Segundo Asmus, um dos focos da expansão do setor será nos parques eólicos offshore, na costa marítima.

Previsões apontam que cerca de 820 bilhões de dólares serão investidos globalmente em turbinas eólicas onshore e offshore, entre 2011 e 2017. Deste montante, a América do Norte deverá receber 145 bilhões.

Atulamente, os Estados Unidos são o segundo país no mundo que mais produz eletricidade a partir de energia eólica, sendo capaz de abastecer 10 milhões de residências americanas. Essa capacidade entretanto representa apenas 2,3% da geração total de energia no país – participação baixa em comparação a outras nações, como a Dinamarca, por exemplo, que tem 20% de sua eletricidade oriunda da matriz eólica.

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Estímulo a uso de energia limpa deve marcar conferência

18/10/11

12/10/2011

BRUNO BOGHOSSIAN / RIO – O Estado de S.Paulo

Os organizadores da Rio+20 pretendem estabelecer metas inéditas para estimular a produção de energia renovável e reduzir pela metade o consumo de outras fontes até 2030. Será apresentada uma lista de propostas para o desenvolvimento sustentável que devem ser adotadas pelos países participantes – no mesmo modelo das Metas do Milênio. (mais…)