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Mineração

16/04/11

Votorantim Metais investirá R$ 1 bilhão em 2011

DE SÃO PAULO

A Votorantim Metais anunciou nesta terça-feira um plano de investimentos de R$ 1 bilhão para os negócios da empresa neste ano.

A maior parcela da cifra será destinada para a área de zinco. Os R$ 430 milhões vão financiar a retomada do projeto para aumentar a produção do zinco no país, com a previsão de uma nova unidade para o meio do ano.
Em 2010, a empresa concluiu a aquisição do controle da Milpo, terceira maior mineradora de zinco do Peru.
A área de alumínio usará R$ 401 milhões do investimento previsto para este ano. Desse total, R$ 292 milhões serão destinados para a finalização do centro de tratamento de perfis, na fábrica da cidade de Alumínio, no interior de São Paulo.

Outros R$ 44 milhões vão financiar equipamentos e operações nas atividades de mineração no Estado de Minas Gerais.

A empresa investirá R$ 151 milhões nas operações de níquel. A cifra será usada para concluir projetos na unidade de Niquelândia (GO) e na mineração em Minas Gerais. Os recursos também ajudarão a empresa ampliar de 1,4 para 3 mil toneladas a capacidade de produção de cobalto eletrolítico, subproduto do processamento do níquel.
Segundo comunicado da empresa, do total dos recursos previstos para 2011, R$ 100 milhões serão destinados para as operações de mineração.
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Vale oferece US$ 1,12 bi por grupo sul-africano

Compra da Metorex faz parte da estratégia da empresa de crescer no mercado de cobre

08 de abril de 2011
Mônica Ciarelli, de O Estado de S.Paulo

RIO – Com planos ambiciosos para o setor de cobre, a Vale anunciou ontem uma oferta de US$ 1,125 bilhão pelo controle da sul-africana Metorex. Se a proposta for aceita, a mineradora fica mais perto da sua meta de produzir 1 milhão de toneladas de cobre até 2015.

Com uma produção anual na casa das 200 mil toneladas, analistas ponderam que será preciso investir pesado para ganhar fôlego no setor. “A Vale terá de sair às compras. Acho que novas aquisições devem vir na África, que é hoje a última fronteira mineral. A China já está comprando tudo por lá”, previu Pedro Gladi, analista-chefe da SLW.
A aquisição faz parte dos planos da Vale de se tornar um dos maiores produtores de cobre do mundo. Em dezembro, durante a inauguração da mina de Tres Valles, no Chile, o diretor executivo de Metais Básicos, Tito Martins, disse que o objetivo da companhia é pular do décimo para o quarto lugar no ranking mundial dos produtores de cobre.
Em nota, a Vale informou que a maior parte dos ativos da Metorex está localizada perto dos atuais projetos da mineradora brasileira na África Central: Konkola North, em fase de desenvolvimento na Zâmbia, e Kalumines, em estudo de viabilidade. A expectativa da companhia com a compra é aproveitar as sinergias entre os projetos.

A mineradora brasileira impulsionou seus negócios na área de cobre após a aquisição da canadense Inco, em 2006, a maior aquisição já feita pela companhia no exterior. Em 2010, o cobre respondeu por 3,5% das receitas da Vale.
Para que a oferta de US$ 1,125 bilhão tenha sucesso, a Vale precisa da aprovação de 75% dos acionistas da Metorex com direito a voto. A companhia brasileira informou já ter recebido o aval “irrevogável” de alguns acionistas. Juntos, esses acionistas respondem por 25,4% do capital social da empresa. Se a aquisição for concluída, a Metorex vai solicitar fechamento de capital.

Governo. A conclusão do negócio também está condicionada à aprovação das autoridades da África do Sul, Zâmbia e da República Democrática do Congo, além do sinal verde dos acionistas minoritários nas empresas subsidiárias.
Em relatório, os analistas Leonardo Correa e Renato Antunes, do Barclays Capital, consideram a oferta atraente diante da demanda aquecida no setor. Para eles, o déficit de cobre pode levar até uma década para ser equilibrado. A expectativa é de que essa demanda mais aquecida se traduza em novas altas no preço do insumo nos próximos anos.
Localizada no cinturão de cobre africano, a Metorex tem duas minas em operação: Chibuluma, na Zâmbia, na qual detém uma participação de 85%, e Ruashi na República Democrática do Congo (RDC), com fatia de 75%. A primeira tem capacidade estimada de 18,6 mil toneladas métricas por ano de cobre contido em concentrado, e reservas provadas e prováveis de 3,5 milhões de toneladas. Já a operação de Ruashi tem capacidade estimada de 36 mil toneladas métricas por ano de cobre catodo e 4,5 mil toneladas por ano de cobalto. Em 2010, a Metorex registrou um faturamento de US$ 432 milhões, e sua dívida liquida totalizou US$ 63 milhões.
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Mineração aumenta os investimentos

4/04/11

Robert Guy Matthews | The Wall Street Journal

29/03/2011

As mineradoras, que divulgaram lucro recorde de mais de US$ 50 bilhões em 2010, estão direcionando seus recursos para expandir a oferta de matérias-primas importantes. Mas essa expansão não deve ser suficiente para atender à forte demanda e coibir a alta das commodities.

Empresas como a BHP Billiton, a Rio Tinto PLC e a Vale SA estão aumentando as despesas de capital, mas têm batido de frente com vários obstáculos, que diminuem a capacidade delas de aumentar sensivelmente a produção de ferro, carvão e cobre. O resultado é que as cotações dessas commodities devem continuar altas, com previsão de que algumas subam ainda mais nos próximos dois anos. A cotação do carvão já subiu 32% nos últimos seis meses.

Um obstáculo que molda – e limita – as opções de investimento é a onda de nacionalismo em vários países, que já anunciaram intenção de impor altos impostos ou interferência do governo nos negócios.

Roger Agnelli, o diretor-presidente da Vale, que gerou US$ 26,12 bilhões em caixa operacional em 2010, está sendo pressionado para sair por autoridades que querem que a mineradora invista mais no Brasil. O governo gostaria que mais siderúrgicas usassem o minério de ferro e o carvão para produzir aço no país, em vez apenas exportar essas matérias-primas.

O diretor-presidente da Rio Tinto, Tom Albanese, diz que as mineradoras têm recursos, mas o desenvolvimento ou expansão de novas minas é atrapalhado por atrasos na concessão de licenças, custos crescentes de mão de obra e maquinário e limitação na disponibilidade de portos e ferrovias. As empresas já desenvolveram as jazidas mais acessíveis e agora precisam cavar cada vez mais fundo, o que encarece os projetos. Elas também são obrigadas a extrair e refinar mais toneladas de material, porque as reservas disponíveis podem não ser tão puras.

“Mesmo quando encontramos novas jazidas e nossos engenheiros estão prontos para agir, descobrimos que está demorando mais do que há 10 ou 20 anos para conseguir levar isso ao mercado”, disse Albanese semana passada a investidores de Hong Kong. “Cinco anos atrás era difícil analisar um projeto sem ter que gastar pelo menos US$ 500 milhões. Hoje em dia eu digo que é difícil analisar um projeto sem ter que gastar uns US$ 2 bilhões ou US$ 3 bilhões.”

A Rio Tinto, que divulgou lucro recorde de US$ 14 bilhões em 2010 e gerou US$ 23,5 bilhões em caixa operacional, aumentou o orçamento para despesas de capital este ano para US$ 13 bilhões, ante os US$ 11 bilhões previstos no fim do ano passado. Guy Elliott, diretor-financeiro da Rio Tinto, diz que a mineradora vai se concentrar em pequenas e médias aquisições na faixa de “um dígito” de bilhão de dólares.

A oferta de certos minérios, especialmente o cobre, deve continuar restringida. A demanda pelo cobre tem ultrapassado a oferta em cerca de 500.000 toneladas por ano, segundo analistas. A demanda por minério de ferro, usado na fabricação do aço, deve ultrapassar a oferta pelo menos nos próximos cinco anos, devido à expansão da produção das siderúrgicas chinesas.

“Não importa quanta vontade haja por aí de realizar esses novos projetos, provavelmente você estará numa posição de falta de oferta, com o cobre sendo o exemplo mais radical disso”, diz Mike Elliott, que dirige a divisão mundial de metais e mineração da consultoria Ernst & Young na Austrália. A cotação do cobre já subiu 11% desde janeiro.

Depois de passar os últimos dois anos reduzindo significativamente o endividamento, as mineradoras devem começar a aumentar os investimentos e ultrapassar os gastos do ano passado com aquisições, que chegaram a US$ 113,7 bilhões em 1.123 acordos, segundo a Ernst & Young.

A BHP tem cerca de US$ 16 bilhões em caixa à disposição e uma linha de crédito não usada de US$ 4 bilhões, segundo seus mais recentes balancetes. A empresa informa que vai gastar cerca de US$ 80 bilhões em projetos de crescimento nos próximos cinco anos.

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Mineração

28/03/11

Australiana Mirabela investe US$ 800 mi em níquel no Brasil

Vera Saavedra Durão | Do Rio

25/03/2011

Nepomuceno, presidente no Brasil: “Não temos planos de verticalização”

A Mirabela Mineração do Brasil, subsidiária do grupo empresarial australiano Mirabela Nickel, começa a exportar o primeiro carregamento de 8 mil toneladas de concentrado de níquel. O destino é uma unidade finlandesa da multinacional russa Norilsk, a maior produtora de níquel do mundo. A carga, avaliada em US$ 30 milhões, foi embarcada esta semana pelo porto do Malhado, em Ilhéus, na Bahia, a 140 quilômetros da mina de níquel de Santa Rita, de propriedade da empresa. Até agora, os fundos de investimentos estrangeiros que controlam a matriz, entre eles o Perpetual e um fundo do JPMorgan, já investiram US$ 800 milhões no empreendimento.

O diretor-presidente da Mirabela do Brasil, Luis Carlos Nepomuceno, que teve passagens pela Vale e pela Magnesita, disse ao Valor que no momento está sendo concluido o investimento de implantação e operação da mina e a construção da unidade de beneficiamento para produzir o concentrado. “Até 2012 a Mirabela deverá estar produzindo 25 mil toneladas de níquel contido. O metal é produzido a partir das reservas de níquel sulfetado de Santa Rita.”

Segundo Nepomuceno, só há dois tipos de níquel no mundo: o laterítico e o sulfetado. O último é o mais raro e mais interessante, economicamente, porque o investimento é mais baixo e o custo de produção também, pois o processo para obter o concentrado é mais simples do que o laterítico.

“A mina a céu aberto da Mirabela é a maior descoberta de níquel sulfetado do mundo nos últimos 20 anos, desde a Voyce’s Bay, da Vale Inco, no Canadá”, informou o executivo. Com reservas provadas somando 120 milhões de toneladas de níquel sulfetado, Santa Rita tem vida útil de pelo menos 20 anos, o que a coloca como a segunda maior do mundo neste ranking, depois da mina da Vale Inco. No Brasil, além do projeto Mirabela, o níquel sulfetado é produzido também na mina da Votorantim, em Fortaleza de Minas (Minas Gerais), e na mina da Americana do Brasil, em Goiás.

Com 28 anos de experiência em atividade mineradora, Nepomuceno desenha um cenário otimista para o produto. “O mundo hoje tem uma demanda forte pelo concentrado de níquel. O metal é matéria prima para fazer o níquel refinado, usado principalmente na siderurgia. “Todo tipo de aço que não pode ter corrosão leva níquel, como o aço inox.”

Apesar de estar no seu segundo ano de teste de operação, a Mirabela já está com sua produção toda vendida. “Temos apenas dois clientes, a Votorantim, no mercado interno, e a Norilsk, no externo. Fechamos contratos com essas duas empresas até 2014 para vender 50% da produção para cada uma. O ano passado produzimos 10 mil toneladas, este ano ainda não temos o dado final, mas em 2012 certamente alcançaremos a meta de 25 mil toneladas. Já estamos fornecendo o concentrado de níquel para a unidade da Votorantim, em Fortaleza de Minas, e agora vamos realizar a primeira venda para a Norilsk, na Finlândia”, comemorou.

O preço que a Mirabela cobra para exportar o concentrado é CIF, ou seja, posto no porto de destino. Nascimento explicou que a empresa responde por toda a logística da operação, desde o transporte da carga pelas rodovias BR-330 e BR-101 até o porto de Ilhéus, além do afretamento do navio para o embarque e descarregamento no porto de Mantyluoto, na cidade de Pori (Finlândia).

A meta da companhia é atingir as 25 mil toneladas de níquel contido até 2012, volume teto da mina

“No futuro, nossa logística vai melhorar ainda mais, pois a Ferrovia Leste-Oeste vai passar dentro do nosso terreno. Já estamos negociando a construção de um ramal que possa ir até o nosso galpão de estocagem na mina.”

Localizada no município de Itagibá, no Estado da Bahia, a 140 quilômetros de Ilhéus e a 370 quilômetros de Salvador, a Mirabela Brasil começou sua história em 2003, quando seus acionistas assinaram com o Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) um contrato de pesquisa complementar e promessa de arrendamento.

Em 2004 foi delineado o depósito de níquel sulfetado com teor de 0,62% de níquel e 0,16% de cobre. Em 2006 recebeu as licenças de localização e implantação. Em 2007 começou a implantação da mina Santa Rita e foi obtida a Licença de Operação. Dois anos depois, iniciou a fase de teste operacional que está sendo concluída este ano.

“A meta é 25 mil toneladas de níquel contido até 2012, volume teto da mina. Nós só vamos produzir concentrado. Não temos planos de verticalização como a Norilsk”, afirmou o executivo. O concentrado de níquel é destinado sobretudo a indústria de aço inox que vem se recuperando e mantendo o mercado de níquel bem aquecido. Os preços do metal estão nos patamares de US$ 26 mil a US$ 28 mil a tonelada, conforme as cotações da London Metal Exchange (LME).

A Mirabela australiana que detém 100% da Mirabela do Brasil tem ações listadas nas bolsas de Sidney (Austrália) e de Toronto (Canadá) e capital pulverizado. A maioria dos fundos que são seus acionistas detém entre 5% a 6% do capital da companhia e são, na sua maior parte, australianos ou canadenses. Uma vez por ano acontece uma reunião do conselho e uma visita ao projeto no Brasil. O comando da empresa, com sede na cidade de Perth, vem ao Brasil a cada quatro meses ver o andamento do projeto.

“Não há planos de abrir o capital da companhia na bolsa paulista”, disse Nepomuceno. Até agora, o único ativo físico da holding é a Mirabela do Brasil, mas estão sendo feitas pesquisas na região e em outros Estados em busca de novos potenciais de minério que podem se transformar em novos projetos. A empresa emprega 800 pessoas, todas da região.

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Mineração

20/03/11

Entidade quer novo cálculo para royalty da mineração

Rafael Bitencourt | De Brasília

15/03/2011

O presidente da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil (Amib), Anderson Costa Cabido, afirmou que o governo deve utilizar o volume de minério extraído mais a cotação do período como nova fórmula de cálculo para royalties do setor. O representante da entidade afirmou que a metodologia está prevista na minuta de um projeto de lei elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, que está sendo analisada pela Fazenda.

De acordo com Cabido, que participou do grupo de trabalho criado pelo governo para formular a minuta do projeto de lei, o novo cálculo do royalty atende à reivindicação dos municípios produtores de minério. Segundo ele, as distorções da fórmula atual elevam as perdas dos governos municipais em benefício das empresas de mineração.

Outra mudança proposta pelo projeto de lei se refere à distribuição do volume de recursos arrecadados. Cabido explicou que atualmente 65% dos recursos vão para os municípios produtores, 23% para os Estados e os 12% restantes para a União. O novo parâmetro de distribuição incluirá municípios não produtores, que são atingidos diretamente pela atividade mineradora. Nesse caso, a União terá sua fatia reduzida para 10%, os Estados para 20% e os municípios produtores para 60%.

Os 10% restantes serão destinados para um fundo, que estabelecerá regras para a liberação dos recursos, ou seja, os municípios afetados pela atividade deverão apresentar projetos enquadrados nas regras do fundo.

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