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Sustentabilidade

30/01/12

23/01/2012 – (Folha de S.Paulo)

Empresa é cobrada a divulgar dados socioambientais

Bolsa recomenda que companhias listadas comecem a fornecer informações em 2011.

Para estimular a divulgação de dados socioambientais das empresas, a Bolsa brasileira passa a recomendar, neste ano, que as companhias listadas publiquem essas informações, ou expliquem por que não o fazem.

São dados como consumo de água e energia, conservação de florestas, produção de resíduos e sobre o relacionamento com a comunidade onde a empresa está localizada.

Esse tipo de relatório, integrado ao financeiro, é exigência para listagem de empresas na Bolsa de Johannesburgo (África do Sul) e obrigatório para companhias de capital aberto na Dinamarca.

A BM&FBovespa diz não ter um levantamento completo das empresas que divulgam as informações atualmente, mas destaca que todas as 38 da carteira do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) o fazem.

Elas são poucas em relação ao conjunto das listadas -466-, embora representem 43,7% do valor total das companhias. Mas o maior problema, na avaliação de especialistas ouvidos pela Folha, nem é a quantidade de empresas, mas a qualidade das informações apresentadas.

SÓ O LADO BOM

“As companhias têm dificuldade em admitir os desafios socioambientais”, diz Clarissa Lins, diretora-executiva da FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável).

“Em geral, as empresas destacam só o que fazem de positivo, mesmo que as iniciativas não tenham relação com seu ramo de atividade.”

Lins ressalta que, para ser consistente, um relatório socioambiental tem de tocar nos pontos a serem melhorados e trazer números, como sobre a emissão de gases de efeito estufa.

De acordo com a organização não governamental GRI (Global Reporting Initiative), que estabelece o padrão internacional para divulgação de dados socioambientais, cerca de 150 empresas brasileiras (abertas e fechadas) publicam nesse formato.

O país está em 3º lugar no mundo em número de relatórios, atrás de EUA e Espanha. “Mas a tendência de falar bem de si mesmo, evitando os desafios, é mais acentuada no Brasil que no exterior”, diz Gláucia Terreo, representante da GRI no país.

A executiva diz que muitas empresas ainda não entendem a função do relatório, que é abastecer investidores, e demais interessados, de dados precisos sobre as companhias. “Hoje, as informações negativas circulam rápido nas redes sociais; ser transparente é bom negócio para a organização.”

Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, diz que a decisão da Bolsa é uma recomendação, e não uma exigência. E que a divulgação, a princípio, não precisará integrar informações financeiras e ambientais.

“Isso vai evoluir naturalmente e, no futuro, um relatório integrado pode se tornar critério de listagem, como ocorre em outras Bolsas do mundo” .

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Áreas contaminadas

23/01/12

20/01/2012

Estado de SP avalia contaminação no subsolo do parque Villa-Lobos

DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo vai monitorar a contaminação do subsolo e na água subterrânea do parque Villa-Lobos, na zona oeste. A medida ocorre cinco anos após Cetesb constatar que a água subterrânea, acumulada a mais de 3 metros de profundidade, não pode ser consumida pelo ser humano.

A informação é da reportagem de Eduardo Geraque publicada na edição desta sexta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

De acordo com o texto, foi encontrado também ao menos um ponto do parque –nos prédios da administração– com emissão de gás metano até a superfície. O parque está construído sobre uma área usada no passado como depósito de material dragado do rio Pinheiros.

A contaminação detectada no terreno do parque, apesar de precisar ser monitorada, não oferece nenhum tipo de risco aos usuários que frequentam o local. Técnicos disseram, no entanto, que este tipo de avaliação já deveria ter sido feita.

OUTRO LADO

O governo do Estado, com base nas conclusões do estudo preliminar, negou que tenha sido omisso em relação ao parque Villa-Lobos.

A avaliação “não indicou a necessidade de medidas emergenciais”, diz, por meio de nota, a Secretaria de Meio Ambiente, responsável pelo parque.

Para garantir a segurança do usuário, a administração do Villa-Lobos, segundo o governo, não utiliza a água subterrânea do local, mas “apenas a que vem da Sabesp”.

A nota diz ainda que o parque, sob administração estadual desde 2004, foi implantado sobre aterro novo, com material descontaminado.

Editoria de Arte/Folhapress

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Energias renováveis

23/01/12

17 de janeiro de 2012

Até 2030, Ban Ki-moon quer dobrar fontes renováveis

O Estado de S.Paulo

Governos e o setor privado devem ampliar seus investimentos em energia sustentável como parte de um esforço maior para combater as mudanças climáticas e a pobreza no mundo, afirmou ontem o chefe das Nações Unidas na conferência World Future Energy, nos Emirados Árabes.

Ban Ki-moon disse aos presentes que espera ver o mundo dobrar sua porcentagem de energia oriunda de fontes renováveis – que incluem a solar, a hidrelétrica e a eólica – até 2030. Ele também clamou por acesso universal à energia elétrica e pela melhora na taxa de eficiência energética.

“Este é o momento certo para a iniciativa”, disse ele. “Em todo o mundo estamos assistindo à construção de ações concretas que reduzem a pobreza energética, catalisam o crescimento sustentável e atenuam as mudanças climáticas. Alcançar a sustentabilidade energética é possível e necessário”, afirmou.

Ele ressaltou não ser aceitável que 3 bilhões de pessoas tenham de se valer de madeira, carvão ou carvão vegetal para cozinhar.

Depois de lembrar que a China é o maior emissor do planeta, mas também o país onde mais crescem os investimentos em energia solar e eólica, o premiê chinês Wen Jiabao defendeu um “mecanismo de governança do mercado global de energia” a ser estabelecido no âmbito do G-20 para garantir segurança, estabilidade e sustentabilidade ao setor.

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Economia verde

23/01/12

16/01/2012

Brasil quer levar debate sobre economia verde para a Rio+20

DA AGÊNCIA BRASIL

O governo brasileiro pretende aproveitar os debates da Conferência Rio+20 para destacar, como alternativa mundial, o desenvolvimento da economia verde por meio de incentivos à melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza e estimulando a sustentabilidade.

Essa alternativa deve ser associada aos programas de transferência de renda, como os adotados no país, e aos números positivos da economia nacional.

Uma das preocupações do governo brasileiro é incluir essa determinação no documento final, no qual estarão definidas as metas para o desenvolvimento sustentável nas próximas duas décadas e que serão adotadas por todos os participantes da Rio+20.

A ideia é aprovar um documento como o definido pelas Nações Unidas, em 2000, quando foram estabelecidas as Metas do Milênio.

No documento Metas do Milênio, da ONU (Organização das Nações Unidas), os objetivos se concentraram nos seguintes pilares: combate à fome e à pobreza, educação básica de qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, redução da mortalidade infantil, melhoria da saúde das grávidas, combate à aids e à malária, estímulo ao respeito ao meio ambiente e incentivo ao trabalho pelo desenvolvimento.

Os ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, foram convidados a participar das discussões na conferência, a exemplo do que ocorreu em março de 2011, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

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