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Áreas contaminadas

30/01/12

Brasil quer mapear pontos de contaminação

25 de janeiro de 2012 | 3h 12

O Estado de S.Paulo

Os processos químicos são responsáveis por boa parte do conforto que a humanidade alcançou nas últimas décadas, mas também por impactos ambientais e acidentes graves.

“Acidente químico pode ser o tombamento de um caminhão, um incêndio dentro de uma fábrica, uma explosão de um compartimento com amônia – ou ainda contaminação de lençóis freáticos”, afirma a diretora de Qualidade Ambiental na Indústria, do MMA, Sérgia Oliveira.

Ela afirma que há imensa demanda com relação a substâncias específicas no Brasil, como agrotóxicos, mercúrio, chumbo e amianto.

“Nós não temos uma política de substâncias químicas em geral no Brasil. Tratamos as substâncias muito pontualmente. Por isso, é mais complicado mapear se conseguimos – ou não – gerenciar todas as substâncias químicas no País. Essa é uma preocupação permanente”, diz Sérgia.

Ela afirma que o MMA está fazendo um esforço de tratar o assunto de forma integrada.

“Trabalhamos muito atendendo a obrigações decorrentes de convenções internacionais, o que inclui vários agrotóxicos. Estamos fazendo um mapeamento de passivos de contaminação por poluentes orgânicos persistentes, os chamados POPs.”

O mapeamento servirá para identificação de hotspots de contaminação, que necessitam uma atuação mais intensiva.

“Também fizemos um inventário de dioxinas e furanos, para saber quais os setores da economia que mais os produzem.”

As dioxinas são conhecidas como as substâncias mais tóxicas que o homem já criou.

Química verde. Na tentativa de tornar menores os impactos das atividades químicas, no início da década de 90 surgiu a chamada “química verde”. O professor Eder João Lenardao, do Laboratório de Síntese Orgânica Limpa da Universidade Federal de Pelotas, afirma que essa vertente da química se ocupa de todo o ciclo de vida do produto, desde a forma como é extraído até a logística de transporte e produção. “Também as condições a que estão expostos os trabalhadores da indústria e, posteriormente, a utilização dos produtos e o que acontece depois que foram usados “, explica ele, citando o caso do bisfenol, recentemente retirado do mercado.

“A química verde tem a ver com redução: de matéria-prima, de derivados não desejados, de resíduos, de impacto ambiental, do gasto de energia. E substituir os derivados de petróleo, que são mais de 95% de toda a matéria prima da indústria química atualmente”, diz Lenardao.

A química verde tem 12 princípios, um deles o uso de matéria prima de fontes renováveis.

“O polietileno de bioetanol continua não sendo biodegradável, mas o CO2 gerado vai ser capturado pela cana. Já é um ganho.” / K.N.

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Áreas contaminadas

23/01/12

20/01/2012

Estado de SP avalia contaminação no subsolo do parque Villa-Lobos

DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo vai monitorar a contaminação do subsolo e na água subterrânea do parque Villa-Lobos, na zona oeste. A medida ocorre cinco anos após Cetesb constatar que a água subterrânea, acumulada a mais de 3 metros de profundidade, não pode ser consumida pelo ser humano.

A informação é da reportagem de Eduardo Geraque publicada na edição desta sexta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

De acordo com o texto, foi encontrado também ao menos um ponto do parque –nos prédios da administração– com emissão de gás metano até a superfície. O parque está construído sobre uma área usada no passado como depósito de material dragado do rio Pinheiros.

A contaminação detectada no terreno do parque, apesar de precisar ser monitorada, não oferece nenhum tipo de risco aos usuários que frequentam o local. Técnicos disseram, no entanto, que este tipo de avaliação já deveria ter sido feita.

OUTRO LADO

O governo do Estado, com base nas conclusões do estudo preliminar, negou que tenha sido omisso em relação ao parque Villa-Lobos.

A avaliação “não indicou a necessidade de medidas emergenciais”, diz, por meio de nota, a Secretaria de Meio Ambiente, responsável pelo parque.

Para garantir a segurança do usuário, a administração do Villa-Lobos, segundo o governo, não utiliza a água subterrânea do local, mas “apenas a que vem da Sabesp”.

A nota diz ainda que o parque, sob administração estadual desde 2004, foi implantado sobre aterro novo, com material descontaminado.

Editoria de Arte/Folhapress

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Áreas contaminadas

21/11/11

USP Leste é multada por ter gás em seu subsolo

17/11/2011 – 20h54 | da Folha.com

CRISTINA MORENO DE CASTRO

FÁBIO TAKAHASHI

DE SÃO PAULO

A Cetesb resolveu multar a USP Leste por estar funcionando –e ter ampliado seus prédios– sem possuir as licenças de operação necessárias, conforme a Folha revelou no mês passado. O valor da multa é o mínimo previsto na legislação ambiental (R$ 500).

O campus está em uma área de preservação permanente, no Parque Ecológico do Tietê (zona leste), e tem gás metano em seu subsolo.

Uma das condições para ter obtido a licença de funcionamento era a instalação de exaustores de gás –como o shopping Center Norte teve que fazer, sujeito a multa bem maior, de R$ 17.450 ao dia.

Até a última vistoria da Cetesb, agência ambiental do Estado, a USP Leste ainda não havia instalado os drenos nem ampliado o sistema de monitoramento do gás. Por isso, a universidade recebeu um auto de advertência.

Na vistoria, foi constatada alta concentração de metano nas áreas externas dos prédios. A Cetesb não vê risco iminente de ocorrer explosões –situação que ocorre quando há gás confinado em ambientes fechados.

A USP Leste precisa instalar os drenos imediatamente ou pode ser punida novamente na próxima vistoria.

Questionada sobre o valor da multa, que é o mínimo previsto na lei, mas poderia ter chegado a R$ 50 milhões, a Cetesb diz que decidiu iniciar pelo valor mais baixo para que não caibam recursos.

“Caso não cumpram as exigências, serão autuados com uma multa grave ou gravíssima, com valores mais altos”, disse a estatal.

A assessoria de imprensa da USP Leste disse que não tem informações sobre a multa e que a licença ambiental está sendo tratada pelos órgãos centrais da universidade.

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Políticas ambientais

7/11/11

29/10/2011- Folha de SP

Dilma submete área ambiental ao seu ritmo

Valdo Cruz

O pacote ambiental lançado pela presidente Dilma era um de seus sonhos de consumo quando esteve no comando da Casa Civil na era Lula.

No governo de seu mentor, ela não escondia sua insatisfação com a equipe do Ministério do Meio Ambiente por conta de atrasos na liberação de licenças ambientais.

Ao lado dos entraves criados pelo TCU (Tribunal de Contas da União), Dilma apontava os ambientalistas do governo como um dos fatores para o “empacamento” do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Com certa razão, Dilma, à época, avaliava que dentro do grupo ambientalista havia quem buscasse os caminhos mais lentos para liberar licenças não por questões técnicas, mas ideológicas.

Resultado: bateu de frente com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), que deixou o governo Lula por considerar a luta perdida para a então chefe da Casa Civil.

Dilma ganhou a fama de inimiga do meio ambiente, daquela que atropelaria até a boa norma ambiental para acelerar o ritmo das obras de Lula – sua grande obsessão diante dos passos lentos dos projetos de infraestrutura.

Candidata, buscou mudar sua imagem junto ao mundo verde. Sem apagar seu passado de gerente, tratou de passar a mensagem de que defende crescimento econômico sustentável ambientalmente: as duas coisas poderiam caminhar juntas.

Na campanha, já no segundo turno, assumiu compromissos com os verdes, evitando que José Serra (PSDB) conquistasse a maior parte dos votos dados a Marina Silva.

Presidente, Dilma agradou os defensores da causa ambiental na discussão do Código Florestal ao endurecer com os ruralistas favoráveis a uma anistia para responsáveis por desmatamentos.

Agora, de surpresa, lança um pacote que visa cortar caminhos para acelerar suas obras. Falou mais forte seu lado gerencial, para desgosto dos ambientalistas. Não para os do comando do Ministério do Meio Ambiente, afinados com os planos presidenciais na era Dilma.

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