Copa 2014: Preocupação com sustentabilidade é chave para negócios

Preocupação ambiental também vai pautar decisões sobre Jogos Olímpicos no Rio

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 22/06/2010

O Meio Ambiente entrou em pauta como um dos assuntos principais para a realização da Copa de 2014 no Brasil e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Não por acaso, a próxima Copa do Mundo será o primeiro grande evento internacional sob regência do novo regime global de mudanças climáticas, que é mais exigente que o Acordo de Kyoto, no que tange à redução de emissão de carbono na atmosfera.

A Fifa solicita, entre outras coisas, que a eletricidade utilizada nos estádios durante os eventos esportivos seja renovável, que o material empregado nas instalações temporárias possa ser reutilizado e que o transporte público de massa seja responsável pela maior parte dos deslocamentos da população entre os estádios. Na Copa da Alemanha, em 2006, foram neutralizadas cerca de 100 toneladas de dióxido de carbono. O mesmo se pretende com o evento da África do Sul.

Claudio Langone, coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade e consultor do Ministério dos Esportes para a Copa do Mundo de 2014, falou sobre o assunto na tarde desta terça-feira (22), durante o seminário internacional “Infraestrutura Brasil: Projetos e oportunidades de infraestrutura para o setor esportivo”, que acontece no hotel Sheraton, na zona sul do Rio.
“Sai mais caro, mas a lógica de custo se estende ao longo do tempo. Por isso, vamos utilizar, na construção dos estádios e arenas, materiais com certificação de órgãos de sustentabilidade para as obras”, diz Langone.
Copa orgânica

Apelidada de “Copa Orgânica”, a estratégia visa a dobrar o fornecimento de produtos orgânicos até 2014 por todo o Brasil. A começar pela alimentação orgânica para as delegações e em torno dos estádios. Outro projeto, “Parques da Copa”, tende a aproximar o teor do turismo ecológico aos centros urbanos que receberão turistas. “Não é possível que recebamos um número significativo de visitantes estrangeiros e não tenhamos parques bem estruturados. Cuiabá e Manaus, por exemplo, foram capitais escolhidas para receber jogos da Copa, entre outros motivos, por causa do Pantanal e Amazônia”, diz Claudio Langone.

Tudo deve ser pensando, segundo ele, pela visão ecológica. A reciclagem de copos descartáveis nos locais de jogos, a utilização de água de maneira racional e até os adereços das torcidas. “As vuvuzelas podem ser de material reciclado, por que não? Mas esperamos que não tenhamos tantas”, brincou Langone.

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