FUNDO VERDE

7/02/10

 31/01/2010

FMI vai criar Fundo Verde de US$ 100 bi para o clima

da France Presse, em Davos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) trabalha na criação de um Fundo Verde de US$ 100 bilhões para ajudar os países pobres a enfrentar os efeitos da mudança climática, anunciou a entidade em um comunicado publicado neste domingo (31) em seu site.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que é necessário ser criativo quanto ao tema do aquecimento global, já que os países em desenvolvimento não têm meios para lutar contra suas consequências –principalmente diante dos problemas orçamentários causados pela crise econômica mundial. As afirmações foram feitas durante uma sessão do Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF).

Schalk van Zuydam -17.nov.09/AP

Fundo Monetário Internacional (FMI) trabalha na criação de um Fundo Verde de US$ 100 bilhões para ajudar os países pobres

“Devemos então encontrar maneiras inovadoras de financiar a luta contra os efeitos da mudança climática. Vamos dar ideias, construída em torno de um Fundo Verde dedicado a financiar US$ 100 bilhões por ano –que é cifra aceita de forma comum para fazer frente ao problema”, afirmou.

Ele também observou que o fundo se baseará na capitalização procedente dos bancos centrais, apoiada com direitos especiais de giro emitidos pelo próprio fundo.

Os direitos especiais de giro são uma reserva internacional criada pelo FMI em 1969 como suplemento às reservas oficiais dos Estados membros e podem ser trocados por divisas correntes.

O FMI anunciou no sábado que vai elaborar um informe detalhando as ideias de como esse fundo será financiado.

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CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE

21/12/09

18/12/2009

Vinte e cinco países montam documento para negociação climática

da Efe, em Copenhague

Vinte e cinco países fecharam nesta sexta-feira (18), último dia da conferência da ONU sobre o clima, um documento de negociação que contém números de financiamento e de cortes nas emissões de gases que seguem a linha dos objetivos da União Europeia (UE), segundo fontes da delegação espanhola.

Apesar disso, a conferência vai terminar sem acordo final entre países ricos e emergentes e líderes optarão por fazer apenas uma declaração política, segundo fontes ouvidas pela Folha. Até mesmo a Ãndia já pediu publicamente para prorrogar as negociações para 2010.

A UE chegou a Copenhague com um compromisso claro de reduzir suas emissões em 20% até 2020, com a possibilidade de ampliá-lo para 30% caso outros países façam um esforço similar, e de fornecer 7,2 bilhões de euros (US$ 10 bilhões) nos três próximos anos para que as nações pobres possam se adaptar à mudança climática.

Os ministros de 25 países foram convocados ontem à noite em caráter de urgência após o jantar de gala oferecido pela rainha Margarida 2ª da Dinamarca aos quase 120 chefes de Estado e de governo que estão em Copenhague para chegar a um documento que regule a luta contra a mudança climática.

Às sete da manhã, após oito horas de negociações, foi selado o documento com o maior consenso possível, apesar das reservas da China, que continua mantendo uma posição muito dura, especialmente por sua oposição à verificação de suas emissões por um organismo internacional, segundo as fontes.

O documento serviu de base de negociação para os chefes de Estado e de governo na reunião que mantiveram hoje, entre os quais estavam o presidente americano, Barack Obama; o presidente francês, Nicolas Sarkozy; a chanceler alemã, Angela Merkel; e os primeiros-ministros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e do Reino Unido, Gordon Brown.

Obama, que chegou hoje de manhã a Copenhague, não ofereceu nenhum compromisso novo em seu discurso no plenário da COP15.
Com Folha Online

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Obama defende recursos a países em desenvolvimento

AE - Agencia Estado

COPENHAGUE - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje em Copenhague um mecanismo de financiamento que ajude as nações em desenvolvimento a se adaptarem para que possam enfrentar o aquecimento global e seus efeitos. “Devemos ter um mecanismo de financiamento capaz de auxiliar na adaptação dos países em desenvolvimento, em especial daqueles países menos desenvolvidos e mais vulneráveis às mudanças climáticas”, declarou Obama, durante a 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima, na capital dinamarquesa.

O presidente norte-americano afirmou que os EUA estão prontos para assinar hoje um novo acordo climático que passará a vigorar depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. “Não há tempo a perder. A América fez sua escolha. Nós definimos nosso caminho, assumimos nossos compromissos e faremos o que dissemos que vamos fazer”, declarou. “Agora eu creio que seja a hora de as nações e os povos do mundo se unirem em uma proposta comum”, disse.

“Devemos de escolher a ação em detrimento da inação, o futuro em vez do passado, com coragem e fé. Assumamos nossa responsabilidade diante de nossos povos e do futuro de nosso planeta”, afirmou o líder norte-americano, ao encerrar o discurso. As informações são das agências internacionais.

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Energia renovável será motor da economia global

19/10/09

12/9/2009
Fonte: O Estado de S. Paulo

Busca de soluções para o aquecimento global é apontada pelo Fórum Econômico Mundial como fator que vai motivar revolução tecnológica.

O poderoso motor do consumo americano entrou em pane e a pergunta que o mundo se faz é quem será responsável por sustentar o crescimento global a partir de agora. Tudo indica que a tarefa será dividida por vários atores, entre os quais estão a China, a classe média dos países emergentes e o aquecimento global.

Mais do que uma limitação, a mudança climática foi apontada ontem na reunião do Fórum Econômico Mundial em Dalian, na China, como um dos fatores que promoverão uma nova revolução tecnológica, de onde a economia global poderá retirar forças para crescer de maneira sustentável.

O desenvolvimento de fontes de energia renováveis está no topo da agenda dos EUA e da China, os dois países que definirão o futuro próximo do planeta. “A mudança climática é a oportunidade para uma nova revolução tecnológica que poderá ser uma nova fonte de crescimento global, com soluções que aumentem a eficiência energética”, declarou o vice-presidente do Deutsche Bank, Caio Koch-Weser, em painel sobre o futuro da economia mundial.

O novo embaixador dos EUA na China, Jon Huntsman, concordou que a “revolução energética” será um dos pilares do relacionamento entre os dois países e uma das fontes de expansão global.

A possibilidade de a China substituir os EUA no papel de locomotiva do mundo não aparece nos cenários de médio prazo dos economistas. Com nível de US$ 3.300, a renda per capita dos chineses equivale a menos de um décimo da dos americanos. De acordo com Sthephen Roach, chairman do Morgan Stanley na Ãsia, no ano passado, o consumo nos EUA alcançou a cifra de US$ 10 trilhões. Na China, ele ficou em US$ 1,25 trilhão.

“Talvez demore 100 anos para a China alcançar os EUA”, observou Cho Tak Wong, presidente da Fuyai Glass Industry Group, que produz vidros para a indústria automobilística mundial. Ele lembrou que o porcentual da população chinesa que vive na zona rural atualmente - 55% - não é muito distante do índice de 60% que os EUA tinham há um século.

David Li, professor da Universidade Tsinghua, ressaltou que o único caminho para os chineses elevarem o consumo doméstico é o aumento da renda. “Nos últimos anos, a parcela da renda na composição do PIB diminuiu em vez de subir, porque a produtividade cresceu mais rapidamente que a renda.” A redução do consumo nos EUA trouxe um problema adicional para a China: o excesso de capacidade produtiva decorrente da retração do principal comprador de suas exportações.
(Cláudia Trevisan)

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REDUÇÃO DE EMISSÕES

10/08/09

Brasil e EUA debatem acordo climático

05/08/2009
O Globo
Catarina Alencastro

Minc negocia com representante americano formas de reduzir emissões

Catarina Alencastro

BRASÃLIA. Os Estados Unidos e o Brasil começaram ontem a costurar um acordo bilateral para combater o aquecimento global. Quem revelou a conversa foi o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, depois de receber o enviado especial para mudanças climáticas dos EUA, Todd Stern.

A combinação já tem seus principais pontos definidos: alternativas para preservar a Amazônia, fundos de financiamento para projetos no Brasil e parcerias em tecnologias de baixas emissões de gás carbônico.

O acordo seguirá os mesmos moldes do que foi fechado na última semana entre americanos e chineses, os dois maiores emissores de gases causadores do efeito estufa do planeta. Embora não estabeleça metas numéricas, o memorando assinado pelos dois países lista dez áreas de cooperação para que a China inicie sua transição para uma economia menos poluente.

- Eu perguntei ao Stern se ele tinha problema de aprovar, assim como aprovou com a China, um acordo bilateral importante.

E ele manifestou que tem vontade de fazer com o Brasil um muito mais avançado - disse Minc.

Representante britânico também é recebido O encontro para acertar os termos dessa parceria deverá ocorrer em setembro, no Brasil.

O enviado especial americano se disse otimista.

- Eu tenho grandes expectativas para uma cooperação entre o Brasil e os EUA - resumiu Todd Stern, ao sair do gabinete de Minc.

Stern foi o segundo negociador internacional sobre mudanças climáticas que o ministro do Meio Ambiente brasileiro recebeu ontem. Pela manhã, Minc esteve com o ministro de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, Ed Miliband. Os dois estrangeiros teriam cobrado do Brasil o comprometimento com metas de redução a serem apresentadas na XV Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro, em Copenhague.

O Brasil não está disposto a se responsabilizar com metas de redução, argumentando que já tem um plano nacional com metas internas de diminuição do desmatamento e que cabe aos países desenvolvidos arcarem com um ônus maior.

- Eles nem cumpriram as metas deles. No caso dos EUA, nem assinaram o Protocolo de Kioto e estão exigindo da gente uma coisa mais avançada - afirmou Minc, completando que “a bola está com eles”.

O governo brasileiro foi cobrado por uma posição de líder dos emergentes. Para o ministro inglês, o Brasil “tem um papel crucial a desempenhar”.

O Reino Unido está comprometido com reduções de 34% de suas emissões até 2020 e promete investir US$ 100 bilhões num fundo para financiar projetos verdes em países em desenvolvimento.

- O que é feito na floresta tropical tem um impacto em Brighton (na Inglaterra). As responsabilidades são as mesmas.

Os países em desenvolvimento terão que dizer o que eles estão preparados a fazer até 2020 - defendeu Ed Miliband.

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

México prepara plano para conferência sobre clima

ROBERT CAM - REUTERS
BELL - O México pretende apresentar uma oferta detalhada de corte de suas emissões de gás do efeito estufa durante as negociações na conferência mundial sobre mudanças climáticas, no fim do ano, em Copenhague, disse uma autoridade do país em meio ambiente.

“Se o México pode apresentar nas negociações um plano de cortes até 2020, com uma descrição do que será reduzido, vai estabelecer um precedente positivo para outras grandes economias emergentes”, disse Adrián Fernández, presidente do Instituto Nacional de Ecologia, em entrevista na segunda-feira.

O plano provavelmente vai propor cortes significativos nas crescentes emissões do México, que atualmente representam 1,5 por cento do total mundial, por meio de projetos como o de aperfeiçoamento da eficiência das usinas de energia ou redução de desmatamento.

O México terá condições de implementar algumas das iniciativas por conta própria, mas também buscará recursos externos para financiar outras ações.

As conversações sobre o clima mundial caminham lentamente já que países em desenvolvimento, como a China, exigem que as nações ricas respondam pela maior parte das reduções de emissões que, segundo os especialistas, são necessárias para diminuir o aquecimento do planeta.

As conversações terão seu ponto culminante no fim do ano, em uma grande conferência da ONU na capital da Dinamarca, Copenhague, onde os países devem assinar um novo tratado sobre mudanças climáticas para substituir o Protocolo de Kyoto.

O México compartilha da posição de que os países ricos, liderados pelos Estados Unidos, terão de conceder uma substancial ajuda financeira para ajudar os governos das nações mais pobres. O país espera conseguir recursos externos para algumas de suas iniciativas mais onerosas.

O México também tem apoiado os EUA, que dizem não poder efetuar cortes substanciais até 2020, mas que estão preparados para o comprometimento com a redução de emissões até 2050.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, incluiu as mudanças climáticas na agenda do país. Em junho ele anunciou que o México iria cortar voluntariamente 50 milhões de toneladas de emissões anuais verificáveis até o fim de seu mandato, em 2012, por meio da melhora da eficiência nas estatais de eletricidade e petróleo e do uso das terras agrícolas.

O México terá de fazer grandes mudanças na legislação para cumprir as metas de emissões do plano que será apresentado em Copenhague, especialmente nos setores de petróleo e eletricidade, que são quase completamente vedados ao investimento privado.

(Reportagem de Robert Campbell)

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