Inovar com sustentabilidade

15/07/10

13 de maio de 2010
- O Estado de S.Paulo

A crise financeira internacional de 2008 fez (res)surgir no empresariado de várias partes do mundo o sentimento de que é preciso buscar um modelo de desenvolvimento mais sustentável, de modo a corrigir o descompasso gritante entre o desenvolvimento econômico e a situação socioambiental das últimas décadas.
Em poucos meses, para conter a crise deflagrada em setembro de 2008, os governos dos países ricos desembolsaram US$ 11 trilhões. Impressionante em si, essa cifra ganha outra dimensão quando comparada com os míseros US$ 250 bilhões da ajuda humanitária dos países ricos aos países pobres nos últimos 50 anos. Ou seja, US$ 5 bilhões por ano!
Nos próximos anos, o tripé da sustentabilidade - econômica, social e ambiental - estará muito vinculado à inovação. As empresas precisarão inovar cada vez mais na construção de processos sustentáveis, induzidos pelo Estado.
Quanto a isso, nada melhor do que ouvir nosso vice-presidente, José Alencar, um dos empresários mais respeitados do Brasil. Em recente manifestação, ele condenou o paternalismo e apontou o lucro como a principal fonte do progresso. Disse ele: “Desperdícios custam para toda a sociedade, enquanto a produção eficiente e sustentável gera riqueza e oportunidades de ascensão coletiva.”
Para Alencar, o papel econômico dos governos é desobstruir o caminho para o progresso. No Brasil, segundo ele, as prioridades são remover a ignorância, a falta de saúde e saneamento, a precariedade da infraestrutura e as políticas antagônicas ao crescimento, como juros altos demais e impostos irracionais.
Especialmente quanto à infraestrutura, temos de agir de forma factível. Tentar, por exemplo, reutilizar os milhares de quilômetros de ferrovias abandonadas e dar força ao transporte fluvial. Quanto à produção de energia, é preciso fixar a ideia de que é importante implantar uma ampla rede de usinas térmicas movidas a combustíveis renováveis, além de construir usinas hidrelétricas.
Ainda que pesem os avanços alcançados pelo nosso país nos últimos anos, pois já somos quase a oitava economia do mundo, ocupamos o insignificante 56.º lugar no ranking da competitividade e o número de patentes brasileiras significa 0,2% das patentes do planeta. É preciso, portanto, inovar com sustentabilidade.
Já estamos fazendo isso no caso da agroindústria, cujas atividades afetam diretamente o meio ambiente. Todo mundo reconhece o impacto positivo dos biocombustíveis na renovação da nossa matriz energética. Oxigenador da gasolina, o etanol não rompe com a cadeia dos negócios do petróleo, mas é parte da solução para a necessária descarbonização do planeta.
Sem dúvida, temos capacidade para fazer muito mais, sem reduzir nosso potencial de produção de alimentos para consumo interno e exportação. Está na hora de fazermos da preservação dos recursos naturais a chave mestra do nosso modelo de desenvolvimento.
Sabemos que não há obra pública ou atividade econômica sem impacto sobre o meio ambiente, mas é preciso reconhecer que a partir do Código Florestal de 1965 foi montado no País um arcabouço legal que vem servindo como parâmetro ambiental para desenvolvimentistas e conservacionistas. Falta (talvez) um acordo cujos termos podem estar no novo Código Ambiental em discussão no Congresso.
A mudança na legislação pode ser uma primeira resposta à comunidade internacional, que cobra do Brasil a manutenção de algo que os países do Hemisfério Norte já não têm mais: o verde. O segundo passo seria bloquear efetivamente o desmatamento da Amazônia e o corte da vegetação nativa que cobre mais de 50% do território nacional. Se reduzirmos as queimadas, não só riscaremos o nome do Brasil da lista dos maiores emissores de gases do efeito estufa, mas estaremos fazendo da sustentabilidade um grande negócio para o País.
EMPRESÁRIO, É MEMBRO DO CONSELHO DE ESTRATÉGIA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INFRAESTRUTURA E INDÚSTRIA DE BASE (ABDIB) E DO CONSELHO DA UNIÃO DA INDÚSTRIA DA CANA-DE-AÇÚCAR (UNICA)

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BIOCOMBUSTÍVEIS

12/07/10

Lula quer produzir biocombustíveis no Quênia

Agência Brasil, de Nairobi (Quênia)
07/07/2010

AP Photo/Khalil Senosi

Lula e o presidente do Quênia, Muar Kibaki: corrente de comércio entre os países somou US$ 91 milhões em 2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil quer firmar um acordo para produzir biocombustíveis no Quênia. De acordo com Lula, o Brasil poderia transferir tecnologia ao país africano, que tem terras disponíveis para a agricultura. “O Brasil tem expertise de anos de experiência. O Quênia tem terra e disposição de produzir combustível limpo para vender para os países ricos que, a partir de 2020, terão que colocar 10% de etanol na gasolina dos seus carros”, disse Lula em pronunciamento conjunto com o presidente do Quênia, Muar Kibaki.

O Quênia é o terceiro país visitado por Lula na viagem que faz à África esta semana. Já passou por Cabo Verde e Guiné Equatorial e segue ainda hoje para a Tanzânia. Os dois presidentes também conversaram hoje pela manhã sobre a criação da Universidade Afro-Brasileira. A proposta ainda está tramitando no Congresso brasileiro, mas Lula disse “ter o sonho” de lançar a pedra fundamental ainda em seu governo. A Universidade Afro-Brasileira deve ser instalada no município de Redenção, no Ceará e, de acordo com o projeto, vai abrir mil vagas, 500 para brasileiros e 500 para africanos.

A visita à Africa tem um tom pragmático: aproximar comercialmente o Brasil do continente africano. Lula ressaltou que o bloco econômico do Leste da África (EAC, sigla em inglês), formado por Quênia, Burundi, Uganda, Ruanda e Tanzânia, representa 126 milhões de habitantes. Lula defendeu a aproximação do Mercosul com esse mercado.

O Quênia é um dos países mais industrializados da África. A economia tem crescido nos últimos anos, apesar do freio da crise mundial, que repercutiu no ano passado. O setor de serviços cresce puxado pelo turismo. Atualmente, a prestação de serviços representa 62% do PIB do país. Já a fatia da agricultura corresponde a 21,4% e a indústria, 16,3% do PIB. Projeções indicam que a economia do Quênia pode crescer 3,4% em 2010.

As relações comerciais entre Brasil e Quênia nos últimos sete anos aumentaram seis vezes. Passaram de US$ 14 milhões em 2003 para US$ 91 milhões no ano passado apesar dos efeitos da crise mundial, que fez a corrente de comércio entre os dois países encolher 11% em relação ao ano anterior.

Os empresários que acompanham Lula na visita à África identificaram nichos ainda não explorados de mercado e querem ampliar vendas nos setores onde já existem relações mais sólidas. Há boas perspectivas para combustíveis, produtos farmacêuticos, carros, tratores e outros industrializados.

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BIOCOMBUSTÍVEIS

28/06/10

Francesa Total aposta em biocombustível

24/06/2010

DE SÃO PAULO

A petrolífera francesa Total adquiriu 17% da norte-americana Amyris, de biotecnologia e desenvolvimento de combustíveis e químicos renováveis, se tornando mais uma das gigantes do setor a investir no segmento.

A Amyris tem usina-piloto em Campinas (SP) para a produção de combustíveis e produtos químicos usando a cana-de-açúcar como matéria-prima e baseada na tecnologia de biologia sintética.
Ela desenvolveu tecnologia que transforma o caldo da cana em um produto intermediário para a produção de combustíveis químicos.

Em comunicado, as empresas disseram que a parceria “combina a plataforma de biologia sintética industrial e a capacidade de produção emergente no Brasil da Amyris com o know-how tecnológico, a capacidade de escala industrial e o acesso aos mercados da Total”.
“Trata-se de uma parceria estratégica. Vamos utilizar o conhecimento que a Total tem na cadeia de petroquímicos para a fabricação de produtos com fonte renovável”, afirmou Roel Collier, diretor-geral da Amyris no Brasil.

Agora, com a experiência da Total nesse segmento, Collier afirma acreditar que será mais viável chegar a materiais químicos para aplicação industrial e combustíveis renováveis.

Os valores do acordo entre a Total e a Amyris não foram divulgados. As ações da companhia francesa recuaram ontem 2,06% na Bolsa de Valores de Paris.

Collier afirmou que o interesse das petrolíferas no segmento vem aumentando bastante e que a Amyris chegou a ser procurada por outras companhias, sem revelar nomes. “Todas as empresas estão olhando isso com bastante fascinação.”

Nos últimos anos, as petrolíferas têm voltado as suas atenções para o setor de biocombustíveis, já que os custos de exploração de petróleo estão cada vez mais altos e, muitas vezes, os campos descobertos estão em países onde o setor é dominado por estatais, como no Brasil.

No fim de abril, a Petrobras investiu R$ 1,6 bilhão para obter o controle de 45,7% no capital da Açúcar Guarani, quarta maior processadora de cana no país e que é controlada pela francesa Tereos Internacional.
No início deste ano, a anglo-holandesa Shell assinou um acordo com a Cosan -estimado em US$ 12 bilhões- para a criação de duas subsidiárias. Em 2008, a britânica BP adquiriu 50% da usina Tropical BioEnergia.

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Banco enxerga em algas uma alternativa de matéria-prima com grande potencial

Do Rio
21/06/2010

A produção de biodiesel a partir de algas, uma iniciativa ainda em fase de pesquisa, é tratada pelos técnicos do BNDES como a mais promissora alternativa para o segmento no longo prazo.

“A expectativa em relação a esse biodiesel é enorme”, diz o estudo do banco, ressaltando que, além de “supostamente” o biodiesel de algas ser mais produtivo do que qualquer cultura vegetal, as algas absorvem gás carbônico (CO2 ), crescem rápida e exponencialmente, podem ser cultivadas em espaços pequenos - piscinas e lagoas, por exemplo - e não são utilizadas, em geral, como alimentos. Mas André do Amaral Mendes, um dos autores do trabalho, ressalva que, dado o estágio das pesquisas, as algas neste momento são apenas “uma promessa, uma alternativa para o futuro”.

Quanto ao problema do excesso de capacidade produtiva destacado pelo trabalho, os técnicos do BNDES apresentam três cenários para o comportamento futuro da produção e demanda. No primeiro, a mistura de biodiesel ao diesel mineral é mantida nos 5% e não haveria o fechamento de nenhuma das plantas 63 plantas autorizadas a operar até novembro do ano passado. Nesse cenário, com uma estimativa de aumento da demanda de 3,6% ao ano a partir de 2011, até 2018 ainda haveria capacidade ociosa, o que poderia estimular uma consolidação na área.

No segundo cenário, a legislação determinaria o aumento da mistura para B6 em 2011 e B7 em 2012, com o crescimento da demanda estabilizando-se em 3,6% a partir de 2013. Aqui, a capacidade ociosa seria menor e os autores preveem que a partir de 2016 haveria necessidade de investimentos em novas plantas. Na terceira alternativa, o percentual da mistura chegaria a B8 em 2013, permitindo a eliminação do excesso de capacidade já entre 2014 e 2015.

Nos dois últimos cenários seria necessário um pronunciamento dos fabricantes de veículos sobre o comportamento dos motores com as novas misturas. Mendes ressaltou que até agora as montadoras só chancelaram a mistura B5.

Também não foi levada em conta a possibilidade de exportação de biodiesel. Por enquanto, essa alternativa é considerada muito remota diante das barreiras técnicas impostas pelos países europeus, principais usuários de diesel, como forma de proteger seus próprios produtores. Para o futuro, quando o Brasil tornar-se exportador de diesel - após a construção das grandes refinarias da Petrobras no Nordeste - o país poderia exportar a mistura pronta. (CS)

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BIOCOMBUSTÍVEIS

21/06/10

Petrobras acelera avanço em biocombustíveis

Mauro Zanatta, de Brasília
18/06/2010

A Petrobras Biocombustível (PBio) está pronta para ampliar sua presença nos mercados de etanol e de biodiesel no país. A empresa decidiu acelerar a compra de participação em novas usinas de etanol e elevar aportes em unidades próprias de biodiesel, informou o presidente do conselho de administração da PBio, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, ao Valor.

A empresa prevê ocupar uma fatia de 20% do mercado de etanol por meio de participação acionária e liderar em biodiesel com 25% da produção nacional. “Vamos avançar rápido e comprar participação em outras empresas de etanol. Vamos comprar 49% das ações e fazer a gestão compartilhada”, afirmou Cassel.
O planejamento da PBio inclui gerir as áreas de finanças, administração ou logística das novas aquisições para “dominar e apropriar-se da tecnologia” desenvolvida pelas parceiras. “É um setor de alta complexidade para nós. Mas já somos uma empresona do setor, estamos grandes em etanol e biodiesel e já mudamos esses mercados”, disse. “Vamos trabalhar no vermelho por três a cinco anos, mas depois disso teremos um lucrinho”.

Em maio, a PBio anunciou a compra de participação na Açúcar Guarani, controlada pela francesa Tereos. Nos próximos cinco anos, a empresa investirá R$ 1,6 bilhão na Guarani, que processa 16 milhões de toneladas de cana por safra. “Já estamos no coração do setor com a Guarani e já estamos aprendendo muito”, declarou o ministro.

A subsidiária integral da gigante brasileira do petróleo começou a investir pesado em etanol no fim de 2009 com a compra de 40,4% da ações da usina Total, de Bambuí (MG), por R$ 150 milhões. Até então, negociava adquirir parte da usina Itarumã (GO) em parceria com a japonesa Mitsui. A opção pelo etanol busca “equilibrar” o jogo com o interesse de grupos multinacionais no setor e evitar o domínio absoluto do capital estrangeiro em usinas brasileiras. “A presença da Petrobras equilibra um pouco as coisas”, avaliou Cassel.

Nas diretrizes da PBio, comandada pelo ex-ministro Miguel Rossetto, estão pesados investimentos de US$ 530 milhões em pesquisas de biocombustíveis até 2014. A empresa já domina a tecnologia do biodiesel de mamona e banca pesquisas para adequar outras matérias-primas às exigências técnicas. “Percebemos que o biodiesel estará na matriz energética do futuro. Por isso, vamos estabilizar o programa”, acrescentou.

A empresa se esforça para estimular e organizar a produção familiar. Fez acordo com o Banco do Brasil para avalizar financiamentos, transferir pacote tecnológico integrado de insumos e assegurar a compra da matéria-prima.

Em 2009, firmou convênio com o BB para avalizar R$ 90 milhões a 60 mil produtores de mamona, soja e girassol de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia e Sergipe. A produção, que deve ser ampliada para 120 mil hectares nessas áreas, abastecerá as usinas de Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG). Uma delas já dobrará sua capacidade de processamento.

No ano passado, a PBio também adquiriu metade das ações da usina de biodiesel BSBios, de Marialva (PR), por R$ 55 milhões. “Estamos fazendo uma inclusão bem feita, de Primeiro Mundo”, disse Cassel. 

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Regra da UE busca assegurar biocombustível sustentável

Bloomberg News/ Valor Econômico
14/06/10
A União Europeia criou controles para evitar que o comércio de biocombustíveis provoque danos às florestas e outras áreas, dentro de seus esforços para reduzir a dependência dos meios de transporte com o petróleo.

A Comissão Europeia divulgou as diretrizes para assegurar que os biocombustíveis - feitos basicamente de culturas como colza, trigo, milho e açúcar - não tenham origem em áreas de florestas, terras pantanosas e reservas naturais. O objetivo é esclarecer partes da lei europeia que exige um mínimo de 10% de fontes renováveis nos combustíveis para o transporte ferroviário e rodoviário até 2020 em todo o bloco.

Aprovada em 2008, a lei determina padrões de proteção ambiental para os biocombustíveis que entrarão nessa meta de fontes renováveis, para que a expansão no comércio desses produtos não chegue à custa do desmatamento em países exportadores, como o Brasil. “Temos de assegurar que os biocombustíveis também sejam sustentáveis”, disse o comissário de Energia da UE, Guenther Oettinger. “Temos o critério mais rigoroso do mundo.”

Os biocombustíveis oferecem a perspectiva de reduzir o uso de combustíveis fósseis, aos quais se atribuem as mudanças climáticas. Também ajudam a União Europeia a diversificar suas fontes de energia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural.

Em 2008, os biocombustíveis representaram 3,4% do consumo em meios de transporte na UE, segundo informações do bloco econômico. Em 2007, 26% do biodiesel e 31% do etanol consumidos na UE foram importados, principalmente do Brasil e EUA.

Grupos ambientais haviam considerado os padrões de sustentabilidade pouco estritos e acusavam a UE de não prestar a atenção adequada à “mudança indireta no uso da terra”, ou seja, a possibilidade de que o maior cultivo de culturas usadas em biocombustíveis desloque a produção de alimentos. Tal tendência ameaçaria estimular a conversão de florestas e terras pantanosas (que armazenam CO2) em terras para agricultura.

Este é “talvez o problema mais perigoso dos biocombustíveis”, segundo o Greenpeace. “Os impactos da mudança indireta no uso da terra continuarão causando perda significativa na biodiversidade e mais emissões de gases causadores do efeito estufa.”

A Comissão Europeia, responsável pelas regulamentações dos 27 países da UE, está concluindo quatro estudos sobre a questão e pretende realizar um período de consultas com as partes interessadas. Até o fim do ano quer ter um documento normativo que poderia impor regras adicionais de sustentabilidade, segundo Marlene Holzner, uma das porta-vozes da CE. Até essa data, o foco é colocar em vigor a atual lei sobre biocombustíveis de forma harmoniosa, segundo Oettinger.

A Comissão Europeia de Biodiesel, que representa cerca de 60 companhias, incluindo a Verbio da Alemanha e a Neste Oil Oyj da Finlândia, bem como as divisões europeias da Archer Daniels Midland e Cargill, saudaram as diretrizes como “esclarecimentos essenciais” da legislação da UE.

Uma exigência ambiental na lei europeia é que a produção de biocombustíveis conduza a uma economia nas emissões de gás-estufa de pelo menos 35% inicialmente e de 50% a partir de 2017. O menor nível de economia para biocombustíveis a partir de novas plantas é de 60% em 2018.

As diretrizes explicam como calcular essas economias de gás estufa. O documento normativo também procura esclarecer artigos sobre proteção da natureza.

A orientação “explica que biocombustíveis não devem ser produzidos a partir de matérias-primas de florestas tropicais ou de áreas recentemente desmatadas, turfa, pantanais ou áreas de extrema biodiversidade - e a forma como isso deve ser avaliado”. Ela esclarece que a conversão de florestas para plantação de óleo de palma poderá conflitar com exigências de sustentabilidade.

A legislação da UE com a meta de 10% para energia renovável no transporte também visa elevar a parcela de energia verde, incluindo energia eólica e solar na UE, a uma média de 20% até 2020.

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