Biocombustíveis

28/03/11

Acordo prevê bioquerosene para aviões nesta década

Empresas brasileiras e dos EUA atuam em conjunto para produzir combustível de origem vegetal, em escala global, em até 10 anos

20 de março de 2011

Denise Chrispim Marin – O Estado de S.Paulo

A parceria que Brasil e Estados Unidos estão firmando para o desenvolvimento e a produção de biocombustível especificamente para uso na aviação civil é fruto de uma ação que envolve algumas das maiores empresas dos dois países. Os resultados concretos dessas pesquisas – isto é, a fabricação e o uso em escala mundial – podem chegar ao mercado ainda nesta década.

“A perspectiva é de começo de produção em escala global em médio prazo, entre os próximos cinco a dez anos”, explicou Guilherme Freire, diretor de Meio Ambiente da Embraer.

A fabricante brasileira de aviões participa de uma das pesquisas mais avançadas na produção de biocombustível para aviação. Além da Embraer, o projeto envolve no Brasil a Azul Linhas Aéreas – companhia do empresário David Neeleman que opera no Brasil desde 2008 – e, nos Estados Unidos, a Amyris (empresa do setor de biotecnologia com sede da Califórnia) e a General Electric (GE), gigante americana do setor elétrico.

O trabalho conjunto das empresas prevê o voo experimental de um jato E-Jet no primeiro semestre de 2012. O projeto consiste no desenvolvimento de tecnologia de produção de bioquerosene para aviação a partir da fermentação da sacarose – proveniente da palha e da ponta de cana-de-açúcar, do milho e de outras fontes vegetais.

Outra experiência prestes a receber a certificação internacional envolve a transformação de biomassa – pinhão-manso, camelina, babaçu e alga marinha – em bioquerosene. A dificuldade da aplicação dessa tecnologia está na necessidade de produção em escala dessas fontes de biomassa. Em princípio, Estados Unidos e Brasil poderão atuar juntos nesse campo, com apoio dos respectivos governos.

Acordo. O anúncio dessa parceria específica para o setor de aviação civil estará amparado pelo Memorando de Entendimento na área de biocombustíveis, assinado em 2007 pelos então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, em São Paulo.

O acordo de quatro anos atrás não chegava a mencionar o bioquerosene, mas previa uma ampla cooperação para estabelecer padrões de produção para o etanol e, dessa forma, garantir a qualificação do produto como uma commodity.

Um dos tópicos de maior interesse do Brasil era a possível abertura do mercado norte-americano para a importação de etanol de cana-de-açúcar do Brasil, como alternativa ao uso de combustível fóssil, o que acabou não ocorrendo como esperado.

Nos últimos meses, o governo Obama desinteressou-se pelo etanol como alternativa ambiental e econômica para a gasolina e passou a incentivar a produção de veículos híbridos e, principalmente, os movidos exclusivamente a eletricidade.

Para o Itamaraty, a perspectiva de atrair o governo dos Estados Unidos para a única opção sustentável para o querosene de aviação dará um novo alento ao memorando de 2007.

A proposta, segundo um diplomata envolvido nesse tema, permite a união dos setores de fabricação de aviões, de motores, de biocombustíveis e de aviação civil dos dois países em torno de um “produto com futuro gigante”.

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BIOCOMBUSTÍVEIS

31/01/11

Consumo de biodiesel cresce no país

Mônica Scaramuzzo | De São Paulo

27/01/2011

Sérgio Beltrão, diretor da Ubrabio: “Brasil será o terceiro maior produtor global”

A mistura de biodiesel no óleo diesel já começa a surtir efeito positivo na balança comercial brasileira. No ano passado, o consumo obrigatório do produto estabelecido em 5% pelo governo (conhecido como programa B5) respondeu por cerca de 30% do volume total importado pelo Brasil de diesel para atender à demanda no país. Em 2009, essa proporção chegou a 50%, mas as importações do diesel foram bem menores, por conta da crise financeira global.

A expectativa é de que a dependência de importação de diesel no país recue aos poucos, até zerar nos próximos seis anos, considerando que a mistura do biodiesel no combustível aumente para 10% em 2014 e alcance 20% em 2020, além da instalação de novas refinarias no país pela Petrobras até 2017, segundo informações da estatal.

No ano passado, o consumo nacional de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, crescimento de 56% sobre 2009, reflexo da obrigatoriedade de utilização de 5% do produto no diesel estabelecida pelo governo no início de 2010, informou Sérgio Beltrão, diretor-executivo da Ubrabio (União Brasileiro de Biodiesel). Por conta dessa política, o país deixou de importar diretamente o mesmo volume consumido de diesel, evitando gastos diretos em torno de US$ 1,4 bilhão. Até 2008, a mistura era facultativa e começou com 2% em 2005.

Criado para ter o mesmo status que o Proálcool, que em meados dos anos 1970 revolucionou o mercado brasileiro de combustíveis, o programa de mistura do biodiesel, ainda que a passos lentos, começa a ganhar espaço.

No ano passado, o Brasil importou 9,1 bilhões de litros de diesel para suprir suas necessidades. Os gastos foram de US$ 5,131 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). O consumo total de diesel totalizou em 2010 cerca de 49,7 bilhões de litros, um aumento de 12,7% de acordo com estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Esse salto no consumo, depois de dois anos de estagnação por conta da crise econômica mundial, ocorreu com a recuperação da economia nacional.

Em 2009, a importação do diesel foi de 3,5 bilhões de litros, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), quando o consumo total no país ficou em 44,3 bilhões de litros. “O aumento de consumo do diesel está ligado diretamente ao PIB. A economia deu sinais claros de recuperação no ano passado, com maior transporte de mercadorias”, afirmou Alísio Vaz, diretor do Sindicom. Cerca de 90% do diesel consumido no país é utilizado em transporte, sobretudo de caminhões e ferrovias.

Com investimentos de cerca de R$ 4 bilhões nos últimos anos, o país conta com 63 usinas produtoras do biocombustível. A Petrobras é dona de três usinas e tem participação em uma quarta unidade. Apesar dos tropeços no início de sua implantação, o mercado de biodiesel começa a amadurecer. O setor aguarda novo marco regulatório para que a mistura de 10% seja efetivada até 2014 e aumente para 20% em 2020. “Tivemos avanços em relação à obrigatoriedade da mistura de 5%, que estava prevista somente para 2013, mas foi antecipada para o ano passado”, observou Beltrão.

Para o Sindicom, uma nova elevação da mistura tem de ser discutida, antes de sua implementação. “Somos a favor da revisão ampla, antes das mudanças”, afirmou Vaz. Ele lembra que os custos da mistura de biodiesel por litro são até R$ 0,07 maiores, por conta da logística de se transportar o biodiesel até as distribuidoras de combustíveis.

Assim como o Proálcool no início de sua implementação, o programa do biodiesel, criado em 2005, é controlado pelo governo. As compras do produto são feitas 100% pela Petrobras via leilão, coordenado pela ANP. No caso do etanol, o governo não intervém diretamente nesse setor desde os anos 1990. A mistura obrigatória do etanol anidro na gasolina é de 25% e o etanol hidratado é utilizado diretamente como combustível no automóvel. “A diferença do biodiesel em relação ao etanol é que o impacto do produto na balança comercial é bem maior, uma vez que o Brasil importa pouco álcool”, disse Beltrão.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a capacidade instalada de produção de biodiesel no país está em torno de 5,1 bilhões de litros. A demanda para atender a mistura de 20% até 2020 é estimada em 14,3 bilhões de litros, com investimentos em torno de R$ 7,3 bilhões. “Hoje, todo biodiesel produzido é consumido para viabilizar a mistura. As usinas não acumulam estoques”, disse Beltrão. A soja responde por mais de 80% da matéria-prima para a produção do biocombustível.

Neste ano, Beltrão disse que a expectativa é de que o Brasil se torne o terceiro maior produtor global de biodiesel, ficando somente à frente da Alemanha e França.

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GE investe em pesquisa de locomotiva bicombustível

29/11/10

BIOCOMBUSTÍVEIS

César Felício | De Belo Horizonte

25/11/2010

Quinze dias depois de anunciar um investimento de US$ 100 milhões para a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro (RJ), frustrando as expectativas dos governos de Minas Gerais e São Paulo, que disputavam a obra, a direção da General Electric assinou ontem protocolo de R$ 25 milhões para montar um centro de competência em combustíveis alternativos para motores de locomotivas em sua fábrica em Contagem (MG). Cerca de 40% do investimento, ou R$ 10 milhões, virá do governo estadual, por meio da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia.

O centro vai desenvolver motores bicombustíveis, usando, além do diesel, o biodiesel e o gás natural. De acordo com o presidente da GE Transportation, Guilherme Segalla, a pesquisa estará orientada para o mercado externo. ” Em breve poderemos estar falando em exportações deste centro”, disse o executivo. Os novos produtos terão como alvo o mercado da África e da América Latina, regiões atendidas pela subsidiária brasileira.

Segundo Segalla, o novo centro não surgiu de um longo processo de maturação. ” A discussão foi iniciada há menos de um ano. O centro podia ter ido para a Índia ou Estados Unidos, mas conseguimos comprovar que aqui teríamos um apoio estrutural e financeiro maior”, afirmou. O executivo prevê que o centro entre em funcionamento até 2013. A estrutura física ocupará 400 metros quadrados dentro da própria instalação da GE em Contagem e a unidade estará ligada virtualmente às universidades federais de Itajubá, de Minas Gerais e à PUC de Minas.

De acordo com o executivo, já existem motores desenvolvidos pela GE que aceitam uma mistura de 5% de biodiesel em sua composição e em um primeiro momento irá se tentar atingir 20%. O desenvolvimento do motor a gás natural, elemento que começa a ser explorado em Minas Gerais na região do São Francisco, ainda está incipiente. A GE como um todo deve faturar US$ 600 milhões na América Latina este ano e deve dobrar a sua capacidade de produção de locomotivas com a ampliação da unidade atual e a construção de duas novas linhas de montagem até 2012, em um investimento programado de US$ 50 milhões.

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BIOCOMBUSTÍVEIS

8/11/10

Multinacionais investem em usinas de biodiesel no Brasil

Gigantes estão fazendo investimentos em várias regiões brasileiras, de olho na facilidade de obtenção da soja

04 de novembro de 2010 | 0h 00

Eduardo Magossi – O Estado de S.Paulo

As grandes tradings multinacionais de commodities estão descobrindo o mercado brasileiro de biodiesel. Em menos de duas semanas, gigantes como Cargill, ADM e Noble anunciaram investimentos na construção de usinas de biodiesel em várias regiões brasileiras. Também nas últimas semanas, a Brasil Ecodiesel anunciou que está unindo seus negócios com a Maeda Agroindustrial.

O ponto em comum entre todas essas operações é a facilidade de obtenção da soja. “Estas empresas não precisam buscar a soja fora de casa e não estão sujeitas às variações do mercado”, explica o presidente da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein. Hoje, o óleo de soja representa perto de 80% da matéria-prima utilizada na produção de biodiesel.

A verticalização dessas empresas também indica uma preocupação em relação ao escoamento do óleo de soja resultante do esmagamento da soja em grão. “Já é fato que o mercado de carnes, tanto bovina quanto suína, está crescendo de forma cada vez mais intensiva e a utilização do farelo de soja como ração animal tende a crescer”, informa Amaryllis Romano, economista da Tendências Consultoria.

Segundo ela, quanto mais farelo for produzido, mais óleo de soja ficará disponível. “A demanda doméstica por óleo é limitada e a entrada dessas tradings no mercado de biodiesel revela que elas estão montando uma estratégia para escoar este óleo de soja que, de outra forma, poderia ficar represado”, diz. As exportações de derivados de soja do Brasil são limitadas pela Lei Kandir, que penaliza com impostos as vendas externas de óleo e farelo e beneficia a exportação do grão.

Investimentos. A Cargill anunciou a construção de usina para produção de biodiesel no Mato Grosso do Sul, com investimentos de R$ 130 milhões. A unidade entrará em operação em 2012 e funcionará em anexo à fábrica de esmagamento de soja da empresa, devendo produzir 200 mil toneladas de biodiesel por ano.

O Noble Group vai investir US$ 200 milhões em sua primeira indústria de esmagamento de soja e produção de biodiesel no País. A fábrica será em Mato Grosso e deverá ter produção anual de 200 mil toneladas. Com início das operações também esperado para 2012, a ADM vai construir sua segunda usina de biodiesel no País em Santa Catarina, com produção estimada de 164 mil toneladas. O valor do investimento não foi revelado.

A Brasil Ecodiesel, que até meados deste ano estava comprando de fornecedores todo o óleo de soja usado em sua produção, vai contar, agora, com a matéria-prima da Maeda Agroindustrial, grande produtor de soja e algodão, duas matérias-primas importantes para o biodiesel.

Para Klein, os investimentos em novas usinas indicam também que essas empresas acreditam que o atual represamento do mercado interno vai acabar. Atualmente, é obrigatória por lei a adição de 5% de biodiesel no diesel mineral, o B5, embora a capacidade instalada hoje no País seja suficiente para adição de 10%. “Essas multinacionais esperam um aumento da mistura no mercado interno brasileiro.”

O Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel do governo brasileiro previa inicialmente o B5 apenas em 2013. A adição de 5% foi adiantada em função da grande capacidade instalada do Brasil, hoje em torno de 5,1 bilhões de litros, mas demanda efetiva de apenas 2,4 bilhões de litros. “O setor precisa de um novo marco regulatório e esses investimentos externos indicam que a expectativa internacional é de que haverá um novo marco com aumento da mistura”, explica Klein.

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Butamax cria base de exportação de biobutanol no país

Mônica Scaramuzzo | De São Paulo

03/11/2010

Claudio Belli/Valor

Tim Potter, presidente global da Butamax, joint venture entre BP e DuPont: foco na exportação para EUA, UE e Ásia

A Butamax, joint venture entre a companhia petrolífera inglesa British Petroleum (BP) e a americana DuPont , anuncia hoje a criação de seu primeiro laboratório no Brasil para o desenvolvimento e produção de biobutanol, biocombustível renovável que concorrerá com o etanol e a gasolina no mercado global de combustíveis. Em entrevista ao Valor, Tim Potter, principal executivo da companhia, disse que a unidade de Paulínia terá capacidade para exportar o produto para os EUA a partir de 2013.

O laboratório de pesquisa e desenvolvimento de Paulínia, que estará nas dependências de uma das unidade produtoras da DuPont, vai utilizar a cana-de-açúcar como principal matéria-prima e terá capacidade para produção em escala industrial entre 2012 e 2013. “A cana é a matéria-prima mais eficiente e tem custo menor que os grãos, também utilizados na produção do biocombustível”, disse Potter. A empresa tem laboratórios de tecnologia em Hull, na Inglaterra, e em Delaware, nos EUA, além de pesquisas conduzidas na Alemanha e na Índia. A companhia não informou o valor do investimento em Paulínia.

A empresa começou há alguns anos pesadas pesquisas para a produção de biobutanol, de olho nos mercados americano, europeu e asiático. O biobutanol é a grande aposta da companhia para substituir os combustíveis fósseis, como a gasolina, e o produto concorrerá com o etanol. A diferença básica entre o biobutanol e o etanol é que o primeiro, de densidade energética maior, conta com quatro moléculas de carbono, e o segundo, duas. O processo de fermentação do biocombustível também difere do etanol.

O primeiro mercado para o biobutanol no mundo serão os EUA. “As refinarias americanas serão os nossos principais clientes”, afirmou o executivo. Não será necessária nenhuma adaptação aos veículos para o consumo de biobutanol nos tanques, de acordo com o executivo.

A expectativa da Butamax é ter escala para produzir cerca de 2 bilhões de galões (ou 7,5 bilhões de litros) de biobutanol por ano, a partir de 2020, no mercado internacional. Antes desse período, a empresa vai produzir o biocombustível em menor escala no Brasil e Inglaterra, onde tem uma unidade de demonstração, utilizando cana e grãos (milho e trigo), como principais matérias-primas, além de microalgas e celulose. A empresa tem registrado mais de 70 patentes do produto no mercado global.

Potter disse que a Butamax deverá dar início nos próximos meses a negociações com usinas sucroalcooleiras do Brasil para o produção do biocombustível por meio de parcerias, com a utilização da tecnologia desenvolvida pela companhia. “Para as usinas, a vantagem dessa parceria será a diversificação do seu negócio, uma vez que o biobutanol será um produto voltado para o mercado externo. No país, essas empresas poderão negociar o etanol para atender ao mercado doméstico”, afirmou.

Com expertise em bioctenologia, a DuPont uniu-se à petrolífera BP, que passou recentemente por um grande revés, por conta do vazamento de óleo no Golfo do México, que tem feito grandes apostas em biocombustíveis de segunda geração no mercado internacional. A joint venture entre as duas companhias foi formalizada no ano passado, mas as duas empresas já trabalhavam juntas desde 2003 para o desenvolvimento desse produto.

Grandes petrolíferas globais estão fazendo apostas nos biocombustíveis renováveis, como alternativa aos produtos de origem fóssil. Esses combustíveis renováveis dificilmente terão escala para substituir a gasolina, mas estão ganhando espaço, uma vez que o apelo por produtos renováveis cresce. Um dos exemplos mais recentes foi o da Shell, que firmou joint venture com a companhia brasileira Cosan, a maior produtora de açúcar e álcool do mundo. Nessa joint venture, além dos negócios de distribuição de combustíveis, a Shell terá acesso à produção de etanol da Cosan e o grupo nacional terá acesso à produção de biocombustíveis de segunda geração da petrolífera.

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