Na balança, zero de carbono e 100% de biocombustível

5/10/09

Ernesto Moeri
21/08/2009

O Brasil reúne as condições ideais para suprir suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis

O presidente Lula fará parte da história deste país por diversos feitos realizados em sua gestão. Uma trajetória como a dele é rara, o que lhe rende admiração e inimigos. O que nem ele, e nem tampouco ministros e assessores perceberam ainda, é que esse protagonismo como destacada liderança da nação e do mundo pode assumir proporções sem igual por conta da preocupação generalizada com o meio ambiente. Sem qualquer oportunismo, é possível deixar um enorme legado com a gestão que tornaria o Brasil o primeiro do ranking em sustentabilidade ambiental com medidas que levariam à redução total das emissões de carbono e manutenção do estoque integral de etanol e biodiesel, combustível limpo, por aqui mesmo.

O Brasil é hoje um dos grandes emissores de CO2 em razão das queimadas na floresta amazônica, que contribuem com mais de 60% do total de dióxido de carbono lançado na atmosfera. Este fato explica o 5º lugar na lista de países que jogam no ar gases que contribuem para o efeito estufa, principal causador das mudanças climáticas que estamos presenciando. De possível “salvador do planeta”, o país acaba sendo visto como um dos vilões do aquecimento global. Não é de agora que a opinião pública de fora expressa grande preocupação com a destruição da Amazônia. Deste lado do Atlântico, se observa certa perturbação envolvendo ONGs, missionários e políticos estrangeiros, acusados de querer “internacionalizar” aquele território. Alguns até são apontados como elementos a serviço de corporações interessadas no chamado “ouro verde”, ou seja, a riqueza da biodiversidade local.

Mas vamos lembrar de alguns fatos por vezes esquecidos nesta discussão. O Brasil tem uma matriz energética extremamente limpa, com 85% da eletricidade oriunda de usinas hidrelétricas e de co-geração de biomassa e mais de 25% de todo o combustível consumido para o transporte rodoviário originado do solo, o que o torna uma fonte renovável.

A produção de etanol a partir do Proálcool, programa pioneiro da União criado há 30 anos, permite a substituição de mais de 50% da gasolina pelo álcool em automóveis. As respectivas plantações de cana ocupam menos de 3% de toda a área produtiva, mas são responsabilizadas injustamente pela alta mundial dos preços agrícolas. Lobistas e parte da mídia condenam plantações de cana destinadas à fabricação de álcool combustível por supostamente avançar sobre a floresta tropical e destruir a mata que abriga inúmeras bacias de seqüestro de carbono. Não se diz, porém, que a principal região de plantio dessa matéria-prima está distante 3 mil quilômetros da Amazônia e que ainda existe muita terra disponível e sem cultivo - são mais de 50 milhões de hectares apenas nos estados do Centro-Sul.

Os 20 milhões de m3 de etanol consumidos anualmente faz com que o Brasil deixe de lado a mesma quantidade de combustível fóssil, o que evita a emissão de 48 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Inicialmente subsidiado pelo governo, o Proálcool se tornou autossustentável e altamente competitivo. O break-even que evidencia a vantagem econômica do álcool sobre a gasolina foi atingido nos bons e velhos tempos de quando o barril de petróleo bateu na casa dos US$ 30.

Implantado por lei em 2006, o programa do biodiesel prevê que cada litro de diesel vendido nos postos em todo o território nacional contenha 2% do combustível renovável em sua mistura. De pouco em pouco, esse montante alcançou a marca de 1 milhão de toneladas/ano. Contas feitas, chegamos a 2,4 milhões de toneladas anualmente de gás carbônico que a terra brasilis evita intoxicar a todos. Falando em dinheiro, o carbono evitado por biocombustível equivale a cerca de US$ 80 milhões, valor não cobrável nos moldes do Protocolo de Kyoto por não se tratar de uma medida voluntária.

Fica a sugestão de que todo o esforço adicional para se utilizar biocombustíveis no lugar dos fósseis seja feito por absoluta iniciativa do mercado, de acordo com modelos determinados de produção e consumo, com benefício de regiões onde há disponibilidade de fontes energéticas e consumo em frotas cativas, e não “por decreto”, possibilitando desta maneira a efetiva negociação das emissões no mercado internacional de carbono.

Com seu vasto potencial em termos de território, recursos hídricos e biomassa, o Brasil reúne todas as condições ideais para suprir suas necessidades energéticas a partir de fontes renováveis. Com uma iniciativa destas, é possível girar um mercado em torno de 100 milhões/toneladas de biocombustíveis por ano. Em valores atuais, com a cotação de US$ 20 por tonelada de dióxido de carbono não emitido, a cifra gerada geraria um bom dinheiro: cerca de US$ 2 bilhões por ano, dinheiro que poderia ser investido para custear a redução de desmatamento do maior estoque de floresta tropical do planeta, a Amazônia.

Ao invés de vender etanol para os EUA e países da Europa e Ásia, encarando sobretaxas, altos custos com fretes e, sobretudo, críticas, o país poderia exportar os dois milhões de barris de petróleo/dia extraídos de seu solo nos parâmetros de um mercado internacional livre e totalmente regulamentado. Reter o biocombustível e repassar para o mercado externo o petróleo disponível terá um impacto extremamente positivo na balança comercial. E isto não é o mais importante: há de se convir que, enquanto todos os carros nacionais não rodarem com biocombustível, não faz sentido vender para gringos e hermanos um único litro deste valioso propulsor verde.

Aliado a isso, o plantio de oleaginosas não-comestíveis, como pinhão manso; a pesquisa e o desenvolvimento de novas fontes de biomassa e seqüestro de carbono por meio de projetos de preservação e reflorestamento irão permitir à Nação alcançar a meta de se tornar 100% neutra em carbono no prazo de uma década.

Para manter este equilíbrio, é importante a existência de consistentes políticas públicas destinadas a proteger as florestas tropicais, garantidoras desta condição única. E como pagar o custo desta proteção? Com a aplicação de parte destes recursos gerados pela comercialização dos créditos de carbono. Lula teria então a oportunidade de ser o presidente da nação número 1 em sustentabilidade ambiental e rumo a uma posição, cada vez menos fictícia, de grande influenciador da roda de negócios em nível global.

Ernesto Moeri é geólogo pela Universidade de Berna (Suíça), é presidente do Instituto Ekos Brasil. Foi presidente da Câmara Suíço-Brasileira de Comércio (2001-2006).

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CRÉDITOS DE CARBONO

6/07/09

Santander financia crédito de carbono

Murillo Camarotto, Valor Online, de São Paulo
02/07/2009

Sergio Zacchi / Valor

Maurik Jehee: na prática, negócio é um contrato de compra e venda

O Santander anunciou ontem a criação de uma linha de crédito voltada ao financiamento de projetos que originem créditos de carbono. No valor de € 50 milhões, a linha já está disponível e será utilizada na compra, pelo banco, de créditos de carbono gerados por empresas no Brasil, no Chile e no México.

A ideia do Santander é acumular esses créditos em volume suficiente para que sejam revendidos a companhias europeias, especialmente do setor de geração de energia.

O lançamento é resultante do processo de união entre as operações de Santander e Banco Real, que já atuavam neste segmento de negócio, porém com operações distintas. Até então, os projetos vendedores de créditos de carbono só viam a cor do dinheiro no momento da entrega efetiva dos créditos, o que podia levar alguns anos. Com a nova linha, poderão receber no ato o pagamento por créditos que serão entregues no futuro, com prazo máximo até o final de 2012, quando vence o primeiro período do Protocolo de Kyoto.

Diante disso, somente os projetos registrados, ou em processo de validação, no chamado Mercado Kyoto é que poderão pleitear os recursos da linha de crédito, segundo explicou o superintendente responsável por créditos de carbono do Santander no Brasil, Maurik Jehee. O preço a ser pago irá depender do risco de cada projeto, que poderá ser calculado pelo próprio Santander ou por empresas de auditoria.

Segundo Jehee, isso coloca os projetos que já estão registrados em condições mais vantajosas, em termos de preço, para a venda de seus créditos.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), os projetos registrados nos três países incluídos na linha de crédito do Santander somam hoje 307, sendo 159 no Brasil, 115 no México e 33 no Chile. Boa parte destes projetos são de empresas dos setores sucroalcooleiro e de energias renováveis, além dos aterros sanitários.

Maurik Jehee explicou que o crédito funciona, na prática, como um contrato de compra e venda. No caso de o vendedor não entregar os créditos na quantidade e prazo acordados, a diferença será cobrada pelo banco como um empréstimo tradicional, com juros em euro que devem girar entre 4% e 7% ao ano. Em um primeiro momento, somente as empresas clientes do Santander é que poderão participar.

O executivo esclareceu ainda que o valor de 50 milhões de euros é permanente, ou seja, assim que os créditos adquiridos pelo banco forem revendidos, o valor da transação será liberado para novas compras nos mercados brasileiro, chileno e mexicano. No caso de o montante adquirido pelo banco atingir os 50 milhões de euros antes da entrega aos europeus, há possibilidade de o teto ser aumentado.

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CRÉDITOS DE CARBONO

8/06/09

Usina no ES fecha primeira venda de carbono

Bettina Barros, de São Paulo
04/06/2009

A ArcelorMittal Tubarão, a maior usina brasileira do gigante siderúrgico indo-europeu, fechou o primeiro contrato do país de créditos de carbono no setor.

Através de um programa de eficiência energética iniciado em 2004, a fábrica do Espírito Santo conseguirá evitar a emissão de aproximadamente 400 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) no período de dez anos. E, por esse motivo, está apta a negociar os papéis previstos no Protocolo de Kyoto. Por convenção, cada tonelada de gás-estufa que deixa de ser emitida equivale a um crédito de carbono no mercado internacional.

Em entrevista ao Valor, Luis Antonio Rossi, gerente de Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, explicou que a comercialização desses créditos veio na esteira das adaptações necessárias na usina para aumentar sua eficiência energética, previstas dentro da política socioambiental de empresa. “A gente já estava atento e acompanhando todo esse movimento dentro da nossa política de sustentabilidade”, disse Rossi.

Segundo ele, as adaptações para o ganho em eficiência energética exigiram investimentos de US$ 20 milhões, referentes à construção de gasômetros para transportar os gases emitidos no processo de produção para a central termelétrica.

O registro dos créditos - o sinal verde para a comercialização - ocorreu em 2006. O banco estatal alemão KFW pagará, em até 15 dias, US$ 5 milhões pelas 300 mil toneladas de gases auditadas, referentes ao período de 2004 a 2008. Para 2009 e 2010, a planta capixaba deverá contabilizar mais 100 mil toneladas de gases que deixaram de ser jogados na atmosfera.

Os créditos de carbono são uma espécie de “cereja do bolo” - um prêmio a mais ao empreendimento, mas não a razão principal para as modificações realizadas. O principal motivo, diz Rossi, é a própria economia energética gerada pela usina, que tem uma capacidade de produção de 7,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano.

“Já somos auto-suficientes em energia, com potencial de geração de 490 MW”, afirmou Rossi. “No Espírito Santo, a maior hidrelétrica consegue gerar de 80 a 120 MW de energia”. Além disso, diz o executivo, a usina de Tubarão comercializa um excedente de 100 MW.

Além dos créditos referentes à eficiência energética, outros dois projetos estão em andamento. O primeiro é o aproveitamento dos gases gerados na queima de carvão mineral, na Sol Coqueria Tubarão - joint-venture da ArcelorMittalTubarão, ArcelorMittal Belgo e a Sun Coke International e com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de coque por ano.

O projeto está na fase de validação. O processo de recuperação de calor produz 170 MW de energia elétrica na central termelétrica da Sol Coqueria e tem potencial de gerar, em sete anos, de 3,7 mil toneladas de CO2 com a redução de emissão de gases-estufa.

O segundo projeto é o do Terminal de Barcaças Marítimas (Tbmar), que iniciou as operações em 2006 no complexo portuário de Tubarão. Com investimento de R$ 15 milhões, o Tbmar foi construído para o transporte de 1,1 milhão de toneladas anuais de bobinas a quente para a ArcelorMittal Vega, em Santa Catarina.

Quatro barcaças estão em operação por meio do sistema de cabotagem, transportando o equivalente a 110 caminhões por dia, por um percurso de 1.170 quilômetros entre Vitória e São Francisco do Sul (SC). O deslocamento contribuirá para a redução das emissões de gases-estufa da queima dos combustíveis dos caminhões, que deixarão de circular nas estradas brasileiras.

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CRÉDITOS DE CARBONO

1/06/09

Fundo faz swap de crédito de carbono

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo

28/05/2009

Um fundo brasileiro acaba de fechar com o Barclays Capital o primeiro swap de índice de crédito de carbono das Américas, revela Nelson Alves, vice-presidente do banco. Essa foi a forma encontrada para que o fundo pudesse comprar os créditos de forma sintética, pois estava com dificuldades para encontrar produção dos projetos reais. Com a estratégia, já comum na Europa, o investidor fica sem o risco do projeto e da entrega física do crédito de carbono.

Segundo explica Alves, o fundo queria ficar exposto aos certificados de redução de emissão de carbono, em inglês CER (Certified Emission Reduction), produzidos por projetos brasileiros nos moldes do protocolo de Kyoto e com preço registrado em reais. Nesses certificados, uma tonelada de dióxido de carbono reduzida corresponde a um crédito de carbono. A redução da emissão de outros gases que também contribuem para o efeito estufa pode ser convertida em créditos de carbono utilizando o conceito de carbono-equivalente.

 

 

O Barclays tem um índice global do mercado de crédito de carbono, o BGCI, que inclui além de Kyoto também a produção dos créditos nos moldes do acordo entre os países europeus, o European Union Emissions Trading Scheme, o mercado mais líquido do mundo. Esse índice busca servir de benchmark para o mercado internacional. Mas para o fundo brasileiro o Barclays criou um índice usando apenas os mecanismos do protocolo de Kyoto, o BGCI-CER. Esse índice teve seu valor determinado em reais e foi trocado com o investidor por meio de um contrato de swap registrado na Cetip.

Alves explica que o investidor poderia ainda, em vez de realizar o swap, se dirigir à European Climate Exchange para obter a mesma exposição em crédito de carbono brasileiro, mas teria bem mais dificuldades operacionais para acessar diretamente esse mercado secundário e teria ainda o risco cambial da conversão do real para o euro e vice-versa.

Alves explica que a estratégia do swap permite acesso indireto do investidor ao cada vez mais líquido mercado internacional. “Se o fundo achar investimento melhor e quiser sair do swap, pode fazer isso a qualquer hora em qualquer dia”, afirma.

Alves diz que os investidores têm aumentado sua demanda por crédito de carbono como uma forma de diversificação, de realização de investimentos socialmente responsáveis e também como hedge (proteção) para posições no mercado de energia, visto que o preço do crédito de carbono tende a subir quando o preço do petróleo ou do gás natural também sobe.

Segundo relatório do Banco Mundial divulgado ontem, o mercado global dos créditos para emissões de carbono dobrou de valor no ano passado, apesar da crise financeira internacional. O mercado saltou de US$ 63 bilhões em 2007 para US$ 126 bilhões em 2008, o que significa quase 12 vezes o valor negociado em 2005.

Mas os cortes de emissões efetivamente feitos e vendidos por projetos de energia limpa com registro na ONU em países em desenvolvimento caíram 30%, para 389 milhões de toneladas, ou US$ 6,5 bilhões, por causa do aperto no crédito, segundo a “Reuters. Em 2007, o valor dos projetos havia sido de US$ 7,4 bilhões.

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Créditos de carbono viabilizam projetos

SÃO PAULO, 27 de maio de 2009 - O parque eólico de Canoa Quebrada (CE), da empresa Rosa dos Ventos, é um exemplo de como os créditos de carbono podem viabilizar a construção de uma estação. “A energia eólica é diretamente favorecida pelos créditos de carbono, visto que a receita advinda deste recurso pode alavancar em até 3% a taxa interna de retorno líquida destes projetos, incrementando a viabilidade financeira e servindo como um grande fomento a essa atividade”, diz Magno Maciel, gerente de negócios da CantorCO2e, companhia que desenvolveu o projeto de carbono daquele parque.

O fato da energia eólica, assim como a solar, ser renovável e de baixo impacto ambiental e não emitir gases de efeito estufa pode reconfigurar a matriz energética brasileira para um perfil mais sustentável, com oportunidades para as empresas geradoras. “As organizações também podem se beneficiar da venda de créditos de carbono de forma certificada, como projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ou não certificada”, diz a consultora em gestão ambiental Mari Elizabete Bernardini Seiffert. “Gera receita adicional”, conta Munir Soares, da Key Associados. Segundo ele, a receita extra é a única forma de tornar um parque eólico viável.

Os projetos de geração eólica, assim como as outras modalidades de geração de energia renovável, são baseados no chamado Fator de Emissão da Rede (EFy). De acordo com informações de Maciel, esse fator é expresso em toneladas de dióxido de carbono equivalente por Megawatt-hora (tCO2e/MWh) e representa a emissão média de CO2 que ocorre dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN) para a geração de um MWh. Atualmente, esse fator é calculado pela Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima (CIMGC), a partir dos dados de geração elétrica fornecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“O cálculo dos créditos de carbono em projetos de geração de energia renovável é feita através do produto entre a quantidade de energia despachada à rede e o fator de emissão. Este valor representa a emissão de CO2 que ocorreria dentro do SIN caso o projeto não existisse”, explica o gerente da CantorCO2e, que atua no desenvolvimento de dois parques eólicos no Nordeste, formados pelo agrupamento de seis estações. Estes projetos totalizam mais de 220 megawatts de potência instalada em 158 turbinas, o que representa cerca de 35% dos projetos eólicos existentes no Brasil.

Setor puxado pelo Nordeste

Segundo as últimas publicações da Eletrobrás e do Ministério de Minas e Energia, por meio do Plano Decenal de Expansão, a energia eólica no Brasil, que no momento ainda representa uma fatia modesta da geração nacional, terá uma forte expansão nos próximos anos, impulsionada principalmente pelo aumento da demanda no Nordeste, onde, segundo Maciel, a geração hidráulica têm inviabilidades técnicas.

Não há dados de quantos parques eólicos existem no mundo, mas a capacidade instalada para a energia eólica em 2007 foi de 93,86 GW. Essa capacidade instalada contribuiu para uma redução estimada de lançamento para a atmosfera de 406 milhões de toneladas equivalentes de CO2.

(Sérgio Toledo/Investnews - Gazeta Mercantil)

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