CRÉDITOS DE CARBONO

1/06/09

Fundo faz swap de crédito de carbono

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo

28/05/2009

Um fundo brasileiro acaba de fechar com o Barclays Capital o primeiro swap de índice de crédito de carbono das Américas, revela Nelson Alves, vice-presidente do banco. Essa foi a forma encontrada para que o fundo pudesse comprar os créditos de forma sintética, pois estava com dificuldades para encontrar produção dos projetos reais. Com a estratégia, já comum na Europa, o investidor fica sem o risco do projeto e da entrega física do crédito de carbono.

Segundo explica Alves, o fundo queria ficar exposto aos certificados de redução de emissão de carbono, em inglês CER (Certified Emission Reduction), produzidos por projetos brasileiros nos moldes do protocolo de Kyoto e com preço registrado em reais. Nesses certificados, uma tonelada de dióxido de carbono reduzida corresponde a um crédito de carbono. A redução da emissão de outros gases que também contribuem para o efeito estufa pode ser convertida em créditos de carbono utilizando o conceito de carbono-equivalente.

 

 

O Barclays tem um índice global do mercado de crédito de carbono, o BGCI, que inclui além de Kyoto também a produção dos créditos nos moldes do acordo entre os países europeus, o European Union Emissions Trading Scheme, o mercado mais líquido do mundo. Esse índice busca servir de benchmark para o mercado internacional. Mas para o fundo brasileiro o Barclays criou um índice usando apenas os mecanismos do protocolo de Kyoto, o BGCI-CER. Esse índice teve seu valor determinado em reais e foi trocado com o investidor por meio de um contrato de swap registrado na Cetip.

Alves explica que o investidor poderia ainda, em vez de realizar o swap, se dirigir à European Climate Exchange para obter a mesma exposição em crédito de carbono brasileiro, mas teria bem mais dificuldades operacionais para acessar diretamente esse mercado secundário e teria ainda o risco cambial da conversão do real para o euro e vice-versa.

Alves explica que a estratégia do swap permite acesso indireto do investidor ao cada vez mais líquido mercado internacional. “Se o fundo achar investimento melhor e quiser sair do swap, pode fazer isso a qualquer hora em qualquer dia”, afirma.

Alves diz que os investidores têm aumentado sua demanda por crédito de carbono como uma forma de diversificação, de realização de investimentos socialmente responsáveis e também como hedge (proteção) para posições no mercado de energia, visto que o preço do crédito de carbono tende a subir quando o preço do petróleo ou do gás natural também sobe.

Segundo relatório do Banco Mundial divulgado ontem, o mercado global dos créditos para emissões de carbono dobrou de valor no ano passado, apesar da crise financeira internacional. O mercado saltou de US$ 63 bilhões em 2007 para US$ 126 bilhões em 2008, o que significa quase 12 vezes o valor negociado em 2005.

Mas os cortes de emissões efetivamente feitos e vendidos por projetos de energia limpa com registro na ONU em países em desenvolvimento caíram 30%, para 389 milhões de toneladas, ou US$ 6,5 bilhões, por causa do aperto no crédito, segundo a “Reuters. Em 2007, o valor dos projetos havia sido de US$ 7,4 bilhões.

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Créditos de carbono viabilizam projetos

SÃO PAULO, 27 de maio de 2009 – O parque eólico de Canoa Quebrada (CE), da empresa Rosa dos Ventos, é um exemplo de como os créditos de carbono podem viabilizar a construção de uma estação. “A energia eólica é diretamente favorecida pelos créditos de carbono, visto que a receita advinda deste recurso pode alavancar em até 3% a taxa interna de retorno líquida destes projetos, incrementando a viabilidade financeira e servindo como um grande fomento a essa atividade”, diz Magno Maciel, gerente de negócios da CantorCO2e, companhia que desenvolveu o projeto de carbono daquele parque.

O fato da energia eólica, assim como a solar, ser renovável e de baixo impacto ambiental e não emitir gases de efeito estufa pode reconfigurar a matriz energética brasileira para um perfil mais sustentável, com oportunidades para as empresas geradoras. “As organizações também podem se beneficiar da venda de créditos de carbono de forma certificada, como projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ou não certificada”, diz a consultora em gestão ambiental Mari Elizabete Bernardini Seiffert. “Gera receita adicional”, conta Munir Soares, da Key Associados. Segundo ele, a receita extra é a única forma de tornar um parque eólico viável.

Os projetos de geração eólica, assim como as outras modalidades de geração de energia renovável, são baseados no chamado Fator de Emissão da Rede (EFy). De acordo com informações de Maciel, esse fator é expresso em toneladas de dióxido de carbono equivalente por Megawatt-hora (tCO2e/MWh) e representa a emissão média de CO2 que ocorre dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN) para a geração de um MWh. Atualmente, esse fator é calculado pela Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima (CIMGC), a partir dos dados de geração elétrica fornecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“O cálculo dos créditos de carbono em projetos de geração de energia renovável é feita através do produto entre a quantidade de energia despachada à rede e o fator de emissão. Este valor representa a emissão de CO2 que ocorreria dentro do SIN caso o projeto não existisse”, explica o gerente da CantorCO2e, que atua no desenvolvimento de dois parques eólicos no Nordeste, formados pelo agrupamento de seis estações. Estes projetos totalizam mais de 220 megawatts de potência instalada em 158 turbinas, o que representa cerca de 35% dos projetos eólicos existentes no Brasil.

Setor puxado pelo Nordeste

Segundo as últimas publicações da Eletrobrás e do Ministério de Minas e Energia, por meio do Plano Decenal de Expansão, a energia eólica no Brasil, que no momento ainda representa uma fatia modesta da geração nacional, terá uma forte expansão nos próximos anos, impulsionada principalmente pelo aumento da demanda no Nordeste, onde, segundo Maciel, a geração hidráulica têm inviabilidades técnicas.

Não há dados de quantos parques eólicos existem no mundo, mas a capacidade instalada para a energia eólica em 2007 foi de 93,86 GW. Essa capacidade instalada contribuiu para uma redução estimada de lançamento para a atmosfera de 406 milhões de toneladas equivalentes de CO2.

(Sérgio Toledo/Investnews – Gazeta Mercantil)

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Créditos de carbono

23/04/09

Créditos de carbono devem ter retomada

De São Paulo
22/04/2009

Reunindo 24 empresas, que representam 50% dos créditos de carbono gerados no país, a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc) vê com otimismo o mercado do carbono, informa seu presidente, o advogado Flávio Gazani. Com base em números do serviço internacional New Carbon Finance, ele conta que, só nos quesitos Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Implementação Conjunta, regulados pelo Protocolo de Kioto, foram mobilizados cerca de US$ 118 bilhões em 2008.

Detentor de 12% dos projetos de MDL aprovados no mundo, o Brasil só fica atrás da Índia (31%), e China (23%). São 373 projetos, dos quais perto da metade (160) referem-se ao agronegócio, sobretudo projetos de cogeração de energia em usinas de açúcar e álcool. Em contrapartida, diz ele, 25% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa (GEE) advêm da agropecuária. Em segundo lugar, estão os 29 projetos para reduzir a emissão de metano em aterros sanitários, substância 21 vezes mais danosa ao aquecimento global que o CO2.

Dois fatores forçam uma redução temporária dos negócios regulados pelo Protocolo de Kioto, interpreta Gazani. De um lado, com a crise econômica, houve queda de 50% do preço por tonelada de CO2 equivalente (tCO2e). Além disso, o mercado vive a expectativa da substituição do Protocolo de Kioto, que vale até 2012.

Como são projetos de maturação longa, há a tendência de esperar pelas definições da nova rodada, para investir em novos planos. A adesão dos EUA, com responsabilidade por 16% das emissões de gases-estufa no mundo, pode dar impulso a mais nos negócios, prevê.

O Brasil também é o segundo país com maior adesão ao Carbon Disclosure Project (CDP), iniciativa internacional do setor financeiro por meio da qual 745 grandes empresas no mundo, somando US$ 55 trilhões em ativos, abrem informações sobre atitudes frente a suas emissões de carbono. No Brasil, são mais de 60.

Hoje, diz Gazani, os créditos de carbono representam só uma fatia de um grande leque de atividades associadas à redução das emissões, que incluem desde os inventários de emissões, até projetos voluntários de neutralização de carbono. A Agenda4, da qual é sócio-diretor, é exemplo de empresa que realiza a consultoria estratégica nessa área, muitas vezes apoiadas em empresas especializadas.

Atuando nas mesmas áreas, a Max Ambiental, detentora das marcas carbono neutro e carbono zero, também convive com a rápida evolução desse negócio, informa o sócio, Eduardo Petit. Numa primeira fase, relacionava-se a neutralização do carbono apenas ao plantio de árvores que, na fase de crescimento, capturam carbono da atmosfera. O que se propõe agora são projetos mais complexos de médio-longo prazo. (S.C.)

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CRÉDITOS DE CARBONO

13/04/09

SP lidera ranking de crédito de carbono

SÃO PAULO, 7 de abril de 2009 – O estado de São Paulo, com 80 projetos, lidera o ranking brasileiro de crédito de carbono, ou Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), como são chamados os projetos estabelecidos no Protocolo de Quioto que permitem a compensação pelas emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. 

A informação foi dada pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc), Flávio Gazani. Segundo ele, o tipo mais comum de projetos de MDL no Brasil é o de co-geração do bagaço da cana em usinas de açúcar e álcool. 

Grande parte das usinas está concentrada na Região Sudeste, em especial em São Paulo, mas também há usinas no Centro-Oeste. 

O segundo lugar no ranking do mercado de carbono é ocupado pelo estado de Minas Gerais, com 42 projetos de MDL, seguido do Rio Grande do Sul (34), de Santa Catarina (24), do Paraná (22), de Goiás e de Mato Grosso (17 projetos cada), do Espírito Santo (11) e de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro (10 cada). 

Por região, Norte e Nordeste são as que têm menor representatividade no ranking. O motivo, segundo o presidente da Abemc, é o fator de emissão no Nordeste ser muito baixo. Esse fator multiplicador define quantos créditos de carbono o projeto gera. 

Na Região Nordeste, por exemplo, os projetos de energia renovável conectados à rede elétrica, como os projetos de bagaço de cana que exportam energia para a rede, tinham o fator de emissão mínimo. ‘Era 0,06%, ou seja, quase nada’, observou Gazani. 

Ele acredita que a recente revisão dos cálculos, que unificou o fator de emissão para todo o Brasil, possa reverter o quadro. ‘Isso deve possibilitar que projetos no Norte e Nordeste comecem a surgir mais, uma vez que esse é um mercado novo, ainda em formação.’ 

O Brasil exerce a liderança do mercado de créditos de carbono na América Latina. Gazani chamou a atenção, porém, para o fato de o México ter um número expressivo. Segundo ele, o país já ocupa a quarta posição mundial na geração e produção de créditos de carbono. Os primeiros colocados são China, Índia e Brasil. 

Gazani destacou que vem se desenvolvendo, paralelamente ao mercado regulado, o mercado voluntário de crédito de carbono, movido por iniciativas de empresas que têm medidas próprias de redução de emissão. Apesar de não ter uma regulamentação específica, esse mercado tem regras implícitas que vêm sendo adotadas para dar credibilidade aos projetos, de modo que sejam comercializáveis e tenham valor no mercado. 

‘Esse mercado vem crescendo rapidamente. Ele não tem uma limitação, como existe a limitação do mercado regulado de 2012′, disse Gazani, referindo-se à data em que expiram as determinações do Protocolo de Quioto. O tratado foi concluído em 1997, pelos países da Organização das Nações Unidas (ONU) e entrou em vigor em 2005. 

A principal determinação do protocolo é que países industrializados reduzam suas emissões de gases poluentes em 5,2%, em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.

As informações são da Agência Brasil.
(Redação – InvestNews) 

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SUSTENTABILIDADE E NEGÓCIOS

7/04/09

Práticas sustentáveis rendem taxas de juros mais baixas 

Gazeta Mercantil

01/04/2009
Fabiana Batista

São Paulo, 1 de Abril de 2009 – As instituições financeiras no Brasil parecem estar mais preocupadas com os aspectos ambientais no momento de conceder crédito. Pesquisa feita pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em 2007 aponta que 65,4% dos 26 principais bancos do País avaliam esses quesitos antes de aprovar financiamentos. O banco holandês Rabobank, que há 20 anos atua no Brasil, e desde 2005, com clientes rurais, criou critérios de classificação sócio-ambiental e chega a conceder desconto de até 5% na taxa de juros aos clientes localizados nos níveis mais altos de sustentabilidade.

Com 110 anos de história, o banco começou a criar uma diretriz regional no Brasil em 2005, por conta da entrada de produtores rurais na carteira do banco – que antes era composta por outros agentes do agronegócio, sobretudo agroindústrias. “Quando decidimos financiar produtores, surgiu o questionamento sobre como estimularíamos esses clientes a avançar nesse quesito”, conta Daniela Mariuzzo, responsável pela área sócio-ambiental do Rabobank. O banco não queria sua imagem vinculada a produtores que desmatam florestas ou não cumprem leis trabalhistas.

E, para o Brasil, os critérios de exclusão e qualificação dos clientes estão diretamente relacionados a práticas que envolvem o desmatamento e as condições de trabalho. “Não tem sentido, por exemplo, aplicar esse critério em países onde não há floresta”, justifica. Assim, após a definição dessas diretrizes locais, o primeiro passo foi compilar as legislações ambiental e trabalhista no País e, criar uma cartilha com linguagem didática. Os funcionários do banco começaram a ser treinados e um projeto-piloto, desenvolvido. A política socio-ambiental foi construída a partir de discussões com ONGs e aprovada em julho de 2006.

A ferramenta para medir o nível de sustentabilidade se baseia no preenchimento pelo cliente de um questionário sobre práticas ambientais e sociais, que depois é checado in loco por um funcionário do banco. Após essa checagem, o produtor é avaliado e enquadrado em uma escala de classificação vai de zero até 40, sendo o zero, o melhor nível de risco. “Essas visitas do banco são anuais, assim como a atualização da classificação”.

Desde 2005, houve avanço importante no nível de sustentabilidade dos clientes, segundo Daniela. Naquele ano, 4% da carteira estavam classificados no nível “ruim”, percentual que no ano seguinte foi de 3% e, desde 2007, é nulo. Ainda, o banco realiza dias de campo onde um produtor “sustentável” serve de exemplo para os outros. “Isso é importante por que esse agricultor mostra como alterou suas práticas, muitas vezes, com procedimentos simples, e conta as vantagens que obteve”, acrescenta. Para 2009 estão previstos dois dias de campo, um em Lucas do Rio Verde (MT) e outro em Patos de Minas (MG).

“O lado racional de emprestar dinheiro para um cliente que respeita leis ambientais e sociais é que o risco do banco torna-se menor. Um cliente que polui, por exemplo, pode levar uma multa e, dentro da legislação brasileira, os agentes envolvidos, como os bancos, são co-responsáveis. Ainda, esse cliente pode ser impedido de continuar sua atividade por conta dessas infrações sócio-ambientais e, assim, não conseguir gerar recursos para e deixar de seus credores”, argumenta.

Apesar de o programa ter mais de três anos, ajustes ainda estão sendo feitos. No ano passado, o projeto passou por uma auditoria externa e outra interna para avaliar, entre outros pontos, a eficiência das ferramentas . “Tivemos 85% de conformidade. Os outros 15% referem-se a correção de documentação e aprimoramento do treinamento de funcionário”.

Recuperação de floresta pode gerar créditos de carbono

As discussões ambientais entre governo, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e o setor produtivo no Brasil costumam ser longas, inflamadas e dificilmente resultam em um consenso. O ponto central de divergência fica quase sempre na seguinte questão: quem vai pagar a conta? Dentro desse polêmico contexto, o banco holandês Rabobank começou a desenvolver, em parceria com algumas ONGs, um projeto para estimular a recuperação de áreas desmatadas na região de bioma amazônico.

Em 2008 foi feito um projeto-piloto na região Norte de Mato Grosso no qual o banco investiu R$ 2,5 mil por hectare para recuperar área de 32 hectares pertencentes a diversos produtores rurais da região. “Em 40 anos, essas árvores vão crescer e capturar o carbono na atmosfera. Mas, esse resultado pode ser antecipado por meio do reconhecimento do projeto como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo pela Organização das Nações Unidas (ONU)”, explica Daniela Mariuzzo, responsável pela área de sustentabilidade do Rabobank. Ela detalha que a partir desse reconhecimento é possível negociar a venda desses créditos de carbono e reverter o recurso, parte para o produtor rural, e outra parte, para um fundo com objetivo de apoiar outros projetos de recuperação de florestas. “Esses créditos podem ser calculados e antecipados”, complementa.

Em 2007, a União Europeia, maior mercado comprador de crédito de carbono do mundo, movimentou mais de US$ 50 bilhões, segundo dados do Banco Mundial. A estimativa é que esse volume tenha atingido US$ 75 bilhões em 2008, de acordo com a New Carbon Finance Ecosystem Marketplace.

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Tesla lança o 1º- carro elétrico de grande porte

30/03/2009

Los Angeles (EUA), 30 de Março de 2009 – A montadora norte- americana Tesla Motors lançou um novo modelo de carro elétrico de cinco lugares de grande autonomia – o primeiro do mundo a ser produzido em escala industrial. A Tesla, que no ano passado colocou à venda o Roadster, um automóvel elétrico de dois lugares, informa que seu sedã “Model S” fará sua estréia nas linhas de produção em 2011.

O protótipo, 100% não poluente, funciona com uma bateria de íons de lítio. Com uma carga completa, o carro – que chegará às lojas por US$ 57,4 mil dólares – é capaz de rodar até 360 quilômetros. “Com o desconto fiscal federal de US$ 7,5 mil, o preço final fica em US$ 49,9 mil”, explica a montadora, em comunicado.

Segundo a empresa, o “Model S” será o primeiro veículo elétrico do mundo de grande autonomia produzido em massa. ” O ”Model S” se tornará o carro escolhido por motoristas inteligentes e conscientes em relação ao meio ambiente em toda a Europa e América do Norte”, indica a companhia. A princípio, o novo carro será vendido apenas nestes dois continentes, seguindo depois para o mercado asiático.

O Roadster é vendido na Europa e nos Estados Unidos desde o ano passado. Segundo a montadora, as vendas do veículo foram espetaculares, mesmo ao preço de US$ 100 mil, e a produção precisou ser ampliada devido à procura.

A Tesla foi fundada em 2003 como uma fábrica de automóveis elétricos 100% não poluentes – do mesmo tipo que as grandes montadoras americanas estão apenas começando a desenvolver.

Entre os investidores da companhia estão Serge Brin e Larry Page, fundadores do Google, e Elon Musk, co-fundador do PayPal, revolucionário sistema de pagamentos online.

(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 7)(AFP)

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