Energia eólica

1/08/11

Potencial eólico do país supera o hidrelétrico

Autor(es): Vivian Oswald

O Globo – 24/07/2011

Segmento atrai investimentos e projeção de geração de energia salta de 143 GW para pelo menos 300 GW

BRASÍLIA. Em menos de uma década, a energia que vem dos ventos conquistou espaço no mercado brasileiro, atraiu investimentos bilionários e tem hoje potencial superior ao hidrelétrico. Levantamento inédito da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com base nas informações recebidas pelas empresas, está redimensionando de 143 gigawatts (GW) para pelo menos 300 GW o potencial de geração de energia eólica no país. No caso da hidreletricidade são estimados 261 GW.

Os dados farão parte de um sistema que já está pronto, mas que só deve se tornar público no fim do ano. A ideia é garantir ao mercado o maior número de informações sobre os ventos e as localidades de maior incidência em tempo real, segundo o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Brasil é o 12º mercado

mais atrativo do setor

É atrás desses bons ventos que grandes multinacionais estão desembarcando no país. O Brasil tornou-se o 12º mercado mais atraente do mundo para negócios em energia renovável e pode subir para a 10ª posição até o fim deste ano, no ranking da Ernst & Young Terco para 35 países, segundo antecipou ao GLOBO o sócio da área de transações da consultoria, Luiz Claudio Campos.

- Esta é a melhor posição que o Brasil já atingiu no ranking, que não inclui as hidrelétricas por não considerá-las tão verdes – disse.

A China se mantém na liderança, sendo seguida dos Estados Unidos.

As companhias do setor já não esperam nem sequer os leilões realizados pelo governo e começaram, este ano, a negociar energia eólica no mercado livre, o que também é inédito. É o caso da belga Tractebel Energia. A Eletrosul, que deve aumentar de 15 para 45 torres o número de aerogeradores – como são chamados os imensos ventiladores que produzem energia eólica – no parque de Cerro Chato, no Rio Grande do Sul, se prepara para entrar no mercado livre também.

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Energia eólica passa por momento de expansão no País

27/07/11

08 de abril de 2011

Wellington Bahnemann – O Estado de S.Paulo

Ao pagar quase R$ 1,5 bilhão pelos ativos da Siif Énergies, a CPFL comprova que a indústria de energia eólica passa por um novo momento no Brasil, marcado por forte expansão dos investimentos em novas usinas e fábricas de equipamentos. Isso se deve a um somatório de fatores que tornou viável explorar o potencial eólico brasileiro, estimado pelo governo em 143 mil MW – esse volume pode ser com o dobro com as tecnologias do setor.

De fato, o que se observa é que o Brasil soube aproveitar a janela de oportunidade criada pela crise econômica global de 2008. A desaceleração econômica dos países desenvolvidos reduziu os investimentos energia eólica, levando a uma grande sobreoferta na indústria de equipamentos. Em paralelo, o governo federal realizou, ao final de 2009, o primeiro leilão de energia exclusivo para o segmento, o que permitiu aos investidores implantar os projetos na época em que os equipamentos estavam mais baratos.

O sucesso desse leilão, que contratou 71 usinas com 1,805 mil MW de capacidade, mostrou ao governo a viabilidade da energia eólica, que sofria com o estigma de ser uma fonte de alto custo. Isso motivou o governo a realizar um novo leilão para fontes alternativas, em agosto de 2010, que contratou outros 70 projetos eólicos com potência de 2,047 mil MW.

Além da conjuntura econômica, a condição do vento no Brasil é outro importante fator para esse avanço. Por conta do favorável regime de vento, os projetos eólicos no País possuem o chamado “fator de capacidade” na faixa de 40%. Isso significa que uma usina eólica aqui gera 40% de sua capacidade instalada. Na Europa e em outras regiões, o fator de capacidade gira em torno de 20%. Ou seja, os projetos brasileiros são capazes de produzir mais energia que os de outros países. O advento de novas tecnologias, como torres mais altas, está permitindo um aproveitamento ainda maior desse potencial.

A combinação desses fatores reflete na forte redução do custo da geração eólica no País. O valor atualizado do preço dessa energia no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), lançado em 2004, é superior a R$ 250/MWh. No leilão de 2009, o preço médio já foi de R$ 148,39/MWh. Nova queda foi vista em 2010 – R$ 130,86/MWh. Isso demonstra que a energia eólica veio para ficar, ainda mais porque apenas 928,9 MW em projetos da fonte estão em operação no momento.

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Energia eólica

18/07/11

País investe em alternativa eólica

De Montevidéu

14/07/2011

Além de apostar na exploração de petróleo, o Uruguai quer tornar-se o país com maior participação de energia eólica em sua matriz elétrica no mundo. A previsão do governo é ter pelo menos 15% de todo o parque de geração à base de ventos até 2015, superando países como a Alemanha, onde a fatia das usinas eólicas fica perto de 12% – obviamente, pela diferença de tamanho, os volumes são bem maiores na Europa. Como quase todo o potencial hidrelétrico do país já foi aproveitado, essa foi a principal alternativa encontrada pelo Uruguai para limpar a matriz com energias renováveis.

A expectativa é chegar a 600 megawatts (MW) de capacidade nos próximos quatro anos. Hoje, existem cerca de 80 MW instalados ou em construção. Há três meses, o governo concluiu uma licitação para 150 MW, na qual obteve preço entre US$ 85 e US$ 90 por megawatt-hora. “O total de propostas superou em seis vezes o que estávamos querendo contratar”, diz o diretor nacional de Energia, Ramón Méndez.

Os preços apresentados pelas empresas ao governo uruguaio não foram muito superiores aos do Brasil, de R$ 130/MWh no leilão de 2010, sobretudo quando se leva em conta que o país vizinho não oferece nenhum esquema especial de financiamento – ao contrário do caso brasileiro, que conta com o apoio do BNDES. Também não há exigência de fabricação de equipamentos ou peças no Uruguai.

Em 23 de julho, termina um novo processo licitatório para a contratação de mais 150 MW. E outros 200 MW deverão sair pelo mecanismo das parcerias público-privadas (PPPs), recém-aprovado pelo Congresso. O governo participará por meio da estatal do setor elétrico UTE.

Com aerogeradores funcionando a 90 metros de altura, o Uruguai se posiciona como um território favorável à operação de usinas eólicas, já que possui ventos com velocidade superior a 7 metros por segundo durante boa parte do ano. Isso permite um fator de capacidade acima de 34% – ou seja, a usina pode operar mais de 34% do tempo.

Para Méndez, a geração de energia pelos ventos é o complemento ideal para a matriz elétrica. “O Uruguai é um país com muita dependência das chuvas, mas vemos uma enorme variação pluviométrica. Temos anos com até 90% de energia hidráulica, mas às vezes não superamos 60%, dependendo da estiagem.”

Outra aposta para reduzir a dependência das chuvas – e do óleo combustível como alternativa para o funcionamento das usinas térmicas – é a interligação elétrica com o Brasil. O país vizinho está investindo US$ 330 milhões na construção de uma linha de transmissão entre San Carlos e Candiota, no Rio Grande do Sul.

O linhão terá capacidade para transportar 500 MW, em ambos os sentidos. Hoje, a interconexão entre os dois países permite a troca de apenas 70 MW. Como as frequências são diferentes, uma estação localizada no município fronteiriço de Rivera faz hoje a conversão. Haverá uma nova estação conversora em Melo, a 60 quilômetros da fronteira, que receberá dois terços do investimento. Dos US$ 330 milhões a serem aplicados, integralmente pelo Uruguai, US$ 83 milhões são provenientes do Focem, o fundo para convergência estrutural do Mercosul, financiado principalmente pelo Brasil.

“Os contratos sobre a entrega da energia são o que ainda está em discussão”, explica o funcionário uruguaio. Um grupo foi formado entre técnicos dos dois países. “A ideia é que cada um possa ter acesso ao mercado interruptível do outro”, afirma. (D.R.)

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11 de Julho de 2011

Endesa quer participar do leilão de energia eólica

Por Sabrina Valle

Rio – O presidente do conselho de administração da Endesa Brasil, Mário Santos, afirmou que o grupo espanhol pretende participar do próximo leilão de energia eólica, a ser realizado em agosto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A princípio, a Endesa entraria sozinha na disputa, mas é descartada a entrada em parceria. Os projetos estudados somam cerca de 400 megawatts.

“Pelo menos uma ordem de cinco a seis projetos estão em estudo”, disse Santos, durante evento no Palácio da Guanabara para lançamento da Cidade Inteligente, um projeto de eficiência energética em Búzios, na Região dos Lagos.

Santos afirmou que o grupo quer crescer no Brasil, incluindo investimentos em fontes renováveis. Todas as empresas do grupo somam investimentos de R$ 1 bilhão em 2011, sobretudo em distribuição. Santos disse que a empresa estuda projetos também em hidrelétricas.

“O compromisso é permanente com o Brasil, o grupo pretende crescer no Brasil”, disse. “Estamos avaliando os projetos disponíveis nas bacias hidrográficas. Na medida que se identifiquem projetos que sejam rentáveis, com certeza estaremos no Brasil.”

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11/07/2011

Folha de S.Paulo

Bahia atrai multinacionais e vira polo de produção de energia eólica

Multinacionais da área de energia eólica têm desembarcado atrás dos bons ventos baianos e de incentivos para desenvolver a cadeia produtiva do setor.

A GE (General Electric) negocia a instalação de uma fábrica na Bahia.

“A GE está se preparando para ter uma nova planta de eólica no país e há uma grande tendência de que ela seja construída no Estado”, afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica, Pedro Perrelli.

A empresa chegou a agendar reunião no dia 14 deste mês com o governador Jaques Wagner (PT) para bater o martelo na decisão de investir cerca de R$ 50 milhões, mas cancelou o encontro.

A companhia nega que esteja em “negociação concreta para construção de nova fábrica”, mas afirma “observar atentamente as oportunidades para a expansão de seus negócios no Brasil”.

A espanhola Gamesa inaugurou na sexta-feira passada suas instalações no Estado, enquanto a francesa Alstom estreia até o final deste ano uma planta para fazer turbinas eólicas na Bahia.

Segundo a secretaria baiana da Indústria, Comércio e Mineração, cinco empresas do setor negociam a instalação de unidades no Estado.

Com 18 projetos contratados em 2009 e 16 em 2010, a Bahia vai oferecer uma potência de 977,7 MW já nos próximos anos. Foram cadastrados mais de 2.000 MW para este ano.

“As empresas querem produzir equipamentos perto de onde se vai gerar energia eólica. Daí o interesse na Bahia, que é o maior PIB da região Nordeste”, diz o secretário James Correia.

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Energia eólica

20/06/11

Cemig amplia presença em eólica com compra da Renova

Chico Santos | Do Rio

16/06/2011

A tendência das grande operadoras de energia elétricas em investir fortemente no mercado de eólica deverá gerar um novo negócio nos próximos dias. A Light, que tem a Cemig como sócia-operadora, está concluindo a compra de aproximadamente 50% do capital da Renova Energia, empresa paulista controlada pela RR Participações que detém contratos (PPA, na sigla em inglês) para construir parques geradores de energia eólica totalizando 423 megawatts (MW), além de projetos em várias etapas de maturação, totalizando 1.783 MW. A Light informou desconhecer o assunto.

O movimento da Light/Cemig vai na mesma linha, por exemplo, do que foi feito pela CPFL em abril, quando a companhia paulista adquiriu, por R$ 1,49 bilhão (incluindo dívidas), 100% do capital da Siif Energies, que possui quatro parques eólicos no Ceará, totalizando 210 MW, e mais 732 MW em projetos. A iniciativa também está em sintonia com a decisão da Cemig de utilizar a Light e a Taesa (transmissora de energia elétrica) para dar sequência a seu plano de expansão.

Segundo o Valor apurou, o negócio deverá ser anunciado nos próximos dias. Além de investir em energia eólica, a Renova possui três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, na Bahia, que geram 41,8 MW e mais um portfólio de projetos em várias fases de encaminhamento que somam um total de 1.467,4 MW.

A empresa, fundada em 2000 pelos jovens executivos Ricardo Delneri e Renato Amaral, controladores da RR Participações (dona de 55,4% das ações da Renova), nasceu com o objetivo de investir em PCHs, passando a se interessar por energia eólica a partir de 2006. No primeiro leilão de eólica, realizado em 2009, a Renova ganhou o direito de instalar 14 parques geradores, conseguindo outros seis no leilão de 2010, ano em que decidiu abrir seu capital e negociar ações na Bovespa. Procurada pela reportagem, a Renova não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Segundo fontes ouvidas pelo Valor, para a Cemig, a associação com a Renova interessa tanto pelos investimentos em eólica como pelos projetos de PCHs, embora os novos projetos da empresa paulista na área hidrelétricas tenham sido congelados por dois anos para que a empresa concentrasse seus esforços na energia dos ventos, onde os investimentos assumidos nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) somam R$ 1,8 bilhão. Em janeiro deste ano a diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 588,9 milhões para a Renova investir nos seus projetos de energia eólica.

Uma das razões para o interesse da Cemig em eólica é que, por ser menos vulnerável a obstáculos ambientais, a instalação de parques aerogeradores tem possibilidade de permitir um retorno mais rápido. Após pesados investimentos feitos desde a compra da Light em dezembro de 2009, a estatal mineira precisa gerar energia para vender e elevar seu faturamento.

No mês passado, a Cemig aumentou sua participação no capital da Light de 26,06% para 27,82%. A ampliação aconteceu indiretamente, por meio da Parati Participações, acionista da Light que é formada por uma associação da Cemig com o fundo de investimentos FIP Redentor.

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Rio ganhará primeiro parque eólico, com investimento de R$ 600 milhões

Por O Globo | Agência O Globo – sex, 10 de jun de 2011

RIO – Bons ventos estão soprando no Rio de Janeiro. No próximo mês, ou no mais tardar em agosto, será iniciada a construção do primeiro parque de geração de energia eólica de grande porte no estado, informa reportagem de Ramona Ordoñez. A SIIF Energias do Brasil, empresa do grupo CPFL de energia, vai construir o parque Quintanilha Machado no município de São Francisco do Itabapoana, no Norte do Estado do Rio.

O presidente da SIIF, Marcelo Picchi, informou ao GLOBO que a unidade terá 135 megawatts (MW) de capacidade, energia suficiente para suprir o consumo de uma cidade com 500 mil habitantes. Serão investidos R$ 600 milhões, e o empreendimento deve entrar em operação durante o evento mundial Rio+20, em 2012. Durante as obras, serão gerados cerca de mil empregos. Em funcionamento, serão 300 vagas.

- É o projeto mais importante da empresa, de uma energia limpa, e que vai beneficiar a região, que é bem pobre – destacou Picchi.

Redução de 100 mil toneladas anuais de CO2

A empresa, adquirida pela CPFL em abril, estima que o parque eólico proporcionará a redução de 100 mil toneladas anuais de emissões de CO2.

O executivo explicou que para iniciar as obras só falta a companhia receber a Licença de Instalação (LI) do órgão ambiental do governo do Estado do Rio, que é esperada para a próxima semana. Na mesma semana, a companhia aguarda também a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assinar o contrato com a Eletrobras, holding do setor elétrico.

A autorização da Aneel é de prorrogação do prazo de entrada em operação da usina, que originalmente estava prevista para 2010. O executivo da SIIF explicou que o atraso na execução do projeto se deveu à mudança do local de construção. Originalmente, seria instalado em uma região próxima ao aeroporto de Cabo Frio. Devido a problemas de segurança levantados pela Infraero, foi necessário que se buscasse uma outra localização, o que exigiu novos estudos sobre a velocidade dos ventos.

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