Energias renováveis

11/04/11

07/04/2011

CPFL compra empresa líder em energia eólica no país

LEILA COIMBRA

DE BRASÍLIA

O grupo CPFL anunciou nesta quinta-feira a compra da empresa líder em energia eólica no país, a SIIF Énergies, por R$ 950 milhões. A CPFL assumiu outros R$ 544 milhões em dívidas da companhia.

A negociação foi feita junto aos fundos americanos Citi, Black River Asset Management e Liberty Mutual Insurance Company, que detinham o controle da SIIF desde 2007.

Com a aquisição, a CPFL assume a liderança em produção de energia alternativa no país.

O presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., diz que a compra consolida a estratégia da CPFL de crescimento em geração de eletricidade, principalmente por meio de fontes renováveis de energia.

A SIIF possui quatro parques eólicos já em operação no Estado do Ceará (Formosa, Icaraizinho, Paracuru e SIIF 5) que totalizam 210 MW (megawatts) de capacidade instalada.

Além disso, a empresa tem projetos de construção de mais 732 MW em energia proveniente dos ventos nos Estados de Ceará e Piauí, dos quais 412 MW já poderão ser vendidos no próximo leilão de energia realizado pelo governo, previsto para este ano.

PARQUE EÓLICO

Essas usinas eólicas possuem contratos de venda de energia por 20 anos junto à Eletrobras, por meio do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica).

A CPFL, por sua vez, possui outros 13 parques eólicos em construção que entram em operação em 2012 e 2013, totalizando 368 MW. Para estes empreendimentos estão sendo destinados R$ 928 milhões.

Está em negociação também a compra de um outro projeto eólico da SIIF pela CPFL no Rio de Janeiro: a central Quintilha Machado, em Arraial do Cabo, com potência de 135 MW. O projeto terá que ser reformulado e mudar sua localização.

A unidade tem dificuldades para obter licença ambiental por conta da localização do terreno, que interfere nas atividades do aeroporto de Cabo Frio.

O grupo pagou R$ 70 milhões pelo projeto que, se cumprir todos os condicionantes, poderá ser construído nos próximos anos com investimentos de R$ 600 milhões.

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Incentivo à energia limpa precisa crescer, diz agência internacional

Agência sugere que os subsídios dos países à energia fóssil, da ordem de US$ 312 bilhões em 2009, sejam realinhados para incentivar energias limpas

07 de abril de 2011

- O Estado de S.Paulo

Com a demanda por combustíveis fósseis alcançando o crescimento das energias renováveis no mundo, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) sugere que os subsídios dos países à energia fóssil, da ordem de US$ 312 bilhões em 2009, sejam realinhados para incentivar a desenvolver e baratear as energias limpas, como a eólica e a solar.

No mesmo período, as fontes consideradas limpas receberam apenas US$ 57 bilhões em subsídios, segundo o primeiro relatório sobre energias renováveis feito pela IEA.

Apesar do crescimento entre 30% e 40% do investimento em energias renováveis nos últimos anos, a maior parte (47%) das novas fontes de eletricidade instaladas em todo o mundo na última década foi baseada em carvão.

“Precisamos ver políticas mais ambiciosas nesse campo”, resumiu Richard Jones, diretor executivo da IEA.

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ENERGIA EÓLICA

14/02/11

Setor eólico defende criação de centro de pesquisas

Agência Brasil, de São Paulo

10/02/2011

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, defendeu ontem a criação de um centro de pesquisas e de um centro de testes para desenvolver equipamentos voltados ao setor. “Precisamos dominar essa tecnologia. Motivar os investidores que estão aqui para instalar as suas máquinas”, disse ele no Wind Forum Brazil 2011, encontro que debate questões relativas do setor de geração eólica.

Simões lembrou que o crescimento da importância das usinas movidas pelo vento na matriz energética brasileiras ocorreu devido a uma “janela de oportunidade”, a crise financeira de 2009. O desaquecimento econômico aumentou a capacidade ociosa das empresas da União Europeia, o que deixou os equipamentos mais baratos. A valorização do real em relação ao dólar também facilitou a aquisição desses equipamentos.

O Brasil gera atualmente 930,5 MW com as usinas eólicas. Em 2009, os ventos produziam apenas 606 MW. Mas a perspectiva de expansão é grande: nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2009 e 2010 foram comercializados 3,8 mil MW, que serão entregues até 2013. Simões defende a continuidade dos leilões que deem prioridade à energia eólica pelo período de mais oito ou dez anos, como incentivo ao setor.

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Potência instalada na China é mais de três vezes superior a dos Estados Unidos

De Brasília

08/02/2011

O panorama global de investimentos em energia eólica sofreu uma mudança drástica no ano passado. Até 2009, Estados Unidos e Europa lideravam o ranking de investimentos no setor. Em 2010, no entanto, a China atropelou os americanos e assumiu a primeira colocação do ranking mundial, investindo no ano passado três vezes mais que os EUA, antigo maior produtor. Foram 16,5 GW instalados pelos chineses, contra 5 GW dos americanos e 9,8 GW dos europeus. Sozinha, a China totalizou 42 GW instalados, o que equivale a 21,7% do total mundial, contra 40 GW dos EUA.

O crescimento do mercado de energia eólica coloca a China em posição de atingir 200 GW em produção até 2020. Ao mesmo tempo, o país asiático assumiu a liderança mundial na fabricação de turbinas eólicas, segundo dados da Secretária Geral da Associação Chinesa da Indústria de Energias Renováveis (Creia, na sigla em inglês).

Apesar do crescimento estrondoso da China, a Europa ainda é o continente com maior produção no mundo, com um total de 86 GW. A capacidade instalada avançou rapidamente. Em 2000, as eólicas espalhadas pelo mundo produziam 17 GW. Nos últimos dez anos, esse volume cresceu 1.000%. Em 2010, a potência global chegou a 194 GW. Apesar da forte alta mundial no ano passado, quando foram somados 35 GW, o recorde ainda é de 2009, quando o setor cresceu 38 GW. A capacidade instalada em 2010 equivale a US$ 65 bilhões em investimentos no mundo, segundo relatório do Greenpeace.

A Ásia, que instalou cerca de 4 GW em 2006, fechou o ano passado com quase 20 GW adicionais. Esse número supera com folga o aumento europeu, de 9,8 GW; e o americano, de 5,8 GW. No continente africano quase não existem turbinas eólicas. A taxa de crescimento nos últimos anos é insignificante. Egito e Marrocos são os principais produtores de energia eólica no continente. No Egito, já existem empresas que fabricam componentes para turbinas, mas a geração é tímida. O país encerrou 2010 com 550 MW, seguido pelo Marrocos com 286 MW e a Tunísia, com 114 MW. O total produzido pela África é de 1 GW.

O Brasil, a despeito de seu parque ainda limitado, aumentou em 50% sua capacidade em 2010, saltando de 606 MW para 931 MW, segundo a Global Wind Energy Council (Gwec).

Em entrevista ao Valor, o secretário geral da Gwec, Steve Sawyer, afirmou que o Brasil é hoje a bola da vez no setor e que, mantida a projeção atual de crescimento, o país deverá figurar em breve entre as dez maiores potências eólicas do mundo. “O Brasil é hoje um dos mercados mais atraente do mundo e está atraindo as grandes companhias do setor. Acredito que, até 2015, será um dos maiores atores desse mercado.”

Nesta rota de crescimento, os ventos sopram mais forte nos Estados do Norte, em especial, no Rio Grande do Norte. “vamos instalar 69 parques eólicos até 2013, projetos que demandarão investimento de R$ 8 bilhões”, diz Benito Gama, secretário de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. “Investiremos na criação de um centro tecnológico para formação de especialistas. Temos uma Itaipu do vento pela frente.” (AB e TV)

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Como o Google busca garantir expansão com projetos verdes

10/02/11

Amir Efrati

The Wall Street Journal

O Google Inc. muitas vezes se afasta de seu principal objetivo, o de organizar toda a informação mundial na internet.

Mas investir em energia verde, ou renovável, é o empreendimento mais visível da empresa no mundo real.

Além de reduzir sua “pegada de carbono” com painéis solares no topo de sua sede, em Mountain View, na Califórnia, e de aumentar a eficiência do consumo de eletricidade de seus centros de dados, as iniciativas do Google também incluem o desenvolvimento de tecnologia que pode baixar o custo de construção de termelétricas movidas a energia solar. A empresa desenvolveu um software que mostra às pessoas quanta eletricidade estão consumindo em suas casas e investiu mais de US$ 85 milhões em empresas iniciantes de energia solar, eólica e geotérmica. A empresa acabou de assinar um contrato histórico de 20 anos para comprar eletricidade de um parque eólico no Estado de Iowa, onde tem um centro de dados. E a empresa também atraiu os holofotes há poucos meses quando anunciou um investimento multimilionário num projeto de energia eólica na costa dos Estados Unidos chamado Atlantic Wind Connection.

Bill Weighl, czar de energia verde do Google, e Rick Needham, o diretor de operações verdes, sentaram-se com o WSJ para falar sobre os investimentos da empresa no mercado de energia eólica e em tecnologia solar. A seguir, trechos da conversa:

Google Inc.

Bill Weihl, à esq., e Rick Needham, diretores dos projetos verdes do Google: sempre de olho no retorno do investimento

WSJ: Por que a empresa está investindo em projetos eólicos que não resultam diretamente em eletricidade mais barata para o Google?

Rick Needham: Pensamos assim: “Há tantas restrições de capital para construir bons projetos. Por que não damos mais capital a eles?” Fizemos dois investimentos e estamos analisando vários outros. A primeira aplicação que fizemos foi uma injeção de US$ 39 milhões num parque eólico em Dakota do Norte, em que recebemos um crédito tributário como parte do investimento. (…) Não há mais muitos investimentos desse tipo por aí. O nosso foi o primeiro acordo do tipo em 18 meses.

Bill Weihl: Nossa meta é solucionar problemas de longo prazo no mundo e garantir crescimento de longo prazo para a empresa. Assumimos o risco de diminuir o consumo de eletricidade de nossos centros de dados, e deu muito certo. Estamos experimentando com investimentos, como o do Atlantic Wind Connection. Há um risco aqui e todo tipo de razões para o projeto estagnar em algum momento. Mas pode ser uma inovação gigantesca, catalisadora e transformadora. Alguns projetos podem fracassar, mas os capitalistas de risco enfrentam isso o tempo todo.

WSJ: O sr. se preocupa com o retorno do investimento?

Needham: Sempre. Não divulgamos o retorno do investimento, mas o retorno é suficientemente bom para que estejamos dispostos a investir.

WSJ: Por que vocês assinaram um acordo de fornecimento de eletricidade com um parque eólico em Iowa?

Weihl: O contrato de fornecimento de eletricidade não é um investimento. Fizemos um compromisso de 20 anos para comprar [eletricidade] desse parque eólico. É muito diferente da maneira como as pessoas compram créditos de energia. Foi a única maneira realista de alguém que está desenvolvendo um projeto como esse fechar um contrato com uma contraparte com grau de investimento. Com isso eles conseguem empréstimos e liberam mais recursos para desenvolver outro projeto.

Para nós, é uma aposta contra a alta dos preços de energia no longo prazo. Não vamos divulgar detalhes do contrato, mas ele começa com uma pequena alta [do preço]. É uma escalada muito menor do que podemos esperar nos mercados gerais de energia. Para nossos centros de dados, ainda não temos um contrato de fornecimento de eletricidade. Então se assinamos agora um contrato de fornecimento de eletricidade, estamos comprando mas não podemos usar. Então vendemos a energia no mercado de atacado.

É essa estrutura que pouca gente já tinha pensado. Foi simples contratualmente. Resolver tudo é que foi trabalhoso. Mas será mais fácil da segunda vez.

WSJ: Fale sobre o projeto de termelétrica solar.

Weihl: Ainda não estamos prontos para divulgar os detalhes. Basicamente estamos desenvolvendo a geração térmica com energia solar, para concentrar os raios solares e gerar centenas de megawatts com espelhos chamados [em inglês] heliostats.

WSJ: Será que as tecnologias de energia podem ser tornar um negócio central para a empresa?

Weihl: Não somos uma energética e não temos essa ambição, mas queremos ajudar a impulsionar a comercialização dessa tecnologia. Acho que em alguns anos teremos tecnologia [de termelétricas solares] pronta para ser comercializada. O mais provável é que a licenciemos para que possa chegar ao mercado. Uma tecnologia de energia renovável que concorra em pé de igualdade com o carvão, sem subsídios, vai faturar alto.

WSJ: Quais os obstáculos enfrentados por outras empresas para baixar o consumo de energia de suas instalações?

Weihl: Temos dezenas de engenheiros trabalhando nisso. Em muitas empresas você descobre que a pessoa [que administra] as instalações e o orçamento é diferente da pessoa que paga os custos operacionais. No caso dos centros de dados do Google, [uma pessoa] administra as instalações e controla os custos operacionais. O foco é no custo total de operar o ativo.

Elas podem dizer: “Vou construir este negócio para durar cinco ou dez anos, quanto vai custar isso?” Em muitas empresas isso não acontece.

WSJ: Que empresas os srs. admiram por suas iniciativas “verdes”?

Weihl: O Wal-Mart consegue muito eliminando o desperdício na cadeia de suprimento e embalagem deles. Eles criaram uma iniciativa em que seus fornecedores divulgam informações para o Projeto de Transparência do Carbono, um mecanismo que mede a pegada de carbono deles. E eles têm 100.000 fornecedores.

Needham: A Procter & Gamble. As metas deles são boas. Como desenvolver um [detergente] Tide que funciona com água fria. E eles estão pressionando a cadeia de suprimento deles a se preocupar com pegada de carbono e sustentabilidade.

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LEILÃO FECHA 2010 COMO O ANO DA ENERGIA RENOVÁVEL

19/12/10

ENERGIA RENOVÁVEL

(Folha de S.Paulo, 17/12/10)

Governo derrubou ontem à noite liminar que excluía a hidrelétrica de Teles Pires (MT) na disputa de hoje. Usina a ser construída entre MT e PA é o principal projeto do leilão, com capacidade instalada de 1.820 MW.

O governo federal pretende encerrar o ano de 2010 com mais um leilão de energia de fontes renováveis.

Depois de ter conseguido conceder o polêmico projeto da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), e contratar energia de biomassa, eólica e de pequenas centrais hidrelétrica neste ano, o governo realiza hoje o leilão da usina Teles Pires.

O projeto da hidrelétrica tem capacidade total de 1.820 MW e fica na divisa entre os Estados do Pará e de Mato Grosso. A AGU (Advocacia-Geral da União) conseguiu derrubar ontem, no início da noite, no TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília, uma liminar da Justiça Federal do Pará que impedia a inclusão da usina no leilão de hoje.

A liminar tinha cassado a LP (licença prévia) de Teles Pires -sem a LP, um projeto não pode ir a leilão.

A banca de advogados do governo montou uma operação de guerrilha, como a que criou no leilão de Belo Monte, realizado em abril deste ano. A AGU montou grupos para acompanhar qualquer ação que tente inviabilizar o leilão de hoje.

Além de Teles Pires, o leilão de hoje inclui as usinas de Estreito e Cachoeira, no rio Parnaíba (PI), e Santo Antônio do Jari, no rio Jari (AP).

Outras cinco PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) foram habilitadas e podem participar do leilão. Juntas, essas usinas somam 87 MW de potência instalada.

O plano inicial do governo era licitar um conjunto de usinas cuja capacidade total era de 3.923 MW. Isso não será possível.

Entre todos os projetos habilitados, o governo conseguiu incluir nessa disputa hidrelétricas que possuem potência total de 2.380 MW. A questão é que esse volume só será concedido se Teles Pires, a principal do leilão de hoje, for incluída.

CONSÓRCIOS

A principal usina desse leilão terá preço-teto da energia de R$ 87 por MWh (megawatt-hora).

Ganha o direito de construir e operar a hidrelétrica o consórcio que oferecer o maior deságio.

Há expectativa de que pelo menos quatro consórcios disputem Teles Pires.

Os demais preços-teto são: R$ 110 por MWh para Cachoeira; R$ 131 para Estreito; R$ 104 para Santo Antônio do Jari e R$ 142 para as PCHs

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