Energias renováveis

21/11/11

No sertão do Nordeste, nova tecnologia para transformar sol em energia

O Globo – 13/11/2011

Ramona Ordoñez

Maior usina solar do país promete reduzir custos em 66% com coletores parabólicos, tornando a indústria competitiva e atraindo novos projetos para a região

O sertão pode não virar mar, mas vai transformar o forte sol que castiga a Região Nordeste em energia elétrica. A Rio Alto Energia, que trabalha com fontes renováveis, vai construir uma usina solar no município de Coremas, no semiárido da Paraíba. A usina, que terá 50 megawatts (MW) de capacidade, suficientes para abastecer uma cidade com 850 mil habitantes, além de ser a maior do país, segundo a empresa, utilizará uma tecnologia inédita no Brasil. O sistema promete revolucionar o setor, ao reduzir drasticamente os custos, tornando a energia solar competitiva. A Usina Termosolar Coremas exigirá investimentos de R$350 milhões.

Um dos três sócios fundadores da Rio Alto, Sergio Reinas, disse que o projeto vai usar uma tecnologia chamada Concentrated Solar Power (CSP), ou seja, energia solar concentrada. Esta é bem diferente dos tradicionais painéis coletores fotovoltaicos, usados principalmente para aquecimento da água e geração de energia elétrica em fazendas, casas e clubes.

Redução de custos deve atrair novos projetos

Reinas explicou que a tecnologia consiste em coletores parabólicos, semelhante às antenas parabólicas de televisão. Esses coletores captam a radiação solar, que é convertida em calor usado em uma usina termelétrica convencional para geração de energia. Esse sistema se assemelha ao de uma usina nuclear, onde o calor gerado pela fissão nuclear é transformado em energia nas instalações convencionais de uma usina térmica.

- Assim como está ocorrendo o boom da geração eólica, com a redução de custos, essa tecnologia tornará viável a geração de energia solar, que, pela tecnologia de painéis fotovoltaicos, é inviável economicamente – garantiu Reinas.

Ele afirmou que, com essa tecnologia, utilizada principalmente nos Estados Unidos e na Espanha, será possível gerar energia solar a um custo médio de R$150 o megawatt/hora (MWh). Isso representa uma redução da ordem de 66% em relação aos custos nas usinas solares com painéis fotovoltaicos, que são da ordem de R$450 o MWh.

Com esse custo, segundo Reinas, a energia solar começará a ser competitiva no país, atraindo novos projetos e fabricantes de equipamentos, assim como está acontecendo com a energia eólica. Atualmente o custo de energia térmica a gás e de eólica está na faixa de cem reais o MWh, e o das hidrelétricas está um pouco abaixo. Projetos de energia eólica atingiram esse patamar no último leilão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), realizado no mês passado.

Na fase de construção, usina vai gerar 2 mil empregos

O executivo destacou que a usina com essa tecnologia de coletores parabólicos tem um custo de tarifa bem menor, porque os painéis fotovoltaicos usam o silício, que é um material caro.

- A geração com os painéis só é viável para casos pontuais, tanto para a geração de energia como para o aquecimento da água. Para geração de energia em maiores volumes, a CSP é que se torna viável economicamente – ressaltou Reinas.

O projeto vai gerar cerca de dois mil empregos diretos e indiretos durante a construção e cerca de 50 na fase de operação.

A Rio Alto pretende entrar no próximo leilão que será realizado no próximo ano pela EPE, para oferta de energia para 2015.

Leia na fonte

Energia solar

19/09/11

Sustentabilidade | 13/09/2011

Baiano Pituaçu será o 1º estádio solar do país

Projeto que vai tornar a arena autosuficiente em energia deve ser concluído até dezembro

Vanessa Barbosa, de

Divulgação/Coelba

Durante o mundial de futebol em 2014, o Pituaçu vai ser usado para treinamento das seleções

São Paulo – Ele não está entre os 12 gigantes que sediarão a Copa 2014, mas promete brilhar. O estádio Governador Professor Roberto Santos, mais conhecido como Pituaçu, em Salvador, vai ganhar até o fim do ano uma mega cobertura de paineis fotovoltáicos, tornando-se assim a primeira arena brasileira totalmente alimentada por energia solar. Durante o mundial de futebol, ele vai ser usado para treinamento das seleções.

Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto faz parte do Programa de Eficiência Energética da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) e terá geração anual de 630 MW/h – carga 75% maior do que o consumo de energia do estádio ao longo de um ano.

“Essa energia é suficiente para abastecer as instalações do estádio e também o edifício da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia”, diz a assessora de eficiência energética da distribuidora, Ana Christina Mascarenhas. Na prática, ao se tornar autosuficiente em energia, o Pituaçu deverá economizar cerca de R$ 200 mil reais por ano.

Orçado em R$ 5,5 milhões, montante que será arcado pela Coelba (52%) e pelo Governo da Bahia (48%), o sistema solar deve começar a operar em dezembro. Nos próximos cinco anos, a Aneel acompanhará o projeto piloto, por meio de relatórios técnicos enviados pela companhia elétrica sobre os principais resultados alcançados.

“Nossa proposta é fazer do Pituaçu um estádio de demonstração das possibilidades de uso da tecnologia solar no país, a exemplo do que já acontece lá fora”, ressalta Ana, referindo-se aos estádios Badenova Stadium, de Freiburg, na Alemanha, e o Stade de Suissse Wandkdorf National, em Berna, na Suíça, que utilizam essa tecnologia limpa.

O projeto solar do Pituaçu tem apoio técnico do Programa Energia do Governo Alemão (GIZ), apoio institucional do Instituto Ideal e coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para instalação, a Coelba contratou o consórcio formado pela alemã Gehrlicher e a brasileira Ecoluz, que venceram a licitação realizada pela concessionária em parceria com o governo estadual baiano.

Iluminação mais eficiente

Além da cobertura solar, o Pituaçu também vai tornar sua iluminação mais eficiente, através da substituição dos atuais 192 projetores de lâmpadas de vapor de metal por lâmpadas de plasma, que têm maior durabilidade. “Essa troca vai reduzir o consumo de energia elétrica e aumentar a iluminância no campo”, explica Ana.

Outra vantagem desta lâmpada, segundo a assessora de eficiência energética da Coelba, é que iluminação com plasma permite realizar transmissões televisivas de alta definição.

Leia na fonte

Energia solar

12/09/11

Geração solar em fase de definição

Por Daniela Chiaretti | De São Paulo

A energia solar recebeu um golpe duro nos Estados Unidos nos últimos dias com o anúncio sucessivo de três fabricantes de painéis fotovoltaicos pedindo concordata. A crise econômica global e a forte agressividade chinesa estão por trás da insolvência. Contudo, longe de ser um sinal pessimista, analistas garantem que o mercado americano continua robusto, que o setor segue crescendo no mundo e que, mais do que nunca, o Brasil deveria investir em energia solar.

De 2009 até hoje, os preços dos painéis solares no mundo caíram 40%, puxados pelo vertiginoso aumento na capacidade de produção da China, diz o americano Christopher Flavin, especialista em energias renováveis. Empresas emergentes de alta tecnologia, mas pouco capitalizadas como a Evergreen Solar, a SpectraWatt e a Solyndra não aguentaram a pressão. “Elas planejavam baixar seus preços, mas não nesta escala, onde não conseguiriam competir”, diz Flavin, presidente emérito do Worldwatch Institute, instituto internacional de pesquisa em energia sediado em Washington.

Ampliar imagem

A primeira a anunciar a insolvência, no meio de agosto, foi a Evergreen Solar, empresa de Massachusetts de início promissor e 130 funcionários. Segundo noticiou na ocasião a agência Bloomberg, a empresa culpou, de um lado, a concorrência chinesa, formada por uma indústria alimentada por fortes subsídios governamentais, e do outro, a falta de políticas que estimulem a adoção de energias limpas nos Estados Unidos. A empresa anunciou, porém, que a unidade em Wuhan, na China, continuará funcionando. “No meu entendimento, eles estão mexendo a operação e se mudando para a China”, arrisca Ralph Cavanagh, co-diretor do programa de energia da Natural Resources Defense Council (NRDC), uma das maiores ONGs dos Estados Unidos.

No fim de agosto foi a vez da SpectraWatt, de Nova York, a jogar a toalha. De novo o mesmo filme: “Os fabricantes nos EUA estão sob forte pressão provocada pelas empresas emergentes chinesas, que recebem considerável apoio financeiro do governo”, disse o porta-voz da SpectraWatt. “Este apoio, acoplado aos baixos custos de produção chineses criaram uma vantagem competitiva que os tornou líderes em preço.”

Há poucos dias foi a Solyndra, da Califórnia, com receita de US$ 140 milhões em 2010, a assumir as dificuldades e demitir 1.100 funcionários. Foi um susto não só para o mercado. Há um ano, a empresa recebeu US$ 535 milhões em empréstimos garantidos pelo Departamento de Energia do governo federal. Em maio de 2010 o presidente Barack Obama visitou instalações da Solyndra, um dos ícones do movimento de investir em tecnologias verdes e gerar empregos. Os republicanos aproveitaram a deixa e criticaram o governo, acusando-o de emprestar recursos a empresas pouco eficientes.

Cavanagh diz que as críticas são injustas, que o episódio ganhou peso político e que a Solyndra quebrou porque fez uma aposta errada: criou uma tecnologia para painéis solares não baseada em placas de silício acreditando que os preços do silício continuariam altos. “Mas os preços caíram em função da demanda global e o produto deles ficou pouco atraente”, diz. Ele lembra que turbulências no setor são recorrentes porque os subsídios expiram e as políticas de governo são voláteis. O impacto desta quebradeira, opina, tem sido usado politicamente contra Obama.

O maior empréstimo dado pelo Departamento de Energia a empresas de tecnologia verde foi de US$ 1,9 bilhão. “As críticas não procedem. A empresa respondia por parte muito pequena do portfólio de empréstimos”, disse ao Valor. Para Cavanagh, o mercado dos EUA é “robusto e está expandindo rápido”. Sua previsão é que, em 2013, a indústria de painéis solares no mundo tenha capacidade instalada de 100 mil megawatts (MW), mais do que a capacidade de energia nuclear dos EUA. Em 2010, diz, o mundo tinha capacidade para produzir 40 mil MW de energia solar e os EUA tinham cerca de 3 mil MW. Em 2011 a cifra global deverá ser de 60 mil MW.

Pelos dados de Flavin, o mercado de energia solar dobrou em 2010, nos EUA, mas ainda é tímido, representando 5% do mercado mundial. O mercado global, na mesma ocasião, registrou um crescimento de 132%. “O pequeno mercado dos EUA é resultado de uma política relativamente fraca”, diz ele, lembrando que vários outros países têm o mesmo problema. O mercado é dominado por poucos países com fortes políticas para o setor, como a Alemanha, a Itália e República Tcheca. “O mercado europeu continua crescendo, mas em ritmo menor em função da crise”, explica. Em sua opinião, os EUA não precisariam dar ajuda direta à indústria, mas deveriam estimular mais o mercado. “As forças de mercado podem ser cruéis e destruir grandes companhias.”

Mas se a queda de preços é ruim para os fabricantes, é boa para os consumidores, lembra Cavanagh. Ele diz que o Brasil pode se beneficiar da baixa de preços e investir no setor, já que é um país solar. Flavin concorda. “Esta é uma tremenda oportunidade para o Brasil ampliar sua matriz energética solar”, recomenda. “A boa performance da economia brasileira está atraindo empresas chinesas e europeias que querem investir no Brasil.”

A indústria mundial “olha com atenção para novos mercados como o brasileiro, pois precisa escoar sua capacidade de produção crescente frente a margens de retorno decrescentes”, diz Ricardo Rüther, professor da Universidade Federal de Santa Catarina. “Ao mesmo tempo, no Brasil, o custo da energia convencional continua em tendência de alta e já se vislumbra a viabilidade econômica da geração fotovoltaica em diversas regiões do país”, continua Rüther, também diretor técnico do IDEAL, instituto que trabalha no desenvolvimento de renováveis na América Latina. Este é o momento, sugere, para que o Brasil formule “políticas públicas bem pensadas, para incorporar esta tecnologia de forma progressiva e sustentável na matriz energética nacional.”

Leia na fonte

O domínio chinês chega ao segmento de energia solar

Em vez de subsidiar a compra de painéis solares, como fizeram os Estados Unidos e as União Europeia, a China se concentrou dar mais competitividade às empresas do país

05 de setembro de 2011 | 0h 00

Keith Bradsher, The New York Times – O Estado de S.Paulo

HONG KONG

Os pedidos de concordata de três empresas americanas de energia solar no mês passado, entre eles o da Solyndra, da Califórnia (EUA), anunciado na última quarta feira, deixaram a indústria chinesa numa posição dominante no setor. O país concentra hoje quase 60% da produção mundial, graças a seus custos altamente competitivos.

Algumas empresas americanas, japonesas e europeias de energia solar ainda têm vantagem tecnológica sobre as rivais chinesas – no custo, porém, elas não conseguem mais competir. Empréstimos a juros baixos concedidos por bancos estatais e terrenos baratos oferecidos pelo governo deixam o negócio cada vez mais competitivo na China.

“As empresas chinesas se tornaram referência para o setor”, disse Shayle Kann, diretor de estudos em energia solar da GTM Research. Os preços são hoje ditados pela China – os demais tentam se diferenciar de alguma forma, sem se distanciar muito do valor oferecido pelos líderes.

Hoje, somente duas empresas americanas se mantém saudáveis. Uma delas é a First Solar, de grande porte, que tem sua maior instalação de painéis na Malásia. Já a Sun Power, que trabalha em um nicho específico, tem tecnologia bastante eficiente, embora a custos relativamente altos. No entanto, nenhuma delas parece fazer frente ao apoio de Pequim às concorrentes chinesas.

“Não há dúvida que as empresas de energia renovável dos Estados Unidos se sentem pressionadas pela China”, disse David B. Sandalow, secretário para políticas e assuntos internacionais do Departamento de Energia dos EUA. As três maiores empresas de energia solar da China – Suntech Power, Yingli Green Energy e Trina Solar – cresceram entre 33% e 63% no segundo trimestre, em relação a 2010. Os resultados se refletiram em fortes altas nas bolsas.

O preço dos painéis solares caiu entre 30% e 42% por kilowatt/hora no último ano, à medida que os fabricantes aumentaram sua capacidade, especialmente na China. Com a crise nos Estados Unidos e na Europa, porém, a energia solar ainda enfrenta dificuldade para se estabelecer no quesito custo, especialmente em relação à energia gerada a partir do carvão.

Estratégias. Os Estados Unidos e a União Europeia tentaram criar demanda pela energia solar por meio do subsídio aos compradores de painéis solares. Mas, com frequência, este dinheiro tem sido usado para comprar painéis chineses.

O governo chinês tem promovido uma política diferente. Em vez de subsidiar a compra e o uso da energia solar, a China se concentrou em tornar suas empresas mais competitivas. Como resultado, a China exporta 95% dos painéis solares que produz.

O sindicato norte-americano United Steelworkers deu entrada em uma queixa ao governo americano, pedindo que a administração Barack Obama investigue os subsídios da China à energia limpa, na tentativa de dar origem a uma reclamação formal perante a Organização Mundial do Comércio (OMC). / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALILH

Leia na fonte

Geração solar a caminho de leilões

5/09/11

Energia solar

Por Josette Goulart | De São Paulo

Da esquerda para direita, os empresários Brandão, Farhat e Reinas, da Rio Alto Energia, tentaram participar do último leilão, com térmica solar à biomassa

Depois do sucesso que foi a inclusão da energia eólica na matriz brasileira, com diversas fábricas de aerogeradores se instalando no país, começam os primeiros movimentos de forma mais orquestrada para que também a energia solar seja uma alternativa viável. Já há investidores como a Rio Alto Energia com projetos que poderiam ter competido no último leilão do governo federal, em que a própria eólica foi negociada a menos de R$ 100 o MWh. Para se ter ideia do tamanho da ambição, na Espanha o preço da energia solar gira em torno de € 300 o MWh.

O projeto da Rio Alto não foi habilitado, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, porque não há ainda previsão legal para a participação desse tipo de energia, apesar de a empresa ter tentado se cadastrar como térmica movida a biomassa. Tolmasquim ainda é um pouco cético sobre a questão do preço que, segundo ele, é o entrave para que se faça um leilão específico para solar, a exemplo do que se fez no primeiro leilão de eólica. Mas acrescenta: “É questão de tempo para a solar participar dos leilões. Falta massa crítica, projetos suficientes para um leilão”.

O projeto da Rio Alto, dos empresários Rafael Brandão, Sergio Reinas e Edmond Farhat, prevê uma usina termo solar no sertão da Paraíba com capacidade de gerar 50 megawatts (MW). A estimativa de investimentos é de R$ 350 milhões e recentemente o grupo fechou parceria com o Banco Paulista para o empreendimento. “Teríamos tido condições de competir no último leilão até o fim”, disse Reina. “Já temos licença de instalação emitida, negociações com fornecedores como a Siemens caminhando e também de financiamento com o Banco do Nordeste.” O projeto está em fase avançada e a negociação com fornecedores para as turbinas solares também caminha a passos largos. A Siemens estuda a possibilidade de até mesmo fabricar esse tipo de equipamento no país.

Os empresários dizem que o motivo de se conseguir no Brasil um preço mais competitivo que a Europa está no custo da terra, que no sertão da Paraíba não tem uso produtivo; na fabricação brasileira dos equipamentos; no projeto termo solar, que é diferente do fotovoltaico (usado principalmente em residências); na pequena distância para conexão à rede (cerca de quatro quilômetros da subestção da Chesf); e ainda da alta produtividade (cerca de 60%).

A produção em grande escala de energia solar requer grandes pedaços de terra. Para o projeto Coremas, da Rio Alto, são cerca de 60 hectares. Para ter o fator de capacidade de 60%, a energia é gerada durante 12 horas, sendo parte com energia direta do sol e outra parte com o uso de biomassa. No sertão paraibano há grande quantidade de dejetos de coco, que podem ser usado como combustível na usina. O preço não prevê um segundo uso da unidade.

A ideia é fazer uma espécie de estufa, com as turbinas solares ficando cerca de dois metros acima do solo e possibilitando a plantação na área. Segundo os executivos da Rio Alto, esse tipo de uso das unidades termo solares é super comum nos Estados Unidos. Será inclusive de lá que será trazida a tecnologia de polímero flexível, que substitui o espelho nessas unidades termo solares. A empresa tem ainda em projetos outros 250 MW para serem desenvolvidos.

Leia na fonte