ENERGIAS RENOVÁVEIS

21/06/10

Projetos para venda de energia eólica somam uma Belo Monte

Sex, 18 de Junho de 2010
Zero Hora, DE PORTO ALEGRE

Estimulado por leilões e crédito do governo, volume dessa fonte deve quadruplicar até 2012

Setor espera que, no pregão, sejam vendidos 2.000 MW, ou 1/3 da capacidade das usinas do rio Madeira

Elevadas a cem metros de altura, turbinas que transformam vento em eletricidade estão se multiplicando no Sul e no Nordeste.

O país produz cerca 700 MW em parques eólicos (menos de 1% do gerado), mas esse volume deverá ser quadruplicado até 2012, segundo a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

Dois fatores são fundamentais para a expansão do setor: os leilões de compra de energia do governo federal, que dão garantia de rentabilidade aos projetos, e a oferta de crédito oficial que cobre até 70% do investimento.

No último leilão em dezembro, o governo autorizou a compra de 1.808 MW. Segundo o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, a tendência é que essa marca seja ultrapassada em agosto, quando ocorre o próximo pregão para compra de energia de fontes alternativas.

Para o próximo leilão, há 399 projetos de geração eólica
cadastrados.

Juntos, eles totalizam 10.500 MW -praticamente o mesmo potencial de geração da hidrelétrica de Belo Monte (PA), alvo de contestação de ambientalistas por seus impactos no Alto Xingu.

Para Simões, o mercado trabalha com a compra de 2.000 MW no próximo leilão.

Energia eólica é mais cara do que a hidrelétrica, principal fonte de eletricidade da matriz brasileira. Em dezembro, a média do MW/h eólico custou R$ 148. O custo de geração em Belo Monte, por exemplo, foi estimado em R$ 78/MW, na proposta do consórcio vencedor do leilão.

INVESTIMENTO

A estimativa da Abeeólica é que, para entregar a energia vendida no último leilão, o setor invista R$ 8 bilhões até 2012. A expectativa é que a energia eólica chegue a mais de 2% do total gerado no país até 2012.
Entre 2003 e 2009, o BNDES aprovou 31 operações de financiamento a parques eólicos, somando 673 MW. O banco emprestou R$ 2 bilhões dos R$ 3,5 bilhões do custo total dos projetos.

O sistema eólico funciona por meio de gigantescas hélices movidas pelo vento, que acionam uma turbina no centro de um catavento. A energia eólica se transforma em eletricidade, que é transportada até uma estação no parque eólico e, depois, entra na rede de transmissão.
Sua maior vantagem é ambiental. Diferentemente das térmicas a gás, as eólicas não emitem dióxido de carbono, vilão do aquecimento global.

Investidores do setor afirmam que o vento complementa, mas não substitui, a energia hidráulica.
“A entrada da energia eólica representa verdadeiros reservatórios virtuais de água porque os ventos são mais fortes e constantes justamente no período seco, quando as barragens estão em níveis mais baixos”, diz Simões.

EXPANSÃO

A experiência da Ventos do Sul, joint venture das subsidiárias brasileiras dos grupos Elecnor (Espanha) e Enercon (Alemanha), é um termômetro do mercado.
Dona do maior parque eólico em atividade na América Latina, com 75 aerogeradores em Osório (RS), a empresa 150 MW de potência instalados. E vai expandir o parque em 104 MW, com investimento de R$ 470 milhões.

O presidente da Ventos do Sul, Telmo Magadan, diz que a energia eólica pode ajudar a evitar apagões no futuro.
“Independentemente das crises econômicas, o mundo cresce. Nós temos que ter segurança energética para fazer frente a esse crescimento num binômio com sustentabilidade”, afirma Magadan.

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Energia planejada dá conta de um PIB forte

Cláudia Schüffner, do Rio
18/06/2010

O crescimento do consumo de energia elétrica no Brasil - 9,5% nos primeiros quatro meses de 2010 em relação a igual período do ano passado - resultou do forte aquecimento econômico. As estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que será necessário acrescentar anualmente 6.300 megawatts (MW) de geração nova até 2019 para atender ao aumento do consumo. A pergunta que se faz é como será possível adicionar o equivalente a meio Belo Monte - maior usina em construção, com 11.233 MW - de geração nova a cada ano para não comprometer o suprimento do país. “Vai ser tranquilo”, responde o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

O planejamento do governo prevê que mais da metade da demanda até 2019 seja atendida por hidrelétricas (55,5%), mas a novidade é a previsão de atender 23% com fontes alternativas, como eólica e bagaço de cana. Combustíveis fósseis, como carvão e gás, respondem por 19% do planejamento - que não prevê a contratação de nenhuma térmica a gás a partir de 2015 - enquanto as usinas nucleares, incluída Angra 3, em construção, ficariam com 2%.

“O que dá tranquilidade é que praticamente não há limite no que se pode acrescentar de geração térmica a carvão e a gás (no país), além do grande potencial disponível de biomassa e eólica. Nesses dois casos o preço não é nenhuma barbaridade. Não vai faltar energia. Costumo dizer que existe o plano A, que é aumentar a geração hidrelétrica, e o plano B, que é aumentar a participação da geração termelétrica ou renovável. Mas faltar, não vai. Angra 3 já começou a ser construída e ela já está contabilizada”, diz Mário Veiga, presidente da PSR Consultoria.

Especialistas e representantes de associações de consumidores concordam. A preocupação é com o preço e com a possibilidade de se “sujar” a matriz com energia térmica a carvão, por exemplo, no caso de atraso das hidrelétricas. “Eu acho difícil atender a essa demanda com uma expansão limpa a custo baixo e ambientalmente viável”, pondera Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel).

Luciano Pacheco, diretor da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), também acha possível adicionar essa quantidade de energia por ano, mas reclama que o setor não tem acesso aos projetos e aos processos de inventário.

Veiga, da PSR, acha factível essa previsão, mas diz que o desafio do governo é viabilizar a oferta prevista de hidrelétricas, considerando-se as dificuldades de licenciamento ambiental. “Se me perguntam se existem opções para garantir a demanda do país, a resposta é sim. Se vai ser possível garantir a demanda com predominância hidrelétrica, vamos ver”, acrescenta.

Nas últimas semanas outra dúvida cresceu diante do desempenho da economia brasileira no início deste ano. Enquanto as projeções do governo e dos economistas apontam para um PIB 7% maior no ano, o planejamento da EPE embute uma expansão da economia de 5,1% em 2010 e igual percentual para o aumento do consumo.

Mesmo assim, analistas do setor não veem riscos dessa aceleração do crescimento consumir antes do tempo a folga existente na geração desse insumo. Para Veiga, o Brasil tem alternativas para suprir o aumento da atividade econômica caso a previsão de entrada de novas hidrelétricas não se efetive ou o PIB cresça acima do previsto.

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2019 indica a entrada em operação de 63.482 MW de energia nova nos próximos dez anos. Desses, 39.740 MW (ou 63%) já foram contratados, como as usinas Jirau e Santo Antonio, e outros 23.742 MW estão planejados.

Segundo o presidente da EPE, quando se consideram os “excedentes” na geração, a oferta de energia vai suportar um crescimento de 7% a 7,5% do PIB. Segundo ele, os dados da EPE são conservadores, porque o planejamento não considera as usinas listadas como “sem previsão” pela superintendência de fiscalização de serviços de geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ali, as novas usinas que vão entrar até 2014 somam 41 mil MW. A EPE, contudo, considera apenas 29,7 mil MW, dos quais 27 mil já contratados e 2,1 mil a serem contratados de fontes alternativas.

Para 2010 a EPE trabalha com a perspectiva de leiloar quatro novas hidrelétricas de 150 MW a 300 MW em julho. Até o fim do ano a lista inclui Cachoeira (63 MW), Castelhano (64 MW) e a maior delas, São Luiz do Tapajós, de 6.133 MW, em fase de licenciamento. No rio Tapajós, essa usina está prevista para entrar em operação em 2016 e seria leiloada apenas em 2011, mas a EPE vai antecipar para 2010, adiantou Tolmasquim ao Valor.

Se depender do número de empresas (480) inscritas para os leilões para compra de energia de reserva marcados para agosto deste ano, não faltará energia renovável no país.

Os projetos somam 14.529 MW, sendo 10.569 MW apenas de energia eólica. Mesmo assim, Ruberval Baudini, presidente da Associação Brasileira de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Abeama), reclama da pouca participação de energias renováveis na matriz energética. “Temos a maior matriz energética do mundo baseada em hidreletricidade e também a maior insolação, mas não vemos a energia solar com essa força”, diz Baudini.

Um fato incontestável é que no período de 2009 a 2015 o preço da energia no Brasil vai subir, como resultado dos contratos já firmados nos leilões principalmente de usinas térmicas. Recentemente em um fórum em São Paulo a PSR mostrava que nesse período (2009-2015) haverá um aumento real de 22% na tarifa de energia.

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ENERGIAS RENOVÁVEIS

7/06/10

Grupo Allianz planeja investir em geração no Brasil

04/06/10 - A Allianz Climate Solutions (ACS) espera fechar, ainda este ano, a primeira aquisição de uma unidade de geração de energia renovável ou, pelo menos, parcerias para participar dos próximos leilões organizados pelo governo. O alvo da empresa, controlada pela seguradora alemã Allianz, é entrar no mercado brasileiro com geração de energia a partir de biomassa ou de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

O presidente da ACS, Armin Sandhövel, afirma que a preferência por estes dois tipos de fonte de energia vem da facilidade de pôr em pé um projeto sustentável num curto espaço de tempo. As dificuldades envolvidas com a construção de grandes hidrelétricas, como Belo Monte, afastam a companhia dos maiores projetos de fonte hídrica e aproxima a companhia das PCHs, devido às boas oportunidades nas parcerias com indústrias locais e na possibilidade de conexão com as linhas de transmissão.

Já a biomassa, com a energia gerada a partir de matérias primas como o bagaço de cana, chamou a atenção da ACS pela “expertise” apresentada pela indústria nacional do setor, que conta com tecnologia desenvolvida no país.

“O Brasil tem muita experiência em bioenergia e não teremos de procurar por um novo negócio, com muitas barreiras ou dificuldades, porque ele já é estabelecido”, destaca Sandhövel, que participou esta semana do 28º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Munique.

O presidente da companhia garante que a ACS está preparada para disputar com sucesso os leilões realizados pelo governo, com projetos muito competitivos. No setor de cana, o objetivo será a geração de energia a partir do bagaço e não a produção de etanol, uma vez que a geração elétrica garante um fluxo de caixa mais estável e previsível, enquanto os preços do combustível estão sujeitos a fortes variações.

Também não estão descartados os investimentos em ativos florestais e parques eólicos nos próximos anos no país. Para Sandhövel, a aposta em florestas pode ajudar as metas de redução de emissão de carbono pelo grupo Allianz, de 20% até 2012, na comparação com os volumes emitidos em 2006. “O setor de florestas também é um ativo de classe na redução de emissões de carbono. É complicado, mas extremamente interessante por causa da quantidade de certificados que podem ser gerados.”

A companhia, fundada em 2007, não revela o orçamento para atuar no Brasil, mas apresenta como cartão de visitas os ” 500 milhões investidos em usinas eólicas na Europa até o ano passado e a meta de investir outros ” 1 bilhão em ativos eólicos e produção de energia solar até 2012, de forma a cumprir o objetivo de reduzir as emissões de carbono.

Sandhövel diz que o principal foco para as energias renováveis estará nos países emergentes e a companhia tem como alvos o sudeste asiático e o Brasil, que foi escolhido como mercado preferencial para investimentos há dois anos, quando a ACS definia sua estratégia mundial.

A escolha do mercado brasileiro - que para Sandhövel é o que, ao lado do indiano, tem as melhores condições para energia renovável entre os emergentes - tem como pilares a estabilidade econômica, o sistema regulatório e a história do uso de fontes renováveis na matriz energética.

“Por que o Brasil? Porque o país é economicamente estável e temos uma filial forte lá. A Allianz Brasil tem um papel importante em todo o grupo”, frisa Sandhövel, lembrando que a ACS só buscará projetos onde a Allianz possa atuar como seguradora.

Mas o executivo mostra especial interesse nas oportunidades abertas para o setor de geração de energia fotovoltaica, obtida com a radiação solar. Para Sandhövel, grandes parques de geração solar podem se tornar uma realidade para o Brasil no longo prazo, entre 10 e 20 anos.

“No Brasil há condições perfeitas. O problema é o preço. Mas estou bem seguro de que o custo vai cair na próxima década”, diz. Segundo ele, a Espanha tem três grandes unidades em construção e as próximas deverão ser erguidas nos Emirados Árabes.

Sandhövel aponta três condições para o sucesso da energia solar: a pressão política, o preço do petróleo e a inovação tecnológica. Neste sentido, o Brasil já largaria na frente, com um projeto de governo empenhado em aumentar a geração de energia a partir de fontes renováveis.

Unido a isso está o esperado salto de tecnologia. O último, de filmes finos para os painéis, começou a ser desenvolvido nesta década e já está em fase de implementação comercial. Para Sandhövel, o próximo avanço, com redução do preço de produção da energia, pode acontecer em mais dez anos. Por fim, a variação de preço da principal commodity energética mundial pode dar o impulso final no futuro.

“Tivemos uma situação em 2008 em que, por um período curto de tempo, o petróleo esteve na casa de US$ 140. Pela primeira vez a eletricidade de fazendas eólicas foi totalmente competitiva”, exemplifica.

Rafael Rosas
Fonte: Valor Econômico

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ENERGIA LIMPA

28/03/10

BID priorizará projetos de energia limpa na AL

20 de março de 2010
AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e JOSÉ MARIA TOMAZELA, com EFE - O Estadao de S.Paulo

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai priorizar os projetos de energias renováveis na oferta de crédito para países da América Latina. O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, afirmou ontem em Cancún, no México, que nos próximos três anos 80% do crédito que o órgão destinar para financiar projetos energéticos do setor privado terá foco em programas que trabalhem com energias limpas, como eólica, geotérmica, biomassa, solar e hidrelétrica.

Segundo Moreno, nos últimos dez anos, a instituição emprestou US$ 3 milhões para programas de energias renováveis na região da América Latina e do Caribe. Além disso, o diretor ressaltou que, do US$ 1,2 bilhão que o BID destinou em 2009 para projetos do setor privado, um terço foi utilizado “para financiar energia renovável e eficiência energética na região”. O BID estima que a demanda por energia na América Latina deverá crescer 50% até 2030 e, para isso, serão necessários investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão.

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China avança em energias renováveis

9/02/10

08/11/2009

RAUL JUSTE LORES
enviado especial da Folha de S. Paulo a Shenzhen

Uma desconhecida montadora chinesa conseguiu lançar um carro elétrico dois anos antes que grandes montadoras japonesas e americanas.

A chinesa BYD lançou no ano passado um carro que pode andar 100 km usando apenas energia elétrica e lança no início de 2010 um modelo que prescinde de gasolina. Atraindo investidores como Warren Buffet, a empresa quintuplicou seu valor na Bolsa de Hong Kong em 2009 e fez de seu fundador, Wang Chuanfu, 43, o homem mais rico da China.

A ascensão da BYD demonstra a atual grande ambição do capitalismo chinês em liderar o negócio das energias renováveis -parte do pacote de estímulo de US$ 580 bilhões lançado no ano passado prioriza subsídios a tais iniciativas.

A preocupação ambiental tem motivos práticos, pois 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo estão no país, que ainda depende muito do carvão e da importação de petróleo.

As duas maiores produtoras de painéis para energia solar no mundo estão na China, e grandes usinas eólicas para produzir energia a partir do vento estão em construção.

Baterias

Novata automobilística, o primeiro carro da BYD foi lançado em 2005. Mas a empresa é líder mundial na produção de baterias recarregáveis para celulares, laptops e iPods. É a maior fornecedora de baterias para Motorola, Philips, Nokia, Samsung, GE e Apple, entre outras gigantes.

Seu primeiro carro elétrico, F3DM, pode percorrer 100 km sem depender de gasolina. Quando sua bateria acaba, o motor que utiliza gasolina pode ser acionado. O veículo pode ser carregado em tomadas comuns de 220 volts. Na propaganda da empresa, o proprietário deixa o carro carregando, como se fosse um celular, antes de dormir, e pode circular com ele no dia seguinte. Estações de carregamento rápido podem carregá-lo em 15 minutos.

A GM anuncia para o final do ano que vem um carro parecido, o Volt, que custará cerca de US$ 40 mil, quase o dobro do preço do modelo chinês.

Obstáculos

Apesar do frisson que o carro elétrico provoca na China, há muitos obstáculos ainda para a sua popularização. A US$ 21,7 mil a unidade, o carro elétrico ainda custa o dobro do valor de um carro convencional do mesmo tamanho.

A empresa faz lobby para o governo patrocinar uma rede de estações industriais nas quais seja possível carregar a bateria. Para o diretor de vendas da BYD, Henry Li, será necessário mais apoio oficial para a economia de escala. “Conseguimos dianteira em uma tecnologia que o mundo todo busca, mas são necessários subsídios para crescer no mercado chinês e para estabelecer uma rede”, disse Li à Folha.

Assim como os painéis solares da chinesa Suntech, 90% deles destinados a mercados de países desenvolvidos, a BYD poderia encontrar saída nos mercados dos países desenvolvidos, onde a consciência ambiental está na moda. Mas não faltam obstáculos.

“A BYD terá que enfrentar exigências de segurança e de distribuição de autopeças, construir uma marca forte e vencer o preconceito contra o “made in China” no mundo”, enumera Tian Yongqiu, diretor da consultoria China Automotive Review.

Por enquanto, o que mantém a empresa lucrando são os carros convencionais F3 e F0, além do mercado de baterias. A BYD deve ultrapassar os 400 mil carros vendidos em 2009 -em sua maioria, carros 1.5 e 2.0 convencionais, com valores entre 80 mil e 90 mil yuans (entre R$ 20 mil e R$ 22,5 mil).

No ano, 8.000 veículos foram exportados para Rússia, Ucrânia, Egito, Peru e Chile.

Apenas cem carros elétricos foram vendidos. A BYD negocia com 15 prefeituras chinesas a venda de carros elétricos com subsídios do governo.

 

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