BIOCOMBUSTÍVEIS

21/06/10

Petrobras acelera avanço em biocombustíveis

Mauro Zanatta, de Brasília
18/06/2010

A Petrobras Biocombustível (PBio) está pronta para ampliar sua presença nos mercados de etanol e de biodiesel no país. A empresa decidiu acelerar a compra de participação em novas usinas de etanol e elevar aportes em unidades próprias de biodiesel, informou o presidente do conselho de administração da PBio, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, ao Valor.

A empresa prevê ocupar uma fatia de 20% do mercado de etanol por meio de participação acionária e liderar em biodiesel com 25% da produção nacional. “Vamos avançar rápido e comprar participação em outras empresas de etanol. Vamos comprar 49% das ações e fazer a gestão compartilhada”, afirmou Cassel.
O planejamento da PBio inclui gerir as áreas de finanças, administração ou logística das novas aquisições para “dominar e apropriar-se da tecnologia” desenvolvida pelas parceiras. “É um setor de alta complexidade para nós. Mas já somos uma empresona do setor, estamos grandes em etanol e biodiesel e já mudamos esses mercados”, disse. “Vamos trabalhar no vermelho por três a cinco anos, mas depois disso teremos um lucrinho”.

Em maio, a PBio anunciou a compra de participação na Açúcar Guarani, controlada pela francesa Tereos. Nos próximos cinco anos, a empresa investirá R$ 1,6 bilhão na Guarani, que processa 16 milhões de toneladas de cana por safra. “Já estamos no coração do setor com a Guarani e já estamos aprendendo muito”, declarou o ministro.

A subsidiária integral da gigante brasileira do petróleo começou a investir pesado em etanol no fim de 2009 com a compra de 40,4% da ações da usina Total, de Bambuí (MG), por R$ 150 milhões. Até então, negociava adquirir parte da usina Itarumã (GO) em parceria com a japonesa Mitsui. A opção pelo etanol busca “equilibrar” o jogo com o interesse de grupos multinacionais no setor e evitar o domínio absoluto do capital estrangeiro em usinas brasileiras. “A presença da Petrobras equilibra um pouco as coisas”, avaliou Cassel.

Nas diretrizes da PBio, comandada pelo ex-ministro Miguel Rossetto, estão pesados investimentos de US$ 530 milhões em pesquisas de biocombustíveis até 2014. A empresa já domina a tecnologia do biodiesel de mamona e banca pesquisas para adequar outras matérias-primas às exigências técnicas. “Percebemos que o biodiesel estará na matriz energética do futuro. Por isso, vamos estabilizar o programa”, acrescentou.

A empresa se esforça para estimular e organizar a produção familiar. Fez acordo com o Banco do Brasil para avalizar financiamentos, transferir pacote tecnológico integrado de insumos e assegurar a compra da matéria-prima.

Em 2009, firmou convênio com o BB para avalizar R$ 90 milhões a 60 mil produtores de mamona, soja e girassol de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia e Sergipe. A produção, que deve ser ampliada para 120 mil hectares nessas áreas, abastecerá as usinas de Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG). Uma delas já dobrará sua capacidade de processamento.

No ano passado, a PBio também adquiriu metade das ações da usina de biodiesel BSBios, de Marialva (PR), por R$ 55 milhões. “Estamos fazendo uma inclusão bem feita, de Primeiro Mundo”, disse Cassel. 

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Regra da UE busca assegurar biocombustível sustentável

Bloomberg News/ Valor Econômico
14/06/10
A União Europeia criou controles para evitar que o comércio de biocombustíveis provoque danos às florestas e outras áreas, dentro de seus esforços para reduzir a dependência dos meios de transporte com o petróleo.

A Comissão Europeia divulgou as diretrizes para assegurar que os biocombustíveis - feitos basicamente de culturas como colza, trigo, milho e açúcar - não tenham origem em áreas de florestas, terras pantanosas e reservas naturais. O objetivo é esclarecer partes da lei europeia que exige um mínimo de 10% de fontes renováveis nos combustíveis para o transporte ferroviário e rodoviário até 2020 em todo o bloco.

Aprovada em 2008, a lei determina padrões de proteção ambiental para os biocombustíveis que entrarão nessa meta de fontes renováveis, para que a expansão no comércio desses produtos não chegue à custa do desmatamento em países exportadores, como o Brasil. “Temos de assegurar que os biocombustíveis também sejam sustentáveis”, disse o comissário de Energia da UE, Guenther Oettinger. “Temos o critério mais rigoroso do mundo.”

Os biocombustíveis oferecem a perspectiva de reduzir o uso de combustíveis fósseis, aos quais se atribuem as mudanças climáticas. Também ajudam a União Europeia a diversificar suas fontes de energia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural.

Em 2008, os biocombustíveis representaram 3,4% do consumo em meios de transporte na UE, segundo informações do bloco econômico. Em 2007, 26% do biodiesel e 31% do etanol consumidos na UE foram importados, principalmente do Brasil e EUA.

Grupos ambientais haviam considerado os padrões de sustentabilidade pouco estritos e acusavam a UE de não prestar a atenção adequada à “mudança indireta no uso da terra”, ou seja, a possibilidade de que o maior cultivo de culturas usadas em biocombustíveis desloque a produção de alimentos. Tal tendência ameaçaria estimular a conversão de florestas e terras pantanosas (que armazenam CO2) em terras para agricultura.

Este é “talvez o problema mais perigoso dos biocombustíveis”, segundo o Greenpeace. “Os impactos da mudança indireta no uso da terra continuarão causando perda significativa na biodiversidade e mais emissões de gases causadores do efeito estufa.”

A Comissão Europeia, responsável pelas regulamentações dos 27 países da UE, está concluindo quatro estudos sobre a questão e pretende realizar um período de consultas com as partes interessadas. Até o fim do ano quer ter um documento normativo que poderia impor regras adicionais de sustentabilidade, segundo Marlene Holzner, uma das porta-vozes da CE. Até essa data, o foco é colocar em vigor a atual lei sobre biocombustíveis de forma harmoniosa, segundo Oettinger.

A Comissão Europeia de Biodiesel, que representa cerca de 60 companhias, incluindo a Verbio da Alemanha e a Neste Oil Oyj da Finlândia, bem como as divisões europeias da Archer Daniels Midland e Cargill, saudaram as diretrizes como “esclarecimentos essenciais” da legislação da UE.

Uma exigência ambiental na lei europeia é que a produção de biocombustíveis conduza a uma economia nas emissões de gás-estufa de pelo menos 35% inicialmente e de 50% a partir de 2017. O menor nível de economia para biocombustíveis a partir de novas plantas é de 60% em 2018.

As diretrizes explicam como calcular essas economias de gás estufa. O documento normativo também procura esclarecer artigos sobre proteção da natureza.

A orientação “explica que biocombustíveis não devem ser produzidos a partir de matérias-primas de florestas tropicais ou de áreas recentemente desmatadas, turfa, pantanais ou áreas de extrema biodiversidade - e a forma como isso deve ser avaliado”. Ela esclarece que a conversão de florestas para plantação de óleo de palma poderá conflitar com exigências de sustentabilidade.

A legislação da UE com a meta de 10% para energia renovável no transporte também visa elevar a parcela de energia verde, incluindo energia eólica e solar na UE, a uma média de 20% até 2020.

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BIOMASSA

31/05/10

Projetos aumentam em todo o mundo

De São Paulo
26/05/2010

Davilym Dourado/Valor

Marcos Buckeridge, professor da USP: Japão é outro país da Ásia que merece atenção por suas novas pesquisas

O Brasil, ao lado dos Estados Unidos, é um dos poucos países do mundo que já têm uma indústria consolidada de produção de energia a partir de biomassa derivada das usinas de etanol. Mas há várias outras nações investindo para atingir situação semelhança. Nem todas têm, no entanto, clima tropical e disponibilidade de água e terra para a cultura da cana-de-açúcar. Por isso, apostam em outras plantas para a produção de álcool e outros combustíveis. Entre elas estão, por exemplo, o milho, o pinhão manso, o miscanthus (uma gramínea semelhante à cana) e o populus (uma espécie de álamo que produz madeira para papel).

Uma região que vem se destacando nesse cenário é o Sudeste Asiático. Segundo o pesquisador Ramlan Abd Aziz, professor da Universidade Tecnológica da Malásia, que esteve em São Paulo em março para participar da Convenção Latinoamericana do Global Sustainable Bioenergy Project (GSB), boa parte dos países de lá dispõe de projetos para produzir biocombustíveis. O potencial de produção da região é de 14 milhões de barris por dia, mais do que os 11 milhões de barris de petróleo produzidos pela Arábia Saudita. A Tailândia, por exemplo, tem nove usinas para a produção de etanol de cana e nove de biodiesel de dendê. Mianmar também se destaca, com a produção de biocombustível de jatropha, uma planta conhecida no Brasil como pinhão manso - aquele país detém 90% das plantações mundiais desse vegetal.

O botânico e professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Buckeridge cita o Japão como outro país da Ásia que merece atenção. “Um colega de lá conseguiu transformar geneticamente o populus, introduzindo nessa planta genes produtores de enzimas que degradam a parede celular, o que facilita a produção de etanol”, explica. “Ele plantou as árvores transgênicas e agora, em relativamente pouco tempo, os japoneses poderão dispor de uma biomassa muito interessante para a produção de energia.” Bélgica e Canadá estão realizando experiências semelhantes com a mesma espécie.

A Comunidade Europeia anunciou recentemente financiamento de ciência e tecnologia em bioenergia. “No edital, era obrigatório ter grupos brasileiros”, diz Buckeridge. “Nós entramos com um projeto conjunto e aparentemente ganhamos, mas ainda não é oficial do lado brasileiro, só do europeu. São € 4 milhões para cada lado.” O Reino Unido, por sua vez, montou o programa Renewall, com grupos de pesquisadores de elite, para trabalhar no etanol de segunda geração. As plantas de interesse dos britânicos são o miscanthus e o salgueiro (um arbusto de crescimento rápido em regiões temperadas).

Nesse panorama, os Estados Unidos são um caso à parte. Apesar de já produzir etanol a partir do milho, o país vem desenvolvendo vários projetos para a produção de energia a partir de outras plantas. Buckeridge destaca dois programas. “Um é o Energy Biosciences Institute (EBI), com investimento de cerca de US$ 500 milhões da British Petroleum (BP)”, informa. “Eles escolheram as universidade de Illinois, em Indiana, e Berkeley, na Califórnia, para montar laboratórios para realizar as pesquisas.”

Outro programa americano importante é o Joint Bioenergy Institute, que tem verba do Departamento de Energia (DOE). No caso americano, as estratégias são muito parecidas com as do Brasil, ou seja, os grupos de cientistas estão se agrupando em centros de pesquisa. “Uma grande vantagem deles é o investimento privado, que lá é maciço”, diz Buckeridge. “Por exemplo, o Dumforth Institute, em Saint Louis, que se dedica à produção de tecnologia de biodiesel para usar em aviões a jato, é um investimento da Rent a Car.” (E.S.)

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Produtividade com sustentabilidade

14/05/10

Por Carlos Henrique de Brito Cruz

É possível substituir mais de 25% da gasolina usada no mundo por biocombustíveis, preservando o meio ambiente e evitando conflitos com a essencial produção de alimentos e outros produtos agrícolas? Cientistas brasileiros e estrangeiros envolvidos no projeto Sustentabilidade Global de Biocombustíveis (GSB, na sigla em inglês) tentam responder a essa questão durante sua convenção latino-americana, em São Paulo (23 a 25 de março).

O GSB fará cinco convenções continentais em 2010 com o objetivo de contribuir para o debate mundial nesse campo com base em resultados científicos. A reunião em São Paulo segue as da Holanda e da África do Sul. As próximas serão na Malásia e nos Estados Unidos.

O Brasil é essencial nesse debate.

Nenhum país industrializado até hoje conseguiu substituir o uso de gasolina na escala alcançada no Brasil, onde praticamente metade da energia total consumida tem origem em fontes renováveis -16% dela do etanol.

No Estado de São Paulo, o resultado é ainda mais marcante: 56% da energia vem de fontes renováveis, sendo 38% da cana-de-açúcar. O uso do etanol de cana permitiu que São Paulo reduzisse a participação do petróleo na matriz energética estadual de 60% para 33% nos últimos 30 anos.

Desde 1975, a estratégia geral do desenvolvimento do uso de etanol no Brasil foi pautada pelo aumento da produtividade. O ganho ultrapassou os 3% ao ano nos últimos 40 anos graças ao melhoramento genético da cana-de-açúcar e ao aumento da eficiência industrial da conversão de açúcar em álcool.

O aumento do interesse mundial em biocombustíveis -motivado pelas dificuldades recorrentes no fornecimento de petróleo e pela preocupação com a emissão de gases-estufa- criou a expectativa de aumento intenso na produção de bioetanol.

Para que o Brasil forneça etanol suficiente para substituir pelo menos 5% da gasolina usada mundialmente, será necessário aumentar a produção brasileira dos 22 bilhões de litros em 2006 para 102 bilhões de litros/ano.
Produzir etanol requer vários insumos, como água, terra e energia, e o aumento das quantidades pretendidas exige a análise da dependência em relação aos insumos e seu efeito no meio ambiente. Por isso se impõe o desafio da sustentabilidade.

Essencial para a sustentabilidade é o balanço de energia, que mede quantas unidades de energia são geradas por unidade de energia de origem fóssil utilizada. Na produção de etanol, a energia fóssil é usada, por exemplo, no diesel dos caminhões que transportam a cana da plantação à usina.

É necessária 1 unidade de energia fóssil para produzir etanol suficiente para a geração de 9 a 10 unidades. Esse balanço tão favorável significa uma redução substancial das emissões de carbono pela substituição da gasolina pelo etanol de cana.

Outra questão fundamental para a sustentabilidade é saber se o aumento na quantidade de etanol produzido pode afetar outros produtos importantes, como alimentos.

Países da Europa e os EUA fazem objeções aos biocombustíveis porque são regiões em que toda a terra arável está em uso. Mas na América Latina e na África há muita terra disponível, e essa disponibilidade - já demonstrada em trabalhos científicos - é especialmente positiva, pois pode levar desenvolvimento a essas regiões.
Pesquisa e desenvolvimento trazem grandes avanços. No Brasil, a produtividade da terra cresceu de 2.700 litros para mais de 6.000 litros por hectare/ano - mais que o dobro, no período de 30 anos de 1975 a 2005, usando-se tecnologia incremental.

Hoje, muitos países, inclusive os mais desenvolvidos em ciência e tecnologia, como EUA, Inglaterra, França e Holanda, estão empenhados em melhorar a eficiência da biomassa para a geração de combustível líquido, buscando avanços radicais.

Por isso a intensidade de pesquisa sobre biocombustíveis cresceu muito e o panorama é muito mais competitivo do que quando praticamente só o Brasil usava etanol -o que exige do país uma nova atitude e um esforço muito mais intenso de P&D, promovido pelo governo e por empresas.
O Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) e o projeto GSB vão nos ajudar a identificar as áreas de pesquisa prioritárias e os desafios a vencer para que o mundo possa se beneficiar de uma ideia criada e demonstrada pelo Brasil: a substituição da gasolina por combustíveis de origem renovável e sustentável.
Carlos Henrique de Brito Cruz, 53, membro da Academia Brasileira de Ciências, é professor titular do Instituto de Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e diretor Científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Foi reitor da Unicamp e presidente da Fapesp.

Fonte

Empresas dinamarquesas anunciam tecnologia para fazer etanol de bagaço de cana

13/04/10

25/02/2010

Enzima que possibilita a produção do combustível será a primeira disponibilizada comercialmente

Thiago Cid

Enzima poderosa - Ela vai transformar bagaço de cana-de-açúcar açúcar e, consequentemente, em álcool combustível

O etanol feito de capim, cascas e bagaços está próximo de se tornar uma realidade. Na semana passada, duas empresas dinamarquesas distintas anunciaram, separadamente, que chegaram a uma enzima capaz de quebrar a molécula de celulose dos resíduos vegetais e transformá-la em açúcar, com os qual é fabricado o combustível. Apesar de projetos semelhantes estarem sendo desenvolvidos em todo o mundo, as moléculas produzidas pelas empresas Novozymes e Genecor são as primeiras experiências em vias de serem liberadas para o mercado.

Apesar de ainda não ter sido comprovada na prática nas usinas, a nova tecnologia promete um grande incremento na produção de etanol. Os especialistas divergem em relação ao potencial de aumento de produtividade - os palpites variam entre 40% e 100%. Com uma produtividade maior, os fabricantes terão mais lucros, mas os potenciais benefícios também poderão ser sentidos pela sociedade como um todo. Como o etanol é a principal alternativa renovável aos combustíveis derivados do petróleo, uma produção maior de etanol teria o benefício ambiental de emitir menos gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. A troca dos combustíveis fósseis por biocombustíveis também pode tirar parte do poder concentrado nas mãos do cartel dos grandes produtores de petróleo.

Um polêmica que gravita em torno do etanol é a de que a sua produção poderia reduzir a área de alimentos plantados. Os críticos sustentam que, por causa do retorno maior, muitos agricultores poderiam trocar a lavoura de alimentos por uma de cana ou milho, com o objetivo de produzir matéria prima para o etanol. Essa tese é validada por especialistas internacionais, mas não é um consenso no meio científico. Com a segunda geração de etanol, o receio da redução do plantio de alimentos deve diminuir.
Para o Brasil, o domínio da tecnologia tem potencial de consolidar de vez o status do país como o maior produtor de biocombustíveis. A situação do país é privilegiada por dois motivos. O primeiro é que a infraestrutura para produzir etanol já está montada e o conhecimento técnico sobre o combustível acumulado pelos cientistas brasileiros é o maior do mundo. A segunda vantagem é o custo da matéria prima. Também chamado de etanol de segunda geração, o combustível feito de restos vegetais pode ser obtido a partir de bagaços de fruta, casca de madeira, capim e restos de grãos. No Brasil, a matéria prima será o próprio bagaço da cana resultado da produção do etanol, que está disponível nos pátios das usinas e não representará custo algum.

A consagração do etanol de segunda geração também deve atrair muitos investidores para o Brasil, o que gera receitas e mais investimento em tecnologia. Para o consumidor, a entrada no mercado do etanol de segunda geração deve baratear o produto, mas ainda não é possível saber qual será o impacto nos preços.

Apenas a Novozym anunciou planos para o Brasil. A enzima, chamada de Cellic, será apresentada ao mercado brasileiro em março, mas estará à venda apenas em 2012.

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