Empresas dinamarquesas anunciam tecnologia para fazer etanol de bagaço de cana

13/04/10

25/02/2010

Enzima que possibilita a produção do combustível será a primeira disponibilizada comercialmente

Thiago Cid

Enzima poderosa - Ela vai transformar bagaço de cana-de-açúcar açúcar e, consequentemente, em álcool combustível

O etanol feito de capim, cascas e bagaços está próximo de se tornar uma realidade. Na semana passada, duas empresas dinamarquesas distintas anunciaram, separadamente, que chegaram a uma enzima capaz de quebrar a molécula de celulose dos resíduos vegetais e transformá-la em açúcar, com os qual é fabricado o combustível. Apesar de projetos semelhantes estarem sendo desenvolvidos em todo o mundo, as moléculas produzidas pelas empresas Novozymes e Genecor são as primeiras experiências em vias de serem liberadas para o mercado.

Apesar de ainda não ter sido comprovada na prática nas usinas, a nova tecnologia promete um grande incremento na produção de etanol. Os especialistas divergem em relação ao potencial de aumento de produtividade – os palpites variam entre 40% e 100%. Com uma produtividade maior, os fabricantes terão mais lucros, mas os potenciais benefícios também poderão ser sentidos pela sociedade como um todo. Como o etanol é a principal alternativa renovável aos combustíveis derivados do petróleo, uma produção maior de etanol teria o benefício ambiental de emitir menos gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. A troca dos combustíveis fósseis por biocombustíveis também pode tirar parte do poder concentrado nas mãos do cartel dos grandes produtores de petróleo.

Um polêmica que gravita em torno do etanol é a de que a sua produção poderia reduzir a área de alimentos plantados. Os críticos sustentam que, por causa do retorno maior, muitos agricultores poderiam trocar a lavoura de alimentos por uma de cana ou milho, com o objetivo de produzir matéria prima para o etanol. Essa tese é validada por especialistas internacionais, mas não é um consenso no meio científico. Com a segunda geração de etanol, o receio da redução do plantio de alimentos deve diminuir.
Para o Brasil, o domínio da tecnologia tem potencial de consolidar de vez o status do país como o maior produtor de biocombustíveis. A situação do país é privilegiada por dois motivos. O primeiro é que a infraestrutura para produzir etanol já está montada e o conhecimento técnico sobre o combustível acumulado pelos cientistas brasileiros é o maior do mundo. A segunda vantagem é o custo da matéria prima. Também chamado de etanol de segunda geração, o combustível feito de restos vegetais pode ser obtido a partir de bagaços de fruta, casca de madeira, capim e restos de grãos. No Brasil, a matéria prima será o próprio bagaço da cana resultado da produção do etanol, que está disponível nos pátios das usinas e não representará custo algum.

A consagração do etanol de segunda geração também deve atrair muitos investidores para o Brasil, o que gera receitas e mais investimento em tecnologia. Para o consumidor, a entrada no mercado do etanol de segunda geração deve baratear o produto, mas ainda não é possível saber qual será o impacto nos preços.

Apenas a Novozym anunciou planos para o Brasil. A enzima, chamada de Cellic, será apresentada ao mercado brasileiro em março, mas estará à venda apenas em 2012.

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BIOMASSA

5/04/10

Cada vez mais perto do etanol celulósico

Empresa traz para o Brasil enzimas capazes de auxiliar na produção de álcool a partir do bagaço de cana

31 de março de 2010
Leandro Costa – O Estado de S.Paulo

A produção do etanol celulósico – o etanol extraído a partir da biomassa, como o bagaço de cana, por exemplo – pode finalmente ganhar escala industrial. Esse processo, que já é estudado há pelo menos uma década no mundo, pode aumentar em pelo menos um terço a produção de etanol no País, atualmente em 24 bilhões de litros, e tornar mais próxima a consolidação do mercado externo de biocombustíveis.

A Novozymes Latin America, multinacional de biotecnologia de origem dinamarquesa, que há dez anos estuda o desenvolvimento de enzimas capazes de aproveitar os resíduos agrícolas para produzir o etanol celulósico ou de segunda geração, como também é chamado, apresentou, durante o F. O. Licht”s Sugar & Ethanol 2010, na semana passada, em São Paulo (SP), sua nova tecnologia.

São duas enzimas que devem baratear o processo de hidrólise das biomassas. É esse processo que vai permitir às usinas obter glicose a partir dos resíduos da cana e ampliar, assim, a produção do biocombustível. “Já testamos a eficiência das enzimas em plantas de demonstração nos Estados Unidos, usando palha de milho. Agora, vamos comprovar a sua eficiência no Brasil, com o bagaço de cana”, diz o presidente da empresa na América Latina, Pedro Luis Fernandes.

Parcerias. A empresa diz que irá buscar parcerias com centros de referência, como o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC ), de Piracicaba (SP), e o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), de Campinas (SP), para montar plantas de demonstração, para simular o processo de produção do álcool celulósico em escala industrial.

O CTBE, por exemplo, irá concluir até o meio deste ano a primeira planta para experimentos com o etanol celulósico do País. “O prédio está quase pronto e as máquinas já chegaram. Até 2011 pretendemos realizar um grande experimento, com participação da comunidade científica”, diz o diretor do CTBE, Marcos Buckeridge.

Segundo ele, diferentemente de uma planta de demonstração, onde é possível apenas simular o ambiente industrial, a usina piloto em questão permitirá também o desenvolvimento de cada etapa do processo.
Buckeridge, que também é coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Bioetanol, diz que as descobertas nessa área têm avançado muito. “Em todo o mundo há o desenvolvimento de novas enzimas, o que pode baratear a produção do etanol de segunda geração. No ano passado, só o INCT investiu US$ 1 milhão e temos várias enzimas em ponto de descoberta científica”, revela.

Desafios. O esforço coordenado de pesquisa é outro fator que faz Buckeridge acreditar que o álcool celulósico tenha potencial para deslanchar. Segundo ele, apesar de o desenvolvimento das enzimas ser um ponto fundamental, há outros desafios, como a melhoria genética das leveduras que vão fazer a fermentação da glicose obtida da biomassa. “As leveduras que fermentam a glicose do caldo da cana não digerem a glicose vinda da biomassa da mesma forma. Por isso, temos trabalhado também na pesquisa de novas leveduras”, diz o pesquisador Buckeridge.

O programa de cana do Instituto Agronômico (IAC-Apta) também tem se voltado para o tema. Segundo o especialista em melhoria genética e diretor do Centro de Cana do IAC-Apta, Marcos Landell , já estão sendo identificadas variedades de cana que possuem alta produção de celulose e poderiam se encaixar bem na nova indústria. Entre elas, duas variedades lançadas recentemente merecem destaque, para o pesquisador: a IAC 91-1099 e IACSP 95-5000. “Elas têm o perfil biológico de alta produção de biomassa”, diz Landell.
O fato de o Brasil ter uma agroindústria de açúcar e álcool bem desenvolvida, além de matéria-prima abundante, põe o País em vantagem também em relação ao etanol celulósico. É o que pensa o gerente de Desenvolvimento Estratégico e Industrial do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Jaime Finguerut.

Mais perto. “Nós não temos os milhões de dólares dos americanos, que pesquisam as enzimas na palha de milho. Mas estamos mais perto da linha de chegada”, diz. “Só o que precisamos fazer é acoplar o processo de hidrólise nas nossas usinas, que já são eficientes. O bagaço atualmente já está dentro da dinâmica das usinas. Moído, picado e pronto pra virar álcool”, diz Finguerut, citando o fato de que em outros países é preciso montar todo o processo logístico das biomassas.

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ETANOL

31/01/10

BNDES cria linha de R$ 2,5 bi para reservas de etanol

Intenção do governo é evitar que as situações de escassez do produto resultem em elevação de preço

Terça, 25 de Janeiro de 2010

EFE

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinará uma linha de crédito de R$ 2,5 bilhões para criar reservas de etanol para situações de escassez e alta do preço do álcool combustível.

Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, as reservas servirão como mecanismo regulador do mercado brasileiro de etanol, que atualmente vive uma alta do preço, diante da redução da oferta afetada pelas chuvas que atingiram a última safra de cana.”

A partir de abril ou maio, o mercado deve se normalizar e acreditamos que até sobre etanol”, comentou o ministro. Diante dessa situação, que aumentou o preço do produto em quase 6% nos últimos meses, o governo decretou uma redução da mistura obrigatória do etanol na gasolina. Essa redução, de 25% para 20%, que passará a vigorar partir de 1.º de fevereiro, valerá por 90 dias.

Brasil, líder mundial na produção e exportação de etanol de cana-de-açúcar, considerou a possibilidade de importar o produto americano, obtido a partir do milho. O motivo é que o preço do combustível no mercado americano é menor que no mercado doméstico.

“Neste momento, tudo indica que, com o preço a que chegou o etanol, compensaria importar. Acredito que se deveria exonerar o imposto (de 20% à importação de etanol) e, se o preço subir, o mercado então poderá importar”, afirmou o ministro da Agricultura.Amanhã, o assunto será debatido em reunião de Stephanes com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes da União da Indústria de Cana de açúcar (Única). Os recursos do BNDES estavam previstos para serem aplicados em 2009, mas o nível de produção ajustado não permitiu a criação de reservas.FLEXCom a alta do preço do etanol, o abastecimento de veículos com gasolina ficou mais vantajoso. O Brasil tem uma frota de mais de 7 milhões de automóveis flex, isto é, que podem usar tanto álcool como gasolina.

Pelo menos 93% da frota nova de veículos leves produzidos no País chegam ao mercado com essa tecnologia. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado aos empresários do setor de biocombustíveis para que planejem a produção 2010-2011 de cana, pois o governo brasileiro teme que o consumidor troque o etanol pela gasolina.

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BIOCOMBUSTÍVEIS

25/01/10

 Centro de Bioetanol: novas perspectivas para o Brasil

 Sergio Machado Rezende
21/01/2010

Centro é a resposta brasileira aos avanços que vários países já realizam nessa área, principalmente os Estados Unidos

Em 1975, o Brasil ousou e criou o maior programa de conversão de biomassa em combustível do mundo, o Proálcool. Como resultado do esforço conjunto do governo federal, setor sucroalcooleiro, montadoras de veículos, Centro Técnico Aeroespacial, Petrobras e entidades de pesquisa, que persistiram no Programa, o país hoje colhe frutos não imaginados há três décadas.

O sucesso do etanol combustível no Brasil, reconhecido mundialmente, deveu-se em muito à pesquisa desenvolvida e aos recursos humanos aqui gerados. Vale mencionar que essa é a área de ciência e tecnologia do país que mais desperta interesse na comunidade internacional. Um exemplo da boa pesquisa realizada no Brasil atualmente é o trabalho de produção de novas variedades de cana-de-açúcar e multiplicação acelerada de sementes desenvolvido por entidades como a Rede Interuniversitária Ridesa, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o Centro de Tecnologia do Nordeste (Cetene), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Embrapa Agroenergia.

Hoje, 35 anos após a criação do Proálcool, metade do combustível consumido pelos veículos leves no país é de fonte renovável e 17% da matriz energética é composta pelos produtos da cana-de-açúcar. A importância do etanol na matriz energética poderá aumentar muito com sua utilização como combustível de usinas termelétricas. Unidade pioneira da Petrobras inaugurada na última terça-feira em Juiz de Fora mostra que essa é uma possibilidade real.

Posto isso, o século XXI coloca uma nova perspectiva de inserção para o Brasil: com a bioenergia da cana-de-açúcar, o país poderá contribuir, ainda mais, para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa (GEE) que hoje preocupam sociedades e governos de todo o mundo.

Dentro desta perspectiva, em 2005, o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) solicitou ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) um ambicioso estudo sobre quais seriam os impactos e as implicações em aumentar substancialmente a produção brasileira de etanol. O estudo explorou um cenário em que o país viesse a produzir suficiente etanol para substituir o equivalente a 10% de toda a gasolina a ser consumida no mundo em 2025: um volume dez vezes maior que a produção atual, ou seja, cerca de 250 bilhões de litros de etanol por ano. Esse estudo, coordenado pelo professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite do Nipe/Unicamp, concluiu que seria possível atingir essa auspiciosa meta. Para tanto foi assumido um modelo de produção de etanol concebido com o uso da melhor tecnologia disponível e sua evolução. Também foram consideradas as restrições conceituais à Amazônia, ao Pantanal, às terras indígenas e às reservas florestais em um cenário que não comprometesse a produção de alimentos para o mercado interno e externo.

No modelo de produção proposto no estudo todas as etapas agrícolas seriam mecanizadas, com cana colhida sem queimar, com o etanol escoado em álcooldutos, usando a logística da Petrobras, e produzido de forma ambientalmente correta e socialmente justa. Entre os benefícios gerados por esse aumento da produção brasileira de etanol destacam-se a criação de 9 milhões de bons empregos (diretos, indiretos e induzidos) e o aumento da interiorização da economia, tornando possível imaginar um grande programa de desenvolvimento a partir da produção de etanol e sua utilização em vários segmentos da matriz energética, com mais energia limpa e renda para a população.

Mas talvez o mais importante resultado dos estudos foi a compreensão que o esforço para a implantação desse projeto poderia ser bem menor se fosse feita uma ação concentrada em áreas estratégicas de pesquisa, de forma a produzir mais com menos recursos financeiros e naturais. Para se atingir a meta dos 10% de substituição de gasolina por etanol com as tecnologias tradicionais, seriam necessários cerca de 30 milhões de hectares (ha) de terra adicionais (além dos 6 milhões de ha cultivados com cana em 2005). No entanto, se recursos financeiros fossem alocados de forma concentrada, como foram, por exemplo, no chamado Projeto Manhattan americano, a meta poderia ser atingida com cerca de 30% de terra a menos, ou seja, aproximadamente 20 milhões de ha. Isso torna clara a importância de se investir mais em C&T no setor e, sobretudo, em áreas que possam impactar favoravelmente a sustentabilidade ambiental, econômica e social da produção de etanol de cana-de-açúcar.

Foi com esse cenário que o MCT, em articulação com outras entidades do Governo Federal, notadamente Petrobras e Embrapa, viabilizou a criação de um novo Laboratório Nacional de pesquisas focado no tema etanol: o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE). O novo laboratório, que será inaugurado amanhã, em Campinas, no Campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), vai contribuir com o desenvolvimento de ciência e tecnologia e permitir ao Brasil manter sua liderança nessa importante área. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais também abriga o Laboratório Nacional de Luz Sincrotron (LNLS), o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e o Laboratório de Nanotecnologia Cesar Lattes..

Com cinco programas de pesquisa nas áreas Industrial, Agrícola, Científica, de Avaliação Tecnológica e Sustentabilidade (ver detalhes em www.bioetanol.org.br) o CTBE nasce com o espírito de trabalhar de forma articulada, complementar e não competitiva com os centros existentes e é, sem dúvida, uma resposta brasileira aos avanços que vários países já realizam nessa área, principalmente os Estados Unidos.

Para tanto, o novo Centro vai adotar políticas e práticas de gestão que possibilitam atrair e estabelecer relações adequadas com parceiros do setor produtivo, investidores, universidades e centros de pesquisa que atuam dentro da missão do CTBE de forma a garantir que benefícios de novas tecnologias cheguem à sociedade. O MCT convida a comunidade acadêmica e industrial a conhecer e trabalhar de forma cooperativa com este novo Laboratório Nacional que será inaugurado amanhã pelo presidente Lula.

Sergio Machado Rezende é doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professor titular de Física da Universidade Federal de Pernambuco. Está Ministro da Ciência e Tecnologia.

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19/01/2010 

Petrobras vai pesquisar uso de biocombustíveis na Antártida

da Reuters, no Rio

A Petrobras vai trabalhar com pesquisadores da Estação Antártica Comandante Ferraz o uso de biocombustíveis em baixas temperaturas, uma contrapartida aos investimentos que a estatal fará em melhorias no recebimento de combustíveis pela estação.

Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a empresa vai investir R$ 3 milhões em um novo sistema de recebimento de combustíveis, basicamente óleos diesel e combustível, além de querosene de aviação.

Em parceria com a Universidade do Rio Grande, a Petrobras desenvolveu um sistema de linhas que levarão de maneira remota os combustíveis para a estação.

“Junto com a Universidade do Rio Grande, desenvolvemos carretéis grandes, com duas linhas. Uma ponta fica no navio e a outra nos tanques (com combustível), que são bombeados para os navios”, explicou Costa.

O transporte dos combustíveis até a estação atualmente é feita por balsas, em viagens que, segundo Costa, levam muito tempo e sob o risco de vazamento, apesar de nenhum ter ocorrido por enquanto. A Estação faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Porantar), criado em 1982, e que sempre teve o apoio da estatal.

Situação rigorosa

“Lá você tem as situações mais rigorosas do planeta. Hoje se usa diesel comum, se usar só biodiesel pode ter benefício? Vamos pesquisar”, disse o executivo, que prevê ganhos ambientais com a troca do produto fornecido sem custos para a Marinha.

Em 2006 a Petrobras já havia aplicado R$ 10,5 milhões no programa para revitalizar a estação e viabilizar a Operação Antártica 25.

As pesquisas realizadas em um ambiente inóspito também poderão ser estendidas para outras utilizações, segundo Costa, em países com inverno rigoroso e até mesmo no pré-sal.

“Hoje não tem nada previsto (para o pré-sal), mas pode ser que tenha, se a Petrobras entender que isso será positivo”, afirmou.

 

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