MINERAÇÃO

23/08/10

Anglo Gold planeja investir US$ 1 bilhão até 2015 no Brasil

César Felício, de Belo Horizonte
19/08/2010

Daniel Acker/Bloomberg

Mark Cutifani, principal executivo mundial da Anglo Gold: “O Brasil representa o menor custo e a maior eficiência”

O baixo custo da extração no Brasil e as altas cotações do ouro nos últimos anos estão canalizando para o país os investimentos da Anglo Gold Ashanti, mineradora sul-africana que produziu 4,6 milhões de onças em 2009 (cerca de 1,5 mil toneladas), com faturamento de US$ 3,9 bilhões. Segundo o principal executivo mundial da empresa, o australiano Mark Cutifani, a Anglo Gold começou este ano investimento plurianual de US$ 1 bilhão até 2015, sendo US$ 220 milhões este ano. A participação do Brasil no bolo dos investimentos da Anglo Gold poderá atingir 20% do total mundial, embora o país represente hoje cerca de 8% da produção global da empresa.
“O Brasil representa o menor custo e a maior eficiência”, disse Cutifani. No relatório das atividades da empresa no ano passado, a Anglo Gold avaliou o custo da produção no Brasil em US$ 352 a onça, ante US$ 356 na Argentina, U$ 385 nos Estados Unidos, US$ 662 na Austrália, US$ 592 em Gana e US$ 472 na África do Sul e Namíbia. Cerca de um terço da produção da Anglo Gold está na África do Sul. O Brasil é o segundo maior produtor e a Austrália o terceiro, no mesmo patamar.
A produção no Brasil tem se mantido no patamar de 400 mil onças desde 2008, mas Cutifani afirmou que a extração saltará para pelo menos 700 mil onças em 2015, fruto dos investimentos atuais, o que já deverá colocar o Brasil acima dos dois dígitos na participação da produção global da Anglo Gold. O executivo avalia a falta de crescimento dos últimos anos à diminuição do teor do ouro das atuais extrações, “um ciclo normal dentro da mineração”.
As novas extrações, que se manterão na região do Quadrilátero Ferrífero (MG) devem fazer com que o teor se eleve. “Dependendo do resultado das prospecções, a produção poderá chegar a 1 milhão de onças, e não 700 mil, dentro de cinco anos.”
Embora o Brasil concentre atenções da mineradora, o principal investimento individual da Anglo Gold está na Colômbia, na região de La Colosa, país onde até hoje a Anglo Gold não atuava. A mineradora começará em 2011 a extração em uma área com reservas provadas de 15 milhões de onças, segundo Cutifani, fruto de um investimento de US$ 100 milhões.
A Anglo Gold se alterna com as canadenses Yamana e Kinross na posição de líder da extração de ouro no Brasil. Ambas declararam investimentos neste ano superiores ao da sul-africana no país. A Yamana anunciou inversões de US$ 256 milhões e a Kinross, que é sócia da Anglo Gold em um mina em Crixás (GO), de US$ 235 milhões.
Na semana passada, a empresa divulgou na Bolsa de Johannesburgo seus resultados no segundo trimestre, que indicam a previsão de estabilidade para a produção global de ouro este ano, que deve oscilar entre 4,5 milhões a 4,7 milhões de onças.

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Exploração mineral deve ser feita de forma sustentável

18/08/10

Folha de SP, 23/06/2010

Paulo Camillo Vargas Penna
Especial para a folha

É inegável que, no passado, a mineração deixou cicatrizes nos terrenos onde existiram minas. Os segmentos produtivos desconheciam ou não demonstravam preocupação com os efeitos de sua operação no ambiente e nem mesmo a legislação espelhava com rigor essa necessidade. Tendo por base esse histórico conjugado à imagem de uma mina, onde há alterações do terreno, é natural que a maioria encontre dificuldade para compreender como a retirada de minérios possa ser sustentável.

E também são poucos os que conseguem distinguir um projeto mineral sustentável dos dias de hoje, de outros, do passado, sem ou com baixa sustentabilidade. Em realidade, a mineração foi um dos setores que saíram à frente no desafio de incorporar os conceitos de desenvolvimento econômico-social e ambiental no Brasil.

Um projeto minerador precisa ter detalhado planejamento desde seu início até o fechamento da mina, algo impensável há várias décadas. Áreas consideradas exauridas vêm sendo mineradas novamente, graças às novas tecnologias.

A mineração reutiliza mais de 80% da água que consome e realiza a extração mineral em apenas 5%, em média, dos terrenos concedidos. Além de recuperar as características ambientais desses 5%, nos 95% restantes as empresas assumem a gestão territorial de espaços estratégicos para a conservação de recursos naturais e da biodiversidade.

São exemplos as florestas nacionais dos Carajás (PA) e do Jamari (RO) e áreas preservadas ou recuperadas para uso e lazer, como os parques das Mangabeiras (Belo Horizonte), do Ibirapuera (São Paulo) e das Pedreiras (Curitiba). Portanto, o minério brasileiro incorpora ativos como gestão eficiente de recursos hídricos, conversação da biodiversidade, preservação ambiental e gestão social, entre outros.

Sustentabilidade é a única forma de continuidade das operações minerárias, simplesmente porque o mundo assim o exige. E quem não provar ser sustentável não participa do comércio mundial.

A União Europeia tem conduzido políticas para determinar padrões de fornecimento para aquele bloco. Uma chama-se Reach. Obriga os exportadores a comprovar a não toxicidade dos produtos exportados, inclusive minérios. Outra, Raw Materials Initiative, está em maturação e vai além, evidenciando conceitos do tipo origem justa, pegada de água e pegada de carbono como critérios que irão definir a competitividade entre os exportadores.

Demarest e Almeida Advogados - Biblioteca

São barreiras não alfandegárias, movimentos da estratégia desse gigantesco jogo de xadrez que é o comércio internacional, no qual a exportação de minérios ocupa posição de liderança na atração de divisas para o país.

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MINERAÇÃO

16/08/10

Ferrous busca sócio para projeto de US$ 5,5 bi

Vera Saavedra Durão, de Belo Horizonte
09/08/2010

Eugenio Savio/Valor

Mozart Litwinski, principal-executivo da Ferrous, contratou o Santander para captar US$ 2 bilhões para investir na primeira fase do empreendimento

Depois de interromper um processo de abertura de capital na Bolsa de Londres, em meados do ano, a mineradora Ferrous Resources Brasil está em busca de um sócio estratégico para desenvolver projeto de mineração integrado avaliado em US$ 5,5 bilhões. A empresa, que tem como acionistas fundos de investimento estrangeiros e empresários brasileiros, contratou, na semana passada, o Deustche Bank para coordenar a operação. Paralelamente, o comando da Ferrous escolheu o banco Santander para captar recursos da ordem de US$ 2 bilhões no mercado para desenvolver o negócio.

A decisão de contratar os dois bancos para executar nova estratégia para o projeto - que será desenvolvido em duas etapas incluindo mina, mineroduto e porto -, foi tomada pela nova direção do conselho de administração da empresa. O conselho sofreu mudanças no início de julho devido a desistência da direção da Ferrous de fazer a abertura de capital. O presidente do conselho Gordon Toll, engenheiro australiano e sócio fundador da Ferrous, decidiu deixar o cargo insatisfeito com a suspensão da operação. A companhia pretendia captar U$ 400 milhões com a colocação de ações. Ele foi substituído no cargo pelo brasileiro Jório Dauster, embaixador e ex-presidente-executivo da Vale.

Dauster, em entrevista ao Valor, falou das razões que levaram a Ferrous a desistir da oferta de papéis no mercado londrino. “Não fracassamos no IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), a questão é que não fizemos. Após a preparação da documentação para a operação, antes mesmo de realizarmos o road show começaram os problemas na Grécia e a volatilidade dos mercados ficou muito alta. Por prudência, resolvemos abortar a operação.”

O objetivo agora é ter um parceiro estratégico até o fim do ano, afirmou o novo presidente do conselho. Esta semana, o banco alemão deve dar início aos contatos com dezenas de grandes empresas mundiais de mineração e de siderurgia que conhecem a empresa. O banco, segundo Dauster, vai enviar correspondência para os potenciais interessados em se associar com a Ferrous contendo todas as informações sobre a empresa e o andamento do projeto de investimento. “Vamos aguardar as respostas para saber se eles estariam dispostos a vir ao Brasil para uma competição, com apresentação de propostas para a sociedade.”

A Ferrous não exige que o futuro parceiro tenha perfil de mineradora. O interessado pode ser da área de ferrosos, uma trader (como a Sumitomo, grupo japonês que comprou a Usiminas) ou uma grande siderúrgica, como as chinesas que estão em busca de minério para garantir suprimento. Os valores da oferta também podem variar muito, dependendo se o interessado quer ser minoritário ou controlador. A Ferrous pretende fixar apenas um piso para a proposta comercial.

O valor de mercado da Ferrous é avaliado hoje, por bancos e consultorias, na faixa de US$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. A companhia é vista ainda como “empresa de papel”. Mas com as licenças ambientais de mina, mineroduto e porto aprovados até o fim do ano, pode subir para US$ 8 bilhões.

Já o Santander vai buscar funding para garantir recursos para financiar as obras do projeto da Ferrous. O BNDES também será visitado pela empresa. “O BNDES já emprestou R$ 5 bilhões para a EBX (empresa de Eike Batista)”, lembrou Mozart Litwinski, principal-executivo da Ferrous. A meta da empresa, segundo ele, é captar US$ 2 bilhões para investir na primeira fase do empreendimento, avaliado em US$ 3 bilhões.

“Depois de gastarmos US$ 700 milhões de um total de recursos de US$ 1,2 bilhões captados pela empresa em 2007, quando desenhou seu plano de negócios, a Ferrous ainda tem um caixa de US$ 500 milhões. Temos de ter linhas de crédito para financiar a aquisição de máquinas e equipamentos para as obras, que pretendemos começar em 2011. A primeira etapa do projeto deve entrar em operação em 2013″, adiantou Litwinski.

A empresa é dona de quatro minas no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Agora está negociando a aquisição, por R$ 80 milhões, da faixa de terra que passa pelo caminho do mineroduto de 404 quilômetros que vai construir a partir da região das minas até o terminal portuário de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. As empresas Ausenco/Sandwell estão desenvolvendo o projeto conceitual do porto, por onde será exportado o minério.

Até 2013 a empresa pretende atingir a produção de 25 milhões de toneladas de minério de ferro extraídas da mina de Viga, em Congonhas. As quatro minas - Santanense, Esperança, Viga Norte e Viga - têm reservas de 4,5 bilhões de toneladas de minério certificadas pela JORC, disse Litwinski. Na segunda etapa do projeto, a Ferrous vai investir US$ 2,5 bilhões para dobrar a produção de minério, atingindo 50 milhões de toneladas anuais em 2016, somando minério de todas as suas minas.

A mina de Viga já conta com licença prévia ambiental e até o fim do ano deve ter licença de instalação. O mineroduto tem outorga de água do Rio Paraopebas fornecida pelo governo de Minas Gerais. A audiência pública para licenciamento do porto está marcada para 16 de setembro.

A Ferrous tem sede em Belo Horizonte e é controlada por seis grandes fundos - Harbinger Capital, TPG Axon, Kew Capital, Sentient Group, Vasari Capital e Passport Capital - e pelos empresários brasileiros Iracy Parreiras e Ronaro Correa. Eles respondem por mais de 50% do capital da mineradora. “Hoje temos um conselho de administração onde estão representados 75% dos acionistas. Antes das mudanças não tinha nem 20%, pois havia uma concentração de poder nas mãos de Toll”, informou Dauster.

A diretoria executiva da companhia é formada por Litwinski, engenheiro metalúrgico e ex-diretor da Vale e da CSN. Além da presidência executiva da companhia, ele passou a ocupar um assento no conselho por indicação de Dauster, com quem trabalhou na Vale. Antonio Rigotto é o diretor-executivo de Operações e Andre Simão, diretor-executivo de Finanças.

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MINERAÇÃO

9/08/10

Brasileiras anunciam recorde de investimentos até 2014

05/08/2010
FOLHA DE S. PAULO
PAULO CAMILLO PENNA

ESPECIAL PARA A FOLHA

As mineradoras brasileiras acabam de superar o forte golpe que sofreram com a crise internacional, pelo menos em relação aos investimentos futuros, visto que há mercados que ainda estão a caminho de retomar o nível de encomendas do setor.

Levantamento atualizado nesta semana pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) revisou para cima, pela terceira vez neste ano, os valores de investimentos das empresas no Brasil no período 2010-2014.
Nessa atualização, o estudo aponta um total de US$ 62 bilhões especialmente em novos projetos, bem como na ampliação de minas. Em março do ano passado, o setor anunciava US$ 47 bilhões entre 2009 e 2013.
A nova lista do Ibram contempla 59 projetos de vários minérios, como ferro, cobre, manganês, vanádio, bauxita, níquel, fosfato, ouro, entre outros.

LIDERANÇA DO FERRO

O maior volume de investimentos será direcionado ao ferro: US$ 39,23 bilhões. A mineração de níquel aplicará US$ 6,71 bilhões e a de cobre, US$ 2,66 bilhões.
Antes de a crise estraçalhar as economias mundo afora, os investimentos setoriais apurados pelo Ibram totalizavam US$ 57 bilhões em 2008; declinaram para US$ 47 bilhões com a turbulência econômica e, em abril último, já estavam em US$ 54 bilhões.

Essa evolução demonstra confiança das empresas na manutenção de um ciclo de preços adequados à oferta e procura dos minérios, puxado pelo crescimento de países europeus e Japão, além do reconhecido protagonismo chinês nesse mercado.

O Japão, que importava em 2009 9,5% do ferro do Brasil, no primeiro trimestre deste ano passou a comprar 13,3%; Bélgica, Espanha, França, Holanda e Itália também elevaram com destaque as importações do Brasil.
Além de ser um volume altamente expressivo de investimentos, convém analisar o aporte de US$ 62 bilhões sob o ponto de vista dos efeitos a longo prazo para o Brasil.

Ao anunciar os maiores investimentos do setor privado no Brasil nesses cinco anos, a mineração demonstra à indústria de transformação e aos fornecedores que estes também devem acompanhar esse ciclo virtuoso.
Cenário idêntico ao que se vivenciava em 2008 até a crise financeira. E os mesmos problemas ressurgem: falta mão de obra especializada; sobram dificuldades com infraestrutura, especialmente energia e logística de transporte.

Em evento que termina hoje em Belo Horizonte (MG), as mineradoras e as universidades revivem os tempos alvissareiros de dois anos atrás.

O 6º CBMINA (Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto), congresso para apresentação de trabalhos técnicos e debates com foco no aperfeiçoamento dos processos minerais, superlotou em razão das boas perspectivas do setor e abriu espaço para que as mineradoras prospectassem entre o público novos quadros para seu estafe.

PAULO CAMILLO PENNA é diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração)

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Terça-feira, 3 de agosto de 2010

Votorantim compra mineradora no Peru

Empresa paga US$ 420 milhões para assumir o controle da Milpo e se torna a quinta maior produtora de zinco do mundo

Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Votorantim Metais confirmou na terça-feira, 3, a compra de 16,4% das ações em circulação da mineradora peruana Milpo por US$ 420 milhões. Agora, a companhia brasileira passa a ter pouco mais de 50% dos papéis da empresa. A Milpo opera no Peru as minas Cerro Lindo, Chapi, El Porvenir e Atacocha. Já no Chile é dona de uma mina e uma refinaria. A empresa peruana produz chumbo, cobre, prata e zinco - é a terceira maior produtora peruana do minério.

A aquisição foi feita por meio de oferta pública de ações na Bolsa de Valores de Lima e envolveu apenas recursos próprios. Com isso, o aporte total da Votorantim Metais no Peru, iniciado em 2004, soma US$ 1,5 bilhão. O principal objetivo do negócio, segundo o diretor superintendente da companhia brasileira, João Bosco Silva, é aumentar o portfólio de minérios e assim diminuir a exposição do caixa da companhia a um único mercado. “O fluxo de caixa passa a ficar mais estável”, explica o executivo.

A previsão é que a Milpo fature neste ano US$ 500 milhões e, em 2013, chegue a US$ 1 bilhão. A empresa peruana tem 17 projetos de exploração mineral, três deles em estágio bastante avançado, segundo o superintendente da Votorantim Metais. Os projetos da Milpo somam investimentos de US$ 1 bilhão em cinco anos.

Apesar da recente aquisição, da conhecida riqueza do solo peruano e da facilidade logística, Silva diz que o Brasil continua a ser a principal base de investimentos da companhia: “Se o ativo é de boa qualidade e o custo competitivo, é possível obter retorno de médio prazo”. A produção da Milpo não deverá ser exportada e beneficiada no Brasil, mas vendida para os Estados Unidos e para países europeus.

Com a aquisição, a Votorantim passa a ser a quinta maior produtora de zinco no mundo, com previsão de chegar a 700 mil toneladas em 2014, deixando para trás a concorrente Anglo.

O grupo brasileiro passa agora a acumular as posições de maior produtora de alumínio primário do mundo, uma das 15 maiores em produção de níquel e a terceira maior em zinco.

Apesar da animosidade entre os vizinhos Venezuela e Colômbia, Silva diz não ver problemas nos investimentos no Peru. “É um país bastante estável, que sempre cumpre os contratos. Estamos lá há mais de cinco anos sem problemas”, explica.
Brasil

Mesmo com o aporte de recursos no Peru, a prioridade da Votorantim Metais continua a ser o Brasil. “É que no caso do zinco não havia outra forma de crescermos. O Brasil tem apenas duas minas de zinco em operação. Já o Peru é rico no minério. Temos de buscar fontes alternativas”, afirma Silva.

A direção da empresa confirmou os planos de investir neste ano R$ 1 bilhão no Brasil. Faz parte do valor a instalação de duas prensas de extrusão na fábrica da Companhia Brasileira do Alumínio (CBA), em Alumínio (interior paulista). Os investimentos em projeto de polimetálicos em Juiz de Fora (MG), bem como a retomada do projeto de ferro-níquel em Niquelândia (GO), serão definidos até o fim do ano.

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