Energias alternativas

28/04/09

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Obama anuncia plano para energias alternativas

Presidente diz que energia eólica pode gerar até 20% da demanda de eletricidade dos EUA até 2030.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira, quando se comemora o Dia da Terra, um plano para aumentar a geração de energia alternativa no país.

O plano apresentado pelo presidente prevê o uso de áreas de litoral para gerar eletricidade a partir do vento, de ondas e de correntes oceânicas.

Segundo Obama, a medida vai ajudar a reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global, além de criar empregos.

O presidente disse que a energia eólica pode gerar até 20% da demanda de eletricidade dos Estados Unidos até 2030.

Estados costeiros, como Nova Jersey e Delaware, já têm projetos de energia renovável.

“A escolha que temos não é entre salvar o nosso meio ambiente e salvar a nossa economia, é uma escolha entre a prosperidade e o declínio”, disse Obama, em discurso em Iowa.

O presidente disse que seu plano de desenvolvimento de energia alternativa não vai prejudicar a economia americana e poderá criar até 250 mil empregos.

“É bom para o ambiente e bom para a economia”, disse.

Obama já disse que o combate às mudanças climáticas é uma das prioridades de seu governo. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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Mudanças climáticas e São Paulo

7/04/09

Autor(es): Xico Graziano e Fernando Rei

Folha de S. Paulo – 17/02/2009

Uns descreem, outros usam a agenda do aquecimento global para fazer oposição. São Paulo, porém, tem de enfrentar esse desafio

MENSURÁVEIS , reportáveis e verificáveis. Assim recomenda a Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas sobre como devem ser as medidas governamentais para enfrentar mudanças climáticas. São Paulo concorda. E mais. Quer liderar esse processo. Com tal propósito, o governo estadual acaba de enviar para a Assembleia Legislativa a Pemc (Política Estadual de Mudanças Climáticas).

Nela são estabelecidos os princípios, os objetivos e os instrumentos de aplicação, para que as ações de governo sejam efetivas e eficazes. Uma política com compromissos. O planeta é um só. A contribuição histórica dos países desenvolvidos no aquecimento global não pode postergar ações vigorosas por parte das demais regiões do mundo. A posição brasileira anda tímida e temerosa.

Apenas agora, com o radicalismo do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), o governo federal esboça sair da exagerada cautela. O desmatamento da Amazônia, porém, continua entupindo a atmosfera de gases-estufa. Animam-se os ambientalistas mundiais com o posicionamento do presidente Obama. Os EUA, que botavam freio nessa batalha, agora aceleram as mudanças.

Aumenta a pressão sobre os países em desenvolvimento para que assumam sua responsabilidade. Nesse cenário, São Paulo puxa a fila, mostrando que os governos regionais também devem participar da governança climática global.

A Pemc pretende reduzir ou estabilizar a concentração dos GEE (gases de efeito estufa) na atmosfera, atingindo nível seguro para garantir o desenvolvimento sustentável. O Poder Executivo, por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), se obriga a finalizar, até dezembro de 2010, o inventário das emissões paulistas de GEE.

Tal inventário definirá a base para o estabelecimento de metas, globais ou setoriais, pelo Estado. Até lá, o setor energético adotará a meta de redução, para 2020, de 20% das suas emissões de dióxido de carbono. Isso exige limpar, ainda mais, a matriz energética paulista. Atualmente, estima-se que 41% do consumo de energia advenha de fontes renováveis. O cumprimento da meta de redução exige um acréscimo de 10% na oferta de energia não-poluente. Etanol e bioeletricidade são agendas da sustentabilidade.

São Paulo assume, com coragem, o compromisso de combater a poluente energia derivada do fóssil -e finito- petróleo. Aqui entra a agenda do transporte sustentável. A proposta relaciona um conjunto de medidas para enfrentar o péssimo costume do uso individual do automóvel.

A começar do imprescindível investimento público em transporte coletivo. A legislação proposta pelo governo Serra estabelece, ainda, a necessidade da chamada Comunicação Estadual, com prazo até 2010.
Seguindo o rumo da legislação internacional, o documento trará ao público todas as informações e ações estratégicas propostas para enfrentar as terríveis consequências das alterações globais do clima da Terra. Transparência total. Haverá a participação da sociedade. O Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, assegurado na lei, garante a presença de amplos setores -ambientalistas, empresariais, universitários- nas discussões. Nada será fácil. A população precisa de empregos.

Sem renda não se melhora a qualidade de vida. Mas aqui reside o fundamental: chega de expandir a economia lançando notas promissórias contra o futuro. A Pemc representa uma inquestionável -e voluntária- colaboração paulista ao novo regime internacional que se anuncia nas discussões do chamado pós-Kyoto, exigindo metas de redução dos países emergentes.

A natureza global da mudança do clima requer maior cooperação internacional, conforme o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, das nações e regiões de governo. São Paulo já atua nesse campo, desempenhando relevante papel “paradiplomático” como copresidente da Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável -nrg4SD, uma espécie de Organização das Nações Unidas paralela, que aglutina interesses de mais de 500 regiões, Estados ou províncias independentes dos cinco continentes.

Alguns descreem do aquecimento global. Outros se utilizam da agenda para fazer oposição. Faz parte da política. São Paulo, porém, não pode desviar o foco do assunto principal: enfrentar o desafio das mudanças climáticas. Uma boa lição de casa.

FRANCISCO GRAZIANO NETO , o Xico Graziano, engenheiro agrônomo, é secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Foi presidente do Incra (1995), secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (governo Covas) e chefe do gabinete pessoal da Presidência da República (gestão FHC).
FERNANDO REI , advogado, fez doutorado em direito internacional pela Universidade de São Paulo. É professor titular do Centro Universitário Senac e diretor-presidente da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo).

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

7/04/09

2 de abril de 2009

Clinton propõe combater mudança climática como saída à crise

Segundo o ex-presidente dos EUA, ’saída para a crise está em criar milhões e milhões de empregos’

Efe
BRUXELAS – O ex-presidente americano Bill Clinton propôs nesta quinta-feira, 2, em Bruxelas, impulsionar as políticas de luta contra a mudança climática como uma fórmula para sair da crise econômica internacional.

“Cada vez que vejo um lixão, vejo empregos”, disse Clinton, em referência às oportunidades colocadas pelas energias renováveis durante seu discurso em um “fórum progressista” organizado na sede do Parlamento Europeu pelo Grupo Socialista.

Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, “a saída para a crise está em criar milhões e milhões de empregos” para desenvolver novas formas de gerar energia que mudem “a maneira com a qual alimentamos nossas economias”.

Clinton ressaltou a necessidade de agir logo contra a mudança climática, e disse que “é relativamente fácil concordar metas estratégicas como um bom resultado da Conferência de Copenhague”, que será realizada este ano, para buscar um acordo global.

“Mas a pergunta que os progressistas têm que fazer é: como vamos conseguir isso?”, afirmou o ex-presidente americano.

Junto com o desafio da mudança climática, Bill Clinton aprofundou em sua intervenção nos outros dois grandes problemas que, segundo ele, “o mundo interdependente” de hoje possui: a desigualdade e a instabilidade.

A solução para os três desafios está interligada e deve ser buscada já, apesar da conjuntura econômica, acrescentou.

“Não podemos ignorar estes problemas por causa da crise financeira atual”, insistiu, e recomendou aos Governos que definam planos de recuperação “agressivos” e, ao mesmo tempo, impulsionem a cooperação internacional.

“Eu apoio o plano do presidente (Barack) Obama, mas também apoio a secretária de Estado (Hillary Clinton) quando diz que não podemos nos afastar do resto do mundo”, disse.

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31 de março de 2009

Deputados detalham plano contra mudança climática dos EUA

Projeto daria à indústria até dois bi de toneladas em ‘créditos’ para que consiga fazer cortes nas emissões

Richard Cowan – Reuters

WASHINGTON – Deputados democratas norte-americanos propuseram nesta terça-feira, 31, um projeto de lei sobre mudança climática e eficiência energética que daria à indústria até dois bilhões de toneladas em “créditos” anualmente para ajudá-la a cumprir as exigências de cortes nas emissões de gases estufa.
O projeto proposto pelos principais democratas do Comitê de Energia e Comércio da Câmara também daria à indústria “descontos” para que empresas norte-americanas sejam capazes de permanecer competitivas com companhias estrangeiras.

De acordo com o comitê, a legislação daria ao presidente o poder de estabelecer um programa de “ajuste marginal”, caso os descontos forem insuficientes.

“Sob esse programa, as indústrias estrangeiras e os importadores teriam de pagar e fazer concessões especiais para ‘cobrir’ o carbono contido nos produtos que entram nos EUA”, disse o comitê.

Embora o projeto tenha sido divulgado nesta terça-feira, 31, pelo presidente do Comitê de Energia e Comércio da Casa dos Representantes, Henry Waxman, e pelo deputado Edward Markey, detalhes do plano foram obtidos pela Reuters na noite de segunda-feira, 30.

Sob o plano Waxman-Markey, que provavelmente será aprovado pelo comitê nas próximas semanas, os EUA vão abraçar um sistema de limitação de cotas e comercialização (“cap and trade”) para reduzir as emissões dos gases estufa que têm sido relacionados aos problemas da mudança climática.

O projeto, que usa 2005 como ano-base, exige que as emissões de carbono dos EUA sejam reduzidas em 20% até 2020, em 42% até 2030 e em 83% até 2050.

Essas metas são um pouco mais agressivas que os cronogramas propostos pelo presidente Barack Obama.

“Essa legislação criará milhões de empregos relacionados à energia limpa, colocará a América no caminho da independência energética e cortará a poluição do aquecimento global”, afirmou Waxman.

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REDUÇÃO DE EMISSÕES

7/04/09

1 de abril de 2009

Países em desenvolvimento cobram cortes de CO2 de ricos

Países formados por ilhas temem que alguns atóis sumam do mapa por causa do aumento do nível dos oceanos

ALISTER DOYLE – REUTERS

BONN, ALEMANHA – China, Índia e outros países em desenvolvimento uniram suas forças na quarta-feira para pedir que os países ricos façam cortes nas emissões de gases-estufa bem maiores que o previsto para 2020 a fim de conter o aquecimento global.

Vários países em desenvolvimento presentes às negociações em Bonn — que reúnem 175 nações para conversar sobre um novo pacto sobre o clima patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) — pediram que os ricos cortem as emissões em “ao menos 40%” dos níveis de 1990 até 2020 para combater o que dizem ser sinais cada vez piores da mudança climática.

Os apelos, que integram as negociações sobre o novo pacto da ONU sobre o clima ao qual se deve chegar a um acordo até dezembro, marcaram uma pausa nos elogios do começo da semana para as promessas do presidente Barack Obama em fazer mais para combater o aquecimento global do que o ex-presidente George W. Bush.

“Acreditamos que até 2020 as nações desenvolvidas devam reduzir suas emissões em ao menos 40 por cento abaixo dos níveis de 1990″, disse o representante chinês Xu Huaqing no encontro, que ocorre de 29 de março a 8 de abril.

A Índia está entre os países que pediram os mesmos níveis de cortes, bem mais profundos do que as metas estabelecidas pelos Estados Unidos, pela União Européia ou por qualquer outro país rico. Obama encontrou-se com o presidente chinês, Hu Jintao, em Londres na quarta-feira, na véspera da cúpula do G20 que voltará seu foco em formas de recuperar a economia mundial.

A meta de Obama é cortar as emissões norte-americanas, principalmente as provenientes da queima de combustíveis fósseis, para voltar aos níveis de 1990 até 2020, num corte de entre 16 e 17 por cento dos níveis atuais. Bush previu o auge das emissões para apenas 2025.

Diversos países em desenvolvimento afirmam que as descobertas científicas sobre o aquecimento global, indo do derretimento do gelo ártico a sinais de um aumento mais rápido no nível dos oceanos, estão se tornando mais alarmantes e, portanto, exigem ações mais rigorosas.

ILHAS

“A voz mais potente (para o objetivo de ao menos 40 por cento) veio de pequenos países-ilhas. Mas ele parece ter amplo apoio”, disse Harald Dovland, autoridade norueguesa que preside um grupo em busca de mais cortes nos países desenvolvidos.

Os países em desenvolvimento formados por ilhas, que temem que alguns dos atóis sumam do mapa por causa do aumento do nível dos oceanos, concordaram em pedir por cortes de ao menos 40 por cento em dezembro do ano passado.

Delegados disseram que muitos países pobres passaram a apoiar esse número desde então.

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1 de abril de 2009

México quer metas de emissão de CO2 para país em desenvolvimento

AXEL BUGGE – REUTERS

LONDRES – Os países em desenvolvimento precisam adotar metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa, de modo a também fazerem sua parte no combate ao aquecimento global, disse na quarta-feira o presidente do México, Felipe Calderón.

Os países em desenvolvimento – até agora isentos de metas de emissões – precisam ajudar a resolver o problema mais premente do mundo, o aquecimento global, e parar de culpar os países ricos por causá-lo, disse Calderón em discurso no British Council.

“Falar como nação em desenvolvimento é difícil para mim, porque outros líderes de nações em desenvolvimento dizem que as nações industrializadas provocaram o problema e têm dinheiro suficiente para resolvê-lo. Precisamos mudar esse ponto de vista”, disse ele.

A declaração ecoa comentários semelhantes feitos em março pelo ministro brasileiro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pode ter repercussões na negociação de um novo tratado climático da

ONU.

A expectativa geral é de que os países em desenvolvimento não terão metas a cumprir no novo tratado, a ser aprovado em dezembro em Copenhague, para entrar em vigor depois de 2012 em substituição ao Protocolo de Kyoto.

Calderón participa na quinta-feira em Londres da cúpula do G20, que deve incluir um compromisso de seus líderes de assinar o novo tratado climático neste ano.

Ele afirmou que os países em desenvolvimento estão “corretos de certa forma” em resistir às metas de redução das emissões, mas que “todos querem colaborar para consertar o problema da mudança climática”.

“Há duas coisas que ameaçam a própria existência da humanidade: a lacuna entre homem e natureza e a lacuna entre norte e sul, entre ricos e pobres”, afirmou.

Ele admitiu, porém, que o mundo carece de instrumentos para cortar as emissões de gases do efeito estufa.

“Precisamos perceber que os instrumentos que Kyoto criou não foram úteis para os nossos propósitos. Os instrumentos corretos são os incentivos econômicos corretos para os países, porque o dinheiro é o melhor incentivo para qualquer um.”

Ele propôs a criação de um “fundo verde” que poderia ajudar os países a financiar programas destinados a melhorar a segurança energética. Cada país contribuiria segundo sua capacidade financeira, de modo análogo às quotas pagas à ONU e ao FMI. “Todo e qualquer país deve contribuir para criar um fundo sob o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, afirmou.

O presidente acrescentou que o México almeja que até 2012 um quarto da energia usada no país venha de fontes renováveis. O país deve ampliar o uso da energia eólica, e Calderón disse que a empresa alemã Q-Cells cogita investir até 3 bilhões de dólares para construir uma fábrica de células de energia solar no México.

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