MUDANÇAS CLIMÁTICAS

16/02/10

 

EUA anunciam nova agência dedicada à mudança climática

Agência, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, reuniria informações sobre o tema.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, e a chefe da agência americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês), Jane Lubchenco, anunciaram nesta segunda-feira o plano de criar uma nova agência federal exclusivamente dedicada às mudanças climáticas.

A criação da nova agência, no entanto, ainda precisa ser aprovada no Congresso americano.

O Noaa, um dos centros de estudo da atmosfera mais respeitados do mundo, ficará responsável pela criação do órgão, que trabalharia em conjunto com outras duas agências, o Serviço Nacional de Meteorologia e o Serviço Nacional de Oceanos, ambos ligados à própria Noaa.

Recentemente, a Noaa divulgou estudos afirmando que os dez anos entre 2000 e 2009 foram os mais quentes já registrados, seguidos pela década de 90.

“Cada vez mais gente quer ter mais informações sobre o clima e como ele os afeta”, afirmou Lubchenco. “Por isso, as autoridades decidiram reunir todas as operações do governo sobre o assunto em uma só unidade.”

Novas tecnologias

Escritórios que já trabalham com meteorologia no Noaa e em outras agências governamentais seriam incorporados por esta nova agência climática.

A nova unidade deverá ser administrada por Thomas Karl, atual diretor do Centro Nacional de Dados sobre o Clima, e deve ficar baseada em Washington, além de ter seis diretores regionais em diferentes pontos dos Estados Unidos.

“Ao fornecer informações vitais para planejamento que as nossas empresas e comunidades necessitam, o Serviço Climático do Noaa vai ajudar a enfrentar de frente os desafios de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, afirmou Locke, acrescentando que novas tecnologias e empresas serão criadas neste processo.

De acordo com o Noaa, diversos representantes da sociedade civil também elogiaram a iniciativa do governo americano.

Além da criação do novo serviço, o Noaa também anunciou a criação de um novo portal na internet, o http://www.climate.gov/ para reunir todas as informações relacionadas ao clima atualmente produzidas pela agência.

De acordo com as autoridades, o portal visa a atender cientistas, formadores de opinião, educadores e empresários, além do público em geral. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. 

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

11/01/10

Os frutos de Copenhague

Agência O Globo
O Globo - 31/12/2009
Qiu Xiaoqi

A 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas (COP-15), que chamou grande atenção de todo o mundo, já terminou, e a mídia fez uma série de comentários sobre os resultados. Deve ser dito que a COP-15 alcançou um resultado importante e positivo, principalmente no seguinte: Primeiro, a COP-15 defendeu firmemente o quadro e um conjunto de princípios estabelecidos pela Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança Climática e o Protocolo de Kyoto, especialmente o princípio de “responsabilidades comuns mas diferenciadas”.

Segundo, graças à Conferência, tanto os países desenvolvidos como os em desenvolvimento estabeleceram uma série de metas para enfrentar a mudança climática e tomaram novas ações. Os países desenvolvidos assumiram metas obrigatórias de redução das emissões no âmbito do Protocolo de Kyoto, e os países em desenvolvimento também lançaram as próprias ações voluntárias de mitigação.

Se não tivesse sido realizada essa reunião, não existiriam esses compromissos, ou seriam adiados.
Este foi um resultado muito importante da COP-15.

Terceiro, após intensas negociações antes da COP-15, as partes chegaram ao consenso preliminar em uma série de questões sobre as quais tinham divergências substanciais no passado. Acordaram em que até 2050 as temperaturas globais não deverão exceder 2 graus, e deram um passo à frente nas questões financeiras, da transferência de tecnologia e da transparência.

Algumas pessoas dizem que o Acordo de Copenhague não tem valor legal nem é satisfatório. A meu ver, o Acordo é o melhor resultado que a Conferência pode obter. Apesar de críticas e descontentamentos, o resultado da Conferência é positivo e importante, desde que seja avaliado justa e objetivamente.

Com este acordo, podemos avançar para o futuro, e a COP-15 pode ser um novo ponto de partida para a comunidade internacional enfrentar a mudança climática.

A China atribui grande importância à questão da mudança climática e à Conferência de Copenhague.
O primeiro-ministro Wen Jiabao participou da Conferência. Antes e no meio da Conferência, a parte chinesa, especialmente o próprio primeiro-ministro, trabalhou muito para que a Conferência conseguisse, em circunstâncias tão complexas, o resultado final - o Acordo de Copenhague. Os países como a China e o Brasil desempenharam um papel crucial de mediadores quando as negociações caíram no impasse. Podemos afirmar ao mundo, com todo orgulho, que a China tem contribuído significativamente para a cooperação internacional no enfrentamento da mudança climática e para o resultado positivo da Conferência.

A China e o Brasil mantinham estreita comunicação e coordenação em torno da Conferência. O primeiroministro Wen Jiabao e o presidente Lula conversaram por telefone antes da Conferência e encontraram-se diversas vezes durante o evento. Os dois países empenharam grandes esforços para manter a união e defender os interesses dos países em desenvolvimento, deixando a Conferência como um bom exemplo de cooperação estreita nos assuntos globais.

A China está disposta a reforçar a união dos países do “Basic”(Brasil, África do Sul, Índia e China) para consolidar os resultados obtidos e continuar a desempenhar um papel construtivo nas negociações futuras da mudança do clima.

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

5/01/10

A vitória dos emergentes

28 de Dezembro de 2009
O Globo

IPCC considera conquista na COP-15 a criação do grupo integrado pelo Brasil

O surgimento do grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China - o chamado Basic - foi considerado o avanço mais relevante da Conferência do Clima em Copenhague (COP-15) pelo presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, o indiano Rajendra Pachauri.

Em sua primeira entrevista desde o fim da COP-15, Pachauri disse que o Basic impediu que os países desenvolvidos enterrassem o Protocolo de Kioto (que tem força de lei e impõe metas compulsórias aos ricos) e foi protagonista da elaboração de uma carta de intenções que servirá como ponto de partida para a discussão climática.

Defesa de acordo com valor legal

O Basic reuniu-se com o presidente dos EUA, Barack Obama, no último dia conferência. Do encontro saiu o esboço do Acordo de Copenhague.

Para Pachauri, o Basic ajudou a equilibrar as disputas entre países ricos e em desenvolvimento.

- O surgimento da aliança foi um acordo político significativo - destacou Pachauri, em visita a Nova Déli.

- Os países desenvolvidos terão de lidar com este grupo para alcançar um acordo legalmente vinculante no México, no ano que vem.

Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 - dividido com o exvicepresidente dos EUA, Al Gore -, Pachauri aliou-se ao grupo na defesa pelos princípios do Protocolo de Kioto, que definiu como “sacrossanto”.

O tratado, assinado em 1997 em Kioto e válido até 2012, estabelece metas obrigatórias no corte de emissões dos países desenvolvidos.

Para nações em desenvolvimento, como as do Basic, a redução nas emissões é voluntária. Os EUA não assinaram Kioto e países europeus lutaram para extinguir a base legal do protocolo em Copenhague.

- Um novo acordo climático, seja ele qual for, deve partir dos mesmos princípios de Kioto - afirmou Pachauri. - Caso contrário, vários países podem não aceitá-lo.

O presidente do IPCC alertou que o tempo para negociações é escasso.

Segundo Pachauri, se um acordo com força jurídica não for assinado no ano que vem, “estaremos perdendo tempo, o que dificultará e encarecerá a nossa missão”.

A meta assumida na COP-15 é impedir que a temperatura média da Terra aumente em mais de 2 graus Celsius. Este aquecimento resultaria na extinção de espécies de plantas e animais, em alterações bruscas nos ciclos de cultivo e no desaparecimento de ilhas.

Pachauri aproveitou sua aparição pública para pedir ao governo da Índia para prestar assistência a países mais vulneráveis da África e a pequenas nações insulares do Índico e do Pacífico, ameaçadas pela elevação do nível do mar.

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CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE

21/12/09

18/12/2009

Vinte e cinco países montam documento para negociação climática

da Efe, em Copenhague

Vinte e cinco países fecharam nesta sexta-feira (18), último dia da conferência da ONU sobre o clima, um documento de negociação que contém números de financiamento e de cortes nas emissões de gases que seguem a linha dos objetivos da União Europeia (UE), segundo fontes da delegação espanhola.

Apesar disso, a conferência vai terminar sem acordo final entre países ricos e emergentes e líderes optarão por fazer apenas uma declaração política, segundo fontes ouvidas pela Folha. Até mesmo a Índia já pediu publicamente para prorrogar as negociações para 2010.

A UE chegou a Copenhague com um compromisso claro de reduzir suas emissões em 20% até 2020, com a possibilidade de ampliá-lo para 30% caso outros países façam um esforço similar, e de fornecer 7,2 bilhões de euros (US$ 10 bilhões) nos três próximos anos para que as nações pobres possam se adaptar à mudança climática.

Os ministros de 25 países foram convocados ontem à noite em caráter de urgência após o jantar de gala oferecido pela rainha Margarida 2ª da Dinamarca aos quase 120 chefes de Estado e de governo que estão em Copenhague para chegar a um documento que regule a luta contra a mudança climática.

Às sete da manhã, após oito horas de negociações, foi selado o documento com o maior consenso possível, apesar das reservas da China, que continua mantendo uma posição muito dura, especialmente por sua oposição à verificação de suas emissões por um organismo internacional, segundo as fontes.

O documento serviu de base de negociação para os chefes de Estado e de governo na reunião que mantiveram hoje, entre os quais estavam o presidente americano, Barack Obama; o presidente francês, Nicolas Sarkozy; a chanceler alemã, Angela Merkel; e os primeiros-ministros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e do Reino Unido, Gordon Brown.

Obama, que chegou hoje de manhã a Copenhague, não ofereceu nenhum compromisso novo em seu discurso no plenário da COP15.
Com Folha Online

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Obama defende recursos a países em desenvolvimento

AE - Agencia Estado

COPENHAGUE - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje em Copenhague um mecanismo de financiamento que ajude as nações em desenvolvimento a se adaptarem para que possam enfrentar o aquecimento global e seus efeitos. “Devemos ter um mecanismo de financiamento capaz de auxiliar na adaptação dos países em desenvolvimento, em especial daqueles países menos desenvolvidos e mais vulneráveis às mudanças climáticas”, declarou Obama, durante a 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima, na capital dinamarquesa.

O presidente norte-americano afirmou que os EUA estão prontos para assinar hoje um novo acordo climático que passará a vigorar depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. “Não há tempo a perder. A América fez sua escolha. Nós definimos nosso caminho, assumimos nossos compromissos e faremos o que dissemos que vamos fazer”, declarou. “Agora eu creio que seja a hora de as nações e os povos do mundo se unirem em uma proposta comum”, disse.

“Devemos de escolher a ação em detrimento da inação, o futuro em vez do passado, com coragem e fé. Assumamos nossa responsabilidade diante de nossos povos e do futuro de nosso planeta”, afirmou o líder norte-americano, ao encerrar o discurso. As informações são das agências internacionais.

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