Sustentabilidade
16/01/12A nova ordem mundial é verde
13/01/2012

O professor de Stanford, um dos principais consultores de política ambiental do mundo, diz que os países emergentes serão os líderes na transição para uma economia mais sustentável
O professor Thomas C. Heller, da Universidade Stanford, é um dos mais influentes especialistas em política ambiental do planeta. Membro do painel de experts da ONU que estimou os efeitos das mudanças climáticas e dividiu com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore o Nobel da Paz de 2007, ele é requisitado para auxiliar na formulação de programas de sustentabilidade por dez entre dez países emergentes. Sua abordagem pragmática soa como música aos ouvidos dos governos do Brasil, da China e da Indonésia. O plano chinês de redução de emissões de carbono e a lei brasileira que cortou repasses de recursos federais a municípios desmatadores são exemplos de iniciativas sugeridas pela Climate Policy Initiative, instituição sem fins lucrativos fundada por Heller e financiada pelo megainvestidor George Soros. Diz o professor Heller: “Caberá aos emergentes liderar a transição para uma nova ordem mundial, em que ser sustentável dará uma tremenda vantagem competitiva”.
As últimas tentativas de acordos internacionais em prol do meio ambiente, como o Protocolo de Kyoto e a rodada de Durban, fracassaram. O que falta para essas negociações começarem a dar resultados concretos?
Antes de mais nada, é preciso formar um consenso verdadeiro em torno da ideia de que não se pode mais subestimar o valor de uma política ambiental séria e consequente – se não por convicção, pelo menos por pragmatismo. Essa premissa deixou de ser uma afirmação típica de ambientalistas românticos há muito tempo. A interdependência entre economia e meio ambiente atingiu seu ápice. Prova disso é que o preço das commodities e da energia está em alta e deve continuar assim indefinidamente. O progresso, daqui por diante, depende de usarmos os recursos naturais da forma mais eficiente e produtiva possível. Parece óbvio que, na próxima etapa do desenvolvimento humano, ser verde será cada vez mais uma tremenda vantagem competitiva. Ainda assim, os governantes relutam em encarar a questão ambiental como aspecto fundamental da agenda econômica.
Por que isso ocorre?
A grande maioria das nações ainda trata o dinheiro aplicado em sustentabilidade como investimento a fundo perdido, o que, claro, constitui um sério equívoco. Como seu retorno costuma ocorrer apenas a longo prazo, fica muito difícil convencer países em crise, como a maior parte das economias desenvolvidas hoje, a destinar grandes quantias a programas ambientais. Essa é uma das razões por que foram adiados, para 2015, o estabelecimento de metas de redução das emissões de dióxido de carbono e, para 2020, a criação do fundo verde de 100 bilhões de dólares. Esperava-se que tais resoluções fossem tomadas já. Mas muitos países relutaram em assumir o compromisso porque sabem que custará caro cumpri-lo. O que a maioria dos analistas não percebeu é que começou a desenhar-se, em Durban, uma nova ordem mundial, liderada por economias emergentes como Brasil, Índia e China.
De que nova ordem o senhor está falando?
O parco avanço obtido em Durban só foi possível porque os emergentes capitanearam as negociações, aderiram às metas propostas e forçaram a assinatura de um acordo. Há sete anos, quando entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, um protagonismo desses era improvável. Daqui para a frente, porém, será cada vez mais evidente, e por uma razão muito simples: os países em desenvolvimento terão de criar formas de elevar, e muito, a produtividade de sua economia, para suportar a inclusão de 3 bilhões de pessoas na classe média nos próximos vinte anos. Isso pressupõe criar mais políticas públicas de estímulo à sustentabilidade e investir maciçamente em inovação e em planejamento urbano – algo que os emergentes estão em condições de fazer, uma vez que não tiveram suas finanças corroídas pela crise global.
O senhor não está sendo otimista demais? Os novos integrantes da classe média vão querer consumir mais alimentos, combustíveis…
Depende da forma como se encare a questão. De fato, há um enorme contingente de pessoas sedentas de consumo, que passarão de uma renda diária média de 10 a 15 dólares para algo como 50, até 100 dólares por dia. Toda essa gente vai querer comprar carnes mais nobres e adquirir carros para ir ao trabalho e levar seus filhos à escola, o que terá forte impacto sobre o meio ambiente. Mas os emergentes não têm escolha a não ser empenhar-se para mitigar esse impacto. Se observarmos com atenção, veremos que isso já está ocorrendo. Em nosso mapa global de investimentos em iniciativas verdes, feito em 2011, constatamos que 22% dos recursos destinados a esse tipo de projeto já vêm das economias emergentes. Nas minhas viagens, tenho notado uma preocupação cada vez maior dos governantes com os efeitos danosos das mudanças climáticas. Muitos desses países, afinal, são fortemente dependentes de seus recursos naturais.
Mesmo a China?
Sim. O caso mais emblemático é justamente a China. Apesar de ser o maior poluidor do planeta, o país é também, hoje, o que mais investe em energias renováveis. Não apenas para melhorar sua imagem perante o mundo, mas porque os chineses sabem que não podem depender tanto de carvão, um recurso natural escasso, para movimentar sua produção. Desde 2005, a China já aplicou 400 bilhões de dólares em projetos de energia limpa e eficiência energética. Isso fará com que a proporção da energia eólica que o país consome dobre de 1,5% para 3% do total até 2015. Trata-se de um feito e tanto, se considerarmos que proporcionará a redução de algo como 400 milhões de toneladas de dióxido de carbono lançadas todo ano na atmosfera – 5% menos do que hoje. Há ainda diversas outras iniciativas, como um programa massivo de expansão dos transportes coletivos e das estações de tratamento da água que chega às metrópoles. Segundo uma avaliação que fizemos para o governo chinês no ano passado, embora ainda não tenha conseguido diminuir a emissão total de gases poluentes, a China já reduziu em 20% o nível de poluição em relação ao PIB.

China: “Apesar de ser o maior poluidor do planeta, o país é também, hoje, o que mais investe em energias renováveis” (Foto: Divulgação/Siemens)
Mas a China é uma ditadura. Tem muito mais poder para dirigir a economia do que a Índia ou o Brasil, por exemplo…
Não precisamos ir até a China para encontrar sinais de mudança. No Brasil mesmo há histórias interessantes. Veja o caso do estado de Mato Grosso. As estatísticas mostram que o ritmo do desmatamento na Amazônia está diminuindo. A extensão de florestas derrubadas caiu 74% entre 2004 e 2010. Os ambientalistas xiitas não gostam de admitir, mas, no caso de Mato Grosso, essa redução se deve diretamente aos ganhos de produtividade do agronegócio. O raciocínio é elementar: quanto mais cabeças de gado se consegue criar em uma mesma área, maior a riqueza produzida por metro quadrado e menor o impacto ambiental da atividade econômica. Além disso, ao criar mais empregos, o agronegócio evita que as pessoas depredem a floresta para garantir meios de subsistência. Isso só prova que, ao contrário do que costumam pregar os ecologistas mais radicais, o progresso, se bem administrado, é, sim, muito benéfico ao meio ambiente.
Essa lógica só vale para o campo ou se aplica também às cidades?
Aplica-se a ambos. Para os países ricos, aliás, é nas cidades que estão as maiores oportunidades de ganhos com iniciativas sustentáveis. E, no caso dos emergentes, será nelas que passará a viver essa enorme massa de novos consumidores a que me referi. Os aglomerados urbanos, portanto, precisam estar no centro de uma revolução – que mudará não apenas a forma como as pessoas consomem, mas também a maneira como vivem. Isso significará considerar como premissas do planejamento urbano dados como o tempo de deslocamento de cada indivíduo até o local das compras ou a distância percorrida entre a casa e o trabalho para reduzir custos e racionalizar o uso do tempo. Se o planejamento conseguir tornar as cidades mais produtivas, elas poderão ser mais densamente povoadas sem se converter em verdadeiros infernos urbanos. Pelo contrário. Serão mais verdes e agradáveis e ainda ajudarão a diminuir a quantidade de pessoas que vivem nos subúrbios e, consequentemente, o número de viagens de carro e a emissão de poluentes.
Como fazer isso, na prática?
Há diversos projetos em teste. Os mais promissores me parecem ser os edifícios verdes, ainda pouco disseminados para moradia, mas já bastante populares entre as empresas. As companhias, de modo geral bem mais adiantadas na compreensão das vantagens econômicas que a sustentabilidade pode render, sabem que um prédio verde pode custar de 5% a 10% mais do que os edifícios comuns. No entanto, também já aferiram que, após alguns anos, ele chega a ser até 50% mais econômico. Gasta-se menos com energia e água e ainda se consegue melhorar a qualidade do ar. Sem contar que, para pôr tais prédios em funcionamento, é preciso desenvolver novas tecnologias, criando um ciclo virtuoso de inovação que tende a se disseminar por vários outros setores.
O senhor é dos que acreditam que sem inovação não há sustentabilidade?
Estou certo disso. Todos os avanços significativos da história da humanidade decorreram de grandes saltos tecnológicos. Não há por que pensar que desta vez será diferente. Foi assim com a Revolução Industrial, que possibilitou a obtenção de bens de consumo em larga escala, o surgimento da infraestrutura de distribuição de energia e a criação de sistemas de transporte coletivo. Mais recentemente, nos anos 1960, tivemos a chamada Revolução Verde, um salto de produtividade espetacular provocado pela utilização de defensivos, fertilizantes e técnicas modernas de plantio. Sem essas transformações radicais no processo de produção, não teríamos conseguido assimilar o crescimento populacional do planeta ao longo dos séculos. Para fazer com sucesso a transição para essa nova ordem mundial de que falo, será necessário outro salto tecnológico, tão ou mais profundo do que as grandes revoluções do passado.
O senhor trabalha com governos há décadas. Acha mesmo que eles são capazes de fazer essa transição?
Não partirão dos governos as inovações capazes de garantir um futuro mais sustentável. Assim como no passado, esses avanços serão impulsionados pela iniciativa privada, pelos empreendedores. Mas não dá para pensar em um progresso tão abrangente sem que os governos assumam seu papel, que é fomentar a criação de tais empreendimentos. Vimos isso ocorrer na Califórnia, onde moro, nas décadas de 70 e 80, quando floresceu a indústria da tecnologia da informação. O que houve naquela época foi uma combinação de forças positivas: um grupo de jovens brilhantes, dotados de criatividade e empreendedorismo ímpares, que recebeu infraestrutura para abrir suas empresas e o apoio do governo à criação de linhas de crédito dentro do próprio setor privado para que elas pudessem prosperar. O mesmo pode e deve ser feito agora, com a adoção de incentivos tributários e fontes de financiamento para companhias que se proponham a criar produtos ou tecnologias capazes de reduzir os danos ao meio ambiente.
O que leva as empresas a estar tão mais adiantadas que os governos na adoção de projetos ambientalmente corretos?
Ao contrário dos governantes, que estão constantemente premidos por restrições orçamentárias e costumam ser excessivamente cautelosos quando se exigem deles medidas eleitoralmente impopulares, as empresas são movidas pelo lucro. As grandes corporações perceberam há mais de uma década que aderir a um modelo de funcionamento sustentável daria bom retorno. Para essas companhias, a economia no uso da água e da luz ou a reciclagem do lixo passaram a representar não só uma fonte de renda extra, mas também a chance de melhorar sua imagem junto ao público – o que, evidentemente, as ajudou a fechar negócios mais lucrativos. Ao fim e ao cabo, tudo se resume a encontrar formas criativas de gerir os recursos disponíveis da maneira mais eficiente possível e, de preferência, antes dos concorrentes. É essa a lógica que tem de inspirar os políticos que pretendam fazer de seus países os condutores do desenvolvimento econômico do planeta nas próximas décadas.
Suzano lança linha sustentável
11/01/2012
Por Bettina Barros | De São Paulo
Primeira companhia do setor a calcular a “pegada de carbono” de parte de seus produtos, a Suzano Papel e Celulose dá mais um passo em direção à sustentabilidade da sua cadeia produtiva. A empresa lançou em dezembro no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos uma nova linha de papel que tem as emissões de gases poluentes geradas em sua produção compensadas através de projetos de energia limpa.
O novo produto, na verdade, é um desdobramento de um processo de quantificação e certificação de gases-estufa iniciado em 2003, que culminou em 2011 com o primeiro selo de “pegada de carbono” do setor. Diferentemente de outras empresas que limitam-se a quantificar emissões somente da produção própria, a Suzano estendeu a conta para toda a cadeia produtiva – dos cerca de 400 fornecedores de matéria-prima até a “porta do cliente” no Brasil e exterior. Nesse cálculo entram, por exemplo, operações nas fábricas e energia gasta até o transporte.
“Agora estamos agregando valor a esse produto, que é a compensação”, diz Carlos Anibal, diretor da unidade de negócio papel e celulose da Suzano. De acordo com ele, o mercado alvo é o corporativo, sobretudo bancos. Por ser um produto de maior valor agregado, a empresa informou que adotará política comercial diferenciada. “Acreditamos que vai ser um marco de tendência porque a sustentabilidade é exigência do mercado.”
A Suzano segue, assim, uma tendência mundial de redução de gases do qual já fazem parte nomes como Coca Cola, PepsiCo, Danone, Kimberly-Clark e Tesco, a maior varejista britânica.
A compensação virá por meio de projetos em países onde a Suzano já faz negócios. Segundo Marina Carlini, consultora de mudanças climáticas da empresa, seis projetos foram contemplados nas áreas de captação de metano, energia eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na Nicarágua, Colômbia, Turquia, Estados Unidos e Brasil.
Segundo ela, a Suzano possui uma espécie de “conta-corrente” com saldo de cinco mil toneladas de CO2 equivalente. “Conforme vamos tendo encomendas de papel, compramos mais créditos”, explicou. Esses créditos são comprados no mercado internacional através de bancos ou empresas especializadas em carbono.
O inventário de emissões realizado desde 2003 permitiu detectar onde as emissões estão em patamar considerado aceitável e onde há problemas. De toda a cadeia produtiva, a logística é a parte que mais emite gases poluentes – e, portanto, a que mais requer atenção para que a Suzano consiga reduzir a média de emissões.
A redução é importante porque para o Carbon Trust, empresa criada em 2000 pelo governo britânico e que conta com orçamento público e gestão privada, tão importante quanto medir a poluição é criar meios de diminui-la. “Ainda não temos meta para redução de gases, mas teremos que reduzir para continuar recebendo a certificação”, diz Marina.
Entre 2000 e 2009, a Suzano conseguiu reduzir suas emissões de 0,472 tonelada de CO2 /tonelada de produto para 0,267. Os dados de 2010 ainda estão em processo de auditoria externa.
A companhia já rotula com o selo da Carbon Trust cerca de 1,1 milhão de toneladas de celulose, destinados aos papéis Report, Alta Alvura, Paperfect, Symetric e agora ao Report 360°. A Unidade de Negócio Papel responde por 57% das receitas da Suzano. Ela não informa a participação dos produtos com “pegada de carbono” na receita.
O Globo
Dez metas para Rio+20
11 Jan 2012
ONU divulga primeiro rascunho da pauta para os debates de junho
Cláudio Motta
A criação de dez metas de desenvolvimento sustentável – que incluirão normas de consumo, produção, proteção dos oceanos, segurança alimentar, energia limpa e redução de desastres naturais – deverá marcar os debates da Rio+20. A proposta aparece no primeiro rascunho de pauta publicado ontem de noite pela ONU para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho, no Rio. As 19 páginas do documento resumem 672 propostas vindas de países de todo o mundo: um calhamaço cuja pilha tem mais de dois palmos de altura.
Os negociadores tentarão, ainda, costurar um acordo para fortalecer uma agência ambiental, e nomear um alto comissário global responsável por receber críticas, sugestões e reclamações. Também ganha força a criação de medidas de redução de combustíveis fósseis e subsídios a fontes alternativas de energia. Haverá muita diplomacia até a pauta da Rio+20 ser concluída, quatro dias antes da conferência, que começará no dia 20 de junho.
Não são esperadas, porém, propostas para acordos legalmente vinculantes, como ocorreu na Rio 92, a Cúpula da Terra realizada há 20 anos na cidade. Desta vez, os negociadores serão convidados a definir suas próprias metas e trabalhar voluntariamente para o estabelecimento de uma economia verde global, reduzir a pobreza e diminuir os níveis de consumo.
De acordo com Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, as metas de desenvolvimento sustentável foram propostas da Colômbia, e logo apoiadas pela Guatemala e Brasil.
- A discussão de metas de desenvolvimento sustentável anima. É algo concreto. A Rio+20 é uma conferência que não prevê decisão mais rígida, formal. O que poderia deixá-la vazia – analisa Maretti. – As metas têm que começar a valer já. E o Brasil precisa se comprometer com o desmatamento zero até 2020. Economia verde é a mesa posta para o Brasil ser campeão mundial. Mas não adianta esconder seus problemas ambientais.
Porém, os objetivos globais de desenvolvimento sustentável não deverão vigorar antes de 2015. Tampouco vão substituir os dez objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, lançados em setembro de 2000. Além disso, as novas metas não ficaram imunes de críticas.
- É bom ter um norte, mas, sem os meios para atingir os objetivos, eles podem ficar apenas na retórica – alerta a subsecretária estadual de Economia Verde do Rio Suzana Kahn, que está em Nova York para desenvolver acordos ambientais com os Estados Unidos. – Precisamos construir soluções regionais, envolvendo estados e municípios.
O fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) será discutido na Rio+20, o que também é defendido pelo Brasil. Com sede em Nairobi, a agência poderá ganhar o mesmo nível de importância da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da agência para Alimentação e Agricultura (FAO).
- Não há muita surpresa no rascunho, há um certo consenso – disse o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil Giancarlo Summa. – Já a questão do Pnuma enfrenta divergências. Uns defendem seu fortalecimento, outros a criação de uma nova agência ambiental.
O Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, destacou o fato de que as propostas brasileiras, como as metas sustentáveis, já têm visibilidade no primeiro rascunho. Mas lembrou que o processo de negociação ainda é longo:
- A primeira rodada de debate deste texto será em Nova York, nos dias 25, 26 e 27 de janeiro.
São esperados dezenas de chefes de Estado, líderes políticos e celebridades. Porém, o primeiro-ministro britânico David Cameron já declarou que não planeja vir ao Rio de Janeiro, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”, apesar de ter prometido liderar o governo mais verde da história de seu país. Além disso, a Rio+20 foi adiada para evitar a coincidência de datas com as comemorações do jubileu de diamante da rainha da Inglaterra Elizabeth II. Inicialmente marcada para o início do mês, a cúpula está prevista agora para os dias 20 a 22 de junho.
O encontro paralelo que o Brasil está organizando, chamado de “Diálogos sobre sustentabilidade”, vem ganhando repercussão mundial. A sociedade civil será convidada a debater e a criar um documento para pressionar os negociadores oficiais.



